A área central responsável pela gestão de recursos humanos no IBGE é denominada de Coordenação de Recursos Humanos, ligada à Diretoria Executiva. Ela possui ramificações nas 27 unidades estaduais. Têm normatizadas suas principais políticas e diretrizes que permeiam as suas ações junto aos trabalhadores e a instituição. Como segue:
“Políticas e Diretrizes de Recursos Humanos 1 - Introdução
A Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE precisa de políticas sólidas e claras de Recursos Humanos. A ausência de uma política bem definida gera inúmeros problemas em seu corpo funcional, com destaque para um grande número de desligamentos de servidores recém concursados, a desmotivação de servidores que já ofereceram grandes contribuições para a instituição, a baixa auto-estima de algumas pessoas e a baixa produtividade de algumas equipes.
Uma política de Recursos Humanos adequada ao IBGE deverá responder às necessidades organizacionais, respeitando as pessoas, seus anseios e expectativas. Essa política deve visar o desenvolvimento profissional dos servidores e a melhoria contínua dos produtos da instituição. Além de criar uma política de RH, outra atividade bastante importante é fazer com que ela se mantenha viva. Para isso, valorizar o capital humano do IBGE é a principal atividade da área de Recursos Humanos.
A Diretoria Executiva acredita que para que a nossa Missão Institucional seja realizada com sucesso é necessário valorizar todas as pessoas que trabalham no IBGE
A Coordenação de Recursos Humanos atuará, sempre, trabalhando para valorizar, desenvolver e reter os talentos do IBGE. A oportunidade de progressão na carreira, remuneração nos padrões do mercado e oferta de benefícios são alguns meios que o IBGE dispõe para se manter como uma instituição nacionalmente reconhecida pela qualificação de seu corpo funcional e pela credibilidade dos produtos divulgados.
O objetivo da Política de Recursos Humanos do IBGE tem como foco principal assegurar um sistema de gestão de recursos humanos que valorize o potencial humano e gere um ambiente organizacional favorável à motivação das pessoas, levando-as a contribuírem e se comprometerem com a excelência do desempenho e dos resultados organizacionais. Essa política deverá ser de conhecimento de todos os servidores da organização, tornando claros os parâmetros que pautam este relacionamento.
2 – Políticas e Diretrizes de Recursos Humanos
I – Atrair, desenvolver, treinar e reter pessoas, investindo em seus talentos e aprimorando as competências técnicas e gerenciais, atendendo à dinâmica das suas áreas de pesquisa, de geociência, administrativa, de informática, de ensino e pesquisa e de disseminação, visando sustentar a sua excelência nas suas áreas de atuação.
II – Assegurar efetivos adequados aos objetivos do IBGE e promover práticas de compensação competitivas em relação ao mercado para retenção das pessoas.
III – Promover práticas e processos de gestão que levam à satisfação no trabalho e ao comprometimento de todos os servidores com as metas e os princípios éticos do IBGE.
IV – Estimular uma cultura interna única e humanizada, que respeite os valores locais, valorize a consolidação e troca de conhecimento e priorize o reconhecimento pelos
V – Estimular e reconhecer o exercício da cidadania pelos servidores e apoiar as iniciativas vinculadas aos programas de solidariedade do IBGE.
VI – Manter um processo permanente de negociação para a construção de soluções com a representação sindical dos servidores.
VII – Adequar as práticas de contratação de serviços, compatibilizando-as com as Políticas de Recursos Humanos, Segurança, Meio Ambiente e Saúde sobre atividades do IBGE.
VIII – Fortalecer e manter um processo permanente de aliança e parceria com os Ministérios e os órgãos de controle do IBGE referentes à área de pessoal.
IX – Implementar as ações do SIASS – Sistema Integrado de Assistência a Saúde do Servidor Público Federal visando viabilizar e otimizar ações de atenção à saúde dos servidores e seus dependentes, de saúde do trabalhador e da engenharia de segurança do trabalho, reorganizando e integrando os processos de trabalho da área com a priorização do atendimento humanizado e de qualidade ao servidor.
X – Assegurar condições para o atendimento pleno de servidores ativos e
inativos, no que tange as atividades, relacionadas a aposentadoria e pensões.”(IBGE –
CRH, 2009)
A Coordenação de Recursos Humanos do IBGE está alinhada às tendências de modernização da instituição, no que tange a busca de melhores práticas de gestão. E isto inclui a sua percepção como agente ativo na estruturação do Planejamento Estratégico da organização. Está também comprometida com a “Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal” do Governo Federal, objetivando o desenvolvimento de um corpo de servidores públicos mais qualificado e eficiente, que, via de consequência refletirá na melhor prestação de serviço para a coletividade.
Percebe-se que a Direção da Instituição juntamente com a CRH está atenta às principais questões que permeiam a sociedade como um todo, e, em principio, se demonstra preocupada em se adaptar a estas modificações. Como principais pontos a serem aprofundados pela CRH direcionada a transformação da instituição de uma administração burocratizada para uma instituição modernizada frente às práticas de gestão, vêm: o desenvolvimento de lideranças; a implementação de programa de gestão por competências e gestão por processos, melhoria da
qualidade de atendimento ao cliente, desenvolvimento de indicadores de gestão, e implementação de sistemas informatizados para dinamizar atividades.
No mundo globalizado, todas as transformações sociais em qualquer ambiente podem se tornar coletivas. As tendências de transformações locais serão cada vez mais reflexos de uma modificação mundial. E o contrário também acontece. Com a velocidade na disseminação de informações, o surgimento de novidades em diversas áreas (tecnológica, biomédica, genética, humanas, etc.) rapidamente se torna de conhecimento mundial. Como tendências que estão na pauta da CRH-IBGE como preocupações a serem estudadas estão, por exemplo: a transformação da cultura do trabalho baseada na competitividade; as políticas de trabalho cada vez mais flexíveis; a transformação do papel da área de recursos humanos dentro das organizações, assumindo posição de destaque, essencial dentro da perspectiva de estratégia; aumento da participação da sociedade com o cidadão assumindo seu papel de forma mais ativa na concretização de seus direitos; e as transformações climático-ambientais. E, como não podia deixar de ser, uma das grandes questões sociais que já tem reflexos consideráveis dentro do IBGE, é o aumento da esperança de vida.
O Envelhecimento do quadro de servidores é hoje uma das questões mais importantes a serem equacionadas pela CRH-IBGE.