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Anne Babanın Yaşam Durumuna Göre Sokak Çocuklarının Dindar‐ lık Düzeyleri

C.  Ulusal Hukukta Din ve Vicdan Özgürlüğü

IV. Dilin Çift Katlı Yapısı (Semantik Boyut)

8.  Bulgular ve Yorum

8.4.  Anne Babanın Yaşam Durumuna Göre Sokak Çocuklarının Dindar‐ lık Düzeyleri

Sobre as crianças:

Todos os alunos demonstraram compreender bem o que era esperado deles durante as sessões. Perguntamos se sabiam porque estavam ali, ao que responderam unanimemente “Para participar de uma pesquisa.” Explicamos de forma simplificada os objetivos da pesquisa e como se daria sua colaboração. Explicamos também porque apenas alguns alunos da sala haviam sido chamados (autorização dos pais). Permitimos que tirassem suas dúvidas e explicamos o que significava sua participação ser voluntária. Todos mostraram-se animados e dispostos a colaborar.

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Durante a apresentação da história motivadora foi comum que algumas crianças manifestassem reações de surpresa e até mesmo uma pequena apreensão quanto ao problema exposto pelo enredo da história. Interagiram fazendo perguntas e comentários, especialmente sobre acreditarem ou não no Papai Noel. As opiniões eram divergentes, mas a maioria ainda acreditava na existência do ‘Bom Velhinho’. A figura do duende desmaiado provocou risos e aumentou o interesse. Ao final da história, quando solicitadas a usar a imaginação e assumir a função dos duendes, diversas crianças antecipavam o que seria solicitado das professoras propondo que elas tomassem o papel da Mamãe Noel.

Ao se dirigirem aos computadores, seguiram adequadamente às instruções dadas. Mostravam-se felizes pela pesquisa ser realizada na forma de jogo informatizado.

Durante o teste as reações foram das mais diversas. Enquanto algumas crianças olhavam atentamente para a tela do computador aguardando pelo próximo grupo de figuras, outras faziam sua escolha e depois distraíam-se da tela enquanto aguardavam pela escolha dos colegas. Muitas perguntaram em que ensaio estavam, e faziam uma contagem coletiva até chegar ao ensaio de número 25. Algumas das crianças olhavam para as opções e demoravam para fazer sua escolha, como que se concentrando ou esperando que descobrissem de alguma forma a resposta correta. Outras perguntaram ainda se poderíamos dar alguma dica, e até ‘espiavam’ rapidamente a professora esperando por alguma reação dela. Cerca de 5 crianças comentaram que o jogo era muito fácil. Uma disse que esperava que fosse mais difícil, mas que tinha gostado tanto que poderia continuar jogando o dia todo. Um grupo, cuja sessão ocorreu logo no início da manhã, mostrou-se cansado após alguns ensaios, enquanto os grupos do período

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da tarde mostraram-se mais envolvidos. Um aluno de primeiro ano comentou: “Eu acertei todas!”. Verificamos posteriormente e seu número de acertos ficou dentro da média do grupo.

10 crianças tiveram dificuldade para manusear o mouse, clicando diversas vezes na mesma figura durante alguns ensaios. Essa ação gerou um problema no armazenamento de dados daquelas máquinas, que foram então inativadas e tiveram seus dados descartados quando da análise dos resultados.

Apresentamos algumas fotografias tiradas no dia das sessões. Para proteger o anonimato dos participantes, um efeito de distorção foi aplicado sobre algumas das fotografias.

Figura 15: História e instruções Figura 16: Atribuição de lugares 1

153 Figuras 19 a 24: Alunos e professor durante sessão

Figura 19 Figura 20 Figura 21 Figura 22 Figura 23 Figura 24

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Figuras 25 e 26: Supervisores acompanham a sessão

Figura 25 Figura 26

Sobre as professoras:

Assim como aconteceu com os alunos, as professoras participantes mostraram-se muito solícitas e dispostas a colaborar. Quando solicitadas, assumiram sua função frente ao computador e agiram conforme foram orientadas. Observamos diferentes posturas durante a realização do teste no que dizia respeito à sua participação. Enquanto algumas olhavam concentradas para a tela, ainda que sem esboçar nenhuma reação específica, outras apenas acompanhavam a mudança de alvos sem grande interesse ou distraíam-se da tela, voltando a se concentrar logo em seguida. Outras ainda demonstravam estar de fato envolvidas, e procuravam incentivar as crianças a fazerem suas escolhas com comentários como “Já apareceu outra figura, quem adivinha qual é?”, ou “Já escolhi a próxima imagem!”.

Em conversa com a pesquisadora, as professoras manifestaram curiosidade sobre testes anteriores e seus resultados. Uma delas perguntou honestamente se sua participação seria capaz de induzir de alguma forma a

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escolha das crianças, pois não tinha uma opinião formada. Outra comentou que não acreditava que obtivéssemos resultados positivos porque a escolha era feita pelo computador e não por ela mesma. Acreditava que se fosse ela a selecionar as imagens, seus alunos certamente teriam melhores resultados.

Sobre as máquinas inativadas:

Apesar de os testes técnicos não terem revelado este mal funcionamento, durante a realização do experimento observou-se uma ação inesperada quando algumas das crianças clicaram repetidamente em uma mesma figura durante alguns dos ensaios. Esta ação gerou um problema de armazenamento de dados. No banco de dados aquelas máquinas continham mais que 25 respostas para a rodada. Por não nos ser possível saber quais eram as escolhas feitas pelas crianças e quais respostas haviam sido armazenadas indevidamente, optamos por inativar estas máquinas e excluir seus dados da análise final de resultados.61

As máquinas cujos dados foram excluídos são as seguintes: Sessão 53 (1º B – teste): máquinas 3, 4 e 9; Sessão 55 (1º C – teste): máquinas 4 e 9; Sessão 65 (2º B – teste): máquinas 10 e 16; Sessão 66 (2º B – controle): máquinas 3 e 4; Sessão 70 (2º D - controle): máquina 4.

61 Para garantir a precisão dos resultados do experimento, uma análise completa que incluía todas as

respostas foi feita e comparada a nossa análise final. Ela evidenciou que a exclusão das respostas das máquinas citadas não interferiu nos resultados finais, que se mantiveram os mesmos, independentemente da pequena redução no número de sujeitos.

156 4.4.Resultados

Foi realizado um total de 14 sessões, sendo 7 sessões do tipo teste e 7 sessões do tipo controle. 61 alunos participaram das sessões teste, enquanto 50 alunos participaram das sessões controle62, somando 111 rodadas e 2.775 ensaios individuais (111 rodadas x 25 ensaios).

O número de acertos foi 582, sendo que o esperado pelo acaso era de 555. O maior número de acertos por aluno foi 11, e o menor foi 2. A média de acertos foi de 5.24, com nível descritivo p= 0,218. Observemos os resultados gerais na tabela do teste binomial abaixo:

TABELA 6: RESULTADOS GERAIS

N Trials Total Minimum Maximum Mean

Std. Deviation

Exact Sig. (1-tailed) Núm_Acertos 111 2775 582 2 11 5,24 2,046 ,218

Hipotetizamos que haveria diferença estatística significante entre os resultados das sessões-teste (com a participação do professor como emissor) e das sessões-controle (com um adulto emissor desconhecido), sendo os primeiros superiores aos últimos, devido à proximidade psicológica existente entre os alunos e seus professores. Observemos a comparação dos grupos na tabela a seguir:

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Lembremos que alguns alunos (das primeiras sessões da manhã) participaram tanto de sessões teste como controle, enquanto outros foram excluídos, como explicado na sessão anterior.

157 TABELA 7: