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O pintor – Teodósio Ferreira
O pintor Teodósio Alexandre Ferreira, nasceu a 22 de março de 1892 em Alverca da Beira, Pinhel, distrito da Guarda.
Frequentou a Escola de Belas Artes de Lisboa, tendo sido discípulo de Columbano Bordalo Pinheiro, como se pode ver na sua pintura Interior de atelier, aula de Columbano, figura 130 onde retrata uma aula do seu mestre. Durante a sua atividade como pintor, participou em imensas exposições, chegando a receber vários prémios. Como é o caso da Menção Honrosa que lhe foi concedida em 1916, aquando da sua participação na 13.ª Exposição da Sociedade de Belas Artes, em Lisboa (Ver anexo mais à frente), ainda nesta instituição de que era o sócio
nº60, como se pode ver na ficha de inscrição em anexo, participou em 1919 na Exposição dos novos, em conjunto com Adriano Costa, Alberto de Lacerda, Joaquim Costa e Fernando Santos. Neste ano ainda expôs individualmente em Lisboa.
Em 1923 ao participar na 20.ª Exposição da Sociedade de Belas Artes, é-lhe atribuída a 3 ª Medalha pela dita instituição, na categoria de desenho. Facto que se irá repetir em 1932, quando a instituição volta a contemplá-lo com a 3ª Medalha na categoria de óleo, depois de o pintor ter participado na 29ª Exposição Anual da Sociedade Nacional de Belas Artes. Estes
Figura 129 – Fotografia Teodósio Ferreira.
Figura 130 – Pintura Interior de Atelier,
prémios podem ser confirmados na ficha correspondente aos prémios entregues pela SNBA a este artista, em anexo.
Participou na Grande Exposição dos Artistas Portugueses, realizada na cidade do Porto, no Salão Silva Porto em 1935, na 37.ª Exposição Anual da Sociedade Nacional de Belas Artes em 1940. No ano de 1945 realizou uma exposição individual no Salão Silva Porto, no Porto, folheto em anexo…
Em 1949 expôs no Salão do Estoril. Participou na II Exposição Comemorativa do Cinquentenário da Fundação, Sociedade Nacional de Belas Artes, em 1951 e na X Exposição de Arte Contemporânea de Artistas do Norte, realizada no Secretariado Nacional da Informação, Porto (1954). Por último, ainda participou em 1956 na cidade de Viseu, no IV Salão Provincial da Junta de Província da Beira Alta/Feira Franca. Para além das exposições enumeradas, provavelmente ainda participou em muito mais, nomeadamente em exposições individuais.
Para além da sua profissão de pintor também foi professor de ensino técnico, dando aulas primeiramente na antiga Escola Industrial e Comercial de Tomar e depois na Escola Industrial Infante D. Henrique, no Porto
Faleceu a 9 de julho de 1988 na freguesia de Lordelo do Ouro, no Porto.
A obra de Teodósio Ferreira encontra-se representada em várias instituições museológicas, entre elas o Museu Municipal de Pinhel, sua terra de origem; no Museu da Guarda, o qual ajudou a criar; na cidade de Tomar, no Museu Municipal João de Castilho, Núcleo de Arte Naturalista, onde deu aulas, e por último no Museu do Chiado.
Folheto da exposição de pintura de Teodósio Ferreira no Salão Silva Porto
Exame e análise dos cortes estratigráficos referentes à pintura Interior da Sé de Lisboa
Figura 134 - Fotografia da pintura com a marcação dos pontos de amostragem:
1 – Verde, fundo 2 – Vermelho, cadeiral 3 – Azul, orgão
4 – Verde, orgão
5 – Verde escuro, orgão 6 – Branco, tecto 7 – Fibra da tela
Tabela 3 - Tabela resumo com a apresentação dos cortes estratigráficos e com a indicação dos pigmentos que constituem cada camada.
Corte estratigráfico Camadas
Espessura
(m) Pigmentos
111-11-1
4 – amarela 49 Crocoite, calcite, barite, zincite, hidrocerussite, vermelhão
3 – preta 4 Carvão vegetal
2 – branca 17 Calcite, barite, hidrocerussite 1 –
Corte estratigráfico Camadas Espessura
(m) Pigmentos
111-11-2
4 – vermelha 36 Vermelhão, calcite, barite, hidrocerussite, zincite
3 – preta 6 Carvão vegetal
2 – branca 15 Calcite, barite, hidrocerussite 1 –
preparação 39 Calcite, barite, zincite
111-11-3
3 – azulada 47 Azul ultramarino, hidrocerussite, calcite, barite, zincite
2 – branca 36 Calcite, barite, hidrocerussite 1 –
preparação Calcite, barite, zincite
111-11-4
5 –
esverdeada 49
Crocoite, hidrocerussite, vermelhão, barite
4 – amarela 20 Crocoite, calcite, barite, zincite, hidrocerussite, vermelhão
3 –
esverdeada 49
Crocoite, hidrocerussite, calcite, barite, zincite, vermelhão
2 – branca 18 Calcite, barite, hidrocerussite 1 –
Corte estratigráfico Camadas Espessura
(m) Pigmentos
111-11-4
5 –
esverdeada 49
Crocoite, hidrocerussite, vermelhão, barite
4 – amarela 20 Crocoite, calcite, barite, zincite, hidrocerussite, vermelhão
3 –
esverdeada 49
Crocoite, hidrocerussite, calcite, barite, zincite, vermelhão
2 – branca 18 Calcite, barite, hidrocerussite 1 –
preparação 39 Calcite, barite, zincite
111-11-5
5 – vermelha 10 Vermelhão, barite, calcite, zincite 4 – azul 111 Azul ultramarino, barite, calcite,
zincite
3 – vermelha 36 Vermelhão, barite, calcite, zincite 2 – branca 35 Calcite, barite, hidrocerussite 1 –
preparação 66 Calcite, barite, zincite
1 –
Corte estratigráfico Camadas Espessura
(m) Pigmentos
111-11-6
4 – branca 38 Hidrocerussite, calcite
3 – acastanhada 28
2 – branca 33 Calcite, barite, hidrocerussite
Mapeamentos de danos e patologias da pintura Interior da Sé de Lisboa
Danos e patologias frente da pintura
Grande rasgão central. Lacunas ao nível do suporte. Vincos.
Enfolamentos do suporte. Fragilização do suporte.
Lacunas ao nível das camadas superficiais. Destacamento ou risco de destacamento das camadas superficiais.
Rede de estalados.
Danos e patologias verso da pintura
Manchas de óxidos. Manchas de escorrências. Manchas de cor escura. Manchas de cor branca. Sujidade depositada.
Danos e patologias frente da moldura
Desarticulação entre os elementos.
Lacunas ao nível da camada de preparação. Lacunas na folha metálica.
Risco de destacamento da policromia. Manchas circulares de cor preta. Manchas de escorrências.
Danos e patologias verso da moldura
Lacunas ao nível do suporte, onde antes existiram elementos metálicos.