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EYLEM SONRAS

4.2. Bakım Verenlerin Sağlık/İyilik Halinin Bozulmasına Neden Olan Durumlar

Pode-se dizer que políticas públicas de inclusão digital são, basicamente, iniciativas que buscam promover, à coletividade brasileira, conhecimento mínimo para utilizar os recursos da tecnologia de informação e comunicação, bem como propiciar a aquisição e a utilização dos recursos físicos, como, por exemplo, o computador com acesso à rede mundial, a Internet.

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Ipsos Opinion - O grupo Ipsos é um dos lideres globais no fornecimento de pesquisas de marketing, propaganda, mídia, satisfação do consumidor e pesquisa de opinião pública e social. Fundada na França em 1975, a Ipsos é uma empresa independente, com capital aberto, administrada por profissionais de pesquisa. Suas ações são negociadas na Bolsa de Paris desde 1º de julho de 1999. Desde 1990 foram criadas ou adquiridas mais de 40 empresas no mundo. No Brasil é a maior empresa de pesquisa de mercado ad hoc.

A preocupação em incluir digitalmente a sociedade, não se restringe às fronteiras brasileiras. Este é um problema de diversos países e, cada um, de acordo com seu contexto e realidade, está buscando a promoção dessa inclusão, visto seu impacto na esfera da cidadania do indivíduo, no que se refere à sua possibilidade de participar de forma ativa na sociedade.

No cenário brasileiro, a realidade sobre renda, educação e acesso a tecnologias de informação e comunicação, consideradas como pilares da inclusão digital, possibilita perceber o grande desafio imposto aos brasileiros, para que possam, se não eliminar, minimizar, de forma substancial, o analfabetismo funcional e digital que assola o país.

Atualmente, existem algumas políticas públicas de inclusão digital que sustentam programas de iniciativa municipal, estadual e federal.

As políticas públicas em nível federal estão sob a coordenação do Ministério da Educação, voltadas à estruturação digital das escolas e a capacitação dos docentes, com o objetivo de promover a apropriação das mídias pela prática docente – ProInfo10 e sob a coordenação do Ministério de Ciência e Tecnologia, responsável pela coordenação do Projeto GESAC11, do comitê executivo do Projeto Casa Brasil12 e do Programa Cidadão Conectado – Computador para Todos13. Foram aprovadas

10 ProInfo - é um programa educacional criado em 9 de abril de 1997 pelo MEC - Ministério da Educação (Portaria MEC 522) para promover o uso da Telemática como ferramenta de enriquecimento pedagógico no ensino público fundamental e médio, cujas estratégias de implementação constam do documento Diretrizes do Programa Nacional de Informática na Educação, de julho de 1997.

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GESAC - Governo Eletrônico – programa de Inclusão Digital do Governo Federal, criado em 2003 sob coordenação do Ministério das Comunicações que oferece Serviço de Atendimento ao Cidadão. 12

Projeto Casa Brasil – programa de inclusão digital e social do Governo Federal voltado para a população de baixa renda que não possui condições de adquiri acesso individual à Internet. A Secretaria-Executiva do Casa Brasil foi estabelecida por decreto presidencial em 10 de março de 2005. Dois comitês previstos neste decreto definem os rumos do projeto: o Comitê Gestor, coordenado pela Casa Civil da Presidência da República, e o Comitê Executivo, coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, sendo o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação ( ITI ), autarquia vinculada a Casa Civil da Presidência da República, a Secretaria-Executiva de ambos. A Coordenação do projeto Casa Brasil foi estabelecida por Portaria do Comitê Gestor em 19 de janeiro de 2007.

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Programa Cidadão Conectado – Computador para Todos – instituído pelo Decreto N 5.542, de 20 de setembro de 2005.

também as legislações como o FUST14 e a Lei da informática15, que tem caráter de incentivo fiscal.

Em relação ao FUST, a pesquisa faz referência à contribuição que as companhias de telecomunicações têm feito, de 1% de seus lucros, ao FUST, e que tem ficado retida de forma a financiar o ajuste fiscal brasileiro, descaracterizando a sua função original.

Em matéria editada, anteriormente, na Revista Educação16, foi apresentada a mesma questão, exposta pela FGV, em relação ao FUST. A notícia era de que o Governo Federal assegurava R$ 3,4 bilhões (valor referendado pelo mês de dezembro de 2004), de fundo para a inclusão digital, retardando investimentos em escolas e bibliotecas, não cumprindo, desta forma, o objetivo deste fundo, de levar a Internet a escolas públicas, bibliotecas, instituições de saúde e órgãos de segurança de todo o país e, em especial, aos municípios mais pobres.

Esta reportagem também destacava, em seu corpo, o conflito entre duas leis vigentes: a lei que criou o FUST e a Lei Geral de Telecomunicações17, a dificuldade em operacionalizar o FUST, pois em sua redação encontra-se certa confusão provocada por esta lei ser específica até certo ponto e, ao mesmo tempo, genérica até certo ponto. Também foi alvo de críticas a ausência da construção de Telecentros18, na lei do FUST, indicando que existiam cinco projetos de lei buscando a regulamentação do fundo que defendiam a inserção dos Telecentros, mas que não havia nenhuma previsão de tempo quanto à aprovação de um destes projetos pelo Congresso.

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FUST – Fundo de Universalização do Sistema de Telecomunicações, criado em agosto de 2000, após a privatização dos serviços de telecomunicações. O objetivo era levar a Internet a escolas públicas, bibliotecas, instituições de saúde e órgãos de segurança de todo o país e, em especial, aos municípios mais pobres.

15 Lei da Informática - LEI N 8.248, de 23 de outubro de 1991. Dispõe sobre a capacitação e competitividade do setor de informática e automação, e dá outras providências.

16 REVISTA EDUCAÇÃO, ANO 9, n 103, SÃO PAULO, EDITORA SEGMENTO, NOVEMBRO DE 2005.

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Lei Geral de Telecomunicações - LEI Nº 9.472, DE 16 DE JULHO DE 1997. 18

Telecentros - Telecentros são espaços com computadores conectados à Internet banda larga. Cada unidade possui normalmente entre 10 e 20 micros. O uso livre dos equipamentos, cursos de informática básica e oficinas especiais são as principais atividades oferecidas à população.

A revista, A Rede (2006), divulgou em uma de suas reportagens, que a arrecadação anual do FUST chega a R$ 600 milhões por ano, já tendo acumulado mais de R$ 6 bilhões que até então nunca foram usados, reafirmando a dificuldade de fazer uso desse dinheiro, que está nas políticas públicas de inclusão digital, nas diversas interpretações da lei que criou esse fundo.

O que se pode observar é que, existindo um fundo que, certamente, aceleraria a inclusão digital brasileira, vários autores sinalizam, há algum tempo, que sua utilização, objetivando este fim, não está ocorrendo.

Pode-se citar, nesse trabalho, outras ações de inclusão digital, tais como a inserção de pontos eletrônicos em locais com muito fluxo de pessoas, através de totens que oferecem acesso restrito à Internet, o CDI19, que leva cursos de informática para favelas e bairros, através do voluntariado e de doação de equipamentos de informática das empresas, a utilização do software livre20 pelo setor público. A opção do setor público pelo software livre, além de trazer a vantagem de economizar vultosas quantias, oriundas do pagamento das licenças para a utilização de softwares proprietários, pode permitir melhor otimização dos programas ao interesse da administração, como, também, auxiliar o processo de inclusão digital, pois permite que, ao aperfeiçoar o programa, possa liberá-lo em benefício da comunidade.

No Estado do Rio Grande do Sul – RS, pode-se citar o Programa Núcleo de Tecnologia Educacional - NTE's21, voltado à formação contínua dos professores e ao assessoramento das escolas da rede pública (Estado e Município), no uso pedagógico, bem como na área técnica (hardware e software).

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CDI – Comitê de Democratização de Informática - organização não-governamental sem fins lucrativos que, desde 1995, desenvolve o trabalho pioneiro de promover a inclusão social, utilizando a tecnologia da informação como um instrumento para a construção e o exercício da cidadania.

20

Software livre - é o software disponível com a permissão para qualquer um usá-lo, copiá-lo, e distribuí-lo, seja na sua forma original ou com modificações, seja gratuitamente ou com custo.

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Nte's - ambientes computacionais com equipe interdisciplinar de Professores Multiplicadores e técnicos qualificados.

De acordo com a pesquisa da FGV/RJ (2007), o Rio Grande do Sul ocupa a quarta posição, entre as unidades federativas, que apresenta maior grau de inclusão digital pelo Ensino Fundamental Regular, com 31,7% das 1.721.72622 matrículas iniciais, atendidas por laboratório de informática e a quinta posição, entre as unidades federativas que apresentam maior grau de inclusão digital, pelo Ensino Médio Regular, com 37% ou 144.544 das 387.48323 matrículas iniciais do ensino médio regular, com acesso a laboratórios de informática em suas escolas.

Em relatório do IBGE (2005), são apresentados os dados da Região Metropolitana de Porto Alegre, informando que, das crianças e adolescentes entre cinco e 17 anos de idade, em domicílios particulares, 21,7% possui computador e 15,1% têm acesso à Internet. Em nível de Brasil, estes dados se configuram nesse relatório, como 13,4% possui computador e 9,6% têm acesso à Internet. Na região Sul os dados apresentam que 18,5% possui computador e 13,4% têm acesso à Internet, conforme mostra o Gráfico 3, a seguir.

Gráfico 3 - Proporção de crianças e adolescentes por computador - Região Metropolitana de Porto Alegre, 2005.

Fonte: Síntese dos Indicadores Sociais – IBGE (2005).

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Censo Escolar 2001/INEP. 23

Comparando estes três níveis de dados, Brasil, Região Sul e o município de Porto Alegre, é possível identificar que esse último encontra-se em um patamar superior ao apresentado pelo país e pela região na qual se encontra.

Em nível municipal, exceto as políticas adotadas em caráter local, para prover as escolas de uma infra-estrutura tecnológica, pode-se perceber alguns municípios brasileiros, tais como São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, adotando a implantação de espaços públicos de inclusão digital - Telecentros - com o propósito de difundir, junto à comunidade excluída da rede formal de ensino, o acesso e a utilização do computador e da Internet.

As políticas públicas que apóiam a instalação de Telecentros são sustentadas pela parceria público-privada, apresentando características comuns quanto à metodologia de implantação destes espaços. Um dos objetivos prevê promover uma inclusão digital pautada por uma educação que vise ampliar o exercício da cidadania. Para tal, esta educação precisa transcender à transmissão de saberes técnicos e procedimentos que remetem, simplesmente, à utilização dos recursos midiáticos, ao seu manuseio. Três pilares formam um tripé fundamental para que a inclusão digital aconteça: TIC’s, renda e educação.

Embora as políticas públicas, que promovem o acesso à sociedade brasileira, sejam importantes, não é suficiente disponibilizar o acesso à Internet ou facilitar a aquisição dos computadores, seja por redução de preço ou facilidades de pagamento, se o país continua inadimplente, com significativa parcela da sociedade, em questões sociais como o analfabetismo e o baixo nível da educação básica e da renda. A necessidade de um processo de alfabetização tecnológica, a capacitação no uso do software e do hardware, e a oportunidade de utilização constante desses meios, na promoção do aprendizado, são essenciais ao processo de inclusão digital.

Os espaços de inclusão digital precisam propiciar um ensino sobre as tecnologias de informação e comunicação que não prescinda da reflexão educativa de que, mais do que ensinar como usar, é preciso ensinar para que usar, quando usar e quais os benefícios individuais e coletivos resultantes deste usar. Em qualquer espaço de inclusão digital, mais do que o conhecimento técnico, a educação deve ser promovida por projetos que visem ensinar as pessoas a estarem no planeta, aprendendo a dividir, a viver, a comunicar, a condicionar, melhorar e

compreender. A educação do futuro, segundo Morin (2003), deverá ensinar a ética da compreensão planetária, ética orientada pela democracia e pela cidadania.