BÖLÜM 2: OSMANLI SOSYAL HAYATI
2.3. Bir Ticaret Nesnesi Olarak Kitap
O objetivo desta se¸c˜ao ´e mostrar uma s´erie de propriedades das a¸c˜oes X-externas. Essas pro- priedades ser˜ao fundamentais para os cap´ıtulos subsequentes. O primeiro resultado foi extra´ıdo de [Mil95a, Lemma 3.2].
Proposi¸c˜ao 3.4.1. (Ql# H)R⊆ Q # H.
Demonstra¸c˜ao. Seja z ∈ (Ql# H)R. Pelo Lema3.2.1(2), podemos escrever z = P
β(1 # hβ)qβ, onde somente um n´umero finito de qβ ∈ Ql ´e n˜ao nulo e {1 # hβ} ´e uma base para o Ql-m´odulo `a direita Ql# H. E, pelo Lema 3.2.1(3), existe um I ∈ F(R) tal que Iz ⊆ R # H. Ent˜ao temos:
zI = Iz ⊆ R # H, ou seja, X β
(1 # hβ)qβI ⊆ R # H.
Mas pelo Lema3.2.1(2), {1 # hβ} ´e tamb´em uma base para o R-m´odulo `a direita R # H. Assim qβI ⊆ R, para todo β. Pela defini¸c˜ao de Q, conclu´ımos que qβ ∈ Q, para todo β. Logo, z ∈ Q#H.
O seguinte resultado ´e consequˆencia imediata da proposi¸c˜ao anterior. Corol´ario 3.4.2. Se a a¸c˜ao de H em R for X-externa, ent˜ao
Demonstra¸c˜ao. Imediato a partir da proposi¸c˜ao anterior.
Agora, vamos ver um dos resultados mais importantes de [Mil95a], o Theorem 4.1.
Teorema 3.4.3. Seja H uma ´algebra de Hopf pontual de dimens˜ao finita agindo em R, e seja
I ∈ F(R). Se a a¸c˜ao de H em R for X-externa, ent˜ao a fun¸c˜ao
Ψ : Ql⊗K(Ql# H) −→ homk(I, Ql) q ⊗ x 7−→ (r 7→ (x · r)q)
´e injetora.
Demonstra¸c˜ao. Vamos supor que Ψ n˜ao seja injetora e que x = n X i=1
qi⊗ xi ∈ ker(Ψ), onde n ≥ 1, x1, . . . , xn ∈ Ql # H, q1, . . . , qn ∈ Ql s˜ao K-linearmente independentes e qi ⊗ xi 6= 0, para todo 1 ≤ i ≤ n.
Ser´a suficiente mostrar que existe n X
i=1
qi⊗ zi(q # g) ∈ ker(Ψ) n˜ao nulo, onde q ∈ Ql, g ∈ G(H) e z1, . . . , zn∈ (Ql# H)R, pois a´ı ter´ıamos (Lembrar que, pelo Corol´ario3.4.2, temos (Ql# H)R= K.):
n X i=1 qi⊗ zi(q # g) = n X i=1 qizi⊗ (q # g)
Da´ı (q # g) · rb = q(g · r)b = 0, onde b =Pni=1qizi, para todo r ∈ I. Pela continuidade da a¸c˜ao, existe J ∈ F(R) tal que g−1· J ⊆ I, e pelo Teorema 1.4.1, existe um J′ ∈ F(R) tal que J′q ⊆ R. Logo J′qJb = 0. Como q 6= 0, temos que J′qJ ∈ F(R). Assim, pelo Lema 3.2.2 (2), b = 0, uma contradi¸c˜ao pois q1, . . . , qn∈ Ql s˜ao K-linearmente independentes.
Por indu¸c˜ao em n, vamos mostrar que sempre chegaremos em uma contradi¸c˜ao e concluir, por- tanto, que Ψ ´e injetora.
r ∈ I, n X i=1 [(sxit) · r]qi = n X i=1
[(sxi) · (t · r)]qi, identificando t com t # 1H
= n X
i=1
[s · xi· (tr)]qi, identificando s com s # 1H
= n X i=1 [s xi· (tr)]qi = s[ n X i=1 xi· (tr)qi] = 0, pois tr ∈ I e n X i=1 qi⊗ xi ∈ ker(Ψ). Assim, ´e f´acil ver que
M =y1∈ Ql: existem y2, . . . , yn∈ Ql# H tais que n X i=1
qi⊗ yi∈ ker(Ψ)
´e um (R, R)-sub-bim´odulo de Ql# H n˜ao nulo, j´a que x1 ∈ M . Pelo Teorema 3.2.4, existe eq ∈ Ql, e
g ∈ G(H) e ez ∈ (Ql# H)R, tal que a
1= ez(eq # eg) ∈ M.
Vamos come¸car a indu¸c˜ao. Para n = 1, a contradi¸c˜ao ´e imediata pois q1⊗ a1 = q1⊗ ez(eq # eg) ∈ ker(Ψ). Supondo v´alido para valores menores do que n, vamos mostrar que vale para n.
Pela defini¸c˜ao de M , existem a2, . . . , an ∈ Ql# H tais que Pni=1qi⊗ ai ∈ ker(Ψ). Como a1 = e
z(eq # eg) ∈ K(eq # eg), resta mostrar que ai ∈ K(eq # eg), para todo 2 ≤ i ≤ n. Ent˜ao, vamos supor que al∈ K(e/ q # eg), para algum 2 ≤ l ≤ n.
Assim, temos que al(1 # eg−1) /∈ K(eq # eg)(1 # eg−1) = K eq. Portanto, pelo Teorema3.2.3, existem m ≥ 1 e sj, tj ∈ R, onde 1 ≤ j ≤ m, tais que
m X j=1 sjqtje = 0 e m X j=1
sjal(1 # eg−1)tj 6= 0. Vamos definir uj = (1 # eg−1)tj(1 # eg) = eg−1· tj ∈ R, para todo 1 ≤ j ≤ m. Ent˜ao,
m X j=1 sja1uj = m X j=1 sjz(eeq # eg)(eg−1· tj) = m X j=1 sjz(eeqtj# eg) = ez( m X j=1 sjqtje )(1 # eg) = 0.
Al´em disso, m X j=1 sjaluj = m X j=1
sjal(1 # eg−1)tj(1 # eg) 6= 0. De fato, supondo o contr´ario e multipli- cando `a direita por 1 # eg−1, temos que Pm
j=1sjal(1 # eg−1)tj = 0, uma contradi¸c˜ao. Logo n X i=1 qi⊗ ( m X j=1 sjaiuj) = n X i=2 qi⊗ ( m X j=1 sjaiuj)
∈ ker(Ψ). Portanto, pela hip´otese de indu¸c˜ao, chegamos em uma contradi¸c˜ao.
Observa¸c˜ao. Como no Teorema3.2.4, da demonstra¸c˜ao do teorema acima, podemos tamb´em elimi- nar a hip´otese da dimens˜ao de H ser finita. Para isso, basta perceber que podemos ver al∈ Ql# H′, onde H′ ´e uma subco´algebra de H de dimens˜ao finita. O Teorema Fundamental das Co´algebras (Te- orema1.3.11) nos garante a existˆencia de H′. Por´em, o teorema como est´a ´e suficiente para atender as necessidades deste trabalho.
Finalmente, a proposi¸c˜ao mais importante deste cap´ıtulo.
Proposi¸c˜ao 3.4.4. Seja H uma ´algebra de Hopf pontual de dimens˜ao finita agindo em R, e seja U uma sub´algebra de R contendo RH. Assuma que a a¸c˜ao de H em R ´e X-externa. Ent˜ao:
1. Para todo q ∈ Ql n˜ao nulo, todo ξ ∈ Ql# H, e todo ideal I ∈ F(R), se ξ · (Iq) = 0, ent˜ao ξ = 0.
2. Seja ξ ∈ Ql# H e seja a ∈ Ql. Se ξU a = 0, ent˜ao ξ = 0 ou a = 0. Em particular U ´e uma
´
algebra prima.
3. Todo (R, U )-sub-bim´odulo n˜ao nulo de Ql cont´em um ideal n˜ao nulo de R.
4. Seja I ∈ F(R) e f : I −→ R # H, um homomorfismo de R-m´odulos `a esquerda, ent˜ao existe
z ∈ Ql# H tal que f (r) = rz, para todo r ∈ I.
5. K ´e est´avel sob a a¸c˜ao de H, ou seja, H · K ⊆ K. 6. (Ql# H)U = (Q # H)U = (K # H)U.
Demonstra¸c˜ao. Note que, como H ´e uma ´algebra de Hopf pontual de dimens˜ao finita temos que a ant´ıpoda S de H ´e bijetora. Isso pode ser obtido tanto pelo Teorema 1.3.18 quanto pelo Teorema
1.3.22.
(1) Baseado na demonstra¸c˜ao de [Yan97, Lemma 3.5]:
Pelo Teorema de Taft-Wilson (Teorema2.3.1) podemos escrever ξ = m X
i=1
ai#hi, onde a1, . . . , am∈ Ql, h1, . . . , hm ∈ H s˜ao k-linearmente independentes e, para todo 1 ≤ i ≤ m, hi = σi ou ∆(hi) = hi⊗ σi+ τi⊗ hi+ wi, onde σi, τi ∈ G(H) e wi∈ Hni−1⊗ Hni−1, sendo ni o grau de hi.
Sejam h1, . . . , hj elementos de grau maximal n. Ent˜ao,
0 = ξ · (Iq) = m X i=0
(ai# hi) · (Iq) = m X i=0 ai hi· (Iq) = p X i=0 ai(hi· I)(σi· q) + X j a′j(h′j· I)qj′, onde aj′, q′j ∈ Ql e h′j ∈ Hn−1. Note que p X i=0
(σi· q) ⊗ (ai# hi) +X j
qj′ ⊗ (a′j# h′j) est´a no n´ucleo da aplica¸c˜ao do Teorema3.4.3, e portanto ´e igual a zero.
Como h′j ∈ Hn−1 e h1, . . . , hp s˜ao k-linearmente independentes de grau maximal n, temos que (σi· q) ⊗ ai = 0, para todo 1 ≤ i ≤ p. Do fato de q 6= 0, temos que σi· q 6= 0. De fato, se σi· q = 0, ter´ıamos que q = (σi−1σi) · q = σ−1i · (σi· q) = σi−1· 0 = 0, um absurdo. Assim, conclu´ımos que ai= 0, para todo 1 ≤ i ≤ p.
Se p < m, podemos continuar o processo para ξ′ = m X i=p+1
ai# hi e concluir facilmente que ai= 0, para todo 1 ≤ i ≤ m. Logo ξ = 0.
(2) Baseado na demonstra¸c˜ao de [Mil95a, Theorem 4.3]:
Como H tem dimens˜ao finita, pelo Teorema1.3.22, H possui um integral `a esquerda n˜ao nulo t, isto ´e, t ∈ H e ht = ε(h)t, para todo h ∈ H. Temos que t · r ∈ RH, para todo r ∈ R. De fato,
Ent˜ao temos ξ(t · R)a = 0.
Pelo Lema 3.2.1 (2), podemos escrever ξ = X β
(1 # hβ)qβ, onde {1 # hβ} ´e uma base para o Ql-m´odulo `a direita Ql# H. Da´ı temos que
0 = ξ(t · R)a =X β
(1 # hβ)qβ(t · R)a.
Como {1 # hβ} ´e base para o Ql-m´odulo `a direita Ql# H, qβ(t · R)a = 0, para todo β. Note que a ⊗ (qβ⊗ t) est´a no n´ucleo da aplica¸c˜ao do Teorema3.4.3, e portanto ´e igual a zero.
Como t 6= 0, temos que a = 0 ou qβ = 0, para todo β. Ou seja, temos que a = 0 ou ξ = 0. Portanto, em particular, U ´e uma ´algebra prima.
(3) Baseado em [Yan97, Lemma 4.3]:
Seja M um (R, U )-sub-bim´odulo de Ql. Vamos mostrar que M′ = (M ∩ R) ⊂ M , que ´e tamb´em um (R, U )-sub-bim´odulo de Ql, cont´em um ideal n˜ao nulo de R.
Como em (2), H possui um integral `a esquerda n˜ao nulo t. ´E f´acil ver que R(q # t)R ´e um (R, R)-sub-bim´odulo de Q # H, para todo q ∈ Q n˜ao nulo. Ent˜ao, pelo Teorema 3.2.4, existem r ∈ R, g ∈ G(H) e α ∈ (Q # H)R= K tais que α(r # g) ∈ R(q # t)R, sendo α(r # g) 6= 0. Podemos escrever α(r # g) =X
i
ri(q # t)si, onde ri, si∈ R, para todo i.
Temos que α(r # g)I 6= 0, para todo ideal I ∈ F(R). De fato, vamos supor que α(r # g)I = 0. Como α ∈ K, que ´e um corpo, temos
0 = (r # g)I = r(g · I) # g = r(g · I), pois g 6= 0.
Assim, 1 ⊗ (r # g) est´a no n´ucleo da aplica¸c˜ao do Teorema 3.4.3, e portanto ´e igual a zero. Logo r # g = 0, o que ´e um absurdo.
Assim, podemos escolher um I ∈ F(R) e um a ∈ I tal que X
i
ri(q # t)sia = α(r # g)a = αr(g · a) # g 6= 0.
Ent˜ao temos que X i
r′i(q # t)si= a′# g 6= 0, para algum a′ ∈ I′αr(g · a) e ri′ ∈ R, para todo i. Da continuidade da a¸c˜ao de H em R, existe I′′∈ F(R) tal que g−1· I′′ ⊆ I. Para todo x ∈ Q da forma x = g−1· y, onde y ∈ I′′, temos
(a′# g) · (g−1· y) = a′ g · (g−1· y)= a′y X i [ri′(q # t)si] · (g−1· y) =X i,(t) [r′iq(t(1)· si) # t(2))] · (g−1· y) =X i,(t) ri′q(t(1)· si) t(2)· (g−1· y) =X i ri′q t · si(g−1· y).
Igualando as express˜oes e do fato de t · r ∈ RH, para todo r ∈ R, conforme mostrado em (2), temos que a′I′′⊆ RqRH. Lembrar que a escolha de q ∈ Q n˜ao nulo foi aleat´oria.
Finalmente, seja m 6= 0 com m ∈ M′ ⊆ R. Pelos argumentos acima, existe algum b ∈ R n˜ao nulo e algum ideal J ∈ F(R), tais que RbJ ⊆ RRmRH ⊆ RmU ⊆ M′, pois M′ ´e (R, U )-sub-bim´odulo de Ql. Note que RbJ ´e um ideal n˜ao nulo de R. De fato, caso RbJ = 0, pelo Teorema 1.4.1, b = 0, um absurdo.
Assim, M′ cont´em um ideal n˜ao nulo de R. (4) Imediato a partir do Lema3.2.2(3). (5) Baseado em [Mil95b, Bemerkung 15.3]:
Inicialmente vamos mostrar que se z ∈ K = (Q#H)R, ent˜ao z ↼ h =X(1#S(h
(1)))z(1#h(2)) ∈ K, para todo h ∈ H. De fato, para todo r ∈ R, temos:
(z ↼ h)r =X 1 # S(h(1))z(1 # h(2))r =X 1 # S(h(1)) z(h(2)· r # h(3)) =X 1 # S(h(1))(h(2)· r)(z # h(3)), pois z ∈ K. =X S(h(1))(1)· (h(2)· r) # S(h(1))(2)(z # h(3))
=X S(h(2)) · (h(3)· r) # S(h(1))(z # h(4)), pois S ´e antimorfismo de co´algebras. =X (S(h(2))h(3)) · r # S(h(1)) (z # h(4)) =X ε(h(2))r # S(h(1))(z # h(3)), pois XS(h(1))h(2)= ε(h)1H. =X r # S(h(1))(z # h(2)), pois Xε(h(1))h(2)= h. = rhX 1 # S(h(1))z(1 # h(2))i = r(z ↼ h).
Agora vamos mostrar que S(h) · z ∈ K, para todo h ∈ H e todo z ∈ K. De fato, inicialmente temos que, z ↼ h =X 1 # S(h(1))z(1 # h(2)) =X S(h(1))(1)· z # S(h(1))(2) (1 # h(2)) =X S(h(2)) · z # S(h(1))(1 # h(3)) =XS(h(2)) · z # S(h(1))h(3).
Como z ↼ h ∈ K, temos que (Id ⊗ ε)(z ↼ h) ∈ K, ou seja, (Id ⊗ ε)(z ↼ h) = (Id ⊗ ε)XS(h(2)) · z # S(h(1))h(3)
=X(S(h(2)) · z)ε S(h(1))h(3)
=X(S(h(2)) · z)ε S(h(1))ε(h(3)), pois ε ´e morfismo de ´algebras. =X ε S(h(1))S(h(2)) · zε(h(3)) =X ε S(h(1))(2) S(h(1))(1)· z ε(h(3)) =X(S(h(1)) · z)ε(h(2)) =XS(ε(h(2))h(1)) · z = S(h) · z ∈ K.
Como a ant´ıpoda S de H ´e bijetora, segue que K ´e est´avel sob a a¸c˜ao de H. (6) Baseado na demonstra¸c˜ao de [Mil95a, Theorem 4.3]:
Como (K#H)U ⊆ (Q#H)U ⊆ (Ql#H)U, para termos a igualdade basta mostrar que (Ql#H)U ⊆ (K # H)U. Como em (2), H possui um integral `a esquerda n˜ao nulo t e t · r ∈ RH ⊆ U , para todo r ∈ R.
Seja ξ ∈ (Ql# H)U, ent˜ao ξ(t · r) − (t · r)ξ = 0, para todo r ∈ R. Pelo Lema 3.2.1 (1), podemos escrever ξ =X
β
qβ(1 # hβ), onde qβ ∈ Ql, para todo β e {1 # hβ} ´e uma base para o Ql-m´odulo `a esquerda Ql# H. Ent˜ao temos:
0 = ξ(t · r) − (t · r)ξ =X β qβ(1 # hβ)(t · r) − (t · r) X β qβ(1 # hβ) =X β qβ X (hβ) hβ(1) · (t · r) # hβ(2)− (t · r)qβ(1 # hβ) =X β qβ X (hβ) ε(hβ(1))(t · r) # hβ(2)− (t · r)qβ(1 # hβ) , Lema3.1.1 aplicado em t · r ∈ RH. =X β qβ(t · r)(1 # hβ) − (t · r)qβ(1 # hβ) =X β qβ(t · r) − (t · r)qβ (1 # hβ).
Como {1 # hβ} ´e uma base para o Ql-m´odulo `a esquerda Ql# H, temos que qβ(t · r) − (t · r)qβ = 0, para todo β. Ent˜ao 1⊗(qβ⊗t)−qβ⊗(1⊗t) est´a no n´ucleo da aplica¸c˜ao do Teorema3.4.3, e portanto, ´e igual a zero.
Assim, temos que 1 ⊗ qβ = qβ ⊗ 1. Logo, {1, qβ} ´e linearmente dependente sobre K, ou seja, existem a, b ∈ K n˜ao nulos tais que a + bqβ = 0. Ent˜ao qβ = −b−1a ∈ K, para todo β, o que implica em ξ ∈ (K # H)U.
(7) Baseado na demonstra¸c˜ao de [Wes99, Lemma 1.3]: ´
E f´acil ver que (K#H)U´e sub´algebra de Q#H. Falta verificar que ρ (K # H)U ⊆ (K#H)U⊗H. Seja ξ =Xqα# hα∈ (K # H)U. Temos ξu = uξ, para todo u ∈ U . Ent˜ao:
ρ(ξ) =Xqα# hα(1)⊗ hα(2) = n X i=1
ξi⊗ hi, onde ξi∈ K # H, para todo i.
ξu =X(qα# hα)u =Xqα(hα(1)· u) # hα(2) =X(qα# hα(1)) · u # hα(2) = n X
i=1
ξi· u # hi.
uξ =Xuqα# hα =Xuε(hα(1))qα# hα(2) = n X
i=1
u(Id ⊗ ε)(ξi) # hi.
Como podemos considerar {hi}1≤i≤n k-linearmente independente, temos que ξi· u = u(Id ⊗ ε)(ξi), para todo 1 ≤ i ≤ n e todo u ∈ U.
Seja M = spank{ξi}1≤i≤n = {λ1ξ1+ · · · + λnξn : λ1, . . . , λn ∈ k}. Pelo Lema 1.3.9, M ´e um H- subcom´odulo `a direita de K # H, ent˜ao ρ(ξi) =
n X j=1
ξj ⊗ lij ∈ M ⊗ H, onde lij ∈ H, para todo 1 ≤ i, j ≤ n. Assim, temos que
ξiu = n X j=1 ξj · u # lij = n X j=1
u(Id ⊗ ε)(ξi) # lij = uξi, para todo u ∈ U.
Portanto, ξi ∈ (K # H)U, para todo 1 ≤ i ≤ n, e (K # H)U ´e uma H-com´odulo sub´algebra `a direita.
A injetividade da correspondˆencia de
Galois
4.1
Introdu¸c˜ao
Finalmente, neste cap´ıtulo estamos em condi¸c˜oes de mostrar a primeira parte da teoria da cor- respondˆencia, objetivo deste trabalho. Os resultados aqui apresentados se baseiam principalmente no artigo [WY01].
No decorrer deste cap´ıtulo, R ser´a uma ´algebra prima e H ser´a uma ´algebra de Hopf pontual de dimens˜ao finita agindo em R. Pela Proposi¸c˜ao3.4.4(5) temos que K ´e est´avel pela a¸c˜ao de H, ent˜ao podemos construir o produto smash K # H, que ´e uma H-com´odulo-´algebra `a direita via ρ conforme vimos na Proposi¸c˜ao3.1.2.
Seja U um subconjunto de R. Vamos definir
Φ(U ) = (K # H)U.
Vamos definir tamb´em a aplica¸c˜ao linear ϕ : Q # H −→ Qop# Hcop dada por ϕ(a # h) =X
(h)
S(h(1)) · a # S(h(2)), para todo a ∈ Q e todo h ∈ H.
A proposi¸c˜ao abaixo foi extra´ıda de [WY01, Proposition 0.5]. Proposi¸c˜ao 4.1.1. Temos:
1. A aplica¸c˜ao ϕ ´e um antimorfismo bijetor de ´algebras com inversa ψ dada por
ψ(a # h) =X (h)
S(h(2)) · a # S(h(1)), para todo a ∈ Qop e todo h ∈ Hcop.
2. Um conjunto Λ ´e um H-com´odulo sub´algebra `a direita de Q # H se, e somente se, ϕ(Λ) for um Hcop-com´odulo sub´algebra `a direita de Qop# Hcop.
Demonstra¸c˜ao. Sejam a, b ∈ Q e sejam h, l ∈ H. Vamos denotar a multiplica¸c˜ao em Qop# Hcop por “•”. Inicialmente, observe que
Assim,
ϕ ((a # h)(b # l))
=Xϕ a(h(1)· b) # h(2)l
=XS (h(2)l)(1)· a(h(1)· b)# S (h(2)l)(2)
=XS(h(2)l(1)) · a(h(1)· b)# S(h(3)l(2)), ∆ ´e homomorfismo de ´algebras.
=XS(l(1)) ·hS(h(2)) ·a(h(1)· b)i# S(l(2))S(h(3)), S ´e antimorfismo de ´algebras. =XS(l(1)) ·h(S(h(2))(1)· a)S(h(2))(2)· (h(1)· b)i# S(l(2))S(h(3)) =XS(l(1)) · h (S(h(3)) · a) S(h(2))h(1)
· bi# S(l(2))S(h(4)), S ´e antimorfismo de co´algebras. =XS(l(1)) · (S(h(1)) · a)b # S(l(2))S(h(2)), pois X S(h(2))h(1) = ε(h)1H. =X S(l(1))(1)· (S(h(1)) · a)S(l(1))(2)· b# S(l(2))S(h(2))
=X S(l(2)) · (S(h(1)) · a)S(l(1)) · b# S(l(3))S(h(2)), S ´e antimorfismo de co´algebras. =X S(l(1)) · b•S(l(2)) · (S(h(1)) · a)# S(l(3))S(h(2))
=X S(l(1)) · b
•S(l(2))(2)· (S(h(1)) · a)
# S(l(2))(1)S(h(2)), S ´e antimorfismo de co´algebras. =X S(l(1)) · b # S(l(2))•S(h(1)) · a # S(h(2)), por (4.1).
= ϕ(b # l) • ϕ(a # h). ´
E f´acil ver que ϕ(1Q# 1H) = 1Qop # 1Hcop. Assim mostramos que ϕ ´e um antimorfismo de ´
algebras. Falta mostrar a bije¸c˜ao. Temos: ϕ ψ(a # h)=Xϕ S(h(2)) · a # S(h(1))
=XS S(h(1))(1)· S(h(2)) · a# S S(h(1))(2)
=XS S(h(2))· S(h(3)) · a# S S(h(1)), S ´e antimorfismo de co´algebras. =Xh(2)· S(h(3)) · a # h(1) =X h(2)S(h(3)) · a # h(1) = a # h, pois Xh(1)S(h(2)) = ε(h)1H.
De forma an´aloga, temos ψ ϕ(a # h)= a # h. Assim, ϕ ´e um antimorfismo bijetor de ´algebras com inversa ψ. Portanto, mostramos (1).
(2) Seja Λ um H-com´odulo sub´algebra `a direita de Q # H. Por (1), temos que ϕ(Λ) ´e sub´algebra de Qop# Hcop. Vamos mostrar que ϕ(Λ) ´e um Hcop-com´odulo sub´algebra `a direita de Qop# Hcop. Seja ξ =Xai# hi ∈ Λ. Temos:
(IdQop⊗ ∆cop) ϕ(ξ)= (IdQop⊗ ∆cop) X
S(hi(1)) · ai# S(hi(2)) =XS(hi(1)) · ai# S(hi(2))(2)⊗ S(hi(2))(1) =XS(hi(1)) · ai# S(hi(2)) ⊗ S(hi(3)) =Xϕ(ai# hi(1)) ⊗ S(hi(2)).
Como Λ ´e um H-com´odulo sub´algebra `a direita, temos que (IdQ⊗ ∆)(ξ) =Xai# hi(1)⊗ hi(2) ∈ Λ ⊗ H. Assim, (IdQop⊗ ∆cop) ϕ(ξ)=
X
ϕ(ai# hi(1)) ⊗ S(hi(2)) ∈ ϕ(Λ) ⊗ Hcop. Ent˜ao, conclu´ımos que ϕ(Λ) ´e um Hcop-com´odulo sub´algebra `a direita de Qop# Hcop.
A rec´ıproca ´e mostrada de forma an´aloga.