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Neden Birçok Programlama Dili Vardı r?

1. PROGRAMLAMA Dİ LLERİ

1.3. Neden Birçok Programlama Dili Vardı r?

A Teoria das Representações Sociais, encontra suas origens no conflito entre a sociologia e a psicologia (Moscovici, 1978), assumindo o sujeito que se constitui no processo de interação social nos grupos em que participa.

Moscovici (2003), ao descrever o papel do pensamento social exercido pelo sujeito, afirma existirem três concepções que abordam essa temática, sendo estas:

Concepção Sociológica do pensamento social – os indivíduos e a coletividade submetem-se aos ditames da ideologia, formulada e introduzida por uma determinada classe. É a relação indivíduo/sociedade definida por Durkheim, que a define por uma dupla separação: em primeiro lugar, as representações coletivas são separadas das representações individuais, tais como percepções e imagens; em segundo lugar, as representações individuais baseiam-se na consciência individual, enquanto as representações coletivas têm por base a sociedade. Durkheim

(MOSCOVICI, 2009, p. 13) ao defender uma separação radical entre representações individuais e coletivas, sugeri que as primeiras deveriam ser do campo da psicologia, enquanto as últimas formariam o objeto da sociologia.

Concepção Psicológica do pensamento social – os indivíduos captam as informações e conhecimentos presentes na sociedade e os reinterpretam de forma a produzirem pareceres pessoais e particulares. Para Moscovici (2003), o termo "social" enfatiza a origem das representações, lembrando que são, ao mesmo tempo, construídas e adquiridas, funcionando como via de integração entre os mundos social e individual, estando associadas a uma sociedade em constante transformação.

Concepção Psicossocial - os sujeitos não são seres passivos e apenas receptores de conhecimento e dados da sociedade, tampouco são os detentores das verdades, portadores de ideologias dominantes; são, de fato, seres pensantes que, frente aos conhecimentos e às ideologias, impõem-se e reproduzem seu sentido junto ao mundo. A teoria das representações sociais respalda-se nessa abordagem do papel do pensamento social.

Para Moscovici (2009), as Representações Sociais não podem ser tomadas exclusivamente como prontas e definidas, nem só como variáveis explicativas. O autor enfatiza o seu caráter dinâmico, contra o caráter estático de Representações Coletivas da formulação de Durkheim.

As Representações Sociais para Moscovici (2003) consiste em explorar a variação e a diversidade das ideias coletivas na constituição do sujeito.

Assim, conforme Moscovici (2003) é importante destacar que o conceito de representação social parte da proposição de uma consciência coletiva dentro dos grupos sociais, porém não visualiza o indivíduo e a sociedade de forma dicotômica. Desse modo, o indivíduo não absorve os conteúdos que a sociedade lhe impõe, ele os reformula na medida em que é um ser ativo e não passivo diante do mundo.

Comenta Farr (1993) que,

[...] as sociedades modernas são caracterizadas por seu pluralismo e rapidez com que mudanças econômicas, políticas e culturais ocorrem. Esta faz com que atualmente, poucas representações sejam verdadeiramente

coletivas. [...] Moscovici, suplantou a Ciência social ao substituir representações coletivas, propostas por Durkheim por Representações Sociais a fim de tornar a Ciência social mais adequada ao mundo moderno.(FARR, 1993, p. 44)

As representações são historicamente construídas e estão intimamente conectadas a distintos grupos socioeconômicos, culturais e étnicos de participação dos sujeitos. Portanto, as pesquisas na área devem levar em conta as condições de contexto e da história desses grupos a que os sujeitos estão expostos.

As Representações Sociais sempre refletem as condições dos sujeitos que as constroem. Jodelet (1989) define Representação Social como uma forma de conhecimento que aprendemos na vida cotidiana, chamada de “sentido comum” e caracterizada como socialmente criada e compartilhada pelo grupo; tem um fim prático de organização do mundo social e material, de orientação de condutas e de comunicação e, finalmente, participa do estabelecimento de uma visão de realidade social comum.

Conforme Jodelet (2001), toda representação é representação de alguma pessoa sobre determinada coisa. Toda representação faz menção a um objeto e tem um conteúdo. E a pessoa que a institui é um sujeito social, imerso em condições peculiares de seu espaço e tempo.

Quando falamos em representações sociais, partimos da premissa de que elas são elaborações mentais construídas socialmente, a partir da dinâmica que se estabelece entre a atividade psíquica do sujeito e o objeto do conhecimento, relação que se dá na prática social e histórica da humanidade e que se generaliza pela linguagem.

É através dos intercâmbios comunicativos que as representações sociais são estruturadas e transformadas. É essa relação dialética entre comunicação e representação que está o centro da “imaginação sócio psicológica” de Moscovici, e é a razão para se descrever esta perspectiva como uma Psicologia Social Genética.

Conforme Moscovici (2009),

é através da comunicação, que somos capazes de nos ligar a outros ou de distanciar-nos deles. Esse é o poder das ideias, e a teoria das representações sociais de Moscovici procurou tanto reconhecer um fenômeno social específico, como fornecer os meios para torná-lo inteligível como um processo sócio psicológico. (MOSCOVICI, 2009, p. 28).

Nas Representações Sociais, Moscovici (1978) procura enfatizar que elas não são apenas "opiniões sobre" ou "imagens de", mas teorias coletivas sobre o real, sistemas que têm uma lógica e uma linguagem particular, uma estrutura de implicações baseada em valores e conceitos, e que "determinam o campo das comunicações possíveis, dos valores ou das ideias compartilhadas pelos grupos e regem, subsequentemente, as condutas desejáveis ou admitidas". (MOSCOVICI, 1978, p.51).

Também Ivana Marková (2006), ao explicar o papel atribuído à linguagem como constitutiva e formadora das representações sociais, declara

[...] é a constituição dessa linguagem específica que acompanha a formação de uma representação. Uma vez conseguido isso, as palavras obtêm seus sentidos específicos e esses, por sua vez, justificam seu uso na propaganda. A repetição dos elementos formaliza e solidifica o pensamento, tornando-o parte da constituição linguística e cognitiva do indivíduo (MARKOVÁ, 2006, p.341).

Assim, a Teoria das Representações Sociais concebe que o pensamento e a linguagem possibilitem aos indivíduos os mecanismos para uma (re) construção simbólica da sua realidade, dando sentido aos fatos que os circundam na sua existência. As Representações Sociais como um processo, coletivo de criação, elaboração, propagação e transformação do conhecimento é partilhado pelos sujeitos através da comunicação em suas ações cotidianas.

As Representações Sociais envolvem também, elementos simbólicos que os sujeitos exprimem mediante o uso de palavras e gestos. No caso do uso de palavras, utilizando-se da linguagem oral ou escrita, os sujeitos explicitam o que pensam, como compreendem esta ou aquela situação, como desejam descrever sobredeterminado fato ou objeto, que expectativas desenvolvem a respeito de algo, e assim por diante.

Os elementos simbólicos presentes nas representações sociais, que se expressam na comunicação social dos diferentes grupos, inclusive nos grupos profissionais de uma instituição, evidenciam os valores e visões presentes e que são vivenciados no cotidiano destes grupos. Portanto a analise das representações sociais de um grupo social, oferece condições de compreender a visão construída nestes grupos e que definem e orientam suas condutas.

Preocupando-se com o processo de formação das representações sociais, Pedrinho Guareschi e Sandra Jovchelovitch (1994) afirmam que “as representações são formadas quando as pessoas se encontram para falar, argumentar, discutir o cotidiano, ou quando elas estão expostas às instituições, aos meios de comunicação, aos mitos e à herança histórico-cultural de sua sociedade”. (GUARESCHI E JOVCHELOVITCH, 1994, p.20).

Para os autores citados, esse conhecimento é compartilhado através das comunicações de seus membros em suas ações cotidianas. Qualificar uma representação de social corresponde a definir que ela é produzida e partilhada coletivamente. Assim, conforme a teoria os conhecimentos emitidos por um sujeito não são produtos únicos de seu pensamento nem uma crença imposta pelo pensamento coletivo, mas saberes elaborados socialmente pelas práticas e vivências de um grupo, e internalizados de acordo com a percepção de cada sujeito social particular.

A profissão do administrador, como objeto de estudo da teoria das Representações Sociais, propicia a identificação de linguagens, imagens e valores compartilhados pelos grupos sociais que, também em uma instituição de ensino superior, convivem, partilham e formulam representações que são apresentadas nas imagens, valores e linguagens criados e relaborados por esses grupos sobre a profissão que buscam.

Benzer Belgeler