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Birim Bazında Performans Göstergeleri

E- Diğer Hususlar

2- Birim Bazında Performans Göstergeleri

Existem várias evidências, na literatura, de que o hipertireoidismo, presente ou induzido pelo tratamento de reposição com hormônios tireoideanos, leva ao recrudescimento do estado asmático. Assim, está mais ou menos bem estabelecido que o hipertireoidismo é um fator agravante e está intimamente associado com o estado asmático. (ZACHARISEN & FINK, 2000). LUONG & NGUYEN (2000) relataram uma situação em que pacientes hipertireóideos, alguns meses após terem apresentado problemas como conseqüência do hipertireoidismo, começaram a desenvolver crises asmáticas. Relataram ainda que a condição dos pacientes, no que tange as crises asmáticas, melhorava quando o estado eutireóideo era atingido após o tratamento medicamentoso.

Não é raro, o hipertireoidismo recrudescer o estado do paciente que apresenta crises asmáticas, tanto assim que normalmente é recomendado a pacientes asmáticos, onde existe um curso de doença problemático e desfavorável, realização de exames visando verificar a atividade e o funcionamento da glândula tireóide (JEREZ et al., 1998).

Está bem esclarecido que a asma brônquica recrudesce após o desenvolvimento do hipertireoidismo entretanto o mecanismo bioquímico para este fenômeno, o qual é induzido pela tiroxina (T4), permanece ainda obscuro (NISHIZAWA et al., 1998). No

sentido de esclarecer este mecanismo NISHIZAWA e col. (1998) conseguiram demonstrar que o hormônio tireoideano (T4) estimulava diretamente a produção de

ânion superóxido agindo ao nível dos neutrófilos e macrófagos alveolares. Demonstraram ainda estes autores, que estas células quando sensibilizadas com o soro de pacientes, e em seguida submetidas a presença do alérgeno específico deste mesmo paciente mais tiroxina (T4) produziam quantidades bem maiores de ânion superóxido do

que quando estas células eram tratadas só com o alérgeno específico ou só com (T4). Foi

sugerido então, em função destes resultados, que este incremento na produção de ânion superóxido induzido por (T4), poderia ser um fator importante no mecanismo da

exacerbação da asma freqüentemente encontrada em pacientes hipertireoideos.

Manzzolli et al. (1999) trabalhando com um modelo animal de hipotireoidismo em ratos, estudaram os efeitos da tireoidectomia cirúrgica na migração celular desencadeada pelo desafio antigênico, que consiste na inalação de ovalbumina. Estes autores verificaram que animais desafiados à ovalbumina 50 dias após o procedimento cirúrgico, apresentavam uma diminuição significativa na migração celular associada a uma redução nos níveis séricos de IgE, sendo estes efeitos revertidos pela reposição hormonal, o que os levou a sugerir o envolvimento dos hormônios tireoideanos na regulação da produção de IgE.

O presente trabalho foi elaborado visando detectar se além do envolvimento dos hormônios tireoideanos com o processo de migração celular descrito acima, também o hipotireoidismo poderia interferir na resposta contrátil da musculatura lisa das vias aéreas. Uma vez que na crise asmática, a broncoconstrição é o fenômeno mais evidente e característico.

No presente estudo, utilizamos animais eutireóideos, hipotireóideos e hipertireóideos. O hipotireoidismo pode ser induzido através da remoção cirúrgica, bem como através da administração de drogas antitireóideas como o propiltiouracil, tiocianato e iodetos orgânicos em altas concentrações. Para indução do hipotireoidismo usamos o modelo de hipotireoidismo descrito por PANTOS e col. (2003) que consiste em administrar propiltiouracil por via oral, dissolvido na água de bebida, na concentração de 0,05%, durante um período de 4 semanas. O propiltiouracil e outros compostos semelhantes, como metimazol e o carbimazol impedem a formação do

hormônio tireóideo a partir dos iodetos de tirosina (Taurog, A., 1976). O mecanismo desse efeito consiste, em parte, no bloqueio da enzima peroxidase necessária para a iodetação da tirosina, mas em parte também, no bloqueio do acoplamento de duas tirosinas iodetadas para formar T3 ou T4 (Davidson et al.,1978, Engler et al., 1982).

2.1 Objetivo Geral

Avaliar a possível participação dos hormônios tireoideanos na hiperreatividade induzida pela resposta anafilática em traquéias isoladas de ratos.

2.2 Objetivos Específicos

Descrever os efeitos dos hormônios tireoideanos na hiperreatividade induzida pela sensibilização e desafio antigênico com ovalbumina na resposta contrátil ao potássio, carbacol ou serotonina em traquéias isoladas de ratos.

Verificar os efeitos dos hormônios tireoideanos na resposta contrátil induzida pela entrada de cálcio após a estimulação do tecido, mantido em meio sem cálcio, com potássio, carbacol ou serotonina.

3.1 Materiais

3.1.1 Animais

Em todos os experimentos realizados foram utilizados ratos (Rattus novergicus) machos da variedade Wistar, pesando entre 200 e 250 g, provenientes do Biotério Central bem como do Biotério Setorial do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da Faculdade de Medicina, ambos da Universidade Federal do Ceará. Os animais foram mantidos em gaiolas, em grupos de 6, durante uma semana no Biotério do Laboratório de Farmacologia do Aparelho Respiratório, em períodos de claro/escuro de 12 horas, para ambientação e aclimatação. Aos animais foram fornecidas água e ração ad libitum.

3.1.2 Drogas e Soluções

Foram utilizadas as seguintes drogas e reagentes químicos: carbamilcolina (carbacol), ovalbumina (OVA, chicken egg albumin, grade IV), 5-hidroxitriptamina (5- HT; serotonina), adquiridos da companhia Sigma Chemical Co. (St Louis, MO, EUA). Cloreto de cálcio, cloreto de potássio, hidrato de cloral, hidróxido de alumínio, Ácido etilenodiaminotetracético (EDTA), hidróxido de sódio, L-tiroxina (free acid), foram todos de pureza analítica, provenientes das empresas Quimibras, Merck, Cromato Produtos Químicos e Sanofi Winthorp. O propiltiouracil (PTU) foi gentilmente cedido pela empresa Biolab Sanus Farmacêutica (São Paulo, Brasil).

As soluções usadas no presente estudo foram: solução fisiológica de NaCl a 0,9% (NaCl 9g/L), para administração de ovalbumina por via inalatória ou intraperitoneal, e solução de Krebs-Henseleit, com a seguinte composição (em mmol/L): NaCl 118,0; KCl 4,7; CaCl2.2H2O 2,5; KH2PO4 1,2; MgSO4.7H2O 1,2; NaHCO3 25,0;

foi preparada pela simples omissão do CaCl2 no momento de sua preparação e

incremento da concentração de NaCl para manter a osmolaridade da solução. Logo a composição (em mmol/L) foi NaCl 122,4; KCl 4,7; KH2PO4 1,2; MgSO4.7H2O 1,2;

NaHCO3 25,0; Glicose 11,0. Adicionou-se também 10-5 M de EDTA.

3.1.3 Equipamentos

Os aparelhos e instrumentos utilizados, no presente trabalho, estão identificados a seguir: balança para pesagem de animais (Filizola, ID-1500, São Paulo, Brasil), balança analítica (A&D Comp., 50004, Japan), bomba de aquecimento e circulação de água com temperatura controlável (Haake, Germany), cronógrafo (Citizen Watch Co., São Paulo, Brasil), nebulizador ultrassônico (ICEL,US-1000, São Paulo, Brasil), sistema de aquisição de dados acoplado a um microcomputador com programa para “display” gráficos (desenvolvidos em nosso laboratório) e transdutor de força isométrico (Narco Biosystems Co., modelo F-60, Texas, USA).