4. ÜSTÜN PERFORMANSLI ASFALT KAPLAMA (SUPERPAVE) YÖNTEMİ
4.1. Superpave Bağlayıcı Şartnamesi
4.1.1. Bağlayıcı Yaşlandırma Yöntemleri
A partir de uma revisão de literatura atual verificamos que o nosso estudo é o primeiro a analisar o perfil de estresse oxidativo de ratos jovens e
velhos expostos ao modelo simples e acessível de enriquecimento ambiental. Verificamos que o perfil de estresse oxidativo de ratos jovens e velhos responde de maneira diferente à intervenção com o protocolo de EA, podendo estar associado a adaptações de enzimas antioxidantes e redução do dano oxidativo, como será detalhado a seguir.
Harman e colaboradores (1956) propôs pela primeira vez a teoria dos radicais livres do envelhecimento, mostrando que a produção de EROs é um dos principais determinantes de dano. Os efeitos deletérios de EROs em várias células e órgãos podem conduzir um declínio funcional dependente da idade, levando a doenças degenerativas (NAVARRO; BOVERIS, 2007).
As concentrações de peróxido de hidrogênio, uma espécie reativa de oxigênio, apresentaram-se reduzidas após 6 semanas de protocolo de atividade física voluntária no grupo JEA. As concentrações de H2O2 nos grupos VC e VEA se apresentaram menores comparadas ao JC. Porém, entre os grupos VC e VEA não verificamos diferença significativa. Acreditamos que essa redução encontrada no grupo JEA comparado ao JC se deve a uma adaptação no sistema de defesa não enzimático no tecido cardíaco.
Uma das vias de eliminação do peróxido de hidrogênio é a sua conversão em água e oxigênio pela enzima catalase. No presente estudo, no tecido cardíaco, a atividade dessa enzima encontra-se reduzida de forma significativa nos grupos JEA e VEA comparados ao JC. Já no músculo sóleo também é possível encontrar redução significativa do grupo VEA comparado ao VC. A expressão de catalase varia em tecidos diferentes do mesmo animal estando particularmente concentrada no fígado e nos eritrócitos. O encéfalo, o coração e os músculos esqueléticos apresentam pequenas quantidades desta enzima (HALLIWELL, 1991; FERREIRA, 1997). Talvez por causa da redução da quantidade de peróxido de hidrogênio no grupo JEA, não seja necessário o aumento da atividade da enzima catalase, ou outra enzima antioxidante esteja agindo, ou há ação do sistema de defesa antioxidante não enzimático.
Analisando a enzima antioxidante SOD, que catalisa a formação do peróxido de hidrogênio a partir de ânion superóxido, observamos um aumento da sua atividade apenas no grupo VEA (tanto no tecido cardíaco quanto no músculo sóleo). Vaanholt e colaboradores (2008) submeteram vários grupos de animais de 2 a 26 meses a atividade física voluntária com rodas de correr. Os autores relataram que a atividade enzimática de SOD e GPx se apresentou diminuída com a idade, mas que a atividade física voluntária foi capaz de aumentar os níveis de SOD no fígado.
Durrant e colaboradores (2009) submeteram ratos jovens e ratos velhos à atividade física voluntária através das rodas de correr. Os autores verificaram que a atividade física não só aumentou a atividade total de SOD em aortas de ratos velhos, mas também melhorou o aumento da expressão da subunidade p67 da NADPH-oxidase e o aumento da atividade da NADPH-oxidase nas aortas dos ratos velhos. Eles também relacionaram o aumento da atividade antioxidante da SOD com a restauração da perda associada à idade da dilatação vascular endotélio-dependente por supressão do estresse oxidativo. Com base neste estudo, em comentário à edição do Journal of Physiology, Lombard (2009) descreve que os efeitos benéficos da atividade física voluntária nos ratos velhos são mediados através de mecanismos pró-oxidantes e anti-oxidantes. A autora faz uma analogia da atividade física voluntária às longas caminhadas do idoso na beira da praia, ou seja, à prática de atividade física por lazer.
A GPX é uma enzima selênio-dependente que catalisa a redução do H2O2 e hidroperóxidos orgânicos (ROOH) para H2O e álcool, usando a glutationa (GSH) como doador de elétrons (FLOHÉ; GUNZLER, 1984). Está localizada tanto no citosol quanto na matriz mitocondrial. A atividade da enzima antioxidante Gpx foi analisada apenas no coração e não mostrou alterações significativas entre os grupos; talvez se o tamanho amostral fosse maior para esta análise, seria possível encontrar diferença significativa, pois, embora os desvios se apresentem elevados, há tendência no aumento (30%) da atividade da Gpx nos grupos JEA e VEA e que explicaria dois resultados:
- O aumento significativo da SOD no grupo VEA que não foi acompanhado do aumento do peróxido de hidrogênio. Talvez a GPx esteja agindo na remoção do peróxido de hidrogênio, por isso não há diferença significativa na concentração de H2O2 no grupo VEA e também não há alteração na atividade da enzima catalase neste grupo.
- A redução da concentração de peróxido de hidrogênio no grupo JEA não é acompanhada pelo aumento da atividade da enzima catalase. Se não é a catalase que está removendo o peróxido de hidrogênio, talvez seja a enzima GPx, já é possível observar uma tendência a aumento na atividade da GPx no grupo JEA.
A literatura descreve que o envelhecimento aumenta a lipoperoxidação (DE ANGELIS et al., 1997; GUARNER; RUBIO-RUIZ, 2012; SIQUEIRA et al., 2005). Entretanto, no tecido cardíaco encontramos o grupo VC com valores de lipoperoxidação reduzidos comparados ao JC; esta diferença não foi encontrada no músculo sóleo. Após 6 semanas de EA houve um aumento significativo da lipoperoxidação nos animas velhos no tecido cardíaco; este aumento não ocorre no músculo sóleo. Se observarmos a atividade das enzimas antioxidantes nos ratos velhos controles, verificamos que estas também se apresentam de forma reduzida, indicando que se há dano reduzido não há motivo para o aumento de defesa antioxidante. No entanto, vale ressaltar que o peróxido de hidrogênio pode ser reduzido através da reação de Fenton (Fe2 +/ CU+) ou Haber Weiss para um radical hidroxil (OH •), sendo este uma das espécies mais reativas. Assim, estarão expostos a maior risco de dano oxidativo os ácidos nucleicos mitocondriais, lipídios e proteínas (DAI; RABINOVITCH, 2009). Sendo assim, uma hipótese para explicar o aumento da lipoperoxidação no grupo VEA (tecido cardíaco) seria que o peróxido de hidrogênio foi reduzido através de algumas das reações descritas e formado mais radical hidroxil e este esteja agindo no aumento da lipoperoxidação. As análises de estresse oxidativo foram realizadas em todos os grupos somente no final do estudo, talvez se houvesse uma análise temporal do estresse oxidativo durante a intervenção poderíamos entender melhor o tempo e a sequência em que ocorreram as
alterações; ou se o tempo de intervenção com EA fosse maior, poderíamos encontrar redução na lipoperoxidação no grupo VEA.
Já nos ratos jovens a análise de dano por quimiluminescência mostrou que a lipoperoxidação reduziu de forma significativa nos ratos jovens que participaram do protocolo de EA, tanto no tecido cardíaco quanto no músculo sóleo. Nas membranas, a lipoperoxidação se inicia com a reação do hidrogênio do ácido graxo poliinsaturado da membrana celular com a ERO, promovendo, dessa forma, a perda da seletividade na troca iônica e formação de produtos citotóxicos, provocando em muitos casos a morte celular (HERSHKO, 1989). Corroborando com os nossos resultados é possível encontrar redução de lipoperoxidação em outros modelos de EA (rodas de correr). Cechetti e colaboradores (2012) utilizaram o protocolo de EA com rodas de correr 3 vezes na semana durante 12 semanas em camundongos machos jovens submetidos à isquemia cerebral. Eles verificaram que o EA foi capaz de reduzir a lipoperoxidação lipídica no córtex cerebral dos animais enriquecidos.
Da Silva e colaboradores (2009) compararam o efeito de diferentes modelos de exercício aeróbio (corrida contínua, treinamento intervalado e corrida em declive) sobre parâmetros de estresse oxidativo de camundongos. Os animais foram treinados durante 8 semanas. Os resultados deste estudo mostraram redução na lipoperoxidação e carbonilas dos grupos treinados nos modelos de corrida em declive e corrida contínua, juntamente com um aumento expressivo da enzima antioxidante SOD. No nosso estudo, o dano à proteína avaliada através das carbonilas se mostra reduzido de forma significativa no grupo JEA comparado ao grupo JC, tanto no tecido cardíaco quanto no músculo sóleo.
Griebasch e colaboradores (2008) verificaram no modelo de ratos jovens (Sprague-Dawley) com trauma cerebral, que apenas 7 dias de estímulo de atividade física voluntária em rodas de correr foi capaz de reduzir as carbonilas no tecido cerebral, em especial no hipocampo. Szabo e colaboradores (2010) verificaram que 14 dias de atividade física voluntária por si só é capaz de reduzir significativamente as carbonilas no tecido
cerebral, em especial no lado ipsilateral do córtex no modelo de ratos jovens (Sprague-Dawley) com trauma cerebral.
Os ratos do grupo VC, assim como na medida de lipoperoxidação, se mostraram com valores de carbonilas reduzidos comparado aos JC, sendo este resultado mantido após 6 semanas de exposição ao EA. A SOD também se mostrou reduzida no grupo VC comparado ao JC, talvez neste caso seja possível que o grupo VC esteja com níveis de ânion superóxido aumentados, o que explicaria o H202, a QL e carbonilas reduzidas no grupo VC. Neste estudo não foi possível quantificar o ânion superóxido.
Sumarizando, embora a literatura mostre que o efeito deletério do envelhecimento causaria o aumento do dano oxidativo no grupo de ratos VC, não foi possível observar isto no presente estudo, já que o grupo VC apresentou menor dano no coração (carbonilas e QL) e no músculo sóleo (carbonilas) comparado ao grupo JC. Na análise do tecido cardíaco, é possível observar que as enzimas antioxidantes (CAT e SOD) também encontram-se reduzidas neste grupo; desta forma, se há menor dano oxidativo no grupo VC faz sentido encontrar menor defesa antioxidante, já que não há necessidade de aumento da atividade enzimática se os danos apresentam-se menores. No entanto, um dado interessante do nosso trabalho se refere ao aumento da atividade da SOD com o EA nos ratos velhos, tanto no tecido cardíaco quanto no músculo sóleo (Figura 7). A SOD reduzida no VC comparado ao JC pode estar relacionada ao aumento dos níveis de ânion superóxido no grupo VC, o que explicaria a QL e carbonila reduzidas. Entretanto, encontramos o aumento da SOD, mas não encontramos o aumento da concentração de H202, sendo possível que este tenha reagido com algum metal (Fe2+/Cu+) e gerado radical hidroxil, o que explicaria o aumento da lipoperoxidação no grupo VEA (Figura 8). No grupo de ratos JEA houve redução do dano oxidativo tanto no tecido cardíaco (carbonilas, QL, H202), quanto no músculo sóleo (carbonilas e QL). Em relação às enzimas antioxidantes (CAT e SOD), é possível observar redução no tecido cardíaco e no músculo no grupo JEA comparado ao grupo JC. Embora em estudos com treinamento físico seja possível observar o
aumento da defesa antioxidante enzimática, neste estudo com atividade física voluntária de baixa intensidade não foi possível observar resultado semelhante no grupo de ratos jovens. Se o EA foi capaz de reduzir o dano oxidativo e concomitantemente houve redução das enzimas antioxidantes, podemos relacionar que se há menos pró-oxidantes não há necessidade de maior atividade dos antioxidantes enzimáticos (Figura 6). Neste caso a redução do dano oxidativo pode estar relacionado a defesa antioxidante não enzimática que não foi possível analisar neste estudo.
Figura 7. Resumo das alterações nos grupos jovens e velhos após a intervenção de 6 semanas com enriquecimento ambiental. EROS= espécies reativas de oxigênio, QL= quimiluminescência (quantifica lipoperoxidação), H202 = peróxido de hidrogênio, CAT= catalase, SOD= superóxido dismutase, Gpx: glutationa peroxidase. Seta azul= reduziu significativamente, seta vermelha= aumentou significativamente, seta preta= não houve alteração significativa.**seta vermelha= tendência a aumento, mas não foi considerado estatisticamente significante. --- = Não foi analisado.
Figura 8. Ação dos antioxidantes sobre as espécies reativas de oxigênio. Gentilmente
9 CONCLUSÕES
O nosso modelo de enriquecimento ambiental foi eficiente como uma forma de atividade física voluntária, uma vez que houve melhora da performance (tempo e velocidade) no teste de esforço em esteira no grupo de ratos velhos. Além disso, o EA foi capaz de aumentar a atividade da enzima citrato sintase no grupo VEA, deixando-a semelhante ao do grupo JC o que confirma que os achados neste estudo se referem ao estímulo da atividade física voluntária. Corroborando com a revisão de literatura apresentada neste estudo, a atividade física voluntária reduziu o dano oxidativo (QL, H202 e Carbonilas) nos ratos jovens, tanto no tecido cardíaco quanto no músculo sóleo. No entanto, esta redução não é acompanhada pelo aumento da defesa antioxidante enzimática que a maioria da literatura descreve. Contudo, a redução do dano pode estar associada à defesa antioxidante não enzimática que não foi possível avaliar neste estudo. Em relação aos pró-oxidantes, os ratos jovens respondem melhor que os ratos velhos. Porém, seria interessante fazer uma análise temporal do efeito da atividade física voluntária em ambos os grupos e deixá-los mais tempo expostos ao enriquecimento ambiental. O pesquisador deve estar atento com o implemento do enriquecimento ambiental nos biotérios, pois dependendo do protocolo experimental pode ser um viés para seu estudo. Mesmo um modelo simples como o utilizado neste estudo (bolinhas e tubos de papel) é capaz de provocar alterações cardiometabólicas e alterações no perfil de estresse oxidativo.
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