1.5. Tanımlar
2.1.6. Büyük Harflerin Kullanıldığı Yerler
Para diminuir a demanda computacional envolvida no cálculo do potencial, formas diferentes de se calcular esta energia foram propostas. A mais computacionalmente eficiente destas formas utiliza os chamados potenciais clássicos ou de mecânica molecular.
Independente do método utilizado para se calcular os potenciais quânticos, o cálculo do potencial utilizando os potenciais empíricos da mecânica molecular é muito mais rápido. Esta diferença de velocidade permite que estes potenciais sejam utilizados para propagar sistemas muito maiores e amostrar muito mais configurações em uma dinâmica molecular.
Os potenciais de mecânica molecular abandonam completamente o conceito de função-de- onda. Neles, os núcleos são vistos como partículas pontuais maciças e a energia é modelada por uma função analítica cujos parâmetros são ajustados de modo que os valores calculados concordem com observáveis termodinâmicos experimentais.
A função analítica mais comumente utilizada nas simulações clássicas é uma soma de várias parcelas de energia (26). Cada parcela representa uma forma diferente pela qual a energia potencial total do sistema varia.
U R=UligaçõesUângulosUdiedraisUimprópriosUeletrostáticoULennard− Jones (26)
Os termos UligaçõesUângulosUdiedraisUimpróprios referem-se a energias calculadas entre átomos que estão na mesma molécula e são chamados de termos ligados. Os termos UeletrostáticoULennard−Jones contabilizam interações entre átomos em moléculas diferentes ou moléculas a mais de um diedral (quatro ligações) de distância um do outro, e são chamados de termos de energia não-ligados.
A equação (26) para expressar a energia do sistema pode então ser reescrita de forma que
U R=UligadosUnão−ligados .
A contribuição total da energia das ligações é calculada somando-se parcelas de cada ligação segundo a equação (27). Cada parcela é calculada segundo o potencial harmônico onde os parâmetros klig e r0 são a constante de força e a distância de equilíbrio da ligação respectivamente. Uligações=
∑
ligações 1 2klig r−r0 2 (27)Os ângulos seguem um potencial harmônico semelhante aos potenciais das ligações (28). Mais uma vez, a contribuição de cada ângulo do sistema é contabilizado.
Uângulos=
∑
ângulos 1 2kangl−0 2 (28)Os ângulos diedrais, ao contrário dos ângulos convencionais não são adequadamente modelados segundo um potencial harmônico. Isto porque um ângulo diedral em geral pode assumir valores entre 0º e 360º. Funções trigonométricas do tipo (29) (ou combinações de funções trigonométricas deste tipo) são utilizadas como forma empírica de um diedral porque são contínuas para todo o intervalo de ângulos possíveis.
Udiedrais=
∑
diedrais1
2VA[1cos A ] (29)
A energia envolvida em movimentos para fora do plano, uma barreira de energia importante para grupos planares como carbonos sp², são modelados de forma semelhante aos diedrais (30), mas entre átomos que não estão diretamente ligados entre si. Por este motivo, estes ângulos são chamados diedrais impróprios.
Uimpróprios=
∑
impróprios1
2VB[1cos B ] (30)
Os parâmetros A, e B são a fase da função cosseno utilizada para modelar o comportamento periódico. Os termos V são as constantes de força dos diedrais, e dependem dos termos A e B. Estes termos representam a periodicidade da função cosseno e o é a fase do ângulo. Por questões de praticidade, a fase do ângulo normalmente é fixada em 0º ou 180º.
À parte estes termos que contabilizam a contribuição devido à configuração relativa dos átomos ligados entre si, temos ainda um conjunto de termos cujo objetivo é simular interações a longa distância entre quaisquer dois átomos.
A primeira e mais elementar forma de duas partículas carregadas interagirem é seguindo a lei do potencial eletrostático de Coulomb (31).
Ueletrostático=C −1
∑
i∑
j≠iqiqj rij (31)
Neste potencial, C é uma constante igual a 1/4 0 que precisa ser utilizada quando queremos o resultado no sistema de unidades MKSA, é a constante dielétrica do meio onde se encontra o sistema (que será igual a 1 se for no vácuo), rij é a distância de separação entre quaisquer dois núcleos e os termos q são as cargas pontuais centradas nos núcleos atômicos considerados.
Calcular o potencial de Coulomb desta forma para todo o sistema gera dois problemas. O primeiro ficará mais claro quando falarmos de fronteiras periódicas, o segundo problema é muito mais evidente: como determinar as cargas de cada átomo de forma que a soma de todas elas seja igual à carga total da molécula e as propriedades calculadas tenham boa correlação com os observáveis macroscópicos?
Esse problema deu origem a uma série de algoritmos de atribuição de cargas parciais. Um dos mais conhecidos e utilizados entre eles é o AM1-BCC (JAKALIAN; JACK; BAYLT, 2002), que foi
utilizado neste trabalho para gerar as cargas parciais das moléculas. Este método foi parametrizado para distribuir as cargas de forma a reproduzir a superfície de potencial eletrostático ab initio de mais de 2700 moléculas de treino.
Outro modelo de cargas é o RESP. RESP é a sigla em inglês para “Potencial Eletrostático Restrito”. Neste modelo, a superfície de potencial eletrostático calculado na base 6-31G* para uma série de moléculas é parametrizado não apenas para fazer as cargas reproduzirem o potencial eletrostático, mas também para minimizarem uma certa função de restrição (BAYLY et al, 1993). Esta função tem como objetivo diminuir a inexatidão com que as cargas no interior das moléculas é descrita.
Além da interação eletrostática decorrente da lei de Coulomb aplicada às cargas parciais, existe um conjunto de interações que dependem da distribuição da densidade eletrônica em torno dos átomos. Este conjunto complementar de interações é modelada por um potencial empírico descrito pela primeira vez pelo matemático inglês Sir John Edward Lennard-Jones, em 1924 (LENNARD-JONES, 1924) (32). ULennard− Jones=
∑
i∑
j≠i
Xij rij12− Yij rij6
(32)Ao se aproximarem demais, os átomos sobrepõe suas densidades eletrônicas, produzindo uma elevação brusca no potencial. Este tipo de interação decai muito rapidamente com a distância e é representado pelo primeiro termo da diferença.
O segundo termo representa as interações de Van der Waals, decorrentes da polarização instantânea ou permanente da densidade eletrônica em torno dos átomos de uma molécula.
Os termos Xij e Yij são parâmetros empíricos calculados a partir da profundidade do poço de energia potencial ij e são definidos em termos das distâncias de equilíbrio ij entre
os átomos de tal forma que:
ULennard− Jones=
∑
i∑
j≠i ij[
ij rij
12 −2
ij rij
6]
(33)Os parâmetros ij e ij , apesar de dependerem formalmente de dois átomos são
determinados a partir de parâmetros atômicos, pelas seguintes regras simples de combinação:
ij=
iijj e ij=
iijj .Os termos que correspondem a contribuições não-ligadas não são calculados para átomos que estão ligados. Isto porque nesta situação, como as distâncias são muito pequenas, as interações seriam muito grandes e seriam adicionadas às contribuições envolvendo os termos ligados. Isto produz contribuições anormalmente altas de energia e não se correlacionam bem com valores de observáveis experimentais.