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3. MATERYAL VE YÖNTEM

4.5 BEDEN EĞİTİMİ VE SPOR YÜKSEKOKULU ÖĞRENCİLERİ İLE

Ao apresentar a teoria semântica, Simmons (1966) cita: a teoria de Katz- Fodor (1963), complementada por Katz e Postal (1964); a teoria de classificação e análise semântica desenvolvida pelo Cambridge Language Research Unit (CLRU) (SPARCK JONES, 1964) e a teoria de memória semântica de Quillian (1966) (p. 141). Segundo Simmons (1966), a teoria KF de Katz-Fodor assume que um componente semântico é parte integral da descrição linguística; e que compreende

várias partes: um dicionário, o qual provê o significado de cada palavra ou entrada léxica da linguagem; um conjunto de regras de projeção, que provê meios de interpretar os significados de cada ocorrência de entrada lexical da linguagem; e outro conjunto de regras de projeção para prover meios de interpretar cada string produzida pela gramática (p. 141). Segundo Simmons (1966), grande parte da teoria concentra-se no desenvolvimento de uma forma padronizada para o conteúdo das entradas lexicais. Esta forma inclui a palavra de entrada e um marcador sintático, tais como nome, verbo, etc., seguido de um marcador semântico, como animal, humano, macho, etc., seguido ainda por um diferenciador opcional para definição do sentido, e finalmente uma restrição de seleção (p. 142). Apesar da teoria semântica KF ter clareado alguns aspectos da estrutura transformacional, alguns autores acham prematura esta tentativa de formalização diante de uma super simplificação (p. 142).

Simmons (1966) destaca ainda que, Sparck Jones (1965) em sua monografia “Synonomy and Semantic Classification” desenvolveu um método para definir o uso sinonímico (sinônimos) das palavras e classificá-las em grupos no thesaurus. Este procedimento é essencial para selecionar uma sentença (normalmente um exemplo de uso contido no dicionário de definições) e para substituir palavras sem alteração do significado (p. 143). Segundo Simmons (1966), a partir do momento em que as palavras de uma lista puderem ser trocadas entre si, significa que elas devem conter um elemento comum de significado. Assim, uma linha é uma lista de palavras que compartilham um uso comum, e são obtidas por um método de julgamento humano (p. 143). Estas linhas resultantes podem ser agrupadas para formar um thesaurus, baseando-se nas palavras que as linhas possuem em comum. Uma abordagem possível é a estatística – usada na teoria CLRU de agrupamento (NEEDHAM, 1965). Segundo Simmons (1966), o principal problema ainda não resolvido das pesquisas de classificação é utilizar a abordagem estatística pra classificar não apenas 500 e sim 50 mil ou 150 mil linhas (p. 143). Após obter a classificação, a teoria CLRU propõe separar as palavras em contextos apropriados usando, ou a medida de distância semântica entre elas na sentença, ou usando padrões de mensagem (message forms), que mostram as combinações permitidas de classes semânticas (thesaurus). A distância semântica é obtida encontrando-se o caminho de uma palavra na sentença até outra palavra, examinando linhas associadas com cada palavra para encontrar palavras em

comum. Duas palavras de uma sentença que são encontradas em uma mesma linha exemplificam a menor distância em comum (por exemplo, 0). Se não for o caso, mas existir uma terceira linha que contenha uma palavra em comum com cada uma das linhas anteriores, a distância é a mais longa possível (por exemplo, 1). Desta maneira, um caminho de distância geralmente pode ser encontrado em qualquer par de palavras (p. 143). Segundo Simmons (1966), os padrões de mensagem são estruturas de significado essenciais que são construídas a partir de classes semânticas. Por exemplo, a sentença “O livro é vermelho” daria um padrão de mensagem “objeto é cor”. Este padrão seria obtido para selecionar o senso de objeto e cor das palavras livro e vermelho. (p. 144).

Segundo Simmons (1966), uma abordagem empírica semelhante para análise semântica é a memória semântica de Quillian (1966). Nesta abordagem, definições do dicionário são codificadas manualmente (hand-coded) em um formato adequado para computador, mantendo informação de classe sintática e as relações de dependência de palavras em cada definição. Cada uso de uma palavra é associada a uma definição particular para manter sua identidade (p. 144). Segundo o autor, este modelo de memória semântica tem um componente sintático e procedimentos bem definidos para seus conteúdos definicionais (p. 145).

No capítulo de revisão seguinte, Bobrow et al. (1967) destacam que Simmons sugeriu que existem vários fragmentos principais de uma teoria semântica compreensiva, e que estes fragmentos (Katz, Fodor e Postal do CLRU – Cambridge

Language Research Unit) devem se unir para formar uma teoria semântica

harmoniosa. Segundo os autores, o fato é que no ano de 66, inúmeras críticas foram feitas especialmente ao grupo de Katz. Bobrow et al. (1967) destacam que outra abordagem que apareceu nesta mesma época foi a de Weinreich e Quillian, ambos mostrando o por quê deles acharem que Katz estava errado. Katz em (1966) replicou as críticas, e a discussão entre eles foi apresentada por Bobrow et al. (1967) nas páginas 166 e 167, ao relatar que eles acusavam Katz e seus co-autores de simplificarem muito a sua teoria semântica. O grupo de Katz (KFP) assume que a informação semântica armazenada no léxico é mantida na forma de árvores simples com arestas (links) sem rótulos e os nodos com dois tipos de rótulos (marcador ou diferenciador). Além disso, o grupo KFP afirmou que o resultado final do componente semântico de uma linguagem é uma informação curta e simples, como por exemplo, um único grupo de propriedades desordenadas para cada sentença (BOBROW et

al., 1967, p.166). Segundo Bobrow et al. (1967), Quillian propõe que a informação

semântica seja representada por estruturas recursivas (grafos) e por configurações complexas, construídas a partir de diferentes tipos de links, cuja vantagem seria a possibilidade de se usar o computador (p. 168).

Bobrow et al. (1967) afirmam que existem duas técnicas principais para a representação das estruturas de informação semântica associada a linguagem: a primeira é ver esta informação como sendo a gerada por um conjunto de regras recursivas, tais como uma gramática ou um programa de computador; e a segunda é ver esta informação como um tipo de rede com links associados (p. 169).

Em seu capítulo de revisão, Salton (1968) alerta para o fato de não existirem métodos de análise sintática disponíveis na época para gerar uma única interpretação semântica para cada sentença bem-formada em inglês. Segundo ele, certos agrupamentos de palavras (frases) podem ser isolados com as fronteiras de sentenças individuais, mas as relações entre componentes de frase e entre frases individuais permanecem amplamente desconhecidas. Salton (1968) considera que, para propósitos práticos, é necessário contar com a gramática de estrutura de frase para análise de entradas em linguagem natural, preferivelmente com a mais refinada gramática transformacional, apesar da primeira (gramática de estrutura de frase) ainda ser indefinida em partes, e ser custosa para se implementar (p. 176). E finaliza:

(...) mesmo se for assumido que análises absurdas podem, de alguma maneira, ser descartadas, e que gramáticas (transformacionais) implementadas atribuiriam as mesmas análises a várias estruturas derivadas, ainda não existiria solução para o problema de escolher quais os significados apropriados para as palavras que normalmente podem ter diferentes (até nos mesmos contextos) (SALTON, 1968, p. 176).

Segundo Salton (1968), vários modelos de análise semântica têm sido propostos, baseados em dicionários de entradas com marcadores semânticos apropriados, e em uma gramática transformacional para o reconhecimento da estrutura sintática (p. 176).

Benzer Belgeler