• Sonuç bulunamadı

3.3. SOSYAL MEDYANIN 15 TEMMUZ DARBE GİRİŞİMİNE ETKİSİ

3.4.3. Bilgi Açığı Teorisine Göre 15 Temmuz Darbe Girişimi

A notória preocupação com a questão ambiental observada em vários discursos nos diferentes setores da sociedade ocupou, gradativamente, espaços dentro das políticas ambientais e, ao longo das últimas décadas, sofreu uma interseção com a política de reforma agrária. Nesse sentido, vale aqui apresentar algumas leis e normas relacionadas ao contexto agrário.

Um momento importante no que diz respeito à legislação ambiental ocorre na década de 1980, quando foi sancionada a já citada Lei nº 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional de Meio Ambiente e que tem como objetivo, de acordo com o art. 2º, a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana.

Nessa lei que dispõe sobre a PNMA é instituído o Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, e sua atuação se dará mediante articulação coordenada dos órgãos e entidades que o constituem. Dentre esses, tem-se, com função deliberativa e consultiva, o CONAMA, e como órgãos executivos, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMbio, esse último criado em 2007, pela Lei 11.526. Em relação à legislação ambiental, é estabelecida, em 1997, a Resolução de nº 237 do CONAMA, que dispõe sobre a revisão e complementação dos procedimentos e critérios utilizados para o licenciamento ambiental, atribuindo a esse as seguintes licenças:

Licença Prévia (LP) concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implantação; Licença de Instalação (LI) que autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivo determinante;

Licença de Operação (LO) em que é autorizada a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. (CONAMA, 1997).

Considerando-se a necessidade de uma regulamentação específica para assentamentos, em 2001 foi apresentada a Resolução de nº 289 do CONAMA, que estabelece diretrizes para o Licenciamento Ambiental em Projetos de Assentamentos de

27 Reforma Agrária. Segundo Brandão (2006, p.53), “neste instrumento legal ficou clara a preocupação do governo brasileiro com a adequação dos projetos de assentamento rural

ao plano de gestão ambiental”.

O conceito de reforma agrária foi definido na referida Resolução como:

O conjunto de medidas que visem a promover a melhor distribuição da terra, mediante modificações no regime de sua posse e uso, a fim de atender ao princípio de justiça social, ao aumento de produtividade e ao cumprimento da função socioambiental da propriedade (BRASIL, 2001).

Quanto a esse conceito, Brandão (2006) afirma que a concepção de reforma agrária até então vigente ganha um contorno diferenciado, enquadrando-se no conceito de função socioambiental da propriedade em consonância com a Constituição Federal de 1988, que torna fundamental, na proposta de reforma agrária, o cumprimento da função socioambiental da propriedade. No entanto, a Resolução de nº 289/2001 é revogada pela Resolução nº 387/2006 do CONAMA, que apresentou para o licenciamento ambiental dos projetos de assentamentos, a exigência da licença prévia, com validade de cinco anos. Para obter tal licença era necessário o Relatório de Viabilidade Ambiental - RVA. Ainda nessa resolução, como etapa do processo de licenciamento dos PAs, era exigida uma modalidade de licença única de instalação e operação LIO, adquirida durante a validade da licença prévia. Ressaltando-se que, para assentamentos criados ou em fase de criação até 2003, somente era exigido a LIO32, sendo dispensada a LP. Atualmente, o novo normativo é a Resolução de nº 458, de 16 de julho de 2013, que versa sobre os procedimentos para licenciamento ambiental em assentamento de reforma agrária e dá outras providências.

Segundo o INCRA (2013)33, essa última norma simplifica o licenciamento ambiental nessas áreas, tornando-o obrigatório apenas para as atividades agrossilvipastoris e empreendimentos de infraestrutura. E os beneficiários da reforma agrária passam a contar, assim, com procedimentos simplificados, que lhes permitirão iniciar ou prosseguir com atividades relacionadas à agricultura, aquicultura, pecuária e silvicultura, além de outras formas de exploração e manejo da fauna e da flora. Já os empreendimentos de infraestrutura referem-se à instalação de rede de energia elétrica,

32

LIO - Licença de instalação e de operação. Esta autoriza, concomitantemente, a instalação e a operação de empreendimento ou atividade cuja operação represente um potencial poluidor insignificante.

33 INCRA. Resolução simplifica licenciamento ambiental em assentamentos da reforma agrária.

Publicado em 24/07/2013. Disponível em: http://www.incra.gov.br/resolucao-simplifica-licenciamento- ambiental-em-assentamentos-da-reforma-agraria. Acesso: em abril de 2015.

28 construção de estradas vicinais, obras de saneamento básico, captação, condução e reserva de água.

Foi destacado ainda o fato de não ser mais necessário que todos os assentados dependam de uma única licença ambiental, o licenciamento simplificado pode ser requerido pelos próprios assentados, individual ou coletivamente. Sendo assim, o beneficiário pode acessar programas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - PRONAF e, se houver necessidade de licenciar a atividade, busca-se essa condição. Desse modo, as definições sobre quais atividades serão passíveis de licenciamento ficará a cargo dos órgãos estaduais de meio ambiente.

2.2.1 Política Ambiental em Minas Gerais

Em Minas Gerais, há o Conselho de Política Ambiental - COPAM. Criado em 1977, é um órgão normativo, colegiado, consultivo e deliberativo, subordinado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - SEMAD. Pertencentes ao COPAM, existem três órgãos executivos seccionais: o Instituto Estadual de Florestas - IEF, Fundação Estadual do Meio Ambiente - FEAM e Instituto Mineiro de Gestão das Águas - IGAM.

No mesmo estado, a Deliberação Normativa 44 do COPAM, criada em 2000, já apresentava a necessidade da Licença Ambiental para os Projetos de Assentamento. Como observado por Brandão (2006), a referida norma foi promulgada antes da existência da Resolução 289 do CONAMA de 2001, representando, assim, o pioneirismo da exigência do Licenciamento Ambiental em nível estadual em relação ao âmbito Federal.

Subordinadas à SEMAD, foram criadas, em 2003, as Superintendências Regionais de Meio Ambiente - Suprams, responsáveis pela regularização ambiental dos empreendimentos passíveis de licenciamento ambiental ou autorização ambiental de funcionamento, assim como a formulação e execução de planos de competência da SEMAD, em articulação com os demais órgãos e entidades que integram a Secretaria. Desse modo, ocorreu a descentralização da regularização ambiental no Estado através da criação de nove34 núcleos regionais das Suprams.

34

Suprams (Metropolitana, Alto São Francisco, Jequitinhonha, Leste de Minas, Noroeste, Norte de Minas, Sul de Minas, Triângulo Mineiro e Zona da Mata).

29 Dentre outras normativas do COPAM, cabe aqui destacar a Deliberação Normativa de nº 74 - DN 74, publicada em 2004, na qual,

Estabelece critérios para classificação, segundo o porte e potencial poluidor, de empreendimentos e atividades modificadoras do meio ambiente passíveis de autorização ambiental de funcionamento ou de licenciamento ambiental no nível estadual, determina normas para indenização dos custos de análise de pedidos de autorização ambiental e de licenciamento ambiental, e dá outras providências. (MINAS GERAIS, 2004).

Dessa forma, em consonância com a referida norma, os Projetos de Assentamento para fins de reforma agrária são classificados de acordo com o potencial poluidor/degradador em três patamares, de acordo com o número de famílias. Assim, os assentamentos com capacidade menor que 50 famílias são classificados como de pequeno potencial poluidor/degradador, e como médio e grande aqueles com até 200 famílias e superiores a 200, respectivamente. Ainda dentro da referida deliberação, foi apresentado que os assentamentos com capacidade inferior a 50 famílias são dispensados do processo de Licenciamento Ambiental ao nível estadual, por serem considerados de impacto ambiental não significativo. No entanto, estão obrigados a obter a Autorização Ambiental de Funcionamento junto ao órgão ambiental competente. Brandão (2006) fez sua pesquisa com pilares nas interpretações dos órgãos ambientais mineiros, sobre as deliberações do COPAM que trataram especificamente do Licenciamento Ambiental dos assentamentos rurais, com o objetivo geral de investigar como o processo de licenciamento interfere na criação e operacionalização dos projetos de assentamentos rurais no Estado. Em seu trabalho foi apontado que o IEF afirmou a importância do licenciamento como sendo um mecanismo para os assentados firmarem um compromisso de recuperação das áreas degradadas e de preservação do meio ambiente. Com o intuito de atualizar informações, vale ressaltar que, em seu estudo, a pesquisa de campo foi feita em 2005, quando cabia ao IEF a competência pela regularização ambiental no Estado de Minas Gerais. No entanto, atualmente tal competência e gestão são atribuídas às Suprams, responsáveis também pelo processo de licenciamento ou autorização ambiental dos assentamentos rurais no âmbito estadual, de acordo com a lei delegada nº 180 de 2011, especificamente no capítulo XVII, artigo 199 (Minas Gerais, 2011).

30