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1. BİRİNCİ BÖLÜM BİRİNCİ DERECE BAŞLIK

1.1. Birinci Bölüm İkinci Derece Başlık

1.1.1. Birinci bölüm üçüncü derece başlık

Seguindo a análise da fala dos entrevistados, descreveremos as interpretações de aspectos relevantes da ferramenta MAPP na visão dos coordenadores, que são os sujeitos responsáveis pela coordenação dos projetos MAPP nas secretarias de Estado visitadas.

O Sujeito A fala acerca de aspectos consideráveis na ferramenta MAPP:

[...] considero o MAPP um instrumento bom. Acredito que, se fosse construído do jeito que deveria, eu acho que é um instrumento muito bom, porque assim é uma forma de controlar e saber o que está sendo feito no estado, até você pontuar, porque ele pode evoluir um dia e você marcar, fazer georreferenciamento, colocando os equipamentos. O MAPP não prima pelo empreendimento como um todo, é questionável a atuação dos projetos. A fragilidade do MAPP é a ligação dele com o planejamento maior que não existe, não se projeta para elaborar um MAPP. O controle de gastos substituiu praticamente o planejamento. O planejamento praticamente foi esquecido, é um controle do governador (Fala do Sujeito A, Coordenador).

Já o Sujeito B fala o seguinte sobre alguns aspectos da ferramenta:

Bom, o ponto forte do MAPP, dessa metodologia que o Governador utiliza, é realmente o controle, ele pode disponibilizar e alocar os recursos daquelas políticas de prioridades de governo, assim como também pode fazer um planejamento, não só do ano, mas do seu próprio governo, como metas de ações e para a própria secretaria. É assim! Para que você possa executar um projeto, seja ele de menor valor ou maior valor, assim eu acredito que, em toda secretaria, fica um pouco presa à ferramenta. O MAPP concentra muitas ações, vamos dizer assim!! Eu preciso fazer vários movimentos para chegar à execução, preciso aprovar o MAPP junto ao Governador. Como eu falei, só depois de aprovado, é que eu vou vincular o meu crédito orçamentário. Então para uma secretaria pequena, muitas vezes esses valores, eles são solicitados, e não são priorizados! Aí, eu acho que a maior dificuldade de uma secretaria, num porte da Secretaria de Esporte, por exemplo, é que assim! Deveria haver mais reuniões do MAPP, onde seriam debatidos os MAPPs, e as programações do MAPP. Muitas vezes, quando os valores deles (MAPPs) são pequenos, eles não são ali avaliados e acompanhados pelo governador. O Governador não vê os MAPP de pequeno porte, pelo volume e quantidade grande de MAPPs. São priorizados MAPP de maiores valores, e às vezes esses MAPPs não se chegam aos valores da secretaria, como MAPP de R$ 300.000,00, R$ 200.000,00, né! São vistos naquela reunião (referindo-se à reunião do MAPP com o Governador), principalmente valores de milhões (Fala do Sujeito B,

O Sujeito D aborda os aspectos destacáveis da ferramenta MAPP:

O principal aspecto do MAPP é o controle dos gastos. Tudo de informação sobre os projetos no sistema informatizado melhorou bem as informações em tempo hábil. O acompanhamento do MAPP não está perfeito, mas melhorou a linha de acompanhamento das execuções. Responsabilizou os gestores a acompanhar as ações previstas. A dificuldade maior é o controle muito detalhado. Na verdade, o MAPP não via o empreendimento de forma macro, ele prioriza pedaços do empreendimento. E outro agravante é que tem vários MAPP para o mesmo empreendimento e somente o governador podia alterar o valor de cada projeto MAPP. Isso causava um transtorno no desempenho do empreendimento. O MAPP um instrumento tão bom de controle, mas tão rígido que dificultava algumas ações. E como o projeto MAPP não visa o empreendimento como o todo, temos dificuldade de executar algumas ações (Fala do

Sujeito D, Coordenador).

O Sujeito G, em seu contexto, relata os seguintes aspectos da ferramenta MAPP:

Os projetos MAPP são muito fragmentado, às vezes para concluir um aquário, eu tenho 8 projetos. Se cinco projetos desse empreendimento andassem, fluísse naturalmente e três projetos tivesse problemas, não tínhamos o empreendimento por completo, ia falta algo. Não tinha o aquário pronto, entregue à sociedade. Não servia de nada! E sendo que cada projeto é cuidado por equipes diferentes, cada um cuidando do seu projeto e se duas equipes não conversam, não interagem, dificulta a entrega do produto. E 06 equipes consegue entregar projeto e 02 não consegue. O todo, que é o aquário, não é entregue à sociedade (Fala do Sujeito G, Coordenador).

Essas concepções dos coordenadores a respeito da ferramenta MAPP definem, de fato, que a construção da referida ferramenta é considerada também um avanço no estado do Ceará, pois, a partir da institucionalização do instrumento MAPP, o estado passou a controlar por meio de um sistema informatizado, considerado moderno pelos entrevistados. Além disso, os dados sistematizados passaram a fornecer informações em tempo hábil, disponibilizando dados sobre os gastos realizados, indicando qual o objeto e quando ele foi executado. Portanto, observa-se que o MAPP pode e deve ser usado como instrumento essencial no planejamento de novas ações governamentais.

O contexto do MAPP, na concepção dos coordenadores, considera, ainda, a fragilidade na conexão do planejado com o executado ao afirmar que o controle de gastos sucumbiu ao planejamento das ações e sua análise. Outra limitação considerada pelos entrevistados foi a concentração do monitoramento

em um determinado setor em cada secretaria, com poucos técnicos e pouca qualificação: falta espaço para um olhar mais holístico e analítico dos projetos MAPP, constituindo um monitoramento delicado devido a ruídos nas informações, levando-as a replicá-las por alguns meses no sistema informatizado. Consideram também como limite à fragmentação dos projetos uma ação governamental com vários projetos MAPP. Isso aumenta o número de projetos dificultando um acompanhamento mais eficaz. Outro fato também considerado como limite são as ações de ajustes financeiros que atrelam o trâmite burocrático ao governador. A aquisição de um bem ou serviço no âmbito da administração pública é considerada demorada e desgastante em virtude do volume de processos licitatórios.

Dessa forma, interpretamos a lógica da ferramenta MAPP como um processo linear de controle de gastos públicos, com foco no resultado. É uma ferramenta que reduz o desperdício de recursos, tempo e material. Assemelha- se à concepção positivista de Holanda (2006), que considera padrões de valores, medidas simples e unilaterais, indicadores que se referem a padrões que permitam julgar valor ou qualidade. Ou seja, diverge-se da lógica construtivista de Guba e Lincoln (2011), que, metodologicamente, rejeitam a abordagem dominante e defendem um caráter discursivo, reflexivo, interativo e essencialmente participativo.