3. İSTANBUL ADALARI’NIN TARİHSEL ANLATISINA YENİDEN BAKMAK
3.4. ERKEN CUMHURİYET’İN ADALARI
3.4.2. Bir Kimlik Savaşı: Modern ve “Milli” Bir Sayfiye
Definição participativa da linha de produtos Execução da produção e monitoramento da qualidade
A apropriação do conceito básico de cadeia produtiva para organizar a produção e a demanda do artesanato visando o Fashion Rio buscou compreender o artesanato como um subsistema, ou elo, do sistema moda, objeto do evento. Os processos dessa cadeia produtiva foram decompostos em quatro grandes blocos; (1) agregação de valor e conteúdo à produção artesanal; (2) criação de coleção e adequação de produtos e técnicas artesanais ao tipo de evento; (3) conhecimento do fluxo de trabalho artesanal, dimensionamento do tempo de produção das peças, organização dos pedidos e controle financeiro; e (4) gestão do macroprocesso de participação no Fashion com foco nos negócios gerados.
No primeiro item, a estruturação dos artesãos para atuar no Fashion Rio / Business levou à adoção da produção do artesanato associada ao turismo e cultura, implicando na escolha de um tema para o fortalecimento do processo educativo de participação (FREIRE, 1984; SEABRA, 2001). Para criação da coleção representativa dos temas dos
Caminhos Singulares escolhidos – sal, açúcar, ouro, café e urbanos – e adequação das técnicas artesanais, atendendo ao critério de estética e qualidade do produto, foram alocados dois consultores de estilo, com experiência em artesanato. Foi conectada também uma microempresa de facção para a modelagem e confecção das peças da coleção, uma vez que o artesão deve ser o especialista e criador das técnicas, não tendo necessariamente o domínio da modelagem, corte e costura de roupas.
O acompanhamento do processo de trabalho dos artesãos, o dimensionamento da capacidade produtiva dos grupos e do fluxo de matéria-prima, e o controle financeiro das encomendas ficaram sob a responsabilidade de uma microempresa de contabilidade. A gestão da cadeia produtiva, bem como o planejamento da viabilidade técnica, econômica, operacional e político-institucional, ficou sob a responsabilidade do SEBRAE/RJ, com a alocação direta de um técnico e um coordenador-pesquisador. Para a execução da pesquisa-ação foram realizadas diversas reuniões de trabalho, com participação direta de todos os envolvidos.
De modo geral, são grandes as limitações para implementar uma experiência como esta, considerando-se seu ineditismo e as variáveis exógenas e endógenas que podem interferir no experimento, a exemplo da complexidade de estruturar e gerenciar, com metodologia participativa, uma cadeia de habilidades produtivas. Além disso, há sempre o risco da produção artesanal não corresponder aos requisitos de qualidade e inovação
indispensáveis para atuar no Fashion Rio / Business. Para superar tais dificuldades, o grupo de estruturação e desenvolvimento do experimento preocupou-se em:
1. Elaborar instrumentos de gestão e de pesquisa que permitissem, ao mesmo tempo, a compreensão dos diferentes contextos locais e manutenção das peculiaridades de cada grupo; a introdução de melhorias nos produtos, preservando a técnica artesanal; a adesão de todo o grupo ao processo – instituição, artesãos, consultores, empresas e técnicos.
2. Ajustar, flexibilizar e enriquecer a metodologia em função da complexidade do experimento e da escassez de teoria, notadamente sobre a produção artesanal.
3. Nivelar o conhecimento da proposta e dos desafios de implementação, promovendo a imersão dos participantes no mundo do artesão, como principal fonte de compreensão sobre o objetivo e o objeto da pesquisa-ação. Para os consultores, técnicos, pesquisadores e microempresários era fundamental criar as peças da coleção a partir da vivência no cotidiano do artesão, sem intervir nos seus métodos de trabalho.
4. Aceitar a ambigüidade e não tentar modelar as organizações de produção artesanal, aceitando-as como um enclave econômico diferenciado e como uma oportunidade de promoção do desenvolvimento territorial e inclusão produtiva.
5. Ter presente as dificuldades em teorizar sobre organizações sociais, de produção artesanal, considerando as restrições do vocabulário da teoria das organizações, pouco significativo para a abordagem de micro e pequenos empreendimentos de base familiar ou comunal.
6. Reconhecer que os núcleos de produção artesanal apresentam peculiaridades nos processos cognitivos; na governabilidade; na valoração do produto, frente ao tempo empregado e à disponibilidade de matéria-prima; e nas estratégias de divisão do trabalho.
Para a execução da pesquisa-ação, no experimento de produção artesanal, foi importante a utilização de elementos extraídos do referencial teórico da teoria organizacional52 e de outras disciplinas, como: descentralização, articulação, sustentabilidade, singularidade e oportunidade, tecnologia de gestão, convergência de ações, parceria e
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compartilhamento. A figura 3 apresenta o modelo construído na própria dinâmica do trabalho, para orientar a implementação dos objetivos pretendidos pelo grupo.
A descentralização do processo decisório mostrou-se essencial para que participantes da pesquisa-ação colocassem claramente suas demandas, em função dos objetivos pretendidos. Para que as demandas não ficassem sem orientação, estimulou-se a articulação do grupo entre si e com os diferentes processos de trabalho. A sustentabilidade de um projeto como este foi um elemento bastante crítico, pois os resultados são imprevisíveis e todos precisavam estar preparados para o risco.
Como singularidade e oportunidade, foram trabalhadas as questões que impactam a identidade de cada território, devido às suas particularidades ambientais, econômicas e socioculturais. Estas características são bastante valorizadas quando se pensa em projetos de desenvolvimento territorial, sobretudo o desenvolvimento endógeno. Como tecnologias de gestão, compreenderam-se as formas diferenciadas e exclusivas que cada grupo de artesanato tem para organizar o seu processo de produção; esta especificidade precisou ser ajustada aos cronogramas de trabalho para não prejudicar o resultado final, sem imposição de técnicas administrativas incompatíveis com a natureza do trabalho artesanal.
Figura 3: Modelo de Orientação para Implementação da Pesquisa-Ação
A convergência de ações também foi um item fundamental para melhor alocar recursos e evitar duplicidades de atividades e projetos institucionais. Muitas vezes, o mesmo artesão é objeto de programas de diferentes entidades e a convergência pode promover a aproximação de objetivos e a otimização das oportunidades. Para isto, instituições, organizações de artesãos e empreendedores do artesanato estabeleceram compromissos e parcerias, para uma atuação com mais transparência. Percebe-se, na prática, que o processo foi descentralizado e compartilhado, o ciclo promotor do desenvolvimento tornou-se dinâmico e eficaz.
Além da utilização do modelo analítico apresentado na figura 3, foi elaborada uma matriz) para identificar as necessidades de conteúdo e habilidades do grupo, bem como assegurar a participação de todos no processo da pesquisa-ação. Assim sendo, a linha horizontal apresenta os requisitos de desenvolvimento humano, social e sustentável, considerados indispensáveis aos processos participativos, e a linha vertical indica as