Hipotez 2: Bankaların son beş yıldaki performans düzeyi artmıştır Hipotez 3: Halkla ilişkiler faaliyetleri uygulama düzeyi yüksek olan
3.3. Araştırma Bulguları ve Değerlendirilmes
3.2.6. Bankaların Performans Düzey
O horário integral, o almoço na escola e o envolvimento dos estudantes em práticas esportivas são características do funcionamento diário da escola que, reunidas, contribuem para a comodidade dos pais e para a segurança dos filhos.
Primeiro, o seguinte, como eu trabalho o dia todo e meu marido também ... é ... fica muito difícil a gente manter os filhos em casa em um período, ou à tarde, ou de manhã, como são as escolas brasileiras. Então, eu acho que para quem trabalha é muito complicado. Se eu fizesse a opção por uma escola brasileira, eu queria que meu filho fizesse um curso de inglês, ou fizesse um esporte, fizesse alguma coisa que com certeza teria que ser no horário da tarde e eu teria que disponibilizar uma pessoa pra levar, pra acompanhar. E eu não tenho esse tempo, nem o meu marido. Realmente nós não temos esse tempo para dedicar com tanta ... tanta ... é ... afinco quanto eu gostaria que realmente fosse. Então eu fiz a opção por isso. Primeiro por isso. E a escola [...] é uma escola
[...] que é um pouco mais cara mas, em compensação ... por exemplo [...] eu não preciso de ter cozinheira, eu não preciso ... na minha casa não tem almoço, porque com certeza os meus filhos estão na escola ... é ... com uma alimentação feita por uma nutricionista ... é ... os lanches, o horário de comida, os intervalos são feitos, eles são obrigados a ter essa educação alimentar, porque eles comem de três em três horas. Eu acho que na casa da gente a coisa fica meio dispersa. Então, economicamente eu coloquei em peso, eu vou ter que ter um motorista, eu vou ter que ter uma babá, ou uma acompanhante, uma secretária, mais uma cozinheira. Isso tudo e ainda a dúvida de ... “Será que isso tá sendo feito, realizado direito?”. Então, pra mim foi muito mais tranqüilo, nesse momento, saber que eles estão num local fechado, monitorado e fazendo algo, assim, interessante para eles, no sentido de ... voltado pra educação. Então foi realmente por isso. (Mãe de alunos do ensino fundamental e médio).
Segundo lugar é ... o período integral que eu achei que seria interessante. [...] então eu acho que dá mais seqüência ao estudo e a criança ... é ... eles gostam. Não fica cansado ... tem criança que nem quer vir embora. Porque é diversificado. Por exemplo, a Educação Física ... parece que eles têm mais tempo pras coisas. Não é aquele método, aquela correria de ... de onze e meia, né, que chega em casa para almoçar ou ... Então, eu acho que ... e dá mais tempo para gente também, para a mãe fazer o que tiver que fazer, enquanto a criança está na escola para depois, quando chegar, ter uma dedicação maior. (Mãe de aluno do ensino fundamental). Geralmente vinham filhos de gente, assim, que não tinha muito tempo, porque fica o dia inteiro [comentando sobre os outros pais]. Faz horário integral, fazia esporte ... lá ... então o pai punha lá de manhã e preocupava em buscar quatro e meia da tarde, né? Às vezes trabalhavam ... então ... e eu acho que ... essa facilidade. (Mãe de ex-alunos de ensino fundamental e médio)
E são pessoas que, muitas vezes ... dá-me a impressão, não sei tá, não tenho condição de falar isso abertamente [...] dá-me a impressão que colocam as crianças lá porque vão ficar lá o dia inteiro, semi-internados, e os pais vão ficar livres pra ... livres pra fazer o que quiserem, pra ir pras boutiques, pra ... sei lá pra quê ... Dá-me a impressão que os pais querem ficar livres das crianças ... tá. E ... eu diria que muitos ... muitas delas ficam sem limites por causa disso. Então elas são crianças de difícil relacionamento. (Mãe de ex-alunos do ensino fundamental.)
Os aspectos relativos à comodidade ou praticidade cotidiana poderiam ser associados a categorias de escolha do estabelecimento formuladas por pesquisadores estrangeiros, que se referem a outros contextos nacionais. O estudo de Ballion (1986b), por exemplo, registra razões de natureza prática determinando condutas “funcionais” por parte de famílias francesas menos favorecidas econômica e culturalmente. Trata-se de escolhas
que tomam como critério razões de ordem prática, e não de ordem intelectual, como por exemplo, a qualidade do ensino. Por outro lado, a pesquisa dos autores ingleses Gewirtz, Ball e Bowe (1995) detecta uma atenção concentrada nas questões de praticidade, em meio às razões que justificam a escolha de um ou outro estabelecimento, no caso dos “disconnected choosers”, ou seja, famílias “desconectadas” do mercado escolar, indiferentes à variedade de aspectos que definem propostas pedagógicas distintas entre as escolas.
No caso desta pesquisa, a praticidade aparece, de forma diversa do que foi apontado por esses trabalhos, fortemente relacionada à questão do tempo dos pais. O horário integral surge como a solução para o problema de pais favorecidos economicamente, mas que não dispõem de tempo de dedicação aos filhos. Para suprir sua ausência, no entanto, eles levam em conta outros fatores que devem estar associados ao horário integral e que compõem então uma comodidade particular: a garantia de segurança “social” e física de seus filhos. Os relatos revelam uma ansiedade em assegurar-se de que seus filhos estejam “fechados, monitorados e fazendo algo de interessante”. A situação de extremo privilégio, do ponto de vista financeiro, de algumas das famílias da EABH, e a correspondência entre essa condição e as expectativas particulares desses grupos em relação à escola são confirmadas no depoimento de um ex-professor.
Porque a gente tinha filhos de pessoas importantíssimas lá dentro e seriam facilmente um alvo, tanto é que a escola americana nunca cresceu muito, justamente porque a gente nunca fez muita propaganda lá dentro. Por quê? Porque a gente não queria que ela ficasse conhecida, porque escola americana é sinônimo de gente rica, e gente rica ... né, sinônimo de seqüestro, etc e tal. (Ex-professor)
Também o discurso de outra ex-professora da instituição confirma tanto a situação de alto favorecimento econômico das famílias, como suas expectativas particulares associadas a essa condição e à preocupação com a segurança física dos filhos.
Eu diria que na maioria dos casos [...] os muito ricos morrem de pavor dos filhos deles freqüentarem ... quando eu digo muito rico eu digo milionários [...]. Então, isso de sete e meia da manhã até três e meia da tarde, com um programa de esportes, de inglês o dia inteiro, de almoço, de tudo, quando os pais estão viajando a negócios intensamente, ou socialmente, é uma coisa super interessante. [...] Depois ... a pressa que nós vivemos hoje faz com que todo mundo queira já, aqui, tudo ao
mesmo tempo, agora, sabe como? Então, o inglês não seria diferente não: “Quero que meu filho saiba inglês e não fique vinte anos no curso tal, não sei mais o que ... estudando por pedacinhos”. [...] Segurança corporal, física [...] Sim, por causa do seqüestro, esse tipo de coisa que têm hoje os ricos. (Ex-professora)