BÖLÜM 5. OTOMOTİV FREN SİSTEMLERİNDE BALATALAR
5.1. Balata Üretiminde Kullanılan Malzemeler
A educação ambiental de abordagem crítica e transformadora tem se configurado em importante eixo capaz de construir e concretizar, em espaços formais e não formais da educação, uma prática pedagógica instrumentalizadora para uma nova era, onde os saberes desvinculados da realidade não têm mais razão de ser, tampouco uma visão maniqueísta de
mundo, o isolamento das disciplinas, a ditadura do racionalismo, as dicotomias que separam alma e corpo, razão e emoção, teoria e prática.
No entanto, alguns questionamentos dominam as reflexões voltadas às questões da sustentabilidade e ao papel da educação na construção de uma nova “utopia social”: quais seus limites e possibilidades nesse processo de aprender a construir sociedades sustentáveis? Essa é uma utopia possível num mundo que se globaliza em termos de economia, informação, tecnologia, mas que exclui cada vez maiores contingentes populacionais dos benefícios da modernidade? Que cada vez mais produz poderosos capitais simbólicos de dominação e alienação?
Qual o papel social da educação, sobretudo a educação pública, nesse processo vertiginoso de produção de conhecimento e informação, de tecnologias informacionais sofisticadíssimas, que constituem a nova moeda de poder e concentração de riquezas, novas formas de desigualdade?
Construir propostas de educação para a cidadania supõe autonomia, aprendizado da capacidade de autogerenciamento, informação, conhecimento situado e significativo, diálogo, leitura crítica de mundo. Reclama renovação e assunção de valores éticos de solidariedade, de convivência, respeito à vida, respeito ao outro e à diversidade de culturas. Demanda o aprendizado de formas de produção material da subsistência numa sociedade regida pelo racionalismo mercadológico, pelo consumismo, onde a competitividade, a eficácia e o lucro se sobrepõem ao respeito e à valorização da dignidade humana.
A educação para a cidadania ambiental e para a sustentabilidade emerge solicitando uma nova ciência que articule o ambiental e o social, que comporte novas racionalidades, a reflexiva e a ambiental, na composição de uma pedagogia da complexidade ambiental (Leff, 2003).
Uma ciência capaz de levar à internalização das questões ambientais, ao comprometimento ético e político com novas posturas e sentidos comuns diante das urgências que se apresentam para a construção da sustentabilidade econômica, ecológica, social e cultural, sustentabilidade que, com o processo de globalização dos riscos, passa a ser de caráter planetário.
Para essa transformação do potencial educativo na incorporação dos desafios e princípios da sustentabilidade, Pedro Roberto Jacobi (2005) ressalta a necessária mudança
paradigmática, orientada por mudanças de percepção e de valores, capazes de conduzir a educação das gerações atuais rumo a novas leituras e interpretações da realidade socioambiental.
Jacobi refere à impossibilidade de ações efetivas e comprometidas com as necessárias transformações nas relações entre meio ambiente e sociedade sem o envolvimento de um conjunto de atores do universo educativo em todos os níveis,
potencializando o engajamento dos diversos sistemas de conhecimento e a comunidade universitária numa perspectiva interdisciplinar (2005, p. 240).
No mesmo artigo, o autor traz à reflexão também a tímida presença do debate ambiental nos programas acadêmicos disciplinares ou interdisciplinares, nos eixos curriculares e propostas pedagógicas e na formação de professores, tornando deficitárias as bases da aquisição de conhecimentos, valores e atitudes compatíveis com a transformação de uma sociedade crescentemente ameaçada pelos riscos ambientais em uma sociedade sustentável.
Às políticas educacionais se impõe um amplo desafio: desenvolver processos de formação nas instituições de ensino que contemplem a possibilidade de construir conhecimentos que possibilitam essa percepção dos riscos e processos de uma sociedade ameaçada pela sua própria construção histórica. Ao mesmo tempo, traga aos educandos o desenvolvimento de valores e habilidades capazes de construírem os elementos para novas racionalidades, pautados em um novo paradigma de ciência.
A inserção da educação para a cidadania ambiental numa perspectiva crítica ocorre na medida em que o professor assume uma postura reflexiva. Entende-se a educação ambiental, sob a ótica de uma “educação para a cidadania ambiental” como uma prática político-pedagógica. Assim sendo, representa a possibilidade de motivar e sensibilizar as pessoas para transformar as diversas formas de participação em potenciais fatores de dinamização da sociedade e de ampliação da responsabilidade sócio-ambiental.
Trata-se de criar as condições para a ruptura com a cultura política dominante e para a construção de uma nova proposta de sociabilidade, baseada na educação para a participação. Esta se concretizará principalmente pela presença crescente de uma pluralidade de atores que, através da ativação do seu potencial de participação terão cada vez mais condições de intervir consistentemente e sem tutela nos processos decisórios de
interesse público, legitimando e consolidando propostas de gestão baseadas na garantia do acesso à informação, e na consolidação de espaços abertos à participação.
A prática pedagógica que realmente tem sentido busca trazer a vida ao interior da escola, porque considera a complexidade de relações culturais, afetivas, psicológicas e cognitivas que cada aluno traz para a instituição. Considera o novo conjunto de relações que se estabelecem no interior das salas de aula e de toda a unidade escolar, a riqueza e diversidade de interpretações que cada indivíduo elabora intra e intersubjetivamente, e, ao mesmo tempo, a dinâmica de novas interpretações que surgem a cada dia no contexto comunitário.
A educação ambiental e seus referenciais teórico-metodológicos têm se configurado em importante eixo capaz de construir e concretizar, em espaços formais e informais da educação, uma prática pedagógica instrumentalizadora para uma nova era, onde os saberes desvinculados da realidade não têm mais razão de ser, tampouco uma visão maniqueísta de mundo, o isolamento das disciplinas, a ditadura do racionalismo, as dicotomias que separam alma e corpo, razão e emoção, teoria e prática.
Na esteira dessas proposições, a elaboração da Agenda 21 na educação tem como premissa e condição, o envolvimento de uma gama de atores no processo de pensar e refletir sobre seu espaço de vida, os potenciais e desafios de seu patrimônio, de seu território de vida cotidiana. Abre caminhos para incrementar o potencial da escola que, embora atrelada ao institucional, pode se tornar um espaço possível de diálogos horizontalizados, de aprendizagem do exercício da democracia participativa, mediando experiências de diferentes sujeitos autores-atores locais na construção de projetos de intervenção coletivos.
Nesse contexto, a “educação para a cidadania ambiental” aponta para a necessidade de elaboração de propostas pedagógicas centradas na conscientização, mudança de atitude e comportamento, desenvolvimento de competências, capacidade de avaliação e participação dos educandos. A relação entre meio ambiente e educação para a cidadania assume um papel cada vez mais desafiador demandando a emergência de novos saberes para apreender processos sociais que se complexificam e riscos ambientais que se intensificam.
Nas suas múltiplas possibilidades, a educação para a cidadania ambiental abre um estimulante espaço para se repensar as práticas sociais e o papel dos educadores como
mediadores e transmissores de um conhecimento necessário para que os alunos adquiram uma base adequada de compreensão essencial do meio ambiente global e local, da interdependência dos problemas e soluções e da importância da responsabilidade de cada um para construir uma sociedade planetária mais eqüitativa e ambientalmente sustentável.