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Bağımsız Denetim Firmaları Bakış Açışıyla Türkiye Bağımsız

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4. Bağımsız Denetim Firmaları Bakış Açışıyla Türkiye Bağımsız

A análise de correlação (CA) foi realizada com as 32 espécies de fungos mais frequentes, listadas na Tabela 9, mostrando a distribuição das espécies de fungos em relação às amostras de solo coletadas nas 3 áreas, nas épocas de alta e baixa pluviosidade. Para esta análise, uma amostra de solo coletada na época de baixa pluviosidade no PEIC foi desconsiderada por representar um “outlier”, ou seja, mostrou número de UFCs distante do obtido para as demais amostras, pois foram isoladas nove UFCs de Penicillium sp. 23, o que influenciou na análise.

Os resultados da CA mostraram que as amostras de solo coletadas no PECB e no PEIC foram mais semelhantes entre si. Apenas duas amostras da EEA se agruparam com as amostras dos demais parques. Houve também um agrupamento dos fungos detectados no solo em função da pluviosidade, observado para as amostras da EEA. O PECB apresentou muitas espécies em comum com o PEIC, mostrando que as comunidades de fungos do solo dessas unidades de Mata Atlântica são qualitativamente semelhantes entre si. Já a comunidade de fungos da EEA foi a que mais se diferiu das comunidades de fungos das outras áreas de coleta.

Figura 7 - Biplot das espécies de fungos com as amostras de solo da análise de correlação (CA). Amostras CB (Parque Estadual de Carlos Botelho) foram representadas em verde, amostras A (Estação Ecológica de Assis) em vermelho, e amostras IC (Parque Estadual da Ilha do Cardoso) em azul. AP (época de alta pluviosidade), BP (época de baixa pluviosidade). Cc (Cabralea canjerana) em círculo, Go (Guapira opposita) em triângulo e Mr (Maytenus robusta) em quadrado. As letras em itálico indicam os códigos das espécies de fungos, detalhados na Tabela 9

Outra análise, a de correspondência canônica (CCA), foi realizada incluindo os dados resultantes da análise química do solo e os valores de pluviosidade locais, como variáveis ambientais e as espécies de árvores sob as quais as amostras de solo foram coletadas, como variáveis nominais. Nesta análise, foram incluídos apenas os fatores ambientais de maior significância, ou seja, que apresentaram valor de p <0,05, segundo o teste de permutação de Monte Carlo (Tabela 10). Foram excluídas desta análise as espécies Cordana pausiseptata (Cps), Penicillium sclerotiorum (Psc) Penicillium 3 (Ptr) e Penicillium 23 (Pvt), por serem considerados “outliers”. Assim como na CA, desta análise foi excluída uma amostra de solo da época de baixa pluviosidade do PEIC.

Os dados foram representados em um gráfico triplot que apresentou 56,3% da variabilidade explicada pelos dois primeiros eixos canônicos (Figura 8). Os fatores ambientais que mais influenciaram na distribuição das espécies foram a MO, K, T, H+Al e pluviosidade (p=0,001). A EEA apresentou os menores valores desses atributos químicos. Esses fatores, dentre os analisados, podem ter contribuído para a definição da estrutura da comunidade de fungos cultiváveis nas áreas estudadas. O eixo x do gráfico separou as amostras coletadas no PECB e no PEIC das amostras da EEA, mostrando, mais uma vez, que esta área apresenta comunidade

de fungos distinta das demais áreas. Por ser a área mais distante do litoral, a EEA

pode sofrer o maior efeito da continentalidade, caracterizado por maiores variações de temperatura e pluviosidade ao longo do ano. O PECB e o PEIC são geograficamente mais próximos entre si, e apresentam comunidades fúngicas mais similares, sugerindo efeito geográfico sobre essas comunidades.

As espécies arbóreas (Cabralea canjerana, Guapira opposita e Maytenus robusta) sob as copas das quais as amostras de solo foram obtidas não exerceram influência na composição das comunidades de fungos nas três unidades de Mata Atlântica amostradas (Tabela 10).

As amostras de solo da EEA também apresentaram maior dispersão no gráfico em relação às amostras dos demais parques, o que sugere que a comunidade de fungos da EEA apresenta uma composição diversificada de espécies de fungos.

A análise CCA, diferentemente da CA, mostrou separação maior entre as amostras de solo do PECB e PEIC. Isto pode ter ocorrido devido às diferenças no pH, cujos valores foram menores no PEIC. Porém, as amostras do PECB e do PEIC ainda se agruparam e apresentaram relação positiva com a maioria dos atributos químicos representados no gráfico, o que indica que os solos desses dois parques apresentam atributos químicos semelhantes, que por sua vez podem ter influenciado na seleção de populações de fungos semelhantes.

Os resultados de espécies de fungos obtidos através do método de cultivo foram representados em gráficos biplot separados para cada área de coleta. Porém, as amostras não apresentaram grupamento em função das espécies arbóreas ou das épocas de coleta e por isso estes dados não foram apresentados neste trabalho.

Tabela 10 - Valores p obtidos no teste de permutação de Monte Carlo realizado com os valores dos fatores ambientais das três áreas de coleta em relação às espécies de fungos isoladas

Código Variável ambiental Valor p*

MO Matéria Orgânica 0,001*

K Potássio 0,001*

T Capacidade de troca catiônica total 0,001*

H+Al Acidez Potencial 0,001*

Pluvios Pluviosidade 0,001*

pH pH 0,003*

Mg Magnésio 0,009*

P Fósforo 0,023*

C Carbono 0,040*

SB Soma de bases trocáveis 0,099

Mr Maytenus robusta 0,124 CE Condutividade elétrica 0.251 N Nitrogênio 0,287 Go Guapira opposita 0,382 S Enxofre 0,445 Ca Cálcio 0,508 Cc Cabralea canjerana 0,546

V Porcentagem de saturação por bases 0,639

Figura 8 - Triplot das espécies de fungos com as amostras de solo e fatores ambientais da análise de correlação canônica (CCA). Amostras CB (Parque Estadual de Carlos Botelho) foram representadas em verde, amostras A (Estação Ecológica de Assis) em vermelho, e amostras IC (Parque Estadual da Ilha do Cardoso) em azul. AP (época de alta pluviosidade), BP (época de baixa pluviosidade). Cc (Cabralea canjerana) em círculo, Go (Guapira opposita) em triângulo e Mr (Maytenus robusta) em quadrado. As letras em itálico indicam os códigos das espécies de fungos, detalhados na Tabela 9. As setas vermelhas representam as variáveis ambientais e as estrelas vermelhas, as nominais

Também foi analisada a influência das frações da MOS na distribuição das espécies de fungos nas três áreas de coleta. As frações que foram significativas na distribuição dos dados de espécies de fungos, segundo o teste de permutação de Monte Carlo, foram a humina e o ácido fúlvico (Tabela 11).

O gráfico biplot da análise de correlação canônica (CCA) com as comunidades de fungos isolados dos solos das três áreas amostradas e as frações significativas da MOS está representado na Figura 9. Os dois primeiros eixos do gráfico explicam 71% da variabilidade dos dados. As comunidades fúngicas do

PEIC apresentaram maior relação com a fração humina, enquanto a fração AF apresentou-se mais relacionada às amostras do PECB, indicando que a comunidade de fungos do solo dessas áreas podem ter sido influenciadas por essas frações da MOS na composição das espécies.

A análise da estrutura das comunidades sugere que a EEA apresentou perfil diferente do PECB e PEIC. Os principais fatores que explicam essa separação é a MOS e alguns atributos do solo. PECB e PEIC apresentaram diferenças no perfil da comunidade de fungos, sendo essa explicada pela MOS.

Para Marques, Gusmão e Maia (2008), o predomínio de uma espécie está ligado aos fatores climáticos e físico-químicos dos substratos encontrados na área investigada. Dessa maneira, os teores de ácido fúlvico e humina podem ter influenciado na composição das comunidades de fungos do PECB e PEIC, respectivamente.

Por outro lado, as técnicas aplicadas podem favorecer alguns fungos pelas condições nutricionais às quais são submetidos e assim permitir maior isolamento de determinados grupos de fungos em detrimento a outros grupos.

O levantamento de fungos tem sido eficaz para ampliar o conhecimento sobre a diversidade desses micro-organismos, permitindo que novas espécies sejam conhecidas e novos registros sejam feitos, o que abre a possibilidade de sua posterior utilização em diversos fins (MARQUES; GUSMÃO; MAIA, 2008).

Técnicas independentes de cultivo utilizando DNA metagenômico podem ser utilizadas em conjunto para que se tenha maior conhecimento da diversidade de fungos presentes nos solos da Mata Atlântica, fornecendo dados que possam ser utilizados para justificar a conservação de áreas da vegetação natural, preservando- as para uma utilização sustentável de seus recursos genéticos.

Tabela 11 - Valores p obtidos no teste de permutação de Monte Carlo realizado com os valores das frações da MOS das três áreas de coleta, em relação com as espécies de fungos isoladas

Código Fração da MOS Valor p

Hum Humina 0,001*

AF Ácido fúlvico 0,007*

AH Ácido húmico 0,302

AH/AF Razão ácido húmico/ácido fúlvico 0,436 *Os valores foram considerados significativos (p<0,05)

Figura 9 – Biplot das amostras de solo e frações da MOS da análise de correlação canônica

(CCA). Amostras CB (Parque Estadual de Carlos Botelho) foram representadas em verde, amostras A (Estação Ecológica de Assis) em vermelho, e amostras IC (Parque Estadual da Ilha do Cardoso) em azul. AP (época de alta pluviosidade), BP (época de baixa pluviosidade). Cc (Cabralea canjerana) em círculo, Go (Guapira opposita) em triângulo e Mr (Maytenus robusta) em quadrado. As setas vermelhas representam as variáveis ambientais e as estrelas vermelhas, as nominais

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