“Kitlelere mal edilmek istenen büyük fikirler için en önemli dekor büyük
2.2. YENİ ORTA SINIF
2.2.1. Bir “Kimlik” Adlandırması: Yeni Orta Sınıf
Pela análise da correlação das variáveis, observou-se que o tempo de permanência foi o único fator que apresentou correlação estatisticamente significativa e alta com a ocorrência de EA/I (com r=0,77 a r=0,78 e p=0,02) em todos os testes. Esse resultado reforça a maior suscetibilidade do paciente a sofrer algum EA/I quanto maior for o tempo de permanência.
As variáveis estresse, coping, burnout e carga de trabalho de enfermagem também não apresentaram correlação, contrariamente ao
esperado, rejeitando a hipótese estudada e contrariando diversos estudos
(33,35,36)
. É possível que o fato de a equipe ter utilizado, predominantemente, o coping controle, o estresse não foi um fator associado aos EA/I e nem à carga de trabalho de enfermagem, neste estudo.
Porém, pela análise descritiva, observou-se que unidades com elevada carga de trabalho, como UTI de Queimados e UTI Emergência Cirúrgica, acrescido de altos escores de estresse ou burnout tiveram maior média de ocorrência de EA/I. Esse resultado é coerente com outros estudos que identificaram associação estatisticamente significativa entre essas variáveis (33,35,36).
Neste estudo, algumas limitações podem ter dificultado a identificação dos fatores humanos de enfermagem e do paciente crítico com os EA/I em UTI, conforme proposta deste estudo: variáveis biossociais e clínicas do paciente, carga de trabalho de enfermagem, estresse, coping, burnout e EA/I.
O tamanho da amostra, tanto de pacientes, quanto de profissionais é uma limitação, além do curto período de seguimento de 30 dias. Investigações com amostras maiores de pacientes e profissionais e coortes mais longas, podem encontrar conclusões mais profícuas.
A dificuldade de associação entre as variáveis biossociais dos pacientes e as variáveis biossociais e do trabalho da equipe de enfermagem foi outra limitação de destaque. Estudos subsequentes podem avançar nas análises sobre EA/I, utilizando instrumentos específicos sobre segurança do paciente na perspectiva da equipe de enfermagem, a fim de viabilizar análises mais profundas sobre elas.
Outra limitação foi o desenho de pesquisa, uma vez que se utilizou uma medida de estresse, coping e burnout da equipe de enfermagem e o seguimento das variáveis biossociais dos pacientes e EA/I. Um estudo que englobe uma avalição longitudinal de estresse pode ser uma sugestão para desenhos de pesquisas futuras.
Ademais, a análise dos prontuários foi dificultada pela baixa qualidade das anotações, no sentido de que os EA/I podem não ter sido registrados adequadamente. Isso porque, ainda é forte a cultura punitiva nos serviços de saúde brasileiros e a subnotificação de EA/I é uma realidade.
Ainda sobre as análises de prontuários, outra limitação foi a impossibilidade de análise por pares. Embora tenha sido realizado treinamento, reuniões de consenso e um manual para apoio, as análises foram passíveis das interpretações de cada analista.
A opção pela classificação da OMS também foi um fator limitante, pois dificulta comparações e a exploração de quais EA/I compuseram cada categoria citada. A própria definição de incidente e evento adverso é contraditória, no que concerne a classificação do tipo de dano. Assim, uma análise exploratória mais detalhada de cada categoria é necessária em estudos subsequentes.
Também, uma segunda análise de concordância do NAS poderia ter sido realizada para a obtenção de medidas do NAS mais fidedignas e com menor perda. Embora o treinamento intenso junto aos enfermeiros tenha sido realizado, há os limites da própria organização do processo de trabalho, bem como o interesse da instituição.
Outra limitação foi a análise da carga de trabalho de enfermagem sob um único aspecto, ou seja, horas de trabalho, sem levar em consideração outros atributos contidos nesse conceito. Em sentido amplo, é possível que essa variável apresente associação com outras variáveis como estresse, burnout, satisfação, fadiga, capacidade para o trabalho e qualidade de vida.
E, para finalizar, é pertinente considerar que outras pesquisas encontram-se em andamento de maneira a dar continuidade ao estudo da associação entre as variáveis deste estudo, quais sejam: estresse, coping, burnout, gravidade do paciente e carga de trabalho de enfermagem, agregando a elas a medida da segurança do ambiente de trabalho sob a ótica da equipe de enfermagem e satisfação profissional.
7 CONCLUSÕES
Este estudo analisou a associação entre o as características biossociais e clínicas dos pacientes, carga de trabalho de enfermagem, estresse, coping, burnout da equipe de enfermagem e a ocorrência de EA/I.
Os resultados permitiram elaborar as conclusões a seguir.
7.1 CARACTERÍSTICAS BIOSSOCIAIS DOS PACIENTES,
CARGA DE TRABALHO DE ENFERMAGEM E CARACTERIZAÇÃO DOS EA/I
Participaram do estudo 111 pacientes, a maioria eram homens (54,10%), com idade média de 51 anos, procedentes da unidade de internação (87,40%) e sobreviveram à internação (97,30%), com escore SAPS II de 27, 05% e probabilidade de morte de 12,00%, um perfil coerente com a literatura encontrada.
Os 111 pacientes sofreram 1.055 ocorrências no decorrer da internação na UTI, sendo que 684 (64,83%) foram incidentes (sem dano) e 371 (35,17%) eventos adversos (com dano), que envolveram 52 (46,85%) e 59 (53,15%) pacientes, respectivamente. As ocorrências, em maioria, relacionaram-se a:
procedimento/processo clínico (48,53%), falhas com documentação (28,06%), administração de medicamentos ou relacionados a fluídos endovenosos (8,63%), acidentes com paciente (6,26%), infecção hospitalar (3,22%) e nutrição (3,13%).
O tipo de dano predominante relacionou-se à fisiopatologia (50,67 %), seguido de lesão (30,46%) e outro (18,87%).
A gravidade das ocorrências teve intensidade, predominantemente, de fraca (49,87%) à moderada (46,90%).
Houve correlação baixa entre a variável idade e EA/I (p=0,01 e r=0,23), gravidade (p=0,00 e r=0,31) e probabilidade de morte (p=0,00 e r=0,31).
A variável EA/I correlacionou-se com gravidade (p=0,00 e r=0,27) e probabilidade de morte (p=0,00 e r=0,27), porém de baixa intensidade, bem como com o tempo de internação, sendo correlação positiva moderada (p=0,00 e r=0,41).
7.2 CARACTERÍSTICAS BIOSSOCIAIS E DO TRABALHO
DA EQUIPE DE ENFERMAGEM E ANÁLISE DE