A- İlgi ve ihtiyaçları:
2.4. Beden Eğitimi Öğretim
Compreender o tema das mudanças climáticas no processo de ensino e aprendizagem nos remete ao fato de que a educação é, entre outras coisas, uma forma de intervenção na realidade. Nesse senti- do, é na escola que o tema encontra a possibilidade de debate entre diferentes vertentes científicas e ideológicas, porém o professor é um cidadão comum que também está exposto à grande quantidade de informações veiculadas pelas diversas formas de mídia. Será, então, que este reproduz esse conhecimento sem crítica?
De maneira mais reflexiva do que conclusiva, de fato, trabalharei este capítulo no intuito de compreender o que se passa dentro dos muros da escola. Claro que esta é uma etapa mais que complexa e demandaria muito mais tempo do que dispus para realizá-la, porém, servirá para refletir sobre o papel da Geografia no ensino básico.
Dessa forma, foi por meio de entrevistas com professores da rede pública e privada de ensino, e respaldando-me na metodologia da análise de conteúdo proposta por Bardin (1977) e Franco (2008), que estruturei este capítulo. Assim poderemos refletir sobre nosso papel enquanto docentes e sobre as possibilidades e os limites dessa profissão.
Ensinar é uma atividade especificamente humana, na qual o principal objetivo é a aprendizagem dos alunos. Há de se consi-
derar, no entanto, que as pessoas carregam consigo uma série de crenças e valores éticos e morais que influenciam nesse processo, seja por parte dos professores ou dos alunos. Em uma era cientí- fico-informacional como esta, a escola deixou de ser a única fonte de saber dos alunos. Os professores precisam conviver com essa contemporaneidade existente em sua prática docente, procurando articular os conteúdos e os meios tradicionais da escola com toda essa quantidade de informação disponível nos novos meios de co- municação, mediando e sistematizando a construção do conheci- mento do aluno.
Uma informação pode ter diferentes interpretações por parte dos alunos, cabendo ao professor, a partir de sua formação e de seus conhecimentos sobre os conteúdos específicos, orientar os alunos a compreender determinados conceitos. Sendo assim, responder à questão de como os professores estão incorporando essas diversas informações produzidas pela ciência e pelas mídias na criação de sua própria concepção sobre o aquecimento global será fundamen- tal para identificar a maneira como os alunos estão aprendendo sobre o tema.
O material utilizado pelos professores na rede pública de ensino apresenta um conteúdo extremamente interessante de ser explora- do. O principal conteúdo analisado foi o caderno do professor da 7ª série/8º ano do Ensino Fundamental II, especificamente no 3º bimestre do ano letivo.
Se olharmos o sumário do módulo, deparamos com um roteiro. O ponto de partida é a apropriação desigual dos recursos naturais dentro do sistema capitalista de produção, ou seja, expõe a origem dos problemas ambientais de acordo com seu devido contexto. A Situação de Aprendizagem 2 explora questões sobre o desmata- mento e a poluição dos rios. Em seguida, estabelece um resgate político dos problemas ambientais com uma situação de aprendiza- gem que aborda o Clube de Roma, até a noção de desenvolvimento sustentável, e, por fim, contrapõe desenvolvimento com alterações climáticas fazendo uma análise do Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008 da Organização da Nações Unidas (ONU),
sobre a ótica de um discurso oficial como aquele utilizado pela mídia e fundamentado na ciência.
Figura 37 − Sumário do caderno do professor da rede pública de ensino
A Situação de Aprendizagem 4 − “Alterações Climáticas e de- senvolvimento: análise do Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008” (Figura 38) − tem como objetivos analisar critica- mente as implicações ambientais dos usos da tecnologia por meio de aspectos da realidade socioambiental em suas diversas esca- las. A “escolha” pelo relatório da ONU denota ao mesmo tempo um caráter científico e político ao texto, sendo possíveis diferentes abordagens em diferentes escalas de análise. O objetivo do texto é mostrar como o aquecimento global tem sido produzido e quem de fato sofrerá os efeitos disso.
O material mostra um mapa anamórfico das emissões de gases do efeito estufa no mundo e, em seguida, debate a “pegada de car- bono”, que seria a quantidade de CO2 emitida dividida pela popu- lação de cada país. O conteúdo sugere que os países desenvolvidos tecnologicamente são os maiores responsáveis pelo aquecimento, porém serão os países mais pobres os mais afetados pelas conse- quências disso.
Figura 38 − Mosaico do conteúdo do caderno do professor da rede pública de ensino
Na rede privada, o perfil do material didático não muda muito. A principal fonte continua sendo o Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC). No apostilado de uma das escolas parti-
culares, por exemplo, o conteúdo é abordado no território nacional com um capítulo chamado “As mudanças climáticas e suas reper- cussões no Brasil”.
Como a proposta pedagógica da rede privada é diferente da- quela do ensino público, que, pelo menos no material, se propõe construtivista, os exercícios propostos aos alunos são um bom pa- râmetro para entender o referencial adotado. Isso fica claro com questões do tipo “segundo o IPCC, o que pode mudar no clima do Brasil?” e “hoje não restam dúvidas: o principal responsável pelas mudanças climáticas e ambientais é o próprio _______?”, conforme se verifica na Figura 39.
Figura 39 − Questões sobre mudanças climáticas na rede privada de ensino
Já em outro colégio particular, não foi encontrado nenhum ma- terial sobre mudanças climáticas. Inclusive, um dos professores dessa escola respondeu, nas entrevistas, que não havia um conteúdo específico para tal tema, mas que este se encontrava inserido no debate dos problemas ambientais globais ou quando trabalhados os problemas ambientais urbanos. Porém, foi citado por um dos
professores que o colégio distribuía, como material de apoio, o jor- nal Mundo, da editora Pangea, um jornal sobre Geografia e política internacional, conforme eles mesmos se intitulam.
Ao analisarmos o conteúdo desse material de apoio sobre aque- cimento global, encontramos um perfil interessante. No ano de 2007, por exemplo, o jornal traz uma manchete intitulada “A terra vai arder, profetiza o IPCC”, na qual faz uma análise do quarto re- latório científico (AR4), publicado naquele ano pelo IPCC, sob um aspecto extremamente crítico. O subtítulo “O apocalipse” traz uma ironia muito interessante, por exemplo, ao contextualizar o debate e inserir visões teóricas distintas. O quadro termina com a seguinte frase “Sobretudo, a tradução do relatório pela mídia virtualmente ignorou os cientistas que discordam do IPCC. Mas, eles existem e também são gente séria. Mas, gostamos muito de apocalipse. Especialmente na sua versão ecológica...” (Candelori, 2007, p.6-9).
Assim, conhecendo o conteúdo aos quais esses professores es- tavam “submetidos” em seu cotidiano, adentrei o universo escolar para realizar entrevistas com tais profissionais das escolas públicas e privadas de Presidente Prudente para entender como eles abor- dam o tema.
Para responder à nossa questão do início deste capítulo, o material contendo o conteúdo dessas entrevistas foi separado por categorias. Foram criadas quatro categorias, agrupando elementos similares nas respostas dos professores.
A primeira categoria nos permite compreender “Como os pro- fessores entendem os conceitos de mudança climática e aquecimen- to global”; a segunda categoria identifica nas respostas elementos similares sobre “Como os professores estão transmitindo tais con- ceitos para os alunos”, sua didática, especificamente. Assim, o pro- fessor pode desmistificar muitos fatos e conteúdo tratados pela mídia, levantar questões, debater, enfim.
Como um ponto fundamental que figura ora como plano de fundo, ora como elemento fundamental neste livro é a escala, não poderia faltar uma categoria que a abordasse. Essa categoria, que nos dará elementos que permitirão perceber se essa é uma preocu- pação também do ensino de Geografia, é a categoria “Questões de escala”; e, por fim, há uma categoria mais geral para identificar os “Discursos políticos, econômicos, responsabilização do clima por problemas ambientais (mitigação e impactos)”.
Outro ponto que deve ser ressaltado é que, pela regra da simi- laridade e homogeneidade do método de Análise de Conteúdo, as entrevistas realizadas nas escolas públicas serão analisadas separa- damente daquelas realizadas nas escolas particulares. Isso permi- tirá identificar se há ou não singularidades no tratamento dado ao tema por cada sistema de ensino.
Quadro 4 − Como os professores entendem os conceitos de mudança climática e aquecimento global na rede pública de ensino
Professor Análise das respostas
1 Não faz distinção entre o conceito de mudança climática e o de aquecimento global. Diz ainda: “Eu trabalho as mudanças climáticas tanto do ponto de vista natural quanto fruto das alterações humanas”.
2 Não faz distinção entre o conceito de mudança climática e o de aquecimento global. Diz ainda que: “pode ser um ciclo natural do planeta” ou “pode ser uma consequência do efeito estufa”. 3 Não faz distinção entre o conceito de mudança climática e o de
aquecimento global. Diz ainda: “algumas pesquisas que apontam alterações no clima. Tem os dois lados, os que defendem que está ocorrendo o aquecimento global, uma mudança no clima, e os que acham que isso é uma característica geral do clima que está em constante transformação e que na verdade estaria caminhando para um resfriamento”.
4 Não faz distinção entre o conceito de mudança climática e o de aquecimento global. Diz ainda que: “São os fenômenos que vêm se modificando através, principalmente, do uso de tantos minerais fósseis, principalmente o petróleo”; “são as mudanças que vêm ocorrendo e afetando todo o nosso planeta”.
5 “Quando se fala em mudança climática, a primeira coisa que vem à mente é o aquecimento global”; “trabalhamos com o aquecimento global e o efeito estufa.”
6 Apresenta elementos que caracterizam uma diferença conceitual. “Trata-se de alterações em todo o clima da terra por várias razões”. Mostra domínio das duas correntes: “entendo também que o próprio meio é capaz de gerar um desequilíbrio, não é só homem, a própria natureza em seu processo. em seu ciclo de existência”. 7 Não difere os conceitos de mudança climática e aquecimento
global. Conhece as duas correntes científicas, mas aborda uma única versão: “procuro mostrar pra eles a evidencia dos fatos, que tudo é verdade, que o aquecimento ele existe, embora existam
correntes que mostrem ao contrário”; “o principal responsável por
isso é o homem, esse é o meu ponto de vista”.
8 Não apresenta clareza conceitual nem domínio científico. “Procuro sempre falar pra eles que a mudança climática ela vai afetar desde uma escala local, por exemplo, sua casa, sua rua, seu bairro, até uma escala global, o planeta inteiro”; “Aquecimento global seria o aumento da temperatura do planeta e que ele pode ocorrer em determinados lugares de uma forma mais específica e, em outros lugares, às vezes de uma forma um pouco mais discreta, dando menos efeito, de uma forma mais suave”. “Porque, como eu explico pra eles, a gente mudar o clima, a gente tem que fazer uma interferência muito maior do que o aquecimento global.”
Quadro 5 − Como os professores entendem os conceitos de mudança climática e aquecimento global na rede privada de ensino
Professor Análise das respostas
1 Apresenta elementos que nos levam a uma diferenciação conceitual: “São alterações do clima na Terra”. Ao responder sobre o conceito de aquecimento global diz: “Tá ligado, né?”. Usa de uma única corrente científica: “provocado por uma série de detritos lançados na natureza”.
2 Afirma que nunca pensou na diferença entre os conceitos: “nunca pensei nisso! Eu acho que o aquecimento global faz parte da mudança climática global”. Deixa claro as duas correntes científicas: “mas eu deixo bem claro para os meus alunos essas duas correntes de pensamento que existem”.
3 Afirma não fazer distinção entre os conceitos: “não trabalho de forma separada com eles”. Mostra conhecimento das duas visões científicas, mas trabalha com uma única, com forte influência da mídia: “apesar de que os céticos acreditam, eles afirmam que esse aquecimento global é uma consequência da Terra mesmo, uma consequência natural. Já a ONU e demais entidades afirmam que esse aquecimento global é resultante da atuação errônea do homem em busca de lucros, disputa de terras de modo geral, quer dizer, essa busca pela riqueza”.
4 Clara diferença entre os conceitos: “A mudança climática global, ela é uma alteração nos elementos climáticos que a gente percebe no tempo geológico, em algumas épocas ocorrem modificações, nós temos as glaciações, temos períodos de elevação de temperatura. Só que hoje existe uma ideia de que o efeito estufa está muito relacionado a esse tema, se confunde muito com esse tema”. Mostra conhecimento das duas correntes científicas e levanta questões de variabilidade: “as modificações de temperaturas dos oceanos que influem diretamente nas correntes marítimas, que influem num clima mundial”.
O que percebemos em um primeiro momento é que, mesmo tendo um contato mais próximo com a ciência devido ao material didático e às leituras complementares, os professores, em sua maio- ria, não diferenciam os conceitos de mudança climática e aqueci- mento global. Isso não implica no desconhecimento destes, mas sim em uma simplificação recente dos conceitos trabalhados, uma vez que o aquecimento global, termo utilizado no senso comum, seria fruto de uma mudança climática global. Essa falha conceitual
é também apresentada na mídia de forma errônea, como já ilustra- mos em capítulos anteriores.
Quanto ao discurso científico dos doze professores com quem conversamos, cinco abordaram o tema exclusivamente como fruto da ação humana, enquanto os outros sete entrevistados mostraram conhecimento das duas correntes científicas sugeridas. No entan- to, os professores que mostram “conhecer” os dois discursos não necessariamente transmitem isso para seus alunos, e a segunda ca- tegoria a ser analisada poderá ilustrar tal afirmação. Outro fator re- levante é a abordagem do ensino privado e do ensino público, que, ao menos nesta categoria, não apresentou diferença significativa. Quadro 6 − Como os professores estão transmitindo tais conceitos para os alunos na rede pública de ensino
Professor Análise das respostas
1 Deixa claras as duas visões para os alunos utilizando fontes como “Folha de S. Paulo, Estadão”; “Superinteressante, Galileu, e os documentários eu pego da Discovery, National Geographic”. 2 Procura trabalhar as duas correntes científicas “por várias
vertentes”. “Eu falo para eles entrevistarem os pais, porque os antigos que falam, até a gente mesmo tem mania de falar, há dez anos esse calor não era”.
3 “Eu quero levar para eles as duas visões que estão aí, debatendo”; “Porque eu vejo que no material didático, mais recente, aponta o aquecimento global como uma verdade inquestionável”. Cita como fonte: Jeferson Simões (UFRGS).
4 O professor não mostrou duas visões científicas e trabalha da seguinte forma: “Eu abordo desde o início, desde antes a revolução industrial. [...] e atualmente com a tecnologia mais avançada, como é que deu um salto para esse ambiente... clima que estamos vivendo”.
5 Trabalha com os impactos do aquecimento global: “alteram a temperatura dos oceanos e o nível desses oceanos, e ocasionando uma série de consequências em longo prazo”. Faz também uma generalização ambiental, deixando de certo modo o aquecimento para falar de práticas “sustentáveis”: “Que tipo de coisa que podemos contribuir, mesmo nós, sendo uma pequena parcela, a gente pode fazer nossa parte, desde fazer a seleção do lixo, da economia de energia e água. Não é porque pagamos energia... a gente paga pelo uso, e não para desperdiçar”.
Professor Análise das respostas
6 Apresenta elementos mais contundentes a respeito da mudança fruto da ação humana, trabalha com imagens e efeitos visuais, cita pouco a mídia, apesar de não desconsiderá-la: “gosto muito de trabalhar com imagens, acho que a Geografia nos dá essa abertura”. Contudo, faz uma generalização com as demais questões ambientais quando perguntado de que forma trabalha o tema: “A questão da coleta seletiva, quando passa quando não passa, eu procuro levar meus alunos na Cooperlix,* eu acho que
ali tem um exemplo muito bacana que você pode ter uma visão mais genérica de vários fatores sociais, ambientais”.
7 Mostra como funciona o efeito estufa para “que tomem consciência de modos de vida mais sustentáveis”. A questão do consumo também está relacionada ao tema pelo professor: “Eu abordo bastante esse assunto com eles, principalmente a questão do consumo exagerado, aquela ideologia do ‘uso, quebrou, jogou fora’, nós devemos abandonar isso e voltar ao ‘usou, quebrou, concerte’”. 8 De forma bem simplificada, trabalha os impactos e as
consequências do aquecimento global relacionado a outros problemas ambientais: “suponhamos que a gente começa a juntar lixo no quintal, o que vai acontecer? Qual vai ser a consequência? Ah! Vai dar mosca, vai dar insetos. Se a gente começar a cortar as árvores da rua da gente, o que vai acontecer? Ah! Vai bater sol, vai esquentar mais”. Cita como fontes: Veja, Época, livros didáticos
* Cooperativa de Trabalhadores de Produtos Recicláveis de Presidente Prudente.
Quadro 7 − Como os professores estão transmitindo tais conceitos para os alunos na rede privada de ensino
Professor Análise das respostas
1 Quanto ao tratamento do tema, o professor sugere uma generalização com os demais problemas ambientais, atuando quase que na conscientização ambiental: “A gente procura mostrar pra molecada a necessidade de se ter uma consciência voltada para o aspecto ambiental, evitar, por exemplo, não o efeito estufa ou aquecimento global, mas evitar, por exemplo, o desperdício de água, evitar as queimadas, que são muito comuns ainda, procurar reciclar o lixo, a nossa escola agora tá adotando isso”. Cita como fontes o apostilado da escola, jornal Mundo (Pangea), Estadão. 2 Procura mostrar as diferentes correntes do pensamento, porém
introduz o conteúdo juntamente com os problemas ambientais (mostra o material apostilado e diz que introduz o tema juntamente com os problemas sociais e ambientais urbanos). “Eu vou introduzindo de acordo com o conteúdo, quando eu trabalho com problemas ambientais”; “Quando a gente trabalha com mudanças ambientais, então eu falo do efeito estufa, eu falo da camada de ozônio, da inversão térmica, das ilhas de calor, e quando eu falo do efeito estufa, eu associo com essas correntes, digamos assim, essas teorias, melhor dizendo”.
Quadro 6 − Continuação
Professor Análise das respostas
3 Trabalha de forma generalizada juntamente com os demais problemas ambientais. O aquecimento global é tratado no âmbito dos impactos e consequências. “O aquecimento resultante do desmatamento, a mata faz falta? Faz falta. Então o combate ao desmatamento, o combate à destruição de grandes áreas de florestas, segundo os especialistas, estão interligados”; “Nós estamos vivendo num mundo globalizado, então eles têm que estar cientes do que está acontecendo não somente na nossa região, mas em termos de Brasil, de mundo, é a mudança. Por exemplo, Antártida, quais são as mudanças, o derretimento das geleiras, quais são as consequências, o equilíbrio que existe entre correntes marítimas e massas de ar”. Cita como fontes, além do apostilado, o Almanaque Abril de atualidades, além da mídia em geral, citando vários programas televisivos e impressos.
4 Há uma simplificação, pois deixa claro nas respostas as diferenças conceituais e as duas visões científicas, porém afirma que não passa dessa forma para os alunos, agrupando o tema com os demais problemas ambientais. Afirma, ainda, que trabalha muito com o conhecimento cotidiano dos alunos por meio da mídia e das experiências vividas: “Eu vejo diferença, mas os alunos não têm essa percepção, e a gente não passa isso pra eles, porque não é abordado dessa forma, nós não trabalhamos dessa forma, não existe essa correlação, entendeu?”; “Olha, é muito interessante, mas eles já têm isso tão claro na cabeça, porque a mídia lança muito esse conceito, fala muito sobre aquecimento, fala muito sobre efeito estufa”. Cita como fonte o documentário de Al Gore