crack
Ao analisar o processo histórico brasileiro de construção normativa, bem como o desenvolvimento das políticas sociais públicas no que se refere à questão da dependência química, percebe-se que o uso indevido de drogas foi tratado, durantes muitos anos, como “caso de polícia” (COSTA, 2009, p.6), dentro do âmbito da segurança publica e da justiça, fruto da percepção proibicionista da política pública sobre drogas norte americana do século XIX.
No campo da saúde pública, no que se refere à prevenção e ao tratamento do consumo de álcool e outras drogas, verificou-se uma omissão histórica do Estado, a qual possibilitou a disseminação, em todo o país, de "alternativas de atenção" de caráter total, fechado, baseadas em uma prática predominantemente psiquiátrica ou médica (manicômios) ou, ainda, de cunho religioso, filantrópico e não governamental (BRASIL, Ministério da Saúde, 2005), – onde também não era garantido o respeito aos direitos do adicto em drogas, pois não havia fiscalização maciça a estes locais, como as comunidades terapêuticas.
O enfoque proibicionista concentrava esforços na redução da oferta e da demanda de drogas, com intervenções de repressão e criminalização da produção, tráfico, porte e consumo de drogas ilícitas (ALVES, 2009, p. 2310). O tratamento dos dependentes químicos baseava-se na abstinência total do adicto. As instituições de saúde mental relacionada ao uso abusivo de substâncias psicoativas, conforme já explanado no capítulo anterior, eram ambientes nada atrativos e envoltos de uma atmosfera de intensa recriminação aos episódios de recaída ou reincidência ao uso
de drogas e estigmatizarão dos usuários.
Nesse sentido, a ONU realizou três grandes convenções internacionais - Nova Iorque, 1961, e Viena, 1971, 1988 - reafirmando a concepção internacional repressiva de combate ao uso e tráfico de drogas, bem expresso pelo termo “war of drug”. O Brasil, enquanto signatário dessas convenções, aprovou, no ano de 1971, a Lei 5.726, que dispõe sobre medidas preventivas e repressivas ao tráfico e ao uso de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica. Essa lei não faz nenhuma referência ao tratamento à saúde da população usuária de drogas, exceto aqueles referidos como infratores viciados, que eram internados compulsoriamente em hospitais psiquiátricos por tempo necessário à sua recuperação ou reabilitação criminal do viciado (SANTOS; OLIVEIRA, 2012, p. 86).
A Lei nº 5.726/71 foi substituída pela Lei nº 6.368/1976 a qual dispõe sobre medidas de prevenção e repressão ao tráfico ilícito e uso indevido de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica. A nova lei apresentou certo avanço, principalmente por ampliar o leque de ações preventivas, destinando ações para os dependentes de entorpecentes e não apenas para os infratores viciados (SANTOS; OLIVEIRA, 2012, p. 86).
Nas palavras de Jessica Adrielle Teixeira Santos e Magda Lúcia Félix De Oliveira (2012, p. 86 e 87).
Porém, fica evidente no conteúdo a forte influência da concepção médico- psiquiátrica, pela qual o usuário de drogas passou a ser considerado um doente e os hospitais psiquiátricos tornaram-se os dispositivos assistenciais privilegiados de atenção, com as portas assistenciais abertas aos consumidores de drogas, inicialmente, sob a alçada do Ministério da Justiça.
A “tolerância zero” às drogas e o consequente autoritarismo do modelo proibicionista mostraram-se falhos. De acordo com o trabalho de Vânia Sampaio Alves (2009, p. 2311):
As ações de repressão à produção, comércio e consumo de drogas ilícitas definitivamente não contiveram estes fenômenos em qualquer parte do mundo. Ao contrário, observou-se o crescimento do tráfico ilícito de drogas e de sua repercussão na política e na economia mundial 14,15. Em relação ao consumo, estudos epidemiológicos retratam o crescimento do número de usuários de drogas lícitas e ilícitas, com a facilidade de acesso propiciando o início cada vez mais precoce do uso na vida 9,16,17. A criminalização do porte e do consumo de drogas ilícitas tem se revertido em sobrecarga ao sistema de justiça, onerando-o tanto pela lotação de unidades prisionais
quanto pelo aumento de investimentos financeiros para a militarização das ações policiais de “combate” às drogas 12.
É importante novamente salientar que a política referente a álcool e outras drogas é uma vertente especializada da política de atenção à saúde mental, dessa forma, aquela segue as diretrizes e princípios desta.
Nos anos de 2000, medidas mais incisivas e significativas começam a ser tomadas no Brasil no âmbito normativo e das políticas púbicas de saúde referentes ao álcool e outras drogas.
Vânia Sampaio Alves (2009), Jessica Adrielle Teixeira Santos e Magda Lúcia Félix De Oliveira (2012) expõem que em 2002 o Conselho Nacional Antidrogas (CONAD), criando em 1998 em substituição ao antigo Conselho Federal de Entorpecentes (COFEN), o qual atuava desde os anos 1980, instituiu a Política Nacional Antidrogas por meio do Decreto nº 4.345/02. Essa política inicia uma verdadeira guerra às drogas, retratando-as como ameaças à humanidade e à vida em sociedade. Fica claro que esta política foi formulada segundo a perspectiva proibicionista, quando versa em seu texto que é pressuposto básico desta buscar, incessantemente, atingir o ideal de construção de uma sociedade livre do uso de drogas ilícitas e do uso indevido de drogas lícitas.
A autora Vânia Sampaio Alves (2009) aduz que neste mesmo ano, foi instituída a Lei nº 10.409/02, a qual dispõe que o tratamento do dependente ou usuário deve ser realizado de forma multiprofissional e, sempre que possível, com a assistência de sua família. Esta norma faz referência ainda, pela primeira vez na legislação brasileira sobre drogas, às estratégias de redução de danos sociais e à saúde, as quais deverão ser reguladas pelo Ministério da Saúde. Entretanto, com vários artigos vetados, não revogou por completo a Lei nº 6.368/1976.
Ainda em 2002, o Ministério da Saúde, sob influência direta da III Conferência Nacional de Saúde Mental, da Reforma Psiquiátrica e demais transformações ocorridas no cenário mundial referente ao trato com as drogas, implementou o Programa Nacional de Atenção Comunitária Integrada aos Usuários de Álcool e outras Drogas por meio da Portaria GM/MS nº 816/02. Tal política reconhece a utilização de substâncias psicoativas como um problema de saúde pública e deixa a cargo do SUS a responsabilidade de garantir a atenção aos
toxicômanos, contemplada, até então, predominantemente pelas instituições religiosas, não governamentais e filantrópicas (BRASIL, Ministério da Saúde, 2005; ALVES, 2009, p. 2316). O programa aborda ainda aspectos com enfoque no modelo de redução de danos de atenção aos dependentes químicos e preceitua que deverão ser implantados em todo o país CAPSad, seguindo desta forma as diretrizes da reforma psiquiátrica de formulação de uma rede de atendimento extra-hospitalar integrada.
Para a formulação do modelo de redução de danos, desenvolvido inicialmente na Holanda e no Reino Unido nos anos 1980 para conter a epidemia de AIDS (ALVES, 2009, p. 2312 e 2313), partiu-se do princípio que o ideário da eliminação das drogas da sociedade é completamente utópico, uma vez que o consumo de drogas, conforme já dito, confunde-se até mesmo com a própria história da humanidade.
Nesse aspecto, Vânia Sampaio Alves (2009, p. 2313) assevera:
O tratamento orientado pela lógica da redução de danos é descrito como de “baixa exigência”, por não exigir dos usuários a abstinência como um pré- requisito obrigatório, o que não significa, todavia, que o enfoque da redução de danos contraponha-se à abstinência como um resultado ideal ao tratamento 13, 19, 23,24. Ao invés de estabelecer a abstinência como única meta aceitável da prevenção e do tratamento, a redução de danos concilia o estabelecimento de metas intermediárias. O foco desta abordagem está na adoção de estratégias para minimizar os danos sociais e à saúde relacionados ao consumo de drogas, mesmo que a intervenção não produza uma diminuição imediata do consumo. A atenção centra-se nas necessidades sociais de saúde do usuário, que precisa ser engajado de forma respeitosa no delineamento das metas para o tratamento buscado
7,19.
As experiências em redução de danos nos países que têm assumido este enfoque na revisão de suas políticas públicas de drogas evidenciam a diversidade de intervenções possíveis para diminuir os danos que o uso de drogas pode acarretar ao usuário, a sua família e a comunidade em que vive 8. (grifo nosso).
Este modelo, portanto, é bem mais atrativo para a adesão ao tratamento por parte do dependente químico, pois é livre de julgamento moral e visa à redução gradual – e não imediata- do consumo de drogas, aliviando assim os sintomas e a fissura e melhorando a qualidade de vida do usuário, sempre respeitando sua liberdade de escolha.
em todos os espaços de interesse público em que ocorra ou possa ocorrer o consumo de substâncias psicoativas, com o objetivo de estimular o autocontrole, ou caso não seja possível, a adoção de comportamentos mais seguros e menos danosos no consumo destas substâncias que causam dependência e nas práticas sexuais entre seus usuários. (RIO DE JANEIRO, Ministério Público do Estado do Rio De Janeiro, 2011; BRASIL, Ministério da Saúde, Portaria nº 1.028/059).
Pode-se elencar, como exemplo de ações pautadas neste modelo, a distribuição de insumos (seringas, agulhas, cachimbos) para prevenir a infecção vírus HIV e Hepatites B e C entre usuários de drogas e a elaboração e distribuição de materiais educativos para estes usuários, informando sobre formas mais seguras utilização destas substâncias e sobre as consequências negativas de seu consumo (RIO DE JANEIRO, Ministério Público do Estado do Rio De Janeiro, 2011; BRASIL, Ministério da Saúde, Portaria nº 1.028/05).
Edward MacRae e Mônica Gorgulho (2003) salientam ainda que, no Brasil, o caráter ilegal e a intolerância com relação a muitas substâncias psicoativas dificultam o trabalho de redução de danos e a realização de mais pesquisas acerca da eficácia do tratamento de substituição de drogas por substâncias alternativas menos danosas (substituição do crack pela maconha, por exemplo) ou de redução gradativa do consumo da droga original que causa dependência no toxicômano - apesar dos poucos estudos existentes apontarem resultados positivos.
As ações de redução de danos, de forma alguma, buscam incentivar a utilização de substâncias psicoativas e sim tratar a questão da toxicomania com mais racionalidade, admitindo o seu caráter biopsicossocial. Uma vez que se reconhece que o uso exacerbado destas substâncias é uma realidade social inevitável em parte da população, a redução dos danos causados na saúde do usuário e das pessoas que o cercam pode, certamente, ser uma alternativa eficaz para diminuir os desastres provocados pelas drogas, já que a história mostra que é impossível eliminá-los por completo.
9 Acerca da política da regulação e aplicação do modelo redução de danos, podemos destacar a
Portaria do Ministério da Saúde nº 1.028, de 1º/07/2005, a qual determina que as ações que visam à redução de danos sociais e à saúde, decorrentes do uso de produtos, substâncias ou drogas que causem dependência e a Portaria do Ministério da Saúde nº 1.059, de 04/07/2005, que destina incentivo financeiro para o fomento de ações de redução de danos em Centros de Atenção Psicossocial para o Álcool e outras Drogas - CAPSad - e dá outras providências.
A implementação do Programa Nacional de Atenção Comunitária Integrada aos Usuários de Álcool e outras Drogas influenciou o CONAD a aprovar a nova Política Nacional sobre Drogas em 200510, a qual contribui para o realinhamento discursivo na política do CONAD, a começar pela mudança na denominação, passando de “Política Nacional Antidrogas” para “Política Nacional sobre Drogas” e do pressuposto básico dessa política, passando de “sociedade livre de drogas, para sociedade protegida do uso de drogas ilícitas e do uso indevido de drogas lícitas (ALVES, 2009, p. 2315).
O escopo dessa Política baseia-se em cinco eixos: 1) prevenção; 2) tratamento, recuperação e reinserção social; 3) redução dos danos sociais e à saúde; 4) redução da oferta; 5) estudos, pesquisas e avaliações (BRASIL, Resolução nº 3/GSIPR/CH/CONAD, 2005). Neste aspecto, nota-se, pelos três primeiros eixos de atuação, que há maior preocupação com a formulação de ações no âmbito da saúde pública.
São outras importantes diretrizes e princípios desta política: reconhecer o direito de toda pessoa receber tratamento para drogadição; reconhecer as diferenças entre o usuário, a pessoa em uso indevido, o dependente e o traficante; priorizar ações de prevenção; incentivar ações integradas aos setores de educação, saúde e segurança pública, dentre outras (BRASIL, Resolução nº 3/GSIPR/CH/CONAD, 2005; SANTOS; OLIVEIRA, 2012, p. 87 - 88).
Em 2006, entrou em vigor a Lei nº 11.343/2006, que instituiu o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SISNAD) e revogou a Lei 10.409/2002 e a Lei 6.368/1976. Esta lei caracteriza-se como o marco legal pois, conforme Jessica Adrielle Teixeira Santos e Magda Lúcia Félix De Oliveira, esta lei (2012, p. 88):
[...] apresenta avanços historicamente significantes e reveladores de um posicionamento político mais moderado em relação às drogas. Se por um lado as atividades de repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas são acentuadas, com definição de novos crimes correlatos e o aumento das penalidades previstas, por outro lado, distingue a condição de usuários e dependentes de drogas e aborda, de forma mais extensiva que as leis anteriores, as atividades de prevenção ao uso indevido, atenção à saúde e reinserção social. Outra mudança expressiva refere-se ao
estabelecimento de penas alternativas ao crime definido como porte de drogas para consumo pessoal.
Em 2009, o Ministério da Saúde lançou o Plano Emergencial de ampliação de acesso ao Tratamento e Prevenção de Álcool e outras Drogas (PEAD), através da Portaria MS nº1109/09, voltado aos 100 maiores municípios brasileiros (com mais de 250 mil habitantes), todas as capitais e 7 municípios de fronteira selecionados, totalizando 108 municípios. Essas cidades somam 77,6 milhões de habitantes, que corresponde a 41,2% da população nacional. (BRASIL, Ministério da Saúde, 2011, p. 43).
O plano busca alcançar, prioritariamente, crianças, adolescentes e jovens em situação de grave vulnerabilidade social, por meio das ações de prevenção, promoção e tratamento dos riscos e danos associados ao consumo de drogas. Na busca de atingir este objetivo, foram definidos 4 eixos de atuação: 1) ampliação do acesso, 2) qualificação dos profissionais, 3) articulação intra/intersetorial e 4) promoção da saúde, dos direitos e enfrentamento do estigma. (BRASIL, Ministério da Saúde, 2011, p. 43).
Em 2010, o Ministério da Saúde, em parceria com outros órgãos governamentais, instituiu o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, por meio do Decreto nº 7179/10, o qual potencializou as ações que já estavam sendo executadas pelo PEAD e introduziu novas estratégias. (BRASIL, Ministério da Saúde, 2011, p. 45).
Segundo o Ministério da Saúde, no documento Saúde Mental no SUS (2011, p. 44 - 45)
O Plano Crack objetiva a prevenção do uso, tratamento e a reinserção social de usuários enfrentamento do tráfico de crack e outras drogas ilícitas. Tendo como diretrizes ações executadas de forma descentralizada e integrada, por meio da conjugação de esforços entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, observadas a intersetorialidade, a interdisciplinaridade, a integralidade, a participação da sociedade civil e o controle social.
Este plano tem como fundamento a integração e a articulação permanente entre as políticas e ações de saúde, assistência social, segurança pública, educação, desporto, cultura, direitos humanos, juventude, entre outras, em consonância com os pressupostos, diretrizes e objetivos da Política Nacional sobre Drogas, coordenada pela SENAD/Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
Em 2011, o governo federal, buscando ser ainda mais incisiva na questão do crack, no que tange ao crescimento vertiginoso no consumo e no trafico, lançou o programa “Crack, é possível vencer”.
Este tem como objetivo prevenir o uso e promover a atenção integral ao usuário de “crack”, por meio do aumento da oferta de serviços de tratamento e atenção aos usuários e seus familiares e das ações de educação, informação e capacitação, bem como combater o tráfico de drogas e as organizações criminosas, reduzindo, dessa forma, reduzir a oferta de drogas ilícitas (BRASIL, Cartilha do Programa “Crack, é possível vencer”, online).
O programa reúne diversas ações que envolvem diretamente as políticas de saúde, assistência social e segurança pública e, de forma complementar, ações de educação e de garantia de direitos. (BRASIL, Cartilha do Programa “Crack, é possível vencer”, online).
O Governo Federal disponibiliza recursos financeiros aos estados, aos municípios e ao distrito federal que desejarem aderir ao programa e se comprometerem a seguir suas diretrizes para a instalação de instâncias de gestão integrada do programa em âmbito local (BRASIL, Cartilha do Programa “Crack, é possível vencer”, online).
As ações deste Programa são organizadas em três eixos temáticos: 1) Prevenção, 2) Cuidado e 3) Autoridade.
As ações do eixo “Prevenção” visam fortalecer fatores de proteção e reduzir fatores de risco para o uso de drogas. Para isso, são oferecidos programas continuados a partir da comunidade escolar que buscam fortalecer vínculos familiares e comunitários, trazer informações sobre as drogas e reforçar a capacidade dos jovens para escolher com consciência e responsabilidade seus caminhos. Os esforços para a escola integral e as ações específicas de prevenção nas escolas fazem parte deste movimento. O programa oferece também cursos de capacitação para diferentes atores que podem exercer um papel relevante na prevenção do uso de drogas e acesso dos usuários ao cuidado (operadores do direito, profissionais de segurança, lideranças religiosas e comunitárias, professores, profissionais de saúde e de assistência).
Campanhas publicitárias de esclarecimento sobre as drogas também fazem parte das ações de prevenção. Na internet, um sítio oficial reúne informações para prevenção e tratamento, incluindo listas de endereços de serviços disponíveis em todo o território nacional. O programa também conta com uma linha telefônica, o VivaVoz 132, para atendimento às pessoas que buscam informações sobre o tema das drogas.
O eixo “Cuidado” trata da estruturação de redes de atenção de saúde e de assistência social para o atendimento aos usuários de drogas e seus familiares. O Governo Federal disponibiliza aos estados, municípios e Distrito Federal, diretrizes técnicas e financiamento para fortalecer e qualificar a rede de serviços de saúde e assistência social. Essa rede vai trabalhar para acolher usuários e familiares, respeitando sua autonomia e singularidade, e ofertar cuidado necessário a cada caso, tomando a defesa da vida e da redução dos danos à saúde como princípio. Para isso, os serviços de saúde e de assistência social, incluídos aqueles prestados por organizações nãogovernamentais como as Comunidades Terapêuticas, devem articular-se para garantir um atendimento integrado e de longo prazo. A ampliação da rede de cuidados vem acompanhada da oferta de capacitações para o conjunto de trabalhadores dessas redes. (grifo nosso) (BRASIL, Cartilha do Programa “Crack, é possível vencer”, online).
No eixo “Autoridade” pretende-se reduzir a oferta de drogas ilícitas no Brasil no âmbito nacional como local, por meio da concentração de esforços na articulação das forças de segurança pública para repressão ao tráfico de drogas ilícitas e crime organizado. No âmbito local, fomenta a estratégia da polícia de proximidade como forma de criar espaços comunitários seguros nas cidades (BRASIL, Cartilha do Programa “Crack, é possível vencer”, online).
3.4 Atenção a Usuários de crack no âmbito do Sistema Único de Saúde.