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2. YEREL YÖNETİMLER VE ÇEŞİTLERİ

2.2. Yerel Yönetim Çeşitleri

2.2.3. Türkiye’de Yerel Yönetimler ve Kısa Tarihçesi

2.2.3.3. Büyükşehir Belediyesi

Slovic, Finucane, Peters e MacGregor (2002) apresentam novas perspectivas sobre a temática percepção de risco. A heurística do afeto descreve sua importância para orientar julgamentos e decisões. Para os autores, neste contexto, afeto é uma qualidade que expressa o sentido de “bondade” ou “maldade”. Ela transmite um sentimento ou sensação (consciente ou não) de bem ou mal estar que influencia na forma como algo é percebido. A resposta afetiva ocorre rápida e automaticamente.

Para os autores, existem duas formas fundamentais que os seres humanos utilizam para formar sua compreensão sobre risco: “sistema analítico”, no qual cálculos numéricos, probabilidades e regras são processadas e os riscos são medidos, ele é lento altamente consciente; e o “sistema experiencial” que é intuitivo rápido, automático e pouco consciente. Os autores atribuem ao sistema “experiencial” as reações à natureza que permitiram aos seres humanos sobreviver e evoluir até o estágio atual, estes sistema é, portanto, o maior responsável pela maneira como respondemos ao risco. Ele confia em imagens e representações formadas pela experiência passada e faz surgir emoções e afeto que atuam sobre a formação da percepção.

Segundo estes, os primeiros estudos sobre a percepção de risco detectaram sinais de correlação positiva entre risco e retorno, contudo pesquisas associadas à heurística do afeto encontraram evidências de correlação negativa, ou seja, maiores recompensas não estão associadas a maiores riscos. A princípio parece existir uma escala bipolar em que a situação em análise é enquadrada em modelos tais como bom/ruim, bonito/feio ou seguro/perigoso. Em pesquisas sobre a utilização de energia nuclear em que foram manipuladas informações sobre os benefícios e os riscos encontram evidências de que o sentimento, pré-disposição, das pessoas em relação ao uso da tecnologia é determinante no julgamento. Se o sentimento é favorável, os indivíduos tendem a considerar que os benefícios percebidos são elevados e os riscos percebidos são baixos, mas se o sentimento é desfavorável eles tendem a considerar que os benefícios são baixos para os riscos potenciais. Sob esta perspectiva, o afeto tende a dominar o julgamento sobre riscos e retornos.

Loewenstein, Weber, Hsee e Welch. (2001) advogam que as reações emocionais em situações de risco por vezes divergem das avaliações lógicas. Nestes casos, a resposta emocional será dominante e direcionará a ação. Existem emoções presentes no momento da decisão e emoções que são antecipadas. Estas últimas, tais como frustração e arrependimento, são levadas em conta no momento da decisão. A avaliação dos resultados incorpora às consequências os estados emocionais que o tomador de decisão espera experimentar no futuro. Assim, como a perda vale mais que ganho de mesma magnitude, as pessoas tentam evitar emoções negativas com mais ênfase que buscam as positivas.

Slovic, Finucane, Peters e MacGregor (2004) advogam que o sistema experiencial se orienta por imagens, representações e associações que se interligam pela emoção e afeto e, portanto, este processamento intuitivo traduz risco como algo emocional, um sentimento de perigo ou segurança. Os sistemas experiencial e analítico operam em paralelo, de forma integrada e dependente. As evidências indicam que a emoção e o afeto são fundamentais para a efetividade da avaliação processada pelo sistema reflexivo. Para os autores três conceitos de risco coexistem, são eles: risco como sensação, que se refere ao processamento rápido e intuitivo, que reage ao perigo; risco como análise, lento, reflexivo, deliberado e que gerencia o perigo; e risco como política, em situações de conflito e tensão provocadas pela incompatibilidade entre os julgamentos da intuição e da racionalidade.

Segundo Slovic, (1999) enquanto o perigo possui uma dimensão real o risco é algo construído em meio à sociedade. Avaliações sobe o que é e sobre sua intensidade dependem de fatores sociais, individuais, culturais, ideologia, emoções e tantos outros fatores que cercam a humanidade. Pesquisas indicam que para o público em geral risco está associado à incerteza, ao passo que para os experts ele está ligado as probabilidades de danos, é mais quantitativo, sem contudo perder sua dimensão real.

Os resultados de pesquisas indicam que a emoção orienta o sentido sobre qual é o tamanho de cada risco, ela influencia diretamente e fundamentalmente a avaliação de risco. A emoção assim como os valores e as crenças permitem que o ser humano navegue pelo mundo tomando decisões de forma rápida, automática, e eficiente em meio às incertezas. A heurística do afeto funciona como uma pré-disposição para apostar, perceber benefícios e atenuar riscos em situações que gostamos e ignorar benefícios e realçar risco nas que não gostamos. A heurística do afeto reduz a tensão causada pelo tradeoff entre benefícios e riscos. O afeto positivo ou negativo cria representações positivas ou negativas que ajudam a prever atitudes e comportamentos (Slovic, 1999; Slovic et al., 2002; 2004).

De acordo com o autor, confiança é um algo que se constrói pacientemente, mas que se destrói rapidamente. As relações pessoais e sociais se baseiam na confiança e para que as pessoas possam tomar suas decisões em acordo com as orientações de autoridades, políticos e profissionais das mais diversas especialidades é necessário que se estabeleça um elo de confiança entre o tomador de decisão e o responsável pela recomendação.

Por meio de jogos que simulavam empréstimos, entre credores e agentes de companhias de investimento, Schniter et al., (2013) identificaram que os supostos agentes que reembolsaram os investidores conforme os valores previamente combinados inspiraram confiança em seus parceiros e lograram fazer novos negócios com menores taxas de desconto.

Benzer Belgeler