1.4. Sponsorluk Alanları
1.4.2. Spor Sponsorluğu
1.4.2.1. Spor Sponsorluğu Türleri
1.4.2.1.1. Bireysel Sporcuların Sponsorluğunu Yapan Markalar
Falha em sistema de análise de acidente implicando em atribuição de culpa e persistência de condições e práticas que fragilizam a GSSTA46. Verificou-se que o relatório
de análise deste acidente, elaborada por integrantes de equipes de segurança das empresas, era superficial e se limitava apenas as questões técnicas e comportamentais, deixando de apontar medidas organizacionais. Percebe-se que esse relatório de análise não só é limitado em propostas de medidas preventivas e corretivas, mas que também assume, no processo, papel de peça de acusação aos trabalhadores acidentados. O evento teria origens em falhas de seus comportamentos.
O acesso ao relatório revelou novas falhas na gestão de segurança do sistema. Falhas apontadas na análise de barreiras, na gestão de segurança, na gestão de manutenção e na gestão da contratação de terceiras foram desconsideradas.
O caso mostrou que existem estruturas degradadas ainda em funcionamento, fragilizando o sistema, uma vez que em caso de quebra por desgaste ou deterioração da madeira, haverá a queda de cabos da linha primária energizados, podendo ser sobre trabalhadores ou mesmo na população.
Neste contexto identificamos o desenvolvimento assíncrono do sistema, estruturas novas convivendo com as velhas, nota-se que este cenário pode estar trazendo muita dificuldade aos trabalhadores na execução da atividade.
A decisão gerencial da concessionária, estratégica ou não, de terceirizar a atividade em questão visa em primeiro lugar atender exigências da agência reguladora do setor – ANEEL - de aumento da produtividade e redução de custos na atividade. Aparentemente as escolhas gerenciais adotadas visando a otimização dessas práticas podem também estar implicando em sistemático abandono ou desconsideração de interesses da segurança.
A terceirização permite:
a) flexibilizar a relação do trabalho b) terceirizar tarefas
c) proporcionar maior produtividade através de horas extras e PLR
Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012, entre a empresa terceira e o sindicato da construção civil, em sua cláusula quarta, aponta a metodologia a ser adotada na apuração dos valores a serem recebidos pelos trabalhadores. O PLR será pago duas vezes ao ano e calculado através do acúmulo de Unidade de Serviço (US):
Equipes de Linha Morta: A partir de 700 US, a EMPRESA remunerará a equipe em R$ 4,00 (quatro reais) por cada US excedente de 700 US. Exemplo real: A equipe que atingir 900 US, no mês terá acumulado para pagamento a importância de R$ 800,00 (oitocentos reais), relativos a 200 US excedentes x R$ 4,00 (quatro reais) por US, que será distribuído entre os integrantes da equipe, proporcionalmente ao salário de cada um na composição do custo total da equipe.
Nesse caso, existe a necessidade de maior investigação para verificar como são as formas de intensificação de trabalho, como as empresas utilizam-se de horas extras, prêmios, trabalho intra e inter jornadas, pontos que necessitam de análise mais aprofundada.
A análise identificou pontos que poderiam ter sido mais explorados de modo a avaliar se havia ou não migração do sistema para o acidente, ou seja, decisões pontuais que fragilizavam a segurança em função do gradiente entre pressões de produção, como por exemplo: as multas destinadas as terceiras, o pagamento por produção; pressões por menor custo humano com segurança e qualidade em contexto de exigências de agência reguladora.
Análise das consequências
Uma visão mais abrangente dos acidentes de trabalho, entretanto, estende sua análise para as múltiplas e profundas repercussões de tais eventos traumáticos que afetam todos os domínios da vida dos trabalhadores acidentados e suas famílias, sejam consequências de ordem física, afetivas e sociais, questões que vão se constituir nos chamados custos
intangíveis (MORAES, et al. 2006).
Neste caso, o trabalhador teve perna amputada em consequência da queimadura por choque elétrico e está em fase de adaptação a uma prótese. Afastado do trabalho passa a enfrentar dificuldades financeiras já descritas. Mais isso não é tudo. A prótese foi adquirida em cidade que dista aproximadamente 150-Km de sua moradia e foi custeada pela empresa. O processo de confecção e a adaptação da marcha pelo usuário requereram ainda idas e vindas à empresa fabricante, com despesas de transporte e pedágio por conta da vítima, com ajuda parcial da empresa e do SUS de seu município no tocante à disponibilidade de transporte.
O processo inclui ainda despesas não custeadas pela empresa ou pelo Estado decorrentes da condição física da vítima no pós acidente, tal como a necessidade de regularização da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) visando adequação à utilização de prótese de membro inferior.
Considerando que a incapacidade implica em experimentar dificuldades em realizar atividades cotidianas tais como alimentar-se, vestir-se, manter hábitos de higiene, locomoção, etc..., ou outras relacionadas ao convívio social, tais como cumprir afazeres domésticos, fazer compras, utilizar telefone e outros equipamentos, o trabalhador acidentado passa a vivenciar importante experiência cujos custos ainda restam por ser avaliados.
Outros domínios da vida são igualmente importantes nessa vivência de perdas associadas ao estado de saúde e incapacidade pela vítima: a impossibilidade de praticar esportes, de atividades de lazer, de atividades religiosas, de socialização com os amigos e com a família e o exercício do trabalho remunerado. Uma visão mais abrangente e democrática das atividades humanas deve considerar esta questão em todos estes domínios, inclusive os discricionários, se quiser compreender a natureza penetrante da incapacidade na vida real das pessoas acometidas (Verbrugge e Jette, 1994).
Para este trabalhador, estar impossibilitado de desenvolver suas atividades de skatista, para as quais tinha patrocínio e participava de campeonatos, está representando experiência de perda e sofrimento. O mesmo se dá com o não se sentir capaz de jogar bola com os amigos e andar de moto.