2. KAYNAK ARAġTIRMASI
2.3. Bilgisayar Yazılımlarının GeliĢtirilmesinde Dikkate Alınması Gereken Bilgiler
x Promover o acesso à leitura, através de atividades que possibilitem aos alunos a apropriação efetiva de múltiplos aspectos que envolvem à recepção e a produção de textos; x Possibilitar o aperfeiçoamento e a prática de compreensão e
produção de diversos gêneros textuais orais e escritos; x Ler e produzir diferentes gêneros, levando em consideração
os propósitos dos textos (finalidade, condições de produção, recepção, interação e a subjetividade do receptor/produtor) e o domínio dos princípios da textualidade (organização, coerência, coesão, clareza, etc.);
x Desenvolver o gosto pela leitura, bem como a sensibilidade literária, através de leituras livres e dirigidas, sob a mediação do professor e de outros segmentos da escola; x Possibilitar aos alunos os conhecimentos lingüísticos
necessários que possibilitem aos mesmos a revisão da sua própria produção (oral e escrita);
x Ampliar progressivamente o conjunto de conhecimentos discursivos e gramaticais envolvidos na construção dos sentidos do texto.
Objetivos
x Desenvolver e aperfeiçoar a prática de compreensão e produção de diversos tipos de textos orais e escritos; x Discutir a importância da vida e fazer reflexão critica
acerca da estrutura social, escolar, relacionando com a vida prática de cada um;
x Produzir diferentes tipos de textos levando em consideração os propósitos dos textos e domínio dos
padrões de textualidade da expressão escrita
(organização, coerência, coesão, clareza etc.); x Saber o significado e/ ou motivo da escolha dos nomes
dos alunos, como também conhecer um pouco da família de cada um através de descrições.
x Discutir a situação atual da família e sua importância na formação do indivíduo;
x Desenvolver o hábito e o gosto pela leitura, bem como a sensibilidade lingüística, através de leituras livres. x Possibilitar aos alunos os instrumentos lingüísticos para
poder revisar seu próprio texto;
x Ampliar, progressivamente, o conjunto de conhecimentos discursivos, semânticos e gramaticais envolvidos na construção dos sentidos do texto.
Do plano apresentado em 2000 (Quadro 6) foram excluídos dois objetivos: “Saber o significado e/ ou motivo da escolha dos nomes dos alunos...” e “Discutir a situação atual da família e sua importância na formação do indivíduo”, por considerá-los estritamente operacionais, sendo mais voltados para um plano de aula, especificamente.
Acrescentaram-se dois objetivos gerais ao Plano de 2002 (Quadro 7), mais amplos, voltados para o Projeto Político-Pedagógico da escola e para o que se propõe no ensino de Língua Portuguesa. Os demais objetivos foram reformulados ou ampliados. Houve mudança significativa no tratamento da linguagem: os gêneros textuais aparecem; incluiu-se a finalidade, condições de produção, a oralidade e a interação, como aspectos a serem vistos nas
aulas de língua materna, considerando autoria e seus interlocutores do texto. Considerou-se, ainda, que esses ajustes seriam necessários, porque (ver Quadro 6) não havia nenhuma especificação em relação à natureza dos objetivos (se gerais ou específicos).
Havia, também, no referido plano (Quadro 6), objetivos mais voltados para o que se espera alcançar via a própria disciplina ofertada: “desenvolver e aperfeiçoar a prática de compreensão e produção de diversos
tipos de textos orais e escritos”, “ampliar, progressivamente, o conjunto de
conhecimentos discursivos, semânticos e gramaticais”, entre outros, de modo que mereciam alguns ajustes na redação, bem como a reformulação de alguns deles, adequando-os à nova proposta de trabalho com gêneros
textuais (grifos da professora-pesquisadora). Uma das mudanças
significativas ocorre na concepção de linguagem que subjaz aos planos; o de 2002 é mais interacional, vê a linguagem como processo, o que não ocorre com o de 2000, centrado mais no produto.
Conclui-se que as concepções teóricas subjacentes ao plano de 2000 expressam o estágio de (in) formação das professoras no campo da Lingüística Textual, mais especificamente no trabalho com os gêneros, de modo que as mudanças propostas no plano 2002 vêm consolidar uma das contribuições da pesquisa-ação ao trabalho pedagógico das participantes. 2.1.4 Selecionando os conteúdos
Trata-se do componente do plano que delimita a seleção e a organização dos conteúdos a serem trabalhados no decorrer do bimestre, e que devem estar diretamente ligados aos objetivos pretendidos no processo ensino-aprendizagem, considerando o tempo destinado para esse fim. Tendo como referência o objetivo central da disciplina, que é “desenvolver a competência comunicativa dos alunos e o domínio da língua padrão,
objetivando o conhecimento do funcionamento da língua, através de um ensino produtivo” (TRAVAGLIA, 1996), foi que os critérios para seleção dos conteúdos levaram em consideração a prática de leitura e de produção de
textos orais e escritos, além da análise lingüística, como é demonstrado no
quadro 9, , a seguir:
Quadro 8: Conteúdos no plano/2000 Quadro 9: Conteúdos no plano/2002
CONTEÚDO/ PRÁTICA TEMÁTICA
LINGUAGEM ORAL E ESCRITA 1. Sentido da vida
Texto literário: música “O que é, o que é?” “Acróstico da felicidade” texto informativo: “repensar a vida é perguntar-se pelo seu sentido”.
2. Estudante
Textos informativos: Estudante é não ser “aluno”. Dinâmica celebrando o ser estudante. 3. Identidade
Textos do livro didático, descrições 4. Família
Textos do livro didático, descrições, música 5. Leituras Livres
ANÁLISE LINGÜÍSTICA
x Refacção de textos produzidos pelos alunos a partir dos problemas apresentados;
x Recursos semânticos presentes nos textos e sua adequação ao contexto;
x Organização de enunciados;
x Uso adequado dos sinais de pontuação, divisão silábica e acentuação gráfica;
xProblemas de concordância nominal e verbal.
PRÁTICA DE LEITURA E DE PRODUÇÃO DE TEXTOS ORAIS E ESCRITOS
SEQÜÊNCIA DIDÁTICA I: Gênero literário: conto - Contos escolhidos pelos professores e outros segmentos
da escola:
1. Tampinha – Ângela Lago;
2. Os três moços malvados – Ricardo Azevedo; 3. Vítor e seu irmão – Luiz Fernando Veríssimo; 4. Nas asas do condor – Milton Hatoum;
5. Na traseira de um caminhão – Drauzio Varela; 6. Negócio de menino com menina – Ivan Ângelo. Outros contos ... (livre escolha pelos alunos)
SEQÜÊNCIA DIDÁTICA II: Gênero literário: poema - Poemas selecionados pelos professores e outros segmentos
escolares
1. Convite – José Paulo Paes;
2. Ou isto ou aquilo – Cecília Meireles; 3. Segredinhos de amor – Elias José; 4. Tudo a ver – Elias José;
5. Colar de Carolina – Cecília Meireles;
6. A formiguinha e a neve – João de Barros (Braguinha). Outros poemas ... (livre escolha pelos alunos).
ATIVIDADE EXTRA: Oficinas de leitura (contos e poemas) em parceria com outros professores e segmentos: supervisores, auxiliares da biblioteca, Projeto de Combate à Repetência, etc, conforme relação de textos (anexo 1). Obs.: serão destinadas 15h/a para a prática de leitura e 15h/a para a prática de produção textual.
ANÁLISE LINGÜISTICA
x Refacção e reescritura de textos produzidos pelos alunos a partir dos problemas apresentados em suas produções; xRecursos sintáticos, morfológicos e estilísticos presentes
nos textos e sua adequação ao contexto;
xProdução, análise de enunciados e organização textual; xUso adequado dos sinais de pontuação, divisão silábica e
acentuação gráfica (sistema gráfico);
xPausa, troca de turno, interrupção, progressão temática, repetição, etc (sistema falado);
xProblemas de concordância nominal e verbal, entre outros.
Tempo previsto:15h/a para análise lingüística.
SESSÕES LITERÁRIAS BIMESTRAIS conforme (anexo 2) envolvendo os segmentos da escola que impliquem em
estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação visando a formação de leitores proficientes.
A seleção dos conteúdos do ano 2000 (Quadro 8) tem como fio condutor algumas temáticas envolvendo as práticas de linguagem orais e escritas, com base em diversos textos, sem considerar o estudo dos gêneros textuais. A análise lingüística nele instituída considera apenas o texto escrito, sem levar em conta aspectos da oralidade.
No plano de 2002 (Quadro 9), a seleção de conteúdos envolveu a prática de leitura e de produção de textos orais e escritos, de modo que fosse organizada, por intermédio de duas seqüências didáticas: Seqüência I – gênero literário: conto, e a Seqüência II – gênero literário: poema. Por último, na análise lingüística, efetivaram-se algumas reformulações em sua redação, especialmente no uso dos textos orais.
Estabeleceu-se, portanto, como estratégia de reorganização dos conteúdos, o trabalho com os gêneros, organizado em seqüências didáticas para o oral e para a escrita (DOLZ, NOVERRAZ e SCHNEUWLY, 2004). Para esses autores, “uma seqüência didática é um conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou escrito”. Com isso, os autores justificam seu uso no trabalho com os gêneros textuais, ao afirmarem que: “uma seqüência didática tem, precisamente, a finalidade de ajudar o aluno a dominar melhor um gênero de texto, permitindo-lhe, assim, escrever ou falar de uma maneira mais adequada numa dada situação de comunicação” (DOLZ, NOVERRAZ e SCHNEUWLY, 2004, p. 97).
Ao explicitarem a estrutura de base de uma seqüência didática, Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) propõem, para o trabalho com o gênero selecionado, o seguinte esquema: 1º) Apresentação da situação, ou seja, momento de exposição da tarefa (oral ou escrita) correspondente ao gênero,
a ser realizado de modo que os alunos possam desenvolver uma primeira produção; 2º) Produção inicial, que indicará a compreensão dos alunos acerca do gênero proposto; 3º) Os módulos, constituídos de tarefas variadas com base no gênero, são trabalhados sistematicamente buscando à superação dos problemas apresentados e ao domínio do gênero de texto em questão. E, por último; 4º) A produção final, que servirá de avaliação dos progressos alcançados pelos alunos e incidirá sobre aspectos trabalhados na seqüência.
Para cada conteúdo, gênero conto ou poema, no plano está se prevê a realização de atividade extra, via oficinas de leitura (Ver Anexo 1 – Plano 2002), além de se proporem sessões literárias bimestrais (Anexo 2 – Plano 2002), que foram planejadas envolvendo vários segmentos escolares. Isso porque, no plano anterior (Quadro 8) havia leituras livres, porém não se sabia como seriam realizadas. Por isso, resolveu-se evidenciá-las (ver Quadro 9), por meio dessas atividades, e com base em um cronograma específico, objetivando desenvolver o gosto pela leitura dos alunos.
Para a prática de produção de textos, decidiu-se que se envolveriam tanto os textos escritos quanto os orais, tomando-se por baseado o encaminhamento a um só tempo, uma vez que os textos orais são pouco privilegiados na sala de aula, embora exerçam grande importância nos estudos lingüísticos atuais. Essa exigência parte do princípio de que é necessário que a escola tome como desafio desenvolver um trabalho que possibilite aos alunos escrever textos e exprimir-se oralmente em situações públicas, escolares e extra-escolares.
2.1.5 Revendo as estratégias
A metodologia utilizada para as aulas de língua materna teve como cerne a compreensão que se adota em relação ao processo ensino-
aprendizagem, bem como a opção teórico-metodológica que se faz para o ensino.
Parte-se do postulado de que o “ensino produtivo” (TRAVAGLIA, 1996) pressupõe o uso de uma postura metodológica adotada pelo professor, no intuito de ajudar o aluno a entender o uso da língua materna de maneira mais eficiente, através da aquisição de novas habilidades lingüísticas. Com isso, adotam-se procedimentos que implicam na interação entre o aluno e o objeto de estudo, que tem como fio condutor, neste trabalho, o efetivo uso dos gêneros textuais. É isto que os quadros seguintes ilustram:
Quadro 10: Estratégias no Plano/2000 Quadro 11: Estratégias no Plano/2002