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BİRİNCİ DÜNYA SAVAŞI’NIN SONU VE ERMENİ FAALİYETLERİNDE BOGOS NUBAR’IN ETKİSİ

BİRİNCİ DÜNYA SAVAŞI’NDA BOGOS NUBAR’IN FAALİYETLERİ

2.2. BİRİNCİ DÜNYA SAVAŞI’NIN SONU VE ERMENİ FAALİYETLERİNDE BOGOS NUBAR’IN ETKİSİ

A distância do Poder, ou distância hierárquica, está relacionada à maneira como grupos gerem as desigualdades entre os indivíduos. Ela é tratada por Hofstede (2001) como um índice que visa medir o quanto os membros dotados de menos poder num grupo aceitam a desigualdade na distribuição de poder na sociedade. Esta dimensão é representada pelo Índice de Distância Hierárquica (IDH ou PDI, na sigla em inglês), que aponta o nível de centralização hierárquica de uma sociedade.

Desse modo, a questão central do IDH está na afirmação de Hofstede (2001) de que o exercício do poder dentro dos grupos depende não somente da liderança, como é comum se perceber em grande parte das publicações sobre liderança, mas também no papel dos liderados. Ou seja, na relação entre os sistemas de valores de líderes e liderados. O autor define a distância de poder entre chefe e subordinado pela diferença entre o quanto um pode definir o comportamento do outro.

Membros de grupos que apresentam alto grau de distância de poder aceitam de forma mais passiva uma ordem hierárquica imposta e entendem que cada membro deve ocupar o seu devido lugar no grupo. Em contrapartida, nas sociedades com baixo índice de distância de poder, apesar de também possuírem hierarquias, os membros do grupo enxergam os superiores hierárquicos como iguais. Nessas sociedades também pode-se observar que a dependência dos funcionários em relação às chefias é limitada, demonstrando uma relação de interdependência entre chefes e subordinados. Nessas sociedades, o papel dos superiores hierárquicos está associado a um viés mais consultivo que imperativo, de modo que a posição hierárquica não torna as decisões de um membro soberanas, mas as suas atitudes na condução do cargo.

2.5.1.2 Aversão à Incerteza

A segunda dimensão cultural estabelecida por Hofstede (2001) é a Aversão à Incerteza (ICI ou UAI) definida pelo autor com “o quanto os membros de uma cultura sentem-se ameaçados ou inseguros frente a situações desconhecidas”.

“O sentimento de incerteza e as formas de enfrentá-lo fazem parte de herança cultural da sociedade, sendo transmitido e reforçado pelas instituições de base, como a família, a

escola e o Estado” (HOFSTEDE, 1991). O ponto determinante dessa dimensão está nas regras, uma vez que é fazendo uso delas que as organizações buscam reduzir a imprevisibilidade do comportamento dos seus membros. Países com alto ICI tendem a apresentar características que confirmam a sua busca por estabilidade, tais como: pessimismo, resistência à mudança, tendência a evitar a competição entre pares e preferência por grandes organizações para trabalhar.

2.5.1.3 Coletivismo x Individualismo

A terceira dimensão, o Coletivismo, é traduzida por Hofstede (2001) como característica das sociedades onde prevalece o interesse do grupo sobre os interesses individuais. É representada pelo IDV - Índice de Individualismo, que mede o quanto os membros de uma sociedade se sentem responsáveis pelos que estão à sua volta. O autor define sociedades coletivistas como aquelas “nas quais as pessoas são integradas, desde o nascimento, em grupos fortes e coesos, que as protegem para toda a vida em troca de uma lealdade inquestionável” (HOFSTEDE, 1991, p. 69).

As individualistas, por sua vez, caracterizam-se como aquelas “nas quais os laços entre os indivíduos são pouco firmes” (HOFSTEDE, 1991, p. 69). Nelas prevalece o interesse do indivíduo sobre o grupo e cada um tende a ocupar-se de si mesmo e da sua família mais próxima. Hofstede (2001) aponta uma correlação negativa com as dimensões de Distância de Poder e Aversão à Incerteza. Portanto, países com alto IDV tendem a apresentar baixa distância de poder e baixa aversão à incerteza. Em contrapartida, como veremos no quarto capítulo - Análise dos Dados, países que apresentam baixo IDV, sendo portanto classificados como coletivistas, apresentam forte tendência à concentração de poder. Hofstede explica que nos países coletivistas as relações no ambiente de trabalho se assemelham às de uma família. Assim, os indivíduos tendem a agir alinhados aos interesses do seu grupo de pertença, que nem sempre representam os seus interesses pessoais.

2.5.1.4 Masculinidade x Feminilidade

Esta dimensão mede o quão definidos são os papeis de homens e mulheres numa sociedade. Quanto maior a clareza nessa definição, maior o Índice de Masculinidade (IMAS ou MAS). Para Hofstede (1991, p.101) serão consideradas masculinas as sociedades onde “os papéis são nitidamente diferenciados, o homem deve ser forte, impor-se e interessar-se pelo

sucesso material, enquanto a mulher deve ser mais modesta, terna e preocupada com a qualidade de vida”. Para o autor, quanto maior o índice de masculinidade, mais assertiva e competitiva é a sociedade. Quanto menor este índice, maior a possibilidade de termos uma sociedade mais cuidadosa.

2.5.1.5 Orientação de longo prazo x curto prazo

A última dimensão destacada por Hofstede se refere ao quanto uma sociedade é orientada para ações de longo ou curto prazo. Sua inclusão se deu na segunda edição do seu livro Cultures’s Consequences lançada em 2001. A Orientação de Longo Prazo é percebida em sociedades cujos valores são orientados para o futuro, como poupanças e persistência, enquanto nas sociedades com tendência ao curto prazo são percebidos valores orientados para o passado e o presente, como respeito pela tradição e cumprimento de obrigações sociais.

Sociedades com uma orientação de curto prazo geralmente apresentam baixa propensão à formação de poupança para o futuro, mantendo o foco em resultados rápidos. Nas sociedades com orientação de longo prazo ocorre o inverso. Os indivíduos entendem que a verdade depende do contexto e do tempo, apresentando maior capacidade de adaptação a novas condições e uma notável propensão à poupança e ao investimento, além de perseverança para alcançar resultados.