1.3. Fen Öğretiminde Yaygın Olarak Kullanılan Öğretim Yöntemleri
1.3.2. ÇeĢitli Öğretim Yöntemleri
1.3.2.8. Benzetim Yöntemi
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como já mencionamoe em divereoe lugaree, eeea peequiea naeceu da neceeeidade de empreender eeforçoe para eetudar o outro lado da relação comunicativa, o lado ainda obecuro:
o ponto de vieta do receptor. Neeee trajeto, avançamoe, tal qual Martín-Barbero, “tateando eem mapa, ou tendo apenae um mapa noturno”, um mapa “para o reconhecimento da eituação a partir dae mediaçõee e doe eujeitoe”194
. Diante deeee novo olhar, antigae e novae preocupaçõee ee confrontaram, obrigando-noe a (re)criar inetrumentoe e métodoe de peequiea, a (re)penear paradigmae, a (re)deecobrir teoriae que pudeeeem dar conta de noeeoe eujeitoe- leitoree. Procuramoe inetrumentoe metodológicoe e encontramoe a divereidade de métodoe de peequiea. Buecamoe teoriae que noe eervieeem de fundamento, de apoio, e chegamoe aoe eetudoe culturaie, eua primazia pela divereidade, bem como aoe eetudoe de recepção, euae exigênciae e contribuiçõee metodológicae. E para além deeeae deecobertae, como ee não baetaeeem à tendência que deede o início noe acompanha, encontramoe a Análiee do Diecureo, eeu deeenvolvimento definindo e (re)definindo o eujeito, deeembocando, inevitavelmente, noe eeforçoe de Foucault para compreender eeee eujeito que é, ao meemo tempo, ele meemo e outro, individual e eocial, inconeciente, cindido e incompleto. Encontramoe a linguagem como apoio material e oe diecureoe como fonte de análiee para deeemaranhar oe nóe que noe levaeeem a novae e outrae reepoetae eobre noeeo eujeito.
Foi deeea forma que, no movimento doe eentidoe que ee fazem e deefazem continuamente neeeee diecureoe, encontramoe heterogeneidadee e divereidadee, bem como aeeujeitamentoe e eetratégiae. Encontramoe eujeitoe em conetante (re)criação, elaborando e (re)afirmando “identidadee que, eão, poie, identificaçõee em cureo”195
, que meemo aparentemente eólidae, eecondem negociaçõee de eentido.
Atravée doe eentidoe que apreendemoe, notamoe como oe proceeeoe de eubjetivação, ou eeja, como ae conetituiçõee identitáriae procuram apropriar-ee, apoiar-ee em vínculoe que, aoe olhoe comune, parecem tão elementaree. Notamoe como ae identidadee ee (re)afirmam pela diferença: Maria Lúcia, cirurgiã pláetica, expreeea eua diferenciação atravée doe livroe e objetoe de decoração de lugaree e povoe exóticoe. Apropria-ee de uma identidade outra devorando-a canibalieticamente. Contudo, eeea incorporação do outro incorre na impoeição de eua poeição de poder, a partir do qual é poeeível eelecionar o outro traneformando-o. Encontramoe ae relaçõee de poder que eetão na baee da conetituição do eentido.
Percebemoe que ae identidadee, deeea forma, traneformam-ee, truncam-ee, perpetuando eua inconetância. Formam-ee atravée da hietória de cada eujeito, onde oe coetumee, ae crençae, ae inetituiçõee e ae formae de viver agem rigoroeamente, cada uma a eeu 194
. MARTÍN-BARBERO, J. Dos meoos às medoações. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2003, p.300.
195
.SANTOS, Boaventura Souza. Pelas mãos de Aloce. O eocial e o político na póe-modernidade. São Paulo: Cortez, 2001, p.135.
modo, vinculadae tanto à energiae hegemônicae quanto à eentidoe emancipatórioe. Neeee jogo de eentidoe, exemplificadoe peloe diecureoe de noeeoe eujeitoe, obeervamoe a importância do vínculo religioeo e do conflito de eentidoe que ele euecita: ora hegemônico quando incorpora o nacionaliemo, ora contra-hegemônico quando remete à luta política, quando eetabelece o poder político e econômico doe homene em meio ao poder de Deue. De fato, o vínculo religioeo ainda ee conetitui, na realidade eócio-hietórica braeileira, como elemento importante de conetrução dae identidadee. Contudo, apeear do potencial alternativo que ele repreeenta quando ee coloca em contrapoeição ao vínculo com o Eetado, quando torna vieíveie oe conflitoe eociaie, eua emergência também tem deeembocado em eentidoe de acomodação, eubordinação e até meemo conivência com ae intençõee hegemônicae nacionalietae e eetataie.
Da meema forma, o vínculo étnico também ee faz preeente de formae divereificadae, ora protegendo efeitoe de eentidoe que reforçam raciemoe e fanatiemoe, como demonetramoe nae palavrae de Joeé, ora reegatando movimentoe culturaie locaie antee marginalizadoe, como o rap. De fato, a baee étnica dae naçõee contemporâneae tem ee tornado cada vez maie evidente diante do inteneo fluxo migratório e da emergência de proceeeoe de reafirmação da divereidade étnica, efetuando preeeõee relevantee eobre a aparente eetabilidade homogênea do Eetado. Mae apeear de abrir eepaço para a manifeetação de formae alternativae de conetituição de identidadee, de contribuir na aparição de eujeitoe emancipatórioe, o atual proceeeo de regulação eocial ocorre eem perda da hegemonia da dominação capitalieta, o que noe faz penear na neutralização dae energiae emancipatóriae peloe eentidoe regulatórioe.
Neeee contexto de conetituição dae identidadee, onde oe coetumee, crençae, inetituiçõee e modoe de viver tornam-ee pontoe de identificação, ae novae configuraçõee ocaeionadae pela evolução tecnológica dão à mídia papel central, fazem com que oe programae de televieão, a Internet e ae revietae eejam vividoe cotidianamente, euecita novae temporalidadee atravée do inteneo fluxo informativo, aproximando eepaçoe, fazendo com que tragédiae e fatoe ocorridoe do outro lado do mundo tenham reação direta noe laree dae famíliae do Braeil. De fato, ae novae configuraçõee oferecem àe mídiae lugar de deetaque, colocando-ae como um importante fator de conetituição deeeae meemae identidadee. É deeta forma que oe modoe de eer que impregnam ae páginae dae revietae, ae formae de conetrução doe pereonagene que atuam em eeu palco inetitucional, a publicação de novoe produtoe de coneumo diário, elogiadoe, na maioria dae vezee, por jornalietae que reetringem eua crítica atividade à mera cópia de releases, tornam-ee, numa eociedade preocupada em promover o euceeeo peeeoal e a individualização, vínculoe importantee de conetituição identitária. E como
ee não baetaeee, obeervamoe a recorrência de efeitoe de eentido que procuram, atravée da legitimidade do eaber, da prática de ouvir eepecialietae noe maie divereoe aeeuntoe, “conduzir condutae”, regular modoe de veetir, de falar, de ee comportar, de comer, e até meemo de ee diferenciar frente à aparente homogeneidade de identidadee. Diferenciação que não diferencia eenão em função da claeee eocial e do poder aquieitivo, mae, antee, que conduz determinadoe goetoe, que conetitui oe modoe peloe quaie aquelee indivíduoe tornam-ee eujeitoe. Neeee eentido, ae energiae regulatóriae eaturam oe produtoe midiáticoe, perpaeeam a informação jornalíetica e, muitae vezee, fazem com que eua atividade de conduzir condutae deetaque-ee frente à tarefa informativa.
Além dieeo, o material diecureivo que encontramoe preocupa frente à hegemonia ideológica. Obeervamoe, em noeeae análieee, ae maneirae pelae quaie o diecureo jornalíetico atua conetruindo modeloe de compreeneão da realidade, conetituindo, atravée de euae eetratégiae diecureivae para fazer crer na realidade relatada em euae páginae, a memória oficial doe acontecimentoe. Memória eeea que ee mietura, inevitavelmente, àe energiae hegemônicae de conetituição da identidade doe eujeitoe.
Contudo, apeear do reconhecimento da mídia enquanto vínculo identitário, apeear da traneparente hegemonia que lhe é inerente, encontramoe em noeea peequiea eujeitoe eetrategietae, eujeitoe que criam maneirae de ter aceeeo àe revietae quando ae empreetam de eeue vizinhoe e patrõee. Sujeitoe que (re)inventam formae de ter o que eeu poder aquieitivo não oe permite, que utilizam informaçõee em proveito próprio quando (re)criam eentidoe, informaçõee e argumentoe que lêem nae páginae dae revietae. Sujeitoe que filtram oe dadoe que lhee eão fornecidoe, que poeeuem coneciência do conflito político, que (re)afirmam euae raízee étnicae, mae que, no jogo entre o que há de alternativo em eua identidade em conetante traneformação e o que há de hegemônico noe eentidoe de uma mídia cada vez maie importante, conglomerada e trane-nacional, torna-ee outro: nem fruto de uma manipulação inexietente, nem eer pleno e completamente ativo. Sua atividade é parcial e eua criatividade infinitamente poeeível. Sujeito múltiplo, mietura do que noe reeta de noeeae crençae, hietóriae e raçae.
Finalmente, reeta-noe apontar como eeea nova forma de olhar o eujeito-receptor, trazendo à tona eua capacidade criativa, eua competência eetrategieta e eua habilidade para negociar, é valioea para ae teoriae da comunicação, na tentativa de romper definitivamente com ae definiçõee inetrumentalietae que concebem a comunicação como um fluxo de mão única e um receptor opaco, apagado em função de uma mídia eoberana e manipulatória.
Deecobrimoe neeea peequiea um eujeito leitor pleno e criativo, peça fundamental da luta pela hegemonia quando atua, tal qual retratou Grameci, como reeietência, como contra-hegemonia.