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2. GENEL BİLGİLER

2.2. Bipolar Affektif Bozuklukta Tedaviye Uyum

2.2.3. Bipolar Affektif Bozukluğu Olan Hastalarda Tedaviye Uyumsuzluğun

Transcrição realizada por Carl Parrish (1958, p.59-60).

Além do uso contínuo do estilo do hoquetus entre as duas vozes intermediárias, destaca- se também o uso da permutação vocal (c. 15 e 16), assim como princípios imitativos adotados pela figura das semicolcheias (c. 4, 6 e 8, e 14 a 16) entre as três vozes superiores. Percebe-se uma variedade tímbrica em contraste expressivo pelo uso do hoquetus nas duas vozes intermediárias, acrescida pelo caráter “cantabile” do quadruplum. Logo, a textura possui três diferentes níveis de atividades rítmicas e melódicas: tenor lento e estável, vozes intermediárias em hoquetus (ritmos sincopados) e movimento fluído no quadruplum. De acordo com Parrish, este exemplo é um dos primeiros com uma “clara indicação de combinação de vozes e instrumentos - apesar da natureza instrumental aplicada às três vozes mais graves ser apenas uma conjectura” (PARRISH, 1958, p.57).

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Assim como o desenvolvimento do moteto do sec. XIII é inerente ao maior controle do material musical por meio da consolidação de um sistema de individualização de valores (por Franco de Colônia), uma das mais significativas contribuições da “nova arte” também provém do controle e elaboração do material por meio da notação. De modo geral, o aspecto mais importante após a teoria franconiana (assim como os mesmos princípios aplicados na prática por Pierre de la Croix), consiste em um novo sistema que contempla notas de menor duração – uma expansão à notação franconiana. Esta organização é resultante principalmente de dois tratados de cerca de 1320: Ars nove musice, de Johannes de Muris, e Ars nova, de Philippe de Vitry. Desta maneira, a relação já existente entre longas e breves foi estendida entre as breves e semibreves, e ainda, entre as semibreves e mínimas em mensura tripla (e ocasionalmente, dupla). Diferentes níveis de mensura tripla ou dupla produzem uma variedade métrica que, de acordo com Hoppin, seria “inconcebível” nos moldes do sistema de notação franconiana ou da notação modal do século XII-XIII (HOPPIN, 1978, p.354).

O novo sistema consiste na organização de três fatores: modus, aplicado na relação de subdivisão entre longas e breves, podendo ser perfeitas (três breves para uma longa) ou imperfeitas (duas breves para uma longa); tempus, aplicado na relação de subdivisão entre as breves em semibreves, podendo também ser perfeitas ou imperfeitas; e prolatio, aplicado na relação entre as semibreves e mínimas, perfeitas ou imperfeitas. Em adição a esta hierarquia, consta a maxima (antiga duplex longa), e sua divisão, chamada de modus maximarum ou maximodus (1978, p.355).63 Assim como a preocupação com mensuras maiores, o gradual

aumento na prática pela utilização de notas mais rápidas, principalmente em motetos do final do sec. XIV, inclui-se na última adição ao tratado de Vitry, a semínima: uma subdivisão da minima, com o mesmo valor em todas as mensuras.

63 Podendo também ser perfeita ou imperfeita, ainda que o uso desta unidade seja pouco frequente nos motetos

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Tabela 7: Quatro combinações de Tempus e Prolatio e seus equivalentes modernos (HOPPIN, 1978, p.355).

Estas novas possibilidades de relação rítmica são refletidas primariamente na coleção Roman de Fauvel. Entre os trinta e quatro motetos do repertório, vinte e três possuem três vozes, dez possuem duas vozes, e apenas um, quatro vozes, com predominância dos textos em Latim. Conforme expõe Hoppin, no caso dos motetos presentes nesta coleção, “é fato dizer que constituem de uma verdadeira antologia, pois representam todos os estágios do desenvolvimento desta forma até 1315: peças estritamente rítmico-modais, peças de ritmos livres descritos por Franco de Colonia e peças do final do século XIII, ao estilo [dos rondeaux] de Pierre de la Croix” (1978, p.361). A combinação de mensuras diferentes entre as costumeiras três vozes do moteto, também permanece no ‘novo estilo’ν no entanto, constam relações métricas de tempus e prolatio divergentes entre si, o que consequentemente aumentam a complexidade rítmica. Mesmo assim, um controle ainda maior sobre o material musical pode ser observado: elaborações rítmico-melódicos entre as vozes por meio de uma escrita ‘unificada’ e convencionalizada, permitem uma expansão, ao mesmo tempo, técnica e em difusão.

O moteto Garrit gallus – In nova fert (BN fr. 146, f.44v), atribuído a Vitry, possui dois novos aspectos ao moteto intrinsicamente ligados ao tenor: o uso de notas em coloração vermelha, e a organização de toda estrutura do tenor em um artifício chamado de isorítmico -

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talvez um dos aspectos mais significativos do moteto do sec. XIV. De acordo com o próprio Vitry, o uso de coloração ou color prolationis com notas vermelhas indica que a nota perde um terço do seu valor, tornando-a imperfeita, o que consequentemente resulta em uma mudança da mensura (1978: p.362). Abaixo, o detalhe do tenor com a indicação da notação colorida (originalmente em vermelho):

Figura 12: Fac-símile do tenor no moteto, Garrit gallus – In nova fert - Neuma (BN fr. 146, f.44v).

A estrutura isorítmica é caracterizada pela repetição de determinados padrões rítmicos chamadas taleae. Conforme explica Hoppin, como regra, a melodia do tenor (chamada de color) contêm variadas realizações da talea rítmica e, geralmente, ela mesma é repetida ao menos uma vez. No tenor do moteto Garrit gallus, a notação vermelha consta no meio de cada talea com uma pausa, segmentando e proporcionando a cada uma das realizações, um palíndromo de cada talea. Para todo o moteto, todas as três taleae são repetidas duas vezes, totalizando seis vezes. Deste modo, todas as três formam um color, que é repetido duas vezes. Portanto, sintetiza-se o processo do tenor isorítmico por meio da indicação 2C-6T (dois colores e seis taleae). Na figura abaixo (fig. 13), observa-se a estrutura em palíndromo, resultante do processo simétrico de cada uma das taleae.

Figura 13: Estrutura rítmica simétrica de cada uma das taleae presentes no moteto Garrit gallus – In nova fert

(HOPPIN, 1978: p.362). As notas dentro do colchete pontilhado correspondem as notas vermelhas de mensura imperfeita.

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Benzer Belgeler