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3.7. Bankacılık Sistemi’nden Kaynaklanan Nedenler

Nesta subseção são consideradas as consequências associadas aos impactos ambientais gerados pela produção industrial de produtos, uma vez que são diretamente influentes no campo de atuação do design. Entende-se por impacto ambiental “o efeito sobre o ecossistema de uma ação induzida pelo homem” (WESTMAN, 1985, p. 5).

Os impactos ambientais causados pelos seres humanos e pelo seu sistema de produção são provenientes de extrações5 e emissões de agentes químicos e físicos6. Cada modalidade de impacto, portanto, carrega uma troca constante de substâncias entre os sistemas de produção e consumo e o meio ambiente. “Esse sistema, como conjunto de ações humanas na sua complexidade, determinou e continua a determinar uma situação insustentável de carga e descarga para o meio ambiente” (MANZINI; VEZZOLI, 2008, p. 326).

Os impactos podem ter proporções locais, quando os efeitos danosos não ultrapassam o sítio de produção e arredores (ruas e avenidas); regionais, quando os efeitos se dispersam para regiões vizinhas às regiões industriais; ou globais, quando tomam proporções mundiais. Neste contexto, existem alguns indicadores para estimar o potencial de degradação ambiental de produtos e processos, a partir dos quais são definidas categorias de impactos ambientais utilizadas em estudos de ACV, por exemplo. Alguns dos principais indicadores são:

- Aquecimento global;

- Redução da camada de ozônio; - Desmatamento;

- Esgotamento de recursos naturais; - Crise energética;

- Perda da diversidade biológica;

5 Ato de extrair substâncias e recursos do meio ambiente.

CAPÍTULO 1 | APRESENTAÇÃO

- Desertificação dos solos;

- Aumento progressivo do volume de lixo; - Poluição do solo, água e ar;

- Chuva ácida.

Outros aspectos são igualmente relevantes neste contexto, como algumas categorias principais de impactos ambientais:

- Depleção (ou diminuição/consumo) de recursos naturais: - Depleção de recursos energéticos (DRE);

- Depleção de recursos materiais (DRM). - Uso do solo (efeitos diversos sobre o solo); - Uso de espaço para disposição final;

- Mudanças climáticas (MC);

- Depleção do ozônio estratosférico (DOE);

- Formação de foto-oxidantes (compostos oxidantes na atmosfera) (FFO); - Acidificação (AC) e eutrofização (EUT) (excesso de compostos químicos ricos

em fósforo ou nitrogênio numa massa de água, elevando o número de algas); - Toxidade humana (TH); e eco-toxidade (toxidade no meio ambiente) (ET).

E, dentre as consequências dos impactos ambientais, pode-se citar:

- Exaustão das reservas de componentes utilizados em nosso sistema de produção e consumo, como combustíveis fósseis, por exemplo;

- A chuva ácida, responsável pelo acúmulo de ácido no solo e na água, pode impedir o crescimento das árvores, promover a corrosão de monumentos e edifícios, contaminar as águas, e causar riscos à saúde (como problemas respiratórios) (SÁNCHEZ, 2010);

- O derretimento das geleiras do Ártico e da Antártida representam um alerta para a crise climática. Outros problemas proveem de pragas, proliferação de algas no mar (alimentadas por poluição gerada pela atividade humana), novas doenças, além do retorno daquelas que já estavam controladas, etc.

CAPÍTULO 1 | APRESENTAÇÃO

A geração de lixo urbano e a disponibilidade de espaços para despejar e tratar os rejeitos têm estado em evidência no Brasil. Do total de resíduos sólidos urbanos coletados nos diferentes municípios brasileiros, mais da metade tem destinação inadequada7. As consequências são a contaminação do solo e dos lençóis aquáticos, além dos riscos de explosão durante a descarga.

Os locais mais comuns de destinação dos resíduos sólidos são: os aterros sanitários8, onde são aplicadas técnicas de engenharia9 e normas operacionais para “confinar” os resíduos, a fim de garantir a preservação do meio ambiente e da saúde pública; os aterros controlados, nos quais não há a aplicação destas técnicas; e os lixões, que são vazadouros a céu aberto, ou seja, o lixo é depositado sem qualquer controle (ABRELPE, 2007). A contribuição dos produtos decorrentes da atividade projetual em design é significativa para alimentar este cenário, com destaque para o setor de embalagens.

Em vista das consequências ambientais do modelo de vida contemporâneo, não se pode deixar de colocar que alguns dos avanços alcançados em áreas como da medicina e da comunicação, frutos da revolução científica tecnológica, trouxeram melhorias para a humanidade, mas não são garantia de sabedoria para utilizá-los10. O design pode contribuir na concepção e no projeto de produtos ambientalmente mais adequados, com o uso destas novas tecnologias.

Para que os produtos e sistemas de produtos gerados a partir de novos processos produtivos tenham um impacto mínimo sobre o meio ambiente, é importante considerar a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), ou seja, a previsão de conseqüências ambientais futuras de uma decisão, proposta ou ação presente.

7Os dados valem para os resíduos coletados (195 mil toneladas/dia), sem contar os não coletados,

que somam mais de 10 milhões de toneladas anualmente (ABRELPE, 2010).

8Os problemas na coleta seletiva e a sua não ocorrência em diversas regiões do país tornam comum

a presença de materiais recicláveis (plásticos, vidros, metais e papéis) em aterros sanitários.

9 Impermeabilização do solo; drenagem superficial; remoção/tratamento do líquido percolado; e

cobertura diária dos resíduos depositados.

10O poder tecnológico conquistado ao longo dos anos deve ser empregado, por exemplo, para a

criação e o desenvolvimento de carros elétricos movidos à célula de hidrogênio; de transportes terrestres híbridos; de painéis solares; de turbinas eólicas; de políticas ambientais que incentivem uma mudança social e cultural; etc.

CAPÍTULO 1 | APRESENTAÇÃO

O campo de aplicação da AIA corresponde ao conjunto de ações humanas, incluindo o desenvolvimento de produtos, sujeito a análises que identifiquem e classifiquem os impactos significativos. “Um adequado planejamento dos estudos ambientais, calcado naquilo que é realmente relevante para a tomada de decisão, é a chave da eficácia da avaliação de impacto ambiental” (SÁNCHEZ, 2010, p. 134). Desta forma, a AIA pode contribuir para a escolha de processos que gerem menores danos ao meio ambiente, podendo, assim, estar associada ao estudo de ACV e, consequentemente, à aplicação de certificações ambientais que garantam a conformidade do sistema ou produto avaliado.