BÖLÜM 1: KAVRAMSAL ÇERÇEVE
1.3. Bir Meslek Olarak Kabin Memurluğu
A elaboração do questionário não é uma tarefa trivial, as perguntas precisam ser bem definidas para expressar de forma concisa a necessidade de informação relevante para a questão de pesquisa. Cooper e Schindler (2003) elencam alguns pontos relevantes de como as questões devem ser redigidas para que o instrumento seja apresentado, explicado e encerrado, são eles: i) estimular o respondente a prover informações precisas; ii) encorajar o respondente a prover o volume apropriado de informações; iii) desencorajar o respondente a desviar-se de questões específicas; iv) desestimular o respondente a atuar de forma apressada; e v) fornecer uma impressão positiva sobre a pesquisa.
O questionário relativo a esta pesquisa aborda a influência da estratégia com responsabilidade socioambiental no desempenho competitivo das empresas presentes no Brasil, tentando identificar de que formas as práticas gerenciais influenciam o desempenho das empresas no Brasil que têm por missão implementar uma estratégia com responsabilidade socioambiental. O ANEXO A do presente documento contém a versão que foi utilizada no referido instrumento de coleta de dados. Esse instrumento de pesquisa está estruturado em cinco seções, que abordam os seguintes aspectos: caracterização da empresa; estratégia; desempenho competitivo; inovação socioambiental; e cadeia produtiva sustentável.
Ao utilizar o teste de consistência interna (Reliability Test) por meio do índice de consistência alpha de Cronbach, verificou-se a consistência do questionário quanto a: estratégia, inovação socioambiental e cadeia produtiva sustentável, e desempenho competitivo, uma vez que α-Cronbach são superiores a 0,70, limite inferior recomendável (Quadro 13).
Quadro 13 – Perspectivas dos estudos
FONTE: a autora.
No. Indicadores α-Cronbach
Estratégia 9 0,880
Desempenho competitivo 7 0,878
Inovação sustentável 4 0,933
Cadeia produtiva sustentável 6 0,904
Desempenho competitivo 7 0,898
O questionário foi construído baseado na fundamentação teórica, como mostra o Quadro 14, de forma não exaustiva:
Quadro 14 – Fundamentação teórica, não exaustiva, dos indicadores das
variáveis independentes e da dependente
FONTE: a autora.
Construto Estratégia (Variável Independente)
Código do
Indicador Indicador da Variável Direção Alguns autores de referência 1.1 O estabelecimento de
objetivos em relação aos aspectos socioambientais.
Objetivos Sharma (2000) – estratégia ambiental como oportunidade; Cortez e Penacerrad (2010); Traverso et al. (2012); Stead e Stead (1996); Zadek (2000); Zadek (2004); Elkington (1997); Nidomulu et al. (2009).
1.2 O estabelecimento de métricas em relação aos aspectos socioambientais.
Métricas Sharma (2000) – estratégia ambiental como oportunidade, Cortez e Penacerrad (2010); Traverso et al. (2012); Stead e Stead (1996); Zadek (2000); Zadek (2004); Elkington (1997); Nidomulu et al. (2009). 1.3 O envolvimento dos stakeholders (mais relevantes) para elaboração da estratégia corporativa.
Stakeholders Hart (1995), Sharma e
Vredenburg (1998); Sharma et
al. (2007); Kang (2011);
Delgado-Ceballos et al. (2013); Carroll (1991) – ética e preocupação com
stakeholders; Carroll Buchholtz
(2000); Gibson (2012). 1.4 A estratégia de ação social voltada à comunidade interna. Engajamento da comunidade interna
Sharma et al. (2007); Carroll (1997); Porter e Kramer (2006) – ações de integração entre sociedade e corporação; Sachs (2014).
Construto Estratégia (Variável Independente)
Código do
Indicador Indicador da Variável Direção Alguns autores de referência 1.5 A estratégia de ação social voltada à comunidade externa. Engajamento da comunidade externa
Sharma et al. (2007); Carroll (1997); Porter e Kramer (2006) – ações de integração entre sociedade e corporação; Sachs (2014).
1.6 O sistema formal de
gestão ambiental. Programas tipo ISO 14000 ou
outro
Hart e Ahuja (1996) – compliance e redução de penalidades; Kang (2011); Mengue et al. (2010); Projeto de Pesquisa MEI – iniciado em 2007; Barbieri et al. (2010).
1.7 Coerência da política ambiental divulgada com a natureza das atividades da organização. Alinhamento entre estratégia e atividade fim da empresa Hart e Ahuja (1996) – compliance e redução de penalidades; Kang (2011); Mengue et al. (2010); Projeto de Pesquisa MEI – iniciado em 2007, Barbieri et al. (2010).
1.8 A estratégia de publicação de índices, relatórios e certificações relativos à gestão socioambiental.
Publicações GRI, IDJS, Ethos, ISE, ISSO 14001, ISSO 26000, FSC, Leed, SA 8000, dentre outros. Marcovitch (2012) – análise conduzida. 1.9 A estratégia corporativa – da perspectiva socioambiental – comparada aos concorrentes.
Concorrência Porter e Kramer (2006); Elkington (1997); Nidomulu et
al. (2009).
Constructo Inovação Socioambiental (Variável Independente)
Código do
Indicador Indicador da Variável Direção Alguns autores de referência 3.1 A consideração dos
aspectos socioambientais nos projetos de inovação.
Projetos de inovação
Sharma e Vredenburg (2007); Pesquisa MEI – iniciada em 2007; Wells e Zapata (2012) – sistemas inovadores utilizando biomassa existente; Nimodulu
et al. (2009) – estágios de evolução da sustentabilidade e impactos da inovação; Barbieri
et al. (2010); Kiperstock e
Marinho (2001); Christensen (1997); Ashford (2000); Giovannini e Kruglianskas (2008).
Constructo Inovação Socioambiental (Variável Independente)
Código do
Indicador Indicador da Variável Direção Alguns autores de referência 3.2 A investigação de
possíveis problemas ambientais ao desenvolver novos projetos e ações.
Problemas socioambientais
Sharma e Vredenburg (2007); Pesquisa MEI – iniciada em 2007; Wells e Zapata (2012) – sistemas inovadores utilizando biomassa existente; Nimodulu
et al. (2009) – estágios de evolução da sustentabilidade e impactos da inovação; Barbieri
et al. (2010); Kiperstock e Marinho (2001); Christensen (1997); Ashford (2000); Giovannini e Kruglianskas (2008). 3.3 A utilização de análise de ciclo de vida para a elaboração de projetos de inovação.
Ciclo de vida Aragón-Correa (1998); Coltro (2007); Prates (1998); Rorish e Cunha (2004); Barbieri (2007); Rosenfeld et al. (2006); Despeisse et al. (2012). 3.4 A consideração dos impactos socioambientais oriundos da cadeia produtiva nos projetos de inovação. Influência da cadeia produtiva Sharma e Vredenburg (1998); Delgado – Ceballos (2012); Lowe e Evans (1995); Cohen – Rosenthal (2003) – inovação na integração de fluxos nos parques ecoindustriais; Amato Neto (2011); OECD (2009) – produção sustentável;
Despeisse et al. (2012); Nash
e Bosso (2013) – importância do EPR na otimização de produtos e processos industriais.
Constructo Cadeia Produtiva Sustentável (Variável Independente)
Código do
Indicador Indicador da Variável Direção Alguns autores de referência 4.1 A utilização dos aspectos
socioambientais na gestão de investimentos de capital. Investimento em capital Christmann (2000); Kang (2011). 4.2 O desempenho socioambiental na seleção de fornecedores. Seleção de fornecedores SA 8000; CDP; ISO 14000; ISO 26000; GRI; ISE; Ethos e outros; Wolf (2011) –
importância na integração de fornecedores.
4/3 Ações que promovam
melhorias no comportamento socioambiental dos fornecedores. Comportamento socioambiental dos fornecedores SA 8000; CDP; ISO 14000; ISO 26000; GRI; ISE; Ethos e outros; Wolf (2011) –
importância na integração de fornecedores.
Constructo Cadeia Produtiva Sustentável (Variável Independente)
Código do
Indicador Indicador da Variável Direção Alguns autores de referência 4.4 A gestão da minimização
de produção de resíduos. Resíduos Hart e Ahuja (1996); Sharma e Vredenburg (1998); Aragón- Correa (1998); Menguc et al. (2010).
4.5 A gestão da minimização
de consumo de água. Água Hart e Ahuja (1996); Sharma e Vredenburg (1998); Aragón- Correa (1998); Menguc et al. (2010)
4.6 A gestão da minimização
de consumo de energia. Energia Hart e Ahuja (1996); Sharma e Vredenburg (1998); Gayoso (2011); Sonnenberg (2010); Aragón-Correa (1998); Menguc
et al. (2010).
Constructo Desempenho Competitivo (Variável Dependente)
Código do
Indicador Indicador da Variável Direção Alguns autores de referência
2.1 Indicadores de
desempenho competitivo – integrado.
Desempenho integrado
Não abordado na literatura. Indicador criado para análise.
2.2 Redução de custos na
empresa. Custos Hart (1995); Hart e Ahuja (1996); Christmann (2000).
2.3 Crescimento de
lucratividade. Lucratividade Menguc et al. (2010); Hart e Ahuja (1996); Drucker (1984).
2.4 Crescimento das vendas. Vendas Hart (1995).
2.5 Participação no mercado. Mercado Hart (1995).
2.6 Imagem da empresa como responsável e preocupada com o meio ambiente.
Imagem Porter e Kramer (2006); Sharma e Vredenburg (1995); Zadek (2000); Zadek (2004); McKinsey & Company survey (2009).
2.7 Reputação da empresa pela qualidade dos produtos e serviços.
Reputação Porter e Kramer (2006); Sharma e Vredenburg (1995); Zadek (2000); Zadek (2004); McKinsey & Company survey (2009).