2.2. ĠLGĠLĠ ARAġTIRMALAR
2.2.2. Baba Katılımı Ġle Ġlgili Yurtiçinde Yapılan AraĢtırmalar
Segundo Warren et al. (2012), a manutenção da turgescência é um pré-
requisito necessário para o alargamento e crescimento celular, e,consequentemente,
o abastecimento limitado de água pode causar grandes reduções no crescimento
das plantas.
Quase todas as plantas podem se aclimatar ao déficit hídrico, pelo menos até
certo ponto, utilizando uma gama de respostas para manter a turgescência e
crescimento das células em potenciais mais negativos de água no solo. Essas
respostas afetam vários aspectos da fisiologia, bioquímica e biologia molecular.
No caso do gênero Eucalyptus, por exemplo, as respostas ao deficit hídrico
incluem alterações na alocação de biomassa, controle estomático, reforço da parede
celular, armazenamento de água na parede celular e osmolaridade celular.
Respostas adicionais para o déficit hídrico, relatado para outros gêneros, e que
provavelmente ocorra em Eucalyptus, são aumentos de enzimas antioxidantes, e as
alterações nas quantidades relativas e absolutas de clorofilas e carotenóides.
Um dos principais mecanismos pelos quais as plantas lidam com déficit
hídrico é o ajuste osmótico, para manter turgor celular positivo através da
acumulação ativa de solutos (KRAMER e BOYER, 1995). Normalmente, solutos
orgânicos acumulam-se no citosol contribuindo assim para o equilíbrio osmótico
entre os compartimentos e turgor geral.
As reduções do potencial osmótico foram mostradas para muitos
gêneros e espécies. Tais reduções podem ser atribuídas a uma acumulação de
solutos ativa, aumento de solutos passivos através de reduções do volume celular,
ou ambos. As reduções no potencial osmótico, geralmente são atribuídas a um
grande número de compostos (por exemplo, a betaína, prolina) e a classes de
compostos (aminoácidos, polióis cíclicos e acíclicos, compostos amônio
quaternário). Por exemplo, o aminoácido prolina pode aumentar mais de 100 vezes
em resposta ao estresse hídrico (HSIAO 1973) e pode permitir a tolerância ao stress
não só por ajuste osmótico, mas também por proteger membranas e proteínas, e/ou
por efeitos no metabolismo (HARE et al. 1998). Na leguminosa Lotus japonicus,
prolina e inositóis metilados (como pinitol, ononitol) tendem a aumentar sob
condições de estresse salino e levar ao ajuste osmótico (SANCHEZ et al. 2010). Ao
contrário, em muitas espécies de Eucalyptus, as concentrações de prolina são muito
pequenas. Em vez disso, algumas espécies (mas não todas) de Eucalyptus contêm
grande quantidade de cyclohexanepentol proto-quercitol (ARNDT et al. 2008), mas
aumentos da proto-quercitol devido à seca, tendem a ser pequenos e, assim, a sua
função (se existir) no ajuste osmótico não é clara.
Em espécies de Eucalyptus, os compostos mais consistentemente associados
ao ajuste osmótico tendem a ser mono-e di-sacáridos (WARREN et al. 2007).
Segundo Selmar (2008), as concentrações de vários metabólitos secundários
na planta são fortemente dependentes das condições de crescimento. Obviamente
que as situações de estresse tem um forte impacto no meabolismo responsável pela
acumulação de produtos naturais.
As condições de seca geralmente estão relacionadas às concentrações mais
elevadas de sal no solo. Em uma série de experimentos demonstrou-se que as
plantas que estão expostas ao estresse hídrico, de fato, produzem quantidades
maiores de metabóltos secundários, como fenóis e terpenos, assim como para as
substâncias que contêm azoto, tais como alcalóides, glicosídeos cianogênicos, ou
glucosinolatos, conforme pode ser observado nas Tabelas 1a e 1b.
Ainda, segundo Selmar (2008), não há dúvidas de que o estresse hídrico
aumenta a concentração de metabólitos secundários nas plantas. No entanto,é
necessário considerar-se que, há também, redução no crescimento da maioria das
plantas. O aumento na concentração de metabólitos secundários em plantas
submetidas ao estresse hídrico pode resultar do fato de que a biomassa é
significativamente mais baixa nessas plantas. Portanto, o importante é a relação
entre a quantidade total de metabólitos secundários e a biomassa vegetal, que no
final acaba por ser semelhante para ambas as condições, de presença ou ausência
de estresse hídrico.
Tabela 1a - Estresse hídrico implica em aumento na concentração de vários metabólitos
secundários em plantas: fenóis e terpenos
Metabólito
Espécie
Alteração concentração
Ácido clorogênico
Helianthus annuus
aumento massivo (dez vezes)
Fenol total
Echinacea purpurea
forte aumento (67%)
Fenol total
Prunus persica
maior teor em plantas estressadas
Componentes fenólicos
Thymus capitatus
maior teor em plantas estressadas
Fenol total
Hypericum brasiliense
forte aumento (superior a 80%)
Rutine
Hypericum brasiliense
aumento massivo (cerca de cinco vezes)
Flavonóides
Pisum sativum
forte aumento (45%)
Antocianinas
Pisum sativum
forte aumento (superior a 80%)
Epicatequinas
Camellia sinensis
aumento massivo
Di-hidroxi-xantona
Hypericum brasiliense
forte aumento (300%)
Tabela 1b - Estresse hídrico implica em aumento na concentração de vários metabóltos
secundários em plantas: produtos secundários em plantas contendo nitrogênio
Metabólito
Espécie
Alteração concentração
Alcalóides morfina
Papaver somniferum
forte aumento
Alcalóides cinolizidina
Lupinus angustifolius
forte aumento
Alcalóides pirrolizidina
Senecio longilobus
forte aumento
Trigonelina
Glycine max
forte aumento
Glicosídeo cianogênico
Manihot esculenta
forte aumento
Glicosídeo cianogênico
Manihot esculenta
forte aumento
Glicosídeo cianogênico
Triglochin maritima
forte aumento
Glicosídeo cianogênico
Eucalyptus cladocalyx
forte aumento
Glucosinolatos
Brassica napus
aumento massivo
Glucosinolatos
Brassica napus
aumento significativo
Fonte: Selmar (2008)
Segundo Shvaleva et al. (2005), a seca pode afetar a produção de espécies
reativas de oxigênio (ROS), ao nível celular, que pode desempenhar um papel na
sinalização intracelular e causar um stresse oxidativo. Este por sua vez, pode ser
diagnosticado pelo acúmulo de peróxidos de lípidos, proteínas oxidadas e bases de
DNA modificadas.. A desintoxicação da ROS é dependente de um sistema de
enzimas antioxidantes e metabólitos.
As defesas antioxidantes em árvores têm sido estudadas juntamente com os
stresses ambientais como altitude elevada (POLLE e RENNENBERG 1992),
poluição (WINGSLE e HALLGREN 1993) e baixa temperatura (NAKAGARA e
SAGISAKA 1984). Entretanto, poucos estudos têm se concentrado na atividade de
tais sistemas em resposta ao déficit hídrico, e raramente em plantas de eucalipto sob
condições de estresse hídrico (OSAWA et al. 1992).
Durante a desidratação, osmólitos (principalmente prolina, glicina betaína e
açúcares) podem ajudar na preservação de proteínas e na estrutura e função da
membrana (SMIRNOFF 1998).
Espécies de eucalipto, entre outras, inclusive as de rápido crescimento, são
susceptíveis e podem ser severamente afetadas pela seca. Costa e Silva et al.
(2004) estudaram dois clones de E. globulus divergentes em relação a
susceptibilidade à seca e encontraram diferenças no tipo e magnitude da resposta
ao estresse hídrico. O melhor desempenho do clone menos sensível à seca, quando
submetido a condições de estresse hídrico, foi associado a um crescimento mais
rápido de sua raiz e a uma maior condutividade hidráulica do caule em comparação
com clone mais sensível à seca (SHVALEVA et al., 2005).
3 OBJETIVOS
Os objetivos deste trabalho foram a seleção de dois clones de E. grandis x E.
camaldulensis, sendo um tolerante e um susceptível ao estresse hídrico e a
realização de análises comparativas dos perfis de proteínas e metabólitos de raiz,
nestes dois clones, submetidos a dois regimes hídricos.
4 MATERIAL E MÉTODOS
Belgede
Baba dil destek programının çocukların dil gelişimine etkisi
(sayfa 60-67)