KURUMSAL YÖNETİM İLKELERİNE UYUM
Yukarıda 2. bentte belirtilen kısıtlama borsada işlem gören paylar için uygulanmaz
Assim o travesti se impôs em nossa recente história urbana. Sua tática foi essa: em caso de perigo, sacar do homem que guardava sob as roupas. E, depois de alguns estragos históricos, já nem precisa ir às vias de fato. Basta deixar claro para todos que ele pode sacar esse homem quando bem entender. Na mitologia urbana recente, no imaginário popular, a figura do travesti está associada a perigo. Muito provavelmente como resultado desse processo de afirmação pública de si mesmo. Ele não sairia do gueto para a calçada sem produzir alguns estragos.
(Hélio Silva, Travestis: entre o espelho e a rua)
Na medida em que o homossexual é uma antiprodução produtora, e na mesma medida, sendo ele uma criação da própria lei interditora, isto é, da heteronormatividade, podemos dizer que, sim, em termos de memória discursiva, a travesti da primeira metade do século XX, sendo o indivíduo que pratica o travestismo, pode ser entendida, também, como uma produção resultante das estratégias de realização de um desejo homossexual.
Conforme observado por Tamagne (2014), o surgimento de movimentos de cunho homofílico permitiu novas questões sobre como conceber a homossexualidade bem como suas facetas identitárias e subjetivas.
No tocante às sexualidades desviantes do padrão heteronormativo, observe-se, por exemplo, que já nos anos de 1920 e 1930, havia
[…] bailes de máscara organizados em Berlim, mas também em Paris (Magic City, o baile da Montanha Sainte-Geneviève), em Londres (o Hampstead Ball) ou em Nova York (o Hamilton Lodge-Ball, no Harlem). Por uma noite, os homens, travestidos, podiam dançar entre si — frequentemente sob os olhos de curiosos reunidos. (TAMAGNE, 2014, p. 427)
Com isso, vê-se que àquela altura do século XX, havia reuniões para a realização dos desejos dos homossexuais e travestidos em dançarem juntos, criando vínculos, parcerias, e em serem vistos, desejados (ou não) por curiosos que se juntassem em volta.
Posicionar-se politicamente, exercer poder de volta ao corpo social se tornou tão importante quanto apenas desejar sexualmente um corpo do mesmo sexo. Todavia, pode-se pensar que novas formas de desejo surgem a cada novo objetivo político. Se se toma como objetivo, uma possibilidade de existência em função da abnegação de normas morais, especialmente, quando se trata das questões de gênero, observa-se, tacitamente, desejos engendrados cuja finalidade é a possibilidade de inventar a si mesmo e o modo de existência.
Com isso, percebe-se que se faz nascer uma gama de formações discursivas sobre esses novos modos de ser que envolvem desde a questão apriorística da homossexualidade, quanto novos avatares de identidade sexual e de gênero, além de subjetividades outrora impensáveis e impossíveis – quer por um impedimento moral, jurídico e médico, cuja função era a de controlar os indivíduos e suas práticas perversas, quer pela ausência de grupos politicamente organizados, uma vez que não havia uma discursivizacão política, uma produção de saber que possibilitasse técnicas de modos de existência para o homossexual, pois até o início do século XIX, o homossexual era apenas um indivíduo que mantinha coito com outro de mesmo sexo.
Ao longo do século XX, podemos ver erguer-se toda uma nova produção discursiva que não mais se limitava à prática tida como perversa, mas que, ao criar um novo objeto, o relacionava quotidianamente. Pois foi a partir da vida e de como os homossexuais a viviam, que toda uma compilação de saberes pode ser erigida,
tomando suas tecnologias de existência, tanto a partir de um desejo em sentido político, quanto de sua própria orientação sexual. Se, inicialmente, no século XIX e início do XX, o travestido era visto como o homossexual que se efeminava como estratégia na busca por parceiros sexuais, durante a segunda metade do século XX vê-se, a partir do travestido, o nascimento da travesti propriamente dita. Ocorre que, enquanto aquele se fazia ser tomando a indumentária e adereços femininos, esta última se fez e se faz existir não mais exclusivamente pelo uso de uma indumentária feminina e seus adornos, mas, sobretudo, pela transformação, pela construção, pela metamorfose que realiza do corpo e de si mesma, compreendendo-se não mais como homossexual (ou pelo menos, não apenas) mas como travesti.
Um pouco mais adiante, já, nos idos de 1970, se pode observar, nos Estados Unidos, uma politização maior em torno das questões de gênero, traduzindo-se como movimento genderfuck (foda-se o gênero), em que se podia perceber, também, a prática do travestismo com o surgimento das Drag Queens, estas já como posição político-ideológica formada sobre questões de gênero, isto é, manifestando-se diretamente com o próprio corpo por meio de exercícios de poder na reivindicação de novas identidades para os homossexuais. Mas, ainda assim, tal prática só permitiu esse novo modo de ser em alguns momentos cotidianos. Isto porque a Drag Queen é uma performance pontual, e não, um exercício diário, como na travestilidade, pois não se é Drag Queen a todo instante.
Durante a década de 1970, Conforme Tamagne (2014), muitos dos integrantes de movimentos homossexuais não se posicionavam a favor da efeminação e androginia promovidas e afirmadas por muitos homossexuais na tentativa de burlar as normas de gênero, por acreditarem que eles eram também responsáveis pela manutenção de ideias e discursos pejorativos que associavam a fraqueza e a efeminação ao homossexual. Ao invés disso, aqueles primeiros reafirmavam e valorizavam a virilidade por acreditarem que, naquele momento, o desejo sexual dos homossexuais era orientado por um imaginário composto por imagens e discursos
de virilidade — como, por exemplo, os “clones”, caracterizado por músculos
salientes, uso de jeans e camiseta colada, e os “couros”, definidos pelo uso marcante de jaquetas, coturnos e acessórios de couro, lembrando uniformes. Mas,
esse mesmo desejo25 foi, também, criado com a ajuda do meio midiático, uma vez
que muitas imagens de homens viris passaram a circular através de revistas, fazendo com que esse mesmo desejo pudesse ser reproduzido em massa. Nas palavras da própria autora, “ virilidade deixou de ser o que é desejável no outro,
pensado como heterossexual, para se tornar um marcador homossexual.”
(TAMAGNE, 2014, p. 436).
Porém, a virilidade não é tanto heterossexual quanto exclusivamente homossexual – pelo menos, nesse contexto em que se pode vê-lo como viril. Tampouco se pode dizer veementemente que a virilidade e a masculinidade sejam inteiramente interrelacionadas. É comum e, aparentemente natural, que se afirme a masculinidade como viril. De fato, diz-se que a virilidade é atribuída à natureza do macho, quer como virtude, quer como força ou mesmo, como prova de sua própria macheza. Para Foucault (2007b; 2007c) na antiguidade greco-romana, a virilidade aparece então, como dever de todo homem. Uma vez não sendo viril, não passa de um fraco, isto é, de um equivalente à mulher, tanto em sentido social, quanto sexual. Pois a natureza social do indivíduo era definida pela observação natural dos papeis sexuais. Assim, por exemplo, a cidadania era dada àquele que deve virilidade, isto é, o homem.
No ocidente, esse discurso falocêntrico da virilidade permaneceu, quer pela manutenção do mesmo pela igreja, responsável pela moral sexual e sua difusão, quer pelas próprias idiossincrasias culturais.
25 Por desejo, n
ão compreendemos, ao modo da psicanálise, como um impulso na busca da primeira experiência de satisfação como o objeto perdido (FREUD, 1987). Porém, temos o cuidado de tomar esse conceito em uma perspectiva política (FOUCAULT, 2007a) a partir do que chamaremos de uma força que, ao brotar no indivíduo, em seu processo de tornar-se sujeito de desejo, é, de certo modo, posta em/tomada por uma discursivização do mesmo, em um movimento de retorno ao sujeito, produzindo-o e fazendo o indivíduo se reconhecer como um sujeito em relação a esse mesmo desejo. Os atravessamentos discursivos, pois, de ordem cultural, tolhem (ou não) o desejo, consequentemente, a subjetividade do indivíduo. O não talhamento do desejo por um dado discurso nos serve não sócomo uma maneira de o sujeito resistir ao discurso normativo, como também, para desenvolvermos a ideia, ao modo deleuzo-guattariano (DELEUZE; GUATTARI, 2012), de que esse mesmo desejo tem o poder de ser uma manifestação esquizoide a um determinado discurso disciplinatório, tangenciando-o, isto é, levando o sujeito, ao ser tomado por discursos não-normativos, a resistir – visto que se trata de resistência como exercício de poder do sujeito quando do não recalcamento de seu desejo pelo discurso normativo. Mais adiante, conforme veremos, pelo que Foucault chama de técnicas de si, que tais técnicas de existência são, na modernidade, desenvolvidas a partir do desejo, isto é, e em palavras foucaultianas, a partir da individuação do sujeito, enquanto sujeito de desejo – tal modelo subjetivo, uma forma tipicamente moderna. Assim definido, lidaremos, pois, com a travesti e a travestilidade – em Muriel –, como modelo de sujeito de resistência àheteronormatividade.
Figura 10 - De carro
Fonte: LAERTE. Muriel Total. 2009. Disponível em: < http://murieltotal.zip.net/arch2009-12-13_2009- 12-19.html >. Acesso em 18 nov. 2013.
Observemos a tirinha acima: no primeiro quadro, vemos Muriel, delicadamente, entrando em seu carro. No quadrinho seguinte, percebemos, segundo a imagem, que se trata de um engarrafamento em um trânsito de uma grande cidade. Temos, no Ocidente, uma virilidade marcada pela violência, e entendida como típica de uma dominação masculina. Muitas vezes, nos momentos de engarrafamento, muitos motoristas brigam, esbravejam, gritam uns com os outros, expressando sua violência no trânsito através de atos performativos de gênero dados também em termos de virilidade traduzindo-se em linguagem pejorativa, conforme o segundo quadro da tirinha. Em seguida, notemos que o último quadro da tirinha apresenta a imagem de um homem das cavernas saindo do carro, homem rudimentar, primitivo que, pela perspectiva humorística da tirinha, trata-se de uma memória discursiva pela qual a virilidade é compreendida como masculina e violenta. Assim, Muriel também apresenta seu lado viril, sob a forma de homem primitivo. E, para isso, essa virilidade aparece apresentada sob esse efeito crítico de humor sobre o tema da virilidade como efeito estritamente típico de masculinidade.
Ainda a respeito dessa virilidade das travestis, a seguir, temos uma transcrição extraída do vídeo26 da matéria jornalística do programa Profissão
Repórter, da Rede Globo de Televisão, em que a travesti está conversando com um possível cliente. Este parece embriagado e/ou sob efeito de outras drogas, quando ela tenta ajudá-lo ou saber se ele busca um programa com a travesti:
Travesti: — Você tá bom pra ir, rapaz? Rapaz: — Hã?
Travesti: — É pra cá. Rapaz: — Hã?
Travesti: — Você tá conseguindo raciocinar ou você tá passando mal, ou você tá de gracinha?
Rapaz: — Não! Eu não tou passando mal… nem tou de gracinha, não! …)
Travesti: — … Se não, você tá fazendo eu perder meu tempo; você também tá perdendo o seu… Então? Vamos?
Rapaz: — Vamos.
[Vê-se que, após terem atravessado a rua, no instante seguinte, o rapaz desiste]
Rapaz: — Eu não vou a lugar nenhum! Travesti: — Você me tirou de lá pra cá à toa? [Então, ela começa a esmurrar e chutar o rapaz]
Travesti: — Tu me tirou de lá pra cá à toa? Tirou?! Hein?! Tirou [bipes]?! Tirou?! Tirou?! Tu me tirou à toa?! Hein [bipes]?! Tu me tirou?! Tu me tirou à toa?! Você tá pensando o quê?!: que travesti é bagunça?! Hein, ô, [bipes]?! Tá pensando que travesti é bagunça [bipes]?!
[Em seguida, ela relata ao jornalista que assistia]
Travesti: — Ah, tá pensando que travesti é bagunça?! Tá pensando o quê?: bebe, enche a cara, e vem tirar onda com a minha cara, eu dando atenção, sendo educada…!
Podemos observar, ao ler a transcrição do diálogo, que a travesti apresenta um comportamento que vai da cortesia à violência. Nota-se, pela materialidade verbal Você tá conseguindo raciocinar ou você tá passando mal, ou você tá de gracinha?, que ela tenta compreender o que pretendia fazer o rapaz para saber se o ajudaria ou se os dois teriam um programa.
Inicialmente, podemos supor uma prática não discursiva, mas que, na situação do enunciado em questão, que é a descrição da cena, passa a ser um prática discursiva: uma atitude violenta e, por isso mesmo, viril, da travesti sobre o rapaz. Trata-se de uma leitura que podemos fazer desse enunciado, pois a violência e a virilidade estão intimamente ligadas nos discursos sobre virilidade tanto quanto nos da masculinidade tradicional (BIET, 2014). A cena em questão apresenta tanto uma agressão física quanto verbal da travesti sobre o rapaz. Mesmo a agressão não verbal é tão discursiva quanto a própria agressão verbal. E a atitude da travesti, de espancar o rapaz, que podemos perceber pela transcrição do vídeo, é uma marca de virilidade compreendida no discurso comum e geral como sinônimo de masculinidade. Podemos tomar a virilidade como virtude do homem, do macho, sob a forma de força, tanto física quanto psicológica, e seus exercícios de poder sobre o outro, isto é, sobre os compreendidos comumente como não viris, como fracos, submissos (a saber, a mulher e os homossexuais) cuja obediência deve ser dada
àqueles, conforme Tamagne (2014). Isso pode ser visto, também, na seguinte notícia:
Figura 11
Fonte: O DIA. 2014. Disponível em: < http://odia.ig.com.br/noticia/brasil/2014-09-26/jovem-gay-vitima- de-agressao-denuncia-tres-homens-por-tentativa-de-estupro.html >. 9 jul. 2014.
Observe-se que a chamada da notícia trata da agressão a um jovem homossexual. No entanto, o que não parece comum, é a informação de que houve tentativa de estupro. Na memória discursiva sobre a prática do estupro, sabe-se que é uma prática mais ligada à violação do corpo feminino da mulher. No entanto, o fato relatado na notícia diz que se trata de um Jovem gay. Tal memória discursiva, apoiada pela materialidade linguística “V quer ser mulher? Então vai apanhar como er”, teriam dito os agressores, nos permite interpretar que, para o senso comum, para os agressores, há o discurso normativo que atribui a homossexualidade à imagem do feminino, bem como do feminino à mulher, por encadeamento discursivo. Ou seja, atribuem a homossexualidade à ideia de fraqueza física e de ausência de virilidade. Com isso, eles reiteraram um discurso machista e homofóbico, condenando e punindo, com violência física e psicológica, o jovem homossexual.
Além disso, podemos tomar, como resgate de memória sobre a violência como virtude da masculinidade, por exemplo, o modelo de virtude dos espartanos da antiguidade grega: a saber, às crianças do sexo masculino, era reservada uma educação militar em que prevaleciam a força física e o exercício da violência sobre um oponente.
É bom lembrar, já que estamos realizando um percurso de leitura e que deve tomar sempre a memória para tal, que a ideia de indivíduos supostamente não viris como a mulher e o homossexual passivo não é uma construção discursiva recente: ainda na Antiguidade greco-romana, a virilidade como virtude era algo tipicamente masculino, e, por essa mesma razão, uma questão de cidadania. É que somente era cidadão, o homem adulto, enquanto que indivíduos compreendidos naturalmente como submissos, no caso, a mulher, e, por equivalência, o jovem rapaz e o escravo, jamais poderiam ser equiparados ao homem, isto é, ao cidadão. Desse modo, como o jovem rapaz não era cidadão, ele, em uma relação sexual com um homem adulto somente deveria exercer um papel passivo na relação. Ou seja, em outras palavras, jamais um homem adulto deveria ser submisso na relação sexual com outro homem, uma vez que estaria assumindo uma posição de indivíduos não cidadãos, pois estaria colocando sua virtude, sua virilidade em jogo, manchando o seu papel viril como virtude também de cidadão (FOUCAULT, 2007b).
Assim, quanto à homossexualidade passiva, essa memória tem uma força elementar na constituição de dizeres modernos sobre a homossexualidade, pois a ideia do efeminado como indivíduo feminilizado tanto no sentido de sua performance de gênero quanto de seu papel sexual (passivo) reside no fato de que esse discurso moderno continua a repetir, a reiterar a associação natural entre passividade27, submissão e feminilidade.
No entanto, podemos observar que a travesti do enunciado apresentado acima no vídeo é feminina, assim como toda travesti. E, insistimos, se um tal discurso que naturaliza a passividade à mulher e à feminilidade – por se tratar, aí, de um discurso
heteronormativo – não só propõe, como afirma, enquanto verdade absoluta, que a
27 Do que nos diz Thuillier (2014, p. 82-83)
“[…] em Roma, a virilidade se caracteriza primeiramente por uma sexualidade ativa e não pasiva ou, para falar mais precisamente, visto que alguns contestam esta ideia de uma atitude passiva – o parceiro “passivo” num casal não o sendo totalmente –, homem é aquele que penetra sexualmente seu parceiro seja qual for o modo de penetração bem como o parceiro penetrado. Em contrapartida, ser penetrado sexualmente não pode ser senão coisa de efeminado, de um homem que abdicou de sua virilidade, ao menos parcialmente.”
virilidade é uma imanência de uma masculinidade inata, questionamos: como é possível que um indivíduo que concebe sua subjetividade em sua efeminação – tratando-se de um indivíduo supostamente não-viril, segundo o discurso normativo, isto é, na transição masculino/feminino – possa exercer uma virilidade, ainda que sob a forma de força bruta, agindo com violência sobre outro homem?
No discurso normativo comum, poder-se-ia pensar que a travesti continua a carregar o falo entre as pernas e que, por se tratar de um indivíduo cujo sexo é masculino, ele ainda poderia exercer virilidade. Entretanto, isso não responde o nosso questionamento, uma vez que a virilidade, sendo uma construção discursiva, não pode ser restrita somente a um único sexo que seria, naquele discurso, o masculino. Assim,
[...] se a virilidade é dada como uma dinâmica valorizada dos intercâmbios sociais, não é por essa razão que masculinidade e virilidade necessariamente se encontram recortadas pelos sexos; dito outramente: não é por essa razão que a masculinidade e a virilidade são integralmente atribuíveis aos machos. (BIET, 2014, p. 381-382)
Disso, concluímos, conforme o exemplo analítico da transcrição do enunciado produzido pelo programa de televisão Profissão Repórter, que a virilidade como violência aparente como prática exercida pela travesti não é uma característica dela pelo fato de, anatomicamente, ser do sexo masculino, mas sim, porque a virilidade, neste caso, como exercício de violência, tem uma parte natural/sensitiva, no entanto, investida por discursos que, no ato passional, justificam, legitimam, fundamentam o ato de violência como virilidade – assim, trata-se, também, de uma questão cultural.
2 AS MULTIPLICIDADES NO/DO SEXO E A INVENÇÃO CULTURAL DA