ortaklarının kuruluş sermayesi taahhüt etmeleri aşamalarında
İHLAS BARTER GENEL ÜYELİK SÖZLEŞMESİ
II. BARTER SİSTEMİ İŞLEMLERİNE İLİŞKİN GENEL HÜKÜMLER
Para Kazazian (2005) 22, o designer deve considerar todas as etapas (ou parte delas) envolvidas no sistema do produto, de modo que seja possível aperfeiçoar os processos de concepção, projeto, produção, comercialização e destinação final. Para ele, o ideal é que os ciclos industriais (artificiais) estejam integrados aos ciclos da natureza, a fim de reduzir efetivamente os impactos ambientais causados durante toda a vida do produto.
Neste contexto, o autor trabalha com conceitos de interdependência, tempo, ciclo e “optimum” 23. A natureza se torna fonte de inspiração para novas propostas industriais e empresariais, modificando a relação indissociável homem- natureza-objeto. “Produzir sem destruir e conceber um objeto do cotidiano, do mais elementar ao mais sutil, tornando seu uso durável e seu fim assimilável por outros processos de vida, deve ser a finalidade de uma reflexão global que consideraria a complexidade dessa relação” (KAZAZIAN, 2005, p. 28).
Sob esta ótica, a palavra “globalização” compreende o alcance da equidade social e ambiental, onde o meio socioeconômico e a biosfera são interdependentes. “As empresas podem iniciar intercâmbios de matérias-primas secundárias em um mesmo parque industrial, cooperar com empresas complementares para novas ofertas comuns, e manter intercâmbios com as partes envolvidas, como as instituições, os investidores” (KAZAZIAN, 2005, p.34).
A visão empresarial tradicional considera um modelo linear de produção, onde as intervenções das empresas e do mercado são unilaterais, ou seja, são vistas de forma segmentada e individual. Uma nova visão busca integrar todos os elos da cadeia produtiva, articulando o conceito de ecodesign na roda da “ecoconcepção” (Figura 3), cujo principal objetivo é desenvolver uma economia “leve”, onde haja a previsão e a redução de impactos ambientais durante todo o
22 Kazazian foi um dos fundadores da rede O2 France, em 1988, primeira rede internacional de
designers que trabalham em acordo com os princípios de preservação do meio ambiente.
CAPÍTULO 2 | METODOLOGIA DE PROJETO DE PRODUTO EM DESIGN
ciclo de vida do produto: da concepção ao fim de vida. Torna-se clara, assim, a necessidade de uma abordagem multidisciplinar para que o ecodesign seja praticável, não só do ponto de vista da preservação ambiental, mas incluindo valores sociais, econômicos e mercadológicos.
Figura 3 – RODA DA ECOCONCEPÇÃO, por Manual Promise do Pnuma e O2 France. Fonte: KAZAZIAN, 2005, p. 37.
O tempo, regulador de todos os ciclos e de todas as interdependências, também faz parte das dimensões discutidas por Kazazian (2005), visto que nas sociedades contemporâneas ele é cada vez mais curto e se reflete nos produtos produzidos. “É o tempo do consumo, da impaciência. Encolhido, precipitado, acelerado ainda pelo marketing, que, favorecendo a renovação incessante da oferta de objetos e opções inúteis, participa do aumento exponencial do volume dos resíduos” (KAZAZIAN, 2005, p. 40).
3. Escolha de materiais de impacto menor 5. Redução da massa e do volume do produto 1. Fabricação limpa 8. Otimização dos sistemas de embalagem e distribuição 7. Redução dos impactos durante a utilização 6. Otimização da duração de vida 4. Otimização do fim da vida, valorização
2. Novo conceito e nova resposta às expectativas dos usuários OPÇÕES RELATIVAS A TODAS AS ETAPAS DA RODA Controle dos riscos ligados aos materiais e substâncias Sensibilização e informação dos atores para otimizar a conscientização sobre o meio ambiente Estudar as expectativas, Repensar a oferta, Agir em cada etapa da vida do produto
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De acordo com este cenário, todas as empresas, adeptas ou não da economia leve, devem considerar o tempo de renovação dos recursos e matérias-primas (renováveis ou não). “As matérias-primas renováveis são produzidas pela natureza e transformadas pelo homem. Seu tempo de renovação é inferior ou igual ao de uma vida humana. Trata-se de materiais de origem vegetal ou animal, como a madeira, o algodão ou a lã” (KAZAZIAN, 2005, p. 42).
Somente a gestão eficiente de exploração destes materiais pode garantir a renovação dos recursos, como ocorre no manejo florestal ecologicamente adequado, certificado pelo selo do FSC24, que considera a extração de árvores de acordo com seu tempo de vida: são extraídas as árvores avós, que por vezes até dificultam o crescimento de novos arbustos, contribuindo com a renovação da floresta (o velho dá lugar ao novo).
Já os recursos não renováveis estão em quantidade limitada no planeta, podendo-se citar o petróleo, o carvão e a bauxita. “A duração de sua reconstituição é muito superior à da vida humana – às vezes de milhões de anos. Utilizadas de forma intensiva, as reservas hoje em dia se esgotam sem que uma gestão a médio ou longo prazo tenha sido implementada” (KAZAZIAN, 2005, p. 42).
Como solução alternativa para essa problemática, as empresas podem responder às demandas sociais de satisfação não pela oferta de produtos, mas pela oferta dos seus serviços. “De fato, o produto é apenas o suporte de um serviço prestado, um intermediário que deve assegurar a qualidade da prestação a ser realizada” (KAZAZIAN, 2005, p. 43). As empresas, assim, se tornam responsáveis pela gestão dos serviços prestados aos clientes, que vão além do lançamento constante de produtos no mercado, considerando as necessidades dos usuários, a intensificação e o compartilhamento do uso do produto.
A dificuldade em instituir uma sociedade “de uso” reside nas transformações paradigmáticas de caráter culturais, governamentais, econômicas e produtivas que
24 O selo do FSC (Forest Stewardship Council) atesta que o produto florestal, tanto as toras de
tronco de árvores quanto os próprios móveis de madeira, por exemplo, vem de um processo produtivo ecologicamente adequado, socialmente justo e economicamente viável.
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se fazem necessárias para alcançar tal objetivo. A “civilização industrial” se organiza de forma contrária ao fluxo contínuo de evolução e de recomposição, ou seja, é linear e unidirecional.
As matérias-primas são extraídas da natureza, depois transformadas em produtos acabados para abastecer o mercado, produzindo resíduos que representam sua única devolução para a biosfera. Daí um duplo desequilíbrio: de um lado, o esgotamento dos recursos naturais, de outro, um aumento crescente dos resíduos provenientes do consumo, que são fontes de poluição (KAZAZIAN, 2005, p. 51).
Kazazian (2005) propõe que os ciclos de vida dos produtos industriais sejam pensados em fluxos fechados, onde o foco da empresa está no controle do ciclo de vida do produto, possibilitando sua reutilização e valorização pós-consumo. Isso já é comum na indústria de eletrônicos ou, no caso das embalagens, na cadeia reversa da lata de alumínio.
Figura 4 - Solução de reutilização e de valorização do produto, por O2 France. Fonte: KAZAZIAN, 2005, p. 54.
A valorização é etapa fundamental para a concepção e o desenvolvimento de produtos que integrem a variável ambiental (Figura 4), já que permite o retorno dos materiais ao ciclo produtivo, seja pela reciclagem, como matéria-prima secundária, seja pelo reaproveitamento energético ou pela simples atividade de compostagem25.
25 Conjunto de técnicas para controle da decomposição dos materiais orgânicos.
Matérias-primas Utilização Valorização Distribuição Fabricação Embalagem (vai e vem) Instruções para a reutilização de produtos ou componentes Reutilização em outra função Compostagem Reciclagem da matéria Reciclagem energética Matérias-primas secundárias
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Um estado ótimo, ou “optimum”, só pode ser alcançado se houverem fortes alterações nos padrões de consumo já instaurados, onde a economia predatória ultrapassa os limites de uso dos recursos. Uma economia “leve”, porém, é utópica, e se relaciona com o conceito de “desmaterialização”, que visa diminuir o fluxo de matérias-primas necessárias para o perfeito funcionamento dos sistemas humanos. Assim, o crescimento econômico se desassocia da exploração de matérias-primas, priorizando, por exemplo, valores de origem imaterial, como os conhecimentos científicos e tecnológicos (KAZAZIAN, 2005).
Desta forma, o autor propõe uma mudança de paradigma da sociedade, sempre permeando as ações do design de produto quanto à concepção dos produtos e serviços que comporão a economia “leve”, entretanto sem estabelecer uma metodologia propriamente dita para encaminhar e sistematizar esta proposta.