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Bakım Yönetimi Yaklaşımlarının Tarihçesi

3. BAKIM YAKLAŞIMLARI

3.1 Bakım Yönetimi Yaklaşımlarının Tarihçesi

No quarto evangelho, algumas mulheres não apenas falam ou pedem, também de- monstram autoridade, como já advertimos. Seguindo nossa linha de raciocínio, veremos como elas agiam dentro do grupo e quais suas relações com o ministério de Jesus. Começa- remos, então, analisando as personagens mais importantes, a quem o redator dispensou pelo menos duas ou três perícopes para colocá-las como protagonistas de uma história, depen- dendo da forma de análise que fazemos.

A mãe de Jesus, no capítulo 2 de João, intercede por uma festa de noivado, antecipan- do assim o ministério de Jesus. A frase usada pelo evangelista é misteriosa e parece apontar para o sacrifício na cruz. Assim, vemos o nível de comprometimento da mulher que tem suas falas e ações que lembram o martírio de seu mestre, conforme veremos a seguir.

Entre tantas possibilidades para esse diálogo, a palavra de Jesus “a sua hora” pode re- presentar seu martírio, mas também se tornará “o início dos sinais”99. Aqui, simbolicamente, a mãe de Jesus representa Israel, que precisa do socorro de Deus por meio de seu filho.

Outro aspecto é a autoridade da mãe, que diz aos empregados (Jo 2,5)“Fazei tudo quanto ele vos disser”. Seria a voz de uma representante reconhecida no meio da comuni- dade? Poderíamos então considerar essa ideia possível dentro de nossas expectativas.

Outras mulheres importantes dentro do contexto desse livro são as irmãs Marta e Ma- ria. Cada uma tem um papel diferente e representa um tipo de autoridade dentro do cristia- nismo. Não temos condições de fazer uma exegese, mas alguns pequenos pontos vão nos nortear para demonstrar a força ministerial dessas duas personagens.

Um primeiro ponto é a expressão que é usada para falar do personagem que aparente- mente parece ser o mais importante no cenário. Lázaro é apresentado pela frase Hn de, tij que em uma tradução literal ficaria assim: “Estava alguém”; o pronome indefinido enclítico tij talvez fosse mais bem traduzido “alguém, qualquer um”, que colocaria esse personagem em um plano inferior às irmãs.

Na continuação do texto fica evidente que elas enviam ou mandam mensageiros até Je- sus. Essa frase mostra a autoridade dessas irmãs e elas ainda mandam dizer que Jesus o amava filei/j - “essa expressão denota um afeto que é relacionado a um nível de amor entre amigos ou irmãos”; seria outra frase em que sua forma demonstraria certa inferioridade relacionada a Marta, por exemplo, como explicaremos um pouco mais adiante. Vemos a mesma palavra sendo usada mais à frente, relacionada novamente ao seu irmão Lázaro, quando Jesus chora, que os judeus reforçarão a expressão evfi,lei no verso 36.

Mas, no verso 5, a forma de amor de Jesus direcionada a Marta é superior, pois Hga,pa é a forma de amor incondicional dirigida a ela, seguindo sua irmã e Lázaro respectivamente. Esses pontos já nos ajudariam a entender o valor de Marta, mas a frase que é colocada em sua boca (Jo 11,27) “eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo

enfatiza essa particularidade. “Marta desempenha na comunidade joanina papel semelhante ao de Pedro, na comunidade de Mateus (Mt 16,15-19)”.100 Da mesma forma, outro fator im- portante é apresentado no final do capítulo (20,31), em que sua confissão de fé é repetida.

Quando falamos de Maria a irmã de Marta, percebemos o prestígio de seu ministério dentro da comunidade. No início do texto, ela é apresentada como a irmã que ungiu os pés de Jesus, fato que marcou a comunidade e que devia ser conhecido de muitos. A frase de Maria é idêntica a de Marta, nos faz lembrar a fé paulina (1Co 11,1) “Sede meus imitadores”, em que Maria reproduz a ação de Marta.

No capítulo 12, temos uma cena tão importante que relembra a atitude do mestre na ceia. Maria é responsável pela adoração que é atestada por João com seu típico relato exage- rado e que nessa perspectiva Maria agrada a Jesus, como também enfurece os falsos crentes. Confirma-se aqui (Jo 15,18) “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim”. O repúdio, que nos sinóticos foi sinalizado pelos fariseus e judeus, aqui é associado a Judas, chamado, nessa perícope, de ladrão.

100 LOPES, Mercedes. A Confissão de Marta: Leitura a partir de uma ótica de gênero. São Paulo: Ed. Paulinas,

Na cruz, temos diversas mulheres, ainda que algumas não possam ser identificadas plenamente, sabemos que lá estavam Maria Madalena, as Marias e a mãe de Jesus diante dos momentos finais do seu martírio. Aquelas que foram fiéis até o fim juntamente com o discípu- lo amado. Acreditamos que o ministério dessas mulheres era inconfundível na comunidade, pois estar aos pés da cruz, onde os apóstolos não estiveram, dá a essas personagens um prestí- gio inestimável.

O discípulo amado e a mãe de Jesus são tão importantes que os dois são agora aparen- tados por meio de Cristo. Por isso entram na comunidade como autoridades, afinal os dois serão agora membros da família de Jesus, a mãe pela ordem natural e o discípulo amado por adoção.

Por fim, temos Maria Madalena, a primeira pessoa a ver a ressurreição; não se pode negligenciar esse fato, essa personagem é importantíssima para a história da igreja. Alguns fatores nos fazem perceber quão importante é essa mulher na tradição. Primeiro ela está na crucificação, depois ela é a primeira a encontrar o sepulcro vazio e avisa aos discípulos. Em seguida, ela vê anjos, algo que nem os discípulos teriam visto, mesmo entrando no sepulcro, como o caso de Pedro e o discípulo amado. Seguindo o relato, Jesus fala com ela usando a mesma frase dos anjos e, após esse breve diálogo, Jesus a chama pelo nome, e assim é reco- nhecido como o pastor que chama suas ovelhas (Jo 10,10).

A frase dita por Jesus originalmente diz para ela não o segurar porque ainda não teria ido ao pai e a manda anunciar aos seus irmãos; ela retorna para fazer seu anúncio aos discípu- los. Em todas essas passagens as mulheres estão destacadas de forma impar. A partir da mãe de Jesus até Maria Madalena cada uma delas, citadas acima, teve seu papel motivado pelo amor incondicional que sentia pelo mestre. As frases que usaram se tornaram esperança, a- núncio evangelístico, confissão de fé, sinal de adoração e atitudes que refletiram na comuni- dade como amor ao mestre acima da própria vida. O que foi presenteado por Jesus com res- postas afirmativas nos sinais ou anúncios com esperança messiânica.

Benzer Belgeler