The Effect of Bıg Data on Accountıng and Investıgatıon of Contrıbutıons of Bıg Data to Accountıng
2.BÜYÜK VERİYE UYUM STRATEJİLERİ VE İŞLETMELERDEKİ UYGULAMA ALANLAR
Na América Latina, o município foi introduzido nos primórdios da colonização. O primeiro, La Isabela, no território da atual República Dominicana, foi fundado pelo próprio Cristóvão Colombo em 149398. Outros exemplos de municípios são: Villa Capara (Porto Rico), Baracoa (Cuba), Vera
Cruz (México), Santa Marta (Colômbia). Todos foram criados nos primórdios de 1500 e estavam subordinados ao domínio de Espanha, cujo poder assim se fazia presente, com o propósito da colonização. Esse modelo foi expandido aos territórios colonizados pelos espanhóis.
No Uruguai, o mais antigo assentamento europeu é a Colônia del Sacramento que foi fundada em 1680 pelos portugueses. Em 1777, com o tratado de Santo Ildefonso, a colônia tornou-se possessão espanhola.
Desde sua criação da República Oriental do Uruguai se caracteriza como um Estado unitário. Sua primeira subdivisão departamental foi realizada pela Assembleia de Montevidéu em 27/1/1816. Nessa época foram criados seis Departamentos (Canelones, originalmente Departamento Vila de Guadalupe; Colônia, Colônia do Sacramento; Maldonado, originalmente Departamento de San Fernando de Maldonado; San José, San José de Mayo; Montevidéu; e Soriano, originalmente Mercedes)99.
Esta estrutura foi suprimida em 1828 quando os Governos Departamentais perderam sua autonomia para um chefe político (designado pelo presidente da República), e se subordinaram à junta econômico-administrativa, que funcionava como um organismo de controle.
O “Governo Departamental” no decorrer da história passa por momentos com maior ou menor autonomia, mas sempre restrito a um determinado território e cidades adstritas. Estas, entretanto, não tinham autonomia para estabelecer-se como governo local, uma vez que estavam subordinadas ao governo do Departamento, que nomeava seus dirigentes e se responsabilizava pela execução dos serviços de zeladoria. No início do século XX, essa designação começa a ser utilizada como similar a “Intendência Municipal”. Assim começa a ser pronunciado como sinônimo “Governo Departamental” e “município”, provavelmente em função da importância de Montevidéu, onde o território do município coincide com o Departamento. (BOTTINELLI, 2009)
98 Fonte: CHIARELLI, B., CALDERON, Luna F. “The excavations of La Isabela, de first european city of the New World”. International Jornal of Anthropology, v.2, n. 3, set. 1987, pp. 199-210. Disponível em: <http://www.springerlink.com/content/ q54h67m143856jn2/>. Acesso em: 8 maio 2010.
Com vista a adequar os termos adotados para nominar o Departamento, a Constituição de 1952 eliminou o uso da expressão Município. A autoridade executiva do território departamental passou a ser o Conselho Departamental e a Junta Departamental. Entretanto, com a reforma da Constituição de 1966 é retomado o uso das expressões Intendência Municipal, como designação do território do Departamento, e Intendente Municipal como sendo o dirigente deste.
A Constituição de 1996 também não faz referência ao Município, mas retoma em seu artigo 262, a designação de Governos e Administração dos Departamentos, dando-lhe seu texto incumbências aos Governos Departamentais a administração:
“... o Governo e Administração dos Departamentos, com exceção dos serviços de segurança pública, serão exercidos por uma Junta Departamental e um Intendente. Terão sua sede na capital de cada Departamento e iniciarão suas funções sessenta dias depois de sua eleição.” [...]
“...o Intendente, com acordo da Junta Departamental, poderá delegar às autoridades locais a execução de determinadas competências em suas respectivas circunscrições territoriais” [...]
“... os Governos Departamentais poderão acordar, entre si e com o Poder Executivo, assim como com os Entes Autônomos e os Serviços Descentralizados, a organização e a prestação de serviços e atividades próprias ou comuns, tanto em seus respectivos territórios como em forma regional ou interdepartamental” [...]
Em seu artigo 274 fica estabelecido que o Intendente responde pelas funções executivas e administrativas no Governo Departamental. Suas atribuições, ademais das leis que as determine, conforme dispõe o Artigo 275, são:
- cumprir e fazer cumprir a Constituição e as Leis;
- promulgar e publicar os Decretos sancionados pela Junta Departamental, ditando as regulamentações e resoluções que entenda oportuno para o seu cumprimento;
- preparar o orçamento e submetê-lo à aprovação da Junta Departamental, conforme o disposto na Seção XIV;
- propor para a Junta Departamental, para sua aprovação, os impostos, taxas e contribuições;
- fixar os preços pela utilização ou aproveitamento dos bens ou serviços departamentais e homologar as tarifas dos serviços públicos a cargo de concessionários ou permissionários;
- nomear os empregados de sua dependência, adverti-los e suspendê-los. Destituí-los em caso de inaptidão, omissão ou delito, com autorização da Junta Departamental, que se deverá expedir dentro de quarenta dias (...);
- apresentar projetos de decretos e resoluções à Junta Departamental e observar que aquela sancione dentro de dez dias seguinte à data em que tenha ocorrido a sanção;
- designar os bens a desapropriar em função de necessidade ou utilidade pública com anuência da Junta Departamental.
- designar membros das Juntas Locais, com a anuência da Junta Departamental; - zelar pela saúde pública, pela instrução primária, secundária, preparatória, industrial e artística, propondo às autoridades competentes os meios adequados para o seu melhoramento.
Na Constituição também ficou estabelecida como atribuição do Intendente representar o Departamento em suas relações com os Poderes do Estado ou com os demais Governos Departamentais e em suas contratações com órgãos oficiais ou privados (art. 276).
Porém, o tema de Governo Departamental e Intendências não ficou restrito aos termos adotados na Constituição. Com a reforma constitucional de 1997 foi instituído o Congresso Nacional de Intendentes100, com o objetivo de coordenar políticas municipais e de descentralização.
No Governo do presidente Tabaré Vásquez (2005-2009) inicia uma reforma política e estatal com discussão sobre o papel do município no modelo de desenvolvimento e na implementação de políticas públicas e serviços.
Em 18 de junho de 2008, é promulgada a Lei de Ordenamento Territorial e Desenvolvimento Sustentável (aprovado pelo parlamento em 22 de maio), a partir da qual se atribui aos Governos Departamentais a responsabilidade sobre o planejamento territorial em suas jurisdições (Lei n.o 18.308).
Em 2009 é aprovada a Lei 18.567, denominada Lei de Descentralização Política e Participação Cidadã, que cria o terceiro nível de governo e de administração, os Municípios, que poderão eleger suas autoridades locais e implementar políticas públicas.
Poderão ser constituídas como municípios as localidades que tenham, no mínimo, 2.000 habitantes e sua circunscrição territorial urbana e suburbana, deverá conformar uma unidade com personalidade social e cultural, com interesses comuns que justifiquem a existência de estruturas políticas representativas e que facilitem a participação cidadã (art. 1º). Nas populações de menos de 2.000 habitantes poderá ser criado um município, mas será necessária a aprovação pela Junta Departamental. Os municípios estarão governados por um prefeito e quatro conselheiros honorários; todos serão eleitos por sufrágio, junto com a eleição departamental e aplicar-se-á o critério da representação proporcional.
A lei estabelece, ainda, em seu artigo 12, as atribuições dos Municípios:
- cumprir e fazer cumprir a Constituição da República, as leis, os decretos e demais normas departamentais;
- supervisionar as oficinas de sua dependência e exercer a competência disciplinatória sobre seus funcionários no marco da política de recursos 100 Disponível em: http://pt.wikilingue.com/es/Organização_territorial_do_Uruguai#Cria.C3.A7.C3.A3o_dos_ departamentos. Acesso em: 11 maio 2010.
humanos e das disposições vigentes estabelecidas pelo respectivo Governo Departamental;
- ordenar gastos ou investimentos em conformidade com o estabelecido no orçamento quinquenal ou nas respectivas modificações orçamentárias e no respectivo plano financeiro, assim como nas disposições vigentes;
- administrar eficaz e eficientemente os recursos financeiros e humanos investidos em seus cargos para a execução de suas competências; - designar representantes do Município nas atividades de coordenação e promoção do desenvolvimento regional.
- promover a capacitação e adestramento dos funcionários para o melhor cumprimento de suas responsabilidades;
- aplicar as multas por transgressões aos decretos departamentais cujo controlador lhe notifique;
- velar pelo respeito dos direitos e garantias fundamentais dos habitantes; - as demais atribuições que lhe determine o Intendente;
- requerer o auxílio da força pública sempre que resulte necessário para o cumprimento de suas funções.
São competências dos municípios (art. 13):
- ditar as resoluções que correspondam o pronto cumprimento de suas responsabilidades;
- elaborar anteprojetos de decretos e resoluções, que serão propostos ao Intendente para sua consideração aos efeitos de que, se correspondera, exerça sua iniciativa ante a Junta Departamental;
- colaborar na realização e manutenção de obras públicas que se realizem em sua jurisdição;
- elaborar programas zonais e adotar as medidas preventivas que estime necessárias em matéria de saúde e higiene, proteção do ambiente, tudo isso sem prejuízo das competências das autoridades nacionais e departamentais, segundo as normas vigentes na matéria;
- adotar as medidas pertinentes para conservar e melhorar os bens e edificações, especialmente aquelas que tenham valor histórico ou artístico;
- atender ao relativo à viabilidade e trânsito na manutenção dos espaços públicos, alumbrado público e pluviais, sem prejuízo das competências das autoridades departamentais a respeito;
- atender os serviços de necrópole e de coleta e disposição final de resíduos, que lhes sejam determinados pela Intendência Departamental;
- colaborar com a vigilância de arrecadação das rendas departamentais;
- colaborar com as autoridades departamentais dentro das diretrizes que estas estabeleçam em matéria de feiras e mercados, propondo sua melhor localização de acordo com as necessidades e características de suas zonas, cooperando ainda em sua vigilância e fiscalização;
- colaborar com os demais organismos públicos no cumprimento de tarefas e serviços que lhes sejam comuns ou que resultem de especial interesse para a zona, promovendo a melhora da gestão destes;
agricultura, da indústria e do turismo, em coordenação com o Governo Departamental, e sem prejuízo das atribuições das autoridades nacionais e departamentais na matéria;
- formular e executar programas sociais e culturais dentro de sua jurisdição, estimulando o desenvolvimento de atividades culturais locais;
- emitir opinião sobre as consultas que, através do Governo Departamental, lhes formule o Poder Executivo em matéria de projetos de desenvolvimento local;
- colaborar com a gestão dos projetos referidos no item anterior quando assim se haja acordado entre o Governo Departamental e o Poder Executivo e existam interesses assim como capacidade suficiente para o cumprimento da atividade pelo Município;
- adotar as medidas urgentes necessárias no marco de suas competências coordenando e colaborando com as autoridades nacionais respectivas, em caso de acidentes, incêndios, inundações e demais catástrofes naturais, comunicando-as de imediato ao Intendente, auxiliando-o no que disponha; - colaborar na gestão de políticas públicas nacionais quando assim se haja acordado entre o Governo Departamental e o Poder Executivo;
- criar âmbitos de participação social.
- prestar contas anualmente ante ao Governo Departamental da aplicação dos recursos que houvera recebido para a gestão municipal ou para o cumprimento das funções que se houveram expressamente delegado para a autoridade municipal
- apresentar-se anualmente ante aos habitantes do Município, em regime de Audiência Pública, um informe sobre a gestão desenvolvida no marco dos compromissos assumidos, e dos planos futuros.
São atribuições do Alcalde (art. 14):
- presidir as sessões do Município e resolver, por duplo voto, as decisões em caso de empate entre seus integrantes;
- dirigir a atividade administrativa do Município;
- exercer a representação do Município, sem prejuízo do disposto pelo item quinto do artigo 12 da presente lei;
- propor ao Município, planos e programas de desenvolvimento local que seja conveniente para o seu melhor desenvolvimento;
- ordenar os pagamentos municipais em conformidade com o estabelecido no orçamento quinquenal ou nas respectivas modificações orçamentárias e no respectivo plano financeiro, assim como nas disposições vigentes;
- adotar as medidas necessárias para o cumprimento das responsabilidades municipais, podendo, assim, dispor de pessoal, recursos materiais e financeiros para cumprir com os serviços municipais essenciais vinculados a segurança e higiene;
• Também poderá dispor dessas medidas e desses recursos em caso de urgência, dando conta, neste caso, ao Município na primeira sessão e adotando o que este resolva.
CAPÍTULO 7: A PARADIPLOMACIA EM SÃO PAULO E EM MONTEVIDÉU
Este capítulo apresenta as práticas da paradiplomacia em São Paulo e Montevidéu. Seu conteúdo foi elaborado a partir do resultado da sistematização e síntese das entrevistas realizadas com base em questionário de entrevista estruturada.
O roteiro da entrevista foi composto por 12 perguntas apresentadas a seguir.