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2. GENEL BİLGİLER

2.4. Perineum, Vulva, Vestibulum ve Vagina Hastalıkları

2.4.1. Perineumun Obstetrik Hasarı ve Perineal Yaralanmalar

2.4.1.1. Birinci Derece Perineal Yaralanmalar

Dentro do sistema familiar, todos os elementos desempenham simultaneamente diferentes papéis/funções com constrangimentos, exigências, necessidades e obrigações diversas, o que pressuporá, provavelmente, diferentes níveis de autoeficácia, com probabilidades desiguais de se tornarem críticos para o funcionamento individual e familiar (Caprara et al., 2004).

A aplicação do modelo de Bandura no domínio parental sugere que os pais necessitam de se sentirem eficazes nas tarefas parentais para sentirem que desempenham com sucesso esse papel. Neste sentido, as perceções que os pais têm sobre a sua própria competência parental são designadas de autoeficácia parental e parecem estar significativamente relacionadas com a satisfação parental (Teti & Gelfand, 1991; Bandura, 1997; Coleman & Karraker, 1997; Erdwins et al., 2001).

A autoeficácia parental constitui o resultado do processo de avaliação, pela pessoa, da forma como as suas competências enquanto progenitor se adequam ao desempenho da função parental e os sentimentos daí decorrentes, sendo ainda impossível dissociar esse produto da especificidade de género da função desempenhada, materna ou paterna (Brites, 2010).

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Para Scheel e Rieckman (1998) e Ardelt e Eccles (2001), a autoeficácia parental refere-se às crenças dos pais relativamente à sua capacidade para influenciar a criança e o seu meio, de forma a facilitar o seu desenvolvimento e o sucesso. Mais recentemente, a definição de Kuhn e Carter (2006) recai sobre os sentimentos de competência no papel parental na prestação de cuidados à criança, enquanto a proposta de Surkan e seus colaboradores (2008, cit. in Brites, 2010) realça o grau de confiança no desempenho do papel de cuidador.

O conceito de autoeficácia parental tem sido averiguado de duas formas: como preditor dos resultados parentais e como uma variável em si mesma (Hastings & Brown, 2002), prendendo-se a sua pertinência não somente com o aprofundamento de uma compreensão do constructo, mas também com a forma como o seu conhecimento pode contribuir para inferir sobre o comportamento parental generalizado.

Na perspetiva de Harwood, McLean e Durkin (2007), a autoeficácia surge como fator pertinente na adaptação à função parental, na medida em que os pais com um elevado sentido de eficácia parental possuirão, provavelmente, expetativas otimistas sobre as suas vidas (enquanto pais). Por outro lado, se a experiência da parentalidade for menos positiva que o esperado, um elevado sentido de eficácia parental pode diminuir os efeitos negativos dessa discrepância.

Estudos realizados indicam que pais com uma autoeficácia elevada são, em geral, mais otimistas, democráticos e consistentes nas suas interações com as crianças. Estes pais confiam nas suas capacidades de dominar a situação, sentem-se competentes, recorrem a estratégias promotoras e agem focalizados nas tarefas, através do estabelecimento de planos e objetivos (Ardelt & Eccles, 2001; Aunola et al., 1999).

Scheel e Rieckman (1998) salientam que os pais com uma baixa autoeficácia, geralmente membros de famílias desestruturadas e pouco coesas, tendem a experienciar níveis mais elevados de stress. Pelchat et al. (2003) demonstram que o stress parental afeta negativamente as práticas parentais, havendo uma opinião consensual, mas não unânime de que há uma relação negativa entre stress e sensibilidade parental.

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Um estudo realizado por Silva e Marturano (2002), com o objetivo de analisar as relações entre as práticas educativas dos pais e os problemas de comportamento dos filhos, revelou que a maneira como os pais educam os seus filhos parece ser determinante para à promoção de comportamentos socialmente adequados. Todavia, a disciplina inconsistente, como por exemplo a pouca interação positiva entre pais e filhos e o pouco acompanhamento e supervisão das atividades das crianças, podem gerar comportamentos inadequados. Com estes resultados foi possível concluir que os pais com maiores habilidades sociais educativas, tais como expressar sentimentos e opiniões, estabelecendo limites mas evitando a coerção, podem prevenir e reduzir problemas de comportamento nos filhos de maneira a evitarem dificuldades escolares e de socialização na infância e na adolescência (Loureiro, 2012).

A autoeficácia parental apresenta efeitos diretos no comportamento da própria criança, na medida em que os comportamentos parentais positivos empiricamente associados a níveis elevados de autoeficácia contribuem para o sentimento de eficácia da criança (Brites, 2010). Por outro lado, a perceção de autoeficácia parental é influenciada pelo temperamento do(s) filho(s), carência de apoio social, depressão parental e problemas económicos (Brites, 2010).

A autoeficácia parental deve ter ainda em consideração a noção de controlo. O controlo surge na opinião de vários autores como uma das dimensões inerentes ao conceito de autoeficácia (Cruz, 2005; Hastings & Brown, 2002), na medida em que o indivíduo eficaz é aquele que se considera apto a controlar os seus próprios resultados (Contrada & Goyal, 2004, cit. in Brites, 2010) e adquire particular relevância do domínio da parentalidade. Para Cloutier (2005, cit. in Paz, 2014), a forma como os pais exercem o controlo contribui significativamente para o desenvolvimento do contexto familiar que serve de alicerce às interações familiares.

A relação entre recursos financeiros e perceções de autoeficácia parental tem sido também confirmada por vários estudos (Elder, Eccles & Lord, 1995; Brody, Flor & Gibson, 1999; Coleman & Karraker, 1997). Mais especificamente, parece existir um impacto do stress económico nas perceções e comportamento parental, sendo que o apoio social e o tipo de estrutura familiar parecem modificar os efeitos da privação e

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pressão económica, moderando os seus efeitos adversos (Elder, Eccles & Lord, 1995; Bandura, 1997; Raikes & Thompson, 2005).

Investigações realizadas com o intuito de verificar a influência do stress parental na autoeficácia parental, permitiu concluir que o stress parental é uma variável significativa e preditiva da autoeficácia parental (Coleman & Karraker, 1997; Raikes & Thompson, 2005).

Num estudo realizado por Correia (2008) com mães separadas permitiu concluir que em mães com mais do que um filho poder-se-ia verificar uma relação positiva com a autoeficácia parental quando o segundo filho fosse mais velho, e por isso, provavelmente mais independente e com mais capacidades de dar apoio à mãe. A literatura indica que seria também de esperar níveis baixos de autoeficácia parental quando as mães têm mais do que um filho com menos de 6 anos de idade, pois as responsabilidades e as dificuldades inerentes aos filhos dos 0 aos 6 anos duplicariam.

Em suma, autoestima e autoeficácia são fatores psicológicos de proteção ou de risco na simbolização das experiências parentais contribuindo num sentido positivo, para o desenvolvimento e manutenção de uma autoimagem de força, adequação, capacidade e controlo no desempenho da função parental ou num sentido negativo, para uma crescente espiral de sentimentos de inadequação, insuficiência e vulnerabilidade nessa função (Brites, 2010).