2.7. BASEL II ‘NIN TÜRK BANKACILIK SEKTÖRÜNE ETKİSİ
2.7.2. Basel II ‘ nin Küçük ve Orta Büyüklükteki İşletmeler (KOBİ’ler ) Üzerine
Segundo disposição da própria lei, a argüição de descumprimento de preceito fundamental não será admitida se ainda houver outro meio eficaz para sanar a lesividade. Este juízo de admissibilidade a ser feito pelo Supremo Tribunal Federal confere-lhe certa discricionariedade, já que, em face do caráter subsidiário da ADPF, pode o Tribunal eximir-se de apreciá-las, caso julgue não haver relevante interesse público, ou correria o risco de tornar- se mera instância recursal.
6.1. Legitimados ativos
Os legitimados ativos para propor a argüição estão elencados no Art. 2º, inciso I da Lei nº. 9.882/99 e são os mesmos da ação direta de inconstitucionalidade: Presidente da República, Mesa do Senado Federal, Mesa da Câmara dos Deputados, Mesa de Assembléia Legislativa, Governador de Estado, Procurador-Geral da República, Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, partido político com representação no Congresso Nacional, confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.
Foi vetado o inciso II, que versava sobre a legitimidade de "qualquer pessoa lesada ou ameaçada por ato do Poder Público" propor a argüição, com fundamento de se conceder um acesso irrestrito, direto, e individual ao Supremo Tribunal Federal, por ser considerado incompatível com o controle concentrado de constitucionalidade, o que poderia acarretar uma elevação excessiva do número de feitos a serem apreciados pela Corte Suprema. Tal previsão adotou procedimento diverso do que ocorre no Direito Alemão, cuja regra é a garantia de acessabilidade do cidadão, permitindo-se que acesso direto ao Tribunal Constitucional à qualquer pessoa que se veja lesada em seus direitos fundamentais.
6.2. Subsidiariedade da Argüição de Descumprimento de Preceito
Fundamental
É de clareza cristalina a proibição expressa na lei quanto à interposição de argüição de descumprimento de preceito fundamental caso exista outro meio capaz de reparar o prejuízo, senão vejamos:
Art. 4º. [...]
§1º. Não será admitida argüição de descumprimento de preceito fundamental quando houver qualquer outro meio eficaz de sanar a lesividade.
O Supremo Tribunal Federal, contudo, não exige a inexistência de qualquer outro mecanismo, mas sim o seu exaurimento sem que possa ser obtida verdadeira efetividade na tentativa de fazer cessar ameaça ou lesão a preceito fundamental. Nesse sentido já se posicionou a Suprema Corte:
“ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL (CF, ART. 102, § 1º) - AÇÃO ESPECIAL DE ÍNDOLE CONSTITUCIONAL - PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE (LEI Nº 9.882/99, ART. 4º, § 1º) - EXISTÊNCIA DE OUTRO MEIO APTO A NEUTRALIZAR A SITUAÇÃO DE LESIVIDADE QUE EMERGE DOS ATOS IMPUGNADOS - INVIABILIDADE DA PRESENTE ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - O ajuizamento da ação constitucional de argüição de descumprimento de preceito fundamental rege-se pelo princípio da subsidiariedade (Lei nº 9.882/99, art. 4º, § 1º), a significar que não será ela admitida, sempre que houver qualquer outro meio juridicamente idôneo apto a sanar, com efetividade real, o estado de lesividade emergente do ato impugnado. Precedentes: ADPF 3/CE, ADPF 12/DF e ADPF 13/SP. A mera possibilidade de utilização de outros meios
processuais, contudo, não basta, só por si, para justificar a invocação do princípio da subsidiariedade, pois, para que esse postulado possa legitimamente incidir - impedindo, desse modo, o acesso imediato à argüição de descumprimento de preceito fundamental - revela-se essencial que os instrumentos disponíveis mostrem-se capazes de neutralizar, de maneira eficaz, a situação de lesividade que se busca obstar com o ajuizamento desse writ constitucional. - A norma inscrita no art. 4º, § 1º da Lei nº 9.882/99 - que
consagra o postulado da subsidiariedade - estabeleceu, validamente, sem qualquer ofensa ao texto da Constituição, pressuposto negativo de admissibilidade da argüição de descumprimento de preceito fundamental, pois condicionou, legitimamente, o ajuizamento dessa especial ação de índole constitucional, à observância de um inafastável requisito de procedibilidade, consistente na ausência de qualquer outro meio processual revestido de aptidão para fazer cessar, prontamente, a situação de lesividade (ou de potencialidade danosa) decorrente do ato impugnado.” 15
15 STF, ADPF 17 AgR / AP, Tribunal Pleno, Rel.: Min, Celso de Mello, j. 05.06.2002, DJ 14.02.2003 PP -
Pode-se afirmar, portanto, que meio eficaz de sanar a lesão é aquele hábil para solucionar embate constitucional relevante de forma ampla, geral e imediata. Se esse meio não estiver disponível, pode ser utilizada a ADPF.
Gilmar Ferreira Mendes16 enumera alguns dos casos em que será possível a utilização da ADPF, tendo em vista a inexistência de qualquer outro meio de impugnação do ato lesivo, tais como os casos de controle de constitucionalidade quanto ao direito pré- constitucional, ao direito municipal em face da Constituição, aos regulamentos (fiscalização em relação ao principio da legalidade), dentre outros. Como nesses casos é impossível a impugnação por meio de Ação Direta de Inconstitucionalidade ou Ação Declaratória de Constitucionalidade, perfeitamente cabível a ADPF.
Por ser dotado de caráter objetivo, evidenciado pelo rol de legitimados ativos, pelos efeitos erga omnes de sua decisão e ainda por visar à proteção da ordem constitucional global, não se pode tolher a efetividade da argüição, estabelecendo-se também a exigência de subsidiariedade em relação às formas ordinárias utilizadas no controle de constitucionalidade difuso, dentre as quais a principal é o recurso extraordinário.
Dessa feita, mesmo que pudesse o recurso extraordinário surgir como possível remédio para solver lesão ou ameaça a preceito fundamental, este não afasta a incidência da ADPF, posto que aquele instituto não é plenamente eficaz, principalmente em razão da sua mediatidade e eficácia limitada de seus efeitos, tendo em vista só ter efeito entre as partes do processo.
16 MENDES, Gilmar Ferreira. Argüição de descumprimento de preceito fundamental: demonstração de
inexistência de outro meio eficaz. Jus Navigandi, Teresina, a.4, n. 43, jul. 2000. Disponível em: http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=236. Acesso em 27 jan. 2006.