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Bazal hücreli karsinomaların alt tiplerinin Tzanck yayma tanıları

4. BULGULAR

4.4. Tzanck yayma sonuçları

4.4.2. Bazal hücreli karsinomaların alt tiplerinin Tzanck yayma tanıları

Ao iniciar a pesquisa estava preocupada em evidenciar possibilidades emancipatórias originárias das experiências com o estudo das mídias. O decorrer do processo de investigação me mostrou que esses momentos não eram isolados, mas diluídos em outras vivências emancipatórias originadas na própria história pessoal das professoras.

A adoção de uma perspectiva emancipatória, no entanto, requer uma reflexão sobre do que é preciso se emancipar, e em que direção. A emancipação ocorre tanto no âmbito individual quanto no coletivo na relação do sujeito consigo

mesmo e com o outro, apresentando uma dimensão vertical representada pelo entendimento de si, do seu entorno, de onde veio e para onde quer ir, e horizontal na compreensão da relação com o outro, com o meio, com o social. Por isso o debruçar sobre os modos de articulação entre interesses de manutenção da organização social vigente baseada no lucro, na desigualdade e na exclusão social é importante para entender as necessidades emancipatórias e as possibilidades de realização dessa emancipação.

Os interesses e a visão de mundo de nós que nos lançamos à pesquisa sempre estão presentes e implicados em nossas descobertas porque a nossa visão e audição são seletivas. Por isso, ao debruçar-me sobre a fala das professoras participantes foi importante, ouvir diversas vezes um trecho, reler depoimentos escritos e então selecionar os temas de análise.

Das falas também surgem um outro inquietante que desafia as certezas e propõe outras verdades. Da interação ou do combate entre as luzes e sombras projetadas por essas duas instâncias é que uma tese é gerada.

No caso das falas das professoras, elas aconteceram em momentos distintos e envolvimentos pessoais diferentes, em situações nas quais as intencionalidades foram diferenciadas. Mesmo assim e talvez até por conta disso mesmo, houve uma complementaridade de informações, reforços e ampliações uma vez que o segundo momento da pesquisa fora orientado pelas reflexões sobre o primeiro e alimentada pelas novidades emergentes. Algumas temáticas como a precarização do trabalho, o entusiasmo com a profissão, a incorporação da avaliação como componente tanto de precarização quanto de oportunidade de avanço, apareceram nos dois grupos.

Nas conversas com as professoras o trabalho esteve sempre presente não apenas como cenário onde se desenrolavam as práticas com as mídias, mas como narrador, ou seja, como elemento ativo que muda os rumos, intervém na história. O trabalho veio também muito misturado à questão da formação em serviço. Como item de progressão na carreira, a formação se apresenta com o duplo sentido: de estímulo e de controle, e é nas brechas, nos espaços entre um e outro que as possibilidades emancipatórias se manifestam.

Nesse sentido, a reflexão a respeito das vinculações da formação com mecanismos de manutenção do modelo hegemônico de sociedade, ajudou a perceber, por exemplo, o discurso a que muitos educadores têm aderido de boa fé,

de que “o papel do professor não é mais o de transmitir informações, mas de auxiliar na escolha correta ou no seu gerenciamento”. Nem o papel do professor é transmitir informações nem a informação pode ser tratada como fim último da educação, mas para a superação desse tipo de pensamento é preciso um

distanciamento crítico para a recontextualização do papel das mídias na sociedade e por consequência na educação. Um processo de reflexão interditado pelas inúmeras atividades que as professoras exercem, mas que emerge nos espaços proporcionados de escuta de suas reflexões.

As professoras demonstraram qualidades pessoais e conhecimentos adquiridos articulados em direção a uma prática emancipatória. Como o compromisso com o outro:

O trabalho é muito, mas tem uma turma boa lá. (Júlio)

A gente fala assim, mas isso [crianças e jovens violentos] não é a maioria não, tem muita gente ali que quer estudar, é por causa deles que vale a pena. (Sandra)

As crianças merecem que a gente esteja bem para dar aula para eles, não é porque são alunos pobres que a gente vai fazer as coisas de qualquer jeito. (Fabiana)

Eu quis me capacitar para fazer um projeto, porque não pode aqueles meninos todos ali e o laboratório parado, sem aula!!! (Edna)

Esse compromisso manifesta a existência de um projeto social nem sempre consciente, onde a educação dos “os meninos”76 é orientada por valores éticos como diminuição das desigualdades, justiça social, senso de família, cuidado com o outro ... esses valores são importantes na condução do estudo das mídias como aponta Fusari:

[...] mas, o fundamental para apresentarmos critérios nessas escolhas e transformações [nas vivências de mundo social e de comunicação cultural que expressa esse mundo] consiste em justamente não perdermos de vista o rumo democrático para o qual queremos encaminhar nossas vidas mais solidárias com os outros no país em que vivemos. (FUSARI, 1994, p. 21)

Os depoimentos trouxeram algumas questões importantes para pensar sobre as condições que limitam, desviam, esvaziam o estudo das mídias e por outro

76

No nordeste brasileiro a expressão “os meninos” se refere às crianças de um modo geral sem distinção de sexo.

lado as condições que ajudam, redirecionam, ressignificam rumo a uma concepção mais emancipatória. Nesse sentido a procura de uma formação continuada é uma forma de legitimação do trabalho com as mídias.

As consequências são ambíguas, por um lado, frequentam cursos de capacitação fundamentados em conhecimentos importantes, mas os avanços são muito vagarosos, pois as condições de oferta tornam o processo de aquisição bastante acidentado e diluído. E por consequência sua justificativa para o trabalho com as mídias na escola acaba por retornar ao discurso do senso comum da cultura escolar, contribuindo ainda mais para que os avanços se processem de maneira mais lenta.

Benzer Belgeler