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Belediye ve Valilik (İl Özel İdaresi)

Belgede ANKARA ÜNİVERSİTESİ (sayfa 40-44)

2. TÜRKİYE’DE SU VE KANALİZASYON ALTYAPI HİZMETLERİNİN

2.3 Türkiye’de Su ve Kanalizasyon Hizmetlerini Yapan ve/veya İşleten

2.3.4 Belediye ve Valilik (İl Özel İdaresi)

problemas de pesquisa, contudo, são previamente escolhidos pelo professor. O aluno participa do processo optando entre alguns desses temas. As ativi- dades do professor já incluem também algumas possibilidades de criação de conteúdos digitais na rede, pelos alunos (e a necessidade de descobrir novos recursos na rede, por exemplo). Na avaliação, no entanto, o professor não leva em conta essas novas ações dos alunos, mas aplica testes definidos por ele (professor) e, por vezes, descontextualizados do processo das atividades reali- zadas com o laptop. Como é uma tentativa híbrida, o sistema de avaliação da aprendizagem não considera atitudes (como o interesse na busca de soluções, a curiosidade, a autonomia na produção do conhecimento, a responsabi- lidade nas próprias escolhas e decisões), procedimentos, desenvolvimento da interpretação de informações encontradas na rede e nos ambientes digitais,

Nível III Os alunos são convidados pelo professor a levantar questões e formular problemas que lhes despertam interesse e curiosidade. O professor participa como orientador do projeto dos alunos, que se reúnem em grupos de interesse afins aos seus problemas de pesquisa. Alunos e professores planejam o desenvolvimento dos projetos: o uso de recursos, o desdobramento de novas questões, as possíveis fontes de pesquisa. O laptop aparece também como um novo meio de comunicação e interação: há trocas virtuais entre professor e aluno a respeito dos processos de aprendizagem. O professor busca orientar e avaliar o processo do aluno de acordo com os princípios dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), com base em conceitos, atitudes e procedimentos.

Como em todo o processo de aprendizagem, essas diferentes condutas do professor não ocorrem de maneira linear (como espaço cartesiano do livro impresso e do caderno), mas de forma descontínua, ou mesmo simultânea (como no espaço digital). Assim, por exemplo, um professor pode ter condutas de nível III para certas atividades em uma turma, mas voltar para nível I ou II em outras, dependendo de variáveis diversas. Há muitos fatores que contribuíram, durante o projeto, para o avanço ou o retrocesso do professor às formas mais tradicionais de ensino. Esses fatores vão, desde o desenvolvimento individual de cada professor na aquisição do uso das ferra- mentas do próprio laptop, quanto de aspectos da estrutura de gestão da escola, supervisão pedagógica, participação/reivindicação dos pais na aprendi- zagem dos alunos, intervenções dos pesquisadores, etc. Por exemplo, um professor que por diversas vezes propuser atividades inovadoras e não receber o apoio necessário dos gestores da escola para seguir inovando na forma de avaliar os alunos, poderá voltar às práticas tradicionais de avaliação e de ensino, etc.

O relatório desses experimentos nos próximos “entregáveis”, conterá a análise dessas experiências educacionais, partindo das práticas diárias desses profes- sores, de suas produções e trocas em ambientes digitais, de observações e registros de sala de aula, de entrevistas com os próprios professores e gestores. A seguir apresentamos uma quadro geral da participaçaõ das turmas do Projeto UCA ao longo dos 3 anos.

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A entrada dos laptops na escola foi acompanhada pelo curso de formação em serviço, e de uma proposta de mudança de metodologia pedagógica (como descrevemos ao longo deste relatório): mudanças de tempo e espaço, mudança de planejamento de aula, de função do professor e alunos, etc. Assim, durante a primeira parte dos segundo semestre, em 2007, houve um movimento de toda a escola no sentido de mudar a sala de aula. Esse

Série 2007* 2008 2009‡

1º semestre 2º semestre

1º semestre 2º semestre 1º semestre 2º semestre 1º Tri 2º Tri 1º ano - 1ª série - 2ª série - - - 3ª série - 4ª série 5ª série - 6ª série 7ª série - 8ª série -

Uso disciplinar- nível I Uso interdisciplinar- níveis II Uso interdisciplinar- níveis III * em 2007, os alunos receberam conforme a chegada dos lotes.

† em 2008, os alunos tinham os laptops à disposição todo o tempo, levando os laptops para casa. Não temos instru- mentos, nesta pesquisa, para registrar todo o tempo em que os alunos estiveram usando os laptops, solicitados ou não pelo professor (foi constante, por exemplo, ver os alunos usando os laptops durante o recreio, na praça em frente à escola, etc.)

‡ em 2009, devido ao extenso número de laptops em manutenção (as limitações dos protótipos B2 disponíveis), e a falta de pessoal técnico para prestar esse serviço, não foi possível entregar aos alunos os laptops neste ano (visto que muitas crianças ficariam sem o seu computador). Assim, a Direção, junto com os professores, decidiram usar os laptops disponíveis e começaram a usar os desktops do novo Laboratório recebido do PROINFO/SEED/MEC. O professor vai com seus alunos até a sala onde se encontram os laptops e os levam pelo período necessário para o trabalho com cada turma. É esperada a chegada de 500 novos laptops, via MEC, doados pela OLPC.

• mudança nos tempos: aulas de 50 min. não são suficientes para desen- volver atividades com o laptop

• necessidade de integração entre os trabalhos dos professores (continuidade entre as aulas)

• necessidade de planejamento mais detalhada das atividades

A Vice-direção –responsável pela organização dos horários da escola- junto com a supervisão escolar, então, realizou um plano de mudança dos horários da escola a partir das demandas citadas. Nas modificações do horário, a escola procurou ampliar o tempo de do mesmo professor com o mesmo grupo de alunos, assim como colocar mais de um professor, como parceiro, em sala de aula. Os alunos passaram a construir projetos de aprendizagem, elaborando problemas sobre aquilo que iam pesquisar. Os professores, então, passaram a atuar como orientadores dessas pesquisas, circulando entre os grupos, em mais de uma sala, etc.

A mudança de horários gerou um esforço importante por parte de todos os setores da escola. Os professores (assim como os alunos), junto com a Super- visão e Vice-direção tiveram de readaptar suas formas tradicionais de organi- zação para novas propostas de trabalho em sala de aula. Por exemplo, quando os alunos definiram seus problemas de pesquisa, os professores passaram a ter de levar em conta os projetos das crianças para planejar a rotina de trabalho, o que trouxe instabilidades, desequilíbrio nas condutas. Uma das soluções encontradas, como vemos no gráfico, foi a divisão entre períodos de aula disciplinar e orientação e atividades sobre os projetos (interdisciplinar). Em 2008, os horários voltaram a se organizar em períodos por disciplinas no currículo por área. Ainda que a escola, como um todo, tenha tido essa reorga- nização, alguns professores – segundo seu ritmo de apropriação – seguiram fazendo um uso interdisciplinar do laptop, realizando projetos de aprendi- zagem, planejando o trabalho em conjunto, daí a variação de condutas observada no quadro.

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