VERİLERİN DEĞERLENDİRİLMESİ
3.3. Bülent Emin Yarar ve Hamlet Oyunu Üzerine
No caso do HCl ser o meio degradante do material cimentício, há dissolução da Portlandita, prioritariamente. No entanto, também há decomposição de fases silicatos hidratados e aluminatos. Israel et al. (1997) ratificam este comportamento, uma vez que verificaram, através de mapeamento, a penetração dos íons cloro na matriz de cimento, reportando que depois de lixiviar os cristais de Portlandita para a solução, a matriz C-S-H passa a ser atacada, inclusive outros autores reportam presença de cloro no C-S-H após ataque ácido. Assim, se forma uma camada da matriz leve descalcificada na superfície da espécie, fraca e porosa, contendo cloreto de sódio (CHANDRA, 1988; MIRANDA, 1995; ISRAEL et al., 1997; HUANG et al., 2000; SHI e STEGEMANN, 2000; ZÍVICA e BAJZA, 2001; XIONG et al., 2004).
Gentil (1996) diz que o mecanismo do ataque do concreto por HCl gera como produtos de degradação cloretos de cálcio e sílica (SiO2) e ainda cita a equação da reação de ataque ácido do silicato tricálcico de acordo com a equação 7.
3CaO.2SiO2.3H2O + 6HCl → 3CaCl2 + 2SiO2 + 6H2O (7)
Allahverdi e Skvára (2000a) dizem que também podem haver alguns sais insolúveis acompanhados com hidrogéis amorfos que permanecem aderidos à camada degradada. Chandra (1988) disse que, além da dissolução, as interações entre os hidrogéis podem também resultar na formação de alguns Fe - Si, Al - Si, Ca - Al - Si compostos que parecem ser estáveis em uma faixa de pH acima de 3,5. Além disso, há formação de anéis de degradação com distintas colorações e composições pela deposição de produtos de diferentes solubilidades em HCl 15,0 % (CHANDRA, 1988; ISRAEL et al., 1997).
Gentil (1996) diz que o mecanismo do ataque do concreto por HCl gera como produtos de degradação cloretos de cálcio e sílica gel (SiO2), sendo o interior da amostra uma região não-atacada de coloração cinza (CHANDRA, 1988). A maioria do silício permanece na forma de SiO2.nH2O como uma camada protetora de sílica gel impura, que provê uma barreira para futura corrosão da pasta intacta (CHANDRA, 1988; BRADY et al., 1989; ISRAEL et al., 1997; SHI and STEGEMANN, 2000), evitando que o ácido entre em contato com a parte nele solúvel localizada abaixo dessa camada de proteção (BRADY et al., 1989). Assim, na seqüência do processo de degradação, a espessura da camada formada e, conseqüentemente, seu poder de proteção aumentam e o processo de difusão é controlado, conforme expõem também (PAVLÍK and UNČÍK, 1997).
Mehta (1985) avaliou a resistência de concretos de diferentes formulações em relação a diversas soluções agressivas, dentre as quais HCl 1 %, sendo a mais corrosiva quando comparada às soluções H2S04 1 %, CH3 - CH ( OH ) - COOH 1 %, HAc 1 %, sulfato de amônio 5 % e sulfato de sódio 5 %, para 3 formulações de concreto: concreto contendo látex estireno-butadieno, concreto contendo sílica ativa e concreto de baixa razão água /cimento.
Israel et al. (1997) estudaram o ataque ácido a cimentos com poros reduzidos comparativamente com as pastas de cimento convencionais trabalhando com vários meios agressivos, dentre eles o HCl 0,27 mol/L (pH 0,5) e verificaram que penetra rapidamente nas pastas de cimento Portland por lixiviação de elementos e interconectividade de poros.Após um ano de imersão, os cilindros não racharam nem apresentaram lascamento em ambos os
casos, no entanto, apresentaram-se mais porosos que os corpos-de-prova que não foram expostos ao ácido.
Israel et al. (1997) observaram formação de camada gelatinosa de coloração marrom amarelada na superfície, cuja composição foi detectada como sílica gel impura. Já no centro dos cilindros foi identificada composição mineralógica idêntica a um corpo-de-prova sem ataque ácido, no entanto ao realizar DRX em uma região mais clara que foi observada ao redor do centro do corpo-de-prova, os autores encontraram apenas C-S-H e não mais Portlandita, bem como pequenas quantidades de etringita, sendo uma região que tem uma quantidade de H+ suficiente para lixiviar a Portlandita, mas não a necessária para descalcificar a fase C-S-H (PAVLÍK, 1994 apud ISRAEL et al., 1997).
Além disso, Israel et al. (1997) colocam que nos três primeiros meses de imersão, identificaram nos produtos de degradação sal de Friedel (3CaO . Al2O3 . CaCl2 . 10H2O ou C3A.CaCl2.10H2O), bem como etringita e calcita. Este último, colocam os autores, provavelmente tendo sido formado devido a reações com o dióxido de carbono da atmosfera. No entanto, os autores dizem que esses produtos observados nos três primeiros meses desaparecem com tempo devido ao decréscimo no valor de pH após a lixiviação dos produtos degradados ao longo do processo.
Já Chandra (1988) diz que os sais de Friedel têm outra origem. Esse autor misturou em laboratório C3A sintético com HCl e observou a formação desses sais por ação do CaCl2, formado devido à reação do HCl com o Ca(OH)2 e a fase C3A. A formação de sais de Friedel, conforme citam Allahverdi e Skvára (2000a), também foi reportada por Midgley e Illston (1984), Al-Amodi (1994) e Beaudoin e Ramachadran (1990), citados por aqueles autores.
Gullet et al. (1992) e Kosnyrev (1990), citados por Allal et al. (1997; 1998), alertam para a possível formação, além do cloreto de cálcio, do hidroxicloreto de cálcio como produto de reação do HCl com materiais adsorventes alcalinos, como o hidróxido de cálcio (KARLSSON et al., 1981 apud ALLAL et al., 1997; VERBEEK et al., 1987 apud ALLAL et al., 1997).
Segre et al. (2003) realizaram medidas de perda de massa de argamassas com fac 0,60 e uma parte de cimento para duas partes de areia, colocadas em águas ácidas. Para simular o ambiente agressivo trabalharam com soluções de HCl 5,0 %, avaliando a perda de massa em amostras confeccionadas com 10,0 % de partículas de borracha moída em relação a massa de cimento, acompanhando por 23 dias com medidas diárias. Os autores reportam a diminuição na perda de massa, praticamente pela metade com o uso da adição. Ao final dos 23 dias, por exemplo, o compósito com adição de borracha teve 16 % de perda de massa contra 26 %
apresentado pela argamassa convencional. Aqueles explicam que a borracha funciona como um “escudo”, protegendo o interior da amostra do contato com o meio ácido.
Segre et al. (1999) trabalharam com corpos-de-prova cilíndricos com dimensões 30mmx8mm confeccionados com cimento tipo CPIIE32, fac 0,33 e com borracha de pneu submetida a três diferentes tipos de tratamento superficial (NaOH 1M, H2SO4 1M e água) nas proporções de 5,0 % e 10,0 %, após 7 dias de imersão em HCl 5 %. Esse autor observou que todas as preparações perderam menos massa que o controle (22,1 %) quando expostas ao ácido (9,0 % a 17,6 %). Adicionalmente, verificou que a cinética de ataque ácido é semelhante para todas as preparações e também para o controle.