2.2. Aktörlerin Liberya Çatışması İçindeki Müdahaleleri
2.2.2 Bölgesel aktörler (Yetersiz ve uygunsuz arabuluculuk)
Uma rede de escopo duplo tem inputs com frames organizacionais diferentes (e quase sempre contrastantes). O frame organizacional da mescla é uma mistura dos frames organizacionais de cada um dos inputs e tem estrutura emergente própria.
Um exemplo de construção de rede de escopo duplo, dada por Fauconnier e Turner (2002), é o do desktop do computador.
Na área de trabalho, que aparece na tela, temos ícones que nos lembram a organização do escritório em que trabalhamos: arquivos, pastas, lixeiras, etc. Esses ícones representam as atividades que faríamos se estivéssemos trabalhando com
material físico e não virtual. Isso é feito para que o computador tenha uma interface mais amigável com seu usuário. O fato de mandarmos um arquivo para a “lixeira” não significa que o computador pegou o arquivo e jogou no lixo. Significa que ele retirou de sua memória, qualquer que seja ela, os registros referentes àquele arqui- vo. Da mesma forma, quando gravamos vários arquivos de texto com assuntos pare- cidos em uma pasta, não estamos colocando textos parecidos em um mesmo recipi- ente. Estamos dando, ao computador, um caminho para que ele encontre na memó- ria esses arquivos mais facilmente.
Figura 17: Rede de escopo duplo
Dessa maneira, condensamos, na mescla, as atividades realizadas pelos siste- mas operacionais ou pelos programas do computador com as atividades que realiza- mos em nosso escritório. Temos, na mescla, uma mistura dos dois inputs, que são inclusive conflitantes.
Temos o surgimento de uma estrutura emergente própria, que não estava pre- sente em nenhum dos inputs, mas que deles é derivado.
Expostos os pressupostos e elementos básicos da Teoria da Mesclagem Conceitual, que nos servirá de sustentáculo para a análise dos dados, faremos uma exposição do método de coleta dos dados para que possamos descrever de que ma- neira utilizaremos a teoria que acabamos de expor para analisar o corpus. Esse é o assunto do próximo capítulo.
7.
METODOLOGIA
7.1 Sujeitos
Os sujeitos da pesquisa serão alunos dos primeiros períodos do curso de Letras da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais / Unidade Betim.
A escolha da Pontifícia Universidade Católica / Unidade Betim deveu-se, em primeiro lugar, ao grau de familiaridade da pesquisadora com a sua realidade e, conseqüentemente, a maior facilidade de acesso às informações requeridas pelo trabalho. Em segundo lugar, desenvolver a pesquisa naquele local vai ao encontro da necessidade de analisar, de forma sistemática, a atividade de retextualização daqueles alunos.
7.2 Tarefa
7.2.1 Primeira parte
Com o consentimento escrito da professora, foram gravados vinte minutos de uma aula expositiva de Filosofia em que a professora reviu um assunto, “A evolu- ção do conceito de cultura” na turma do segundo período. A gravação foi transcrita. A professora avisou, ao término da aula, que, na aula seguinte, os alunos produ- ziriam um texto sobre o tema. Nessa aula seguinte, a professora então solicitou aos alunos que dissertassem sobre o tema, sem definir as condições de produção, tal como normalmente se pede em provas, por exemplo. O enunciado da questão era o seguinte:
Tendo como base o estudo da primeira parte do livro “Cultura: um conceito antro- pológico”, de Rock de Barros Laraia, e o texto: “Natureza Humana ou Condição Humana”, analise e problematize as correntes do evolucionismo cultural (etnocentrismo) e relativismo cultural (perspectiva antropológica).
7.2.2 Segunda Parte
Foi gravada mais vinte minutos de uma aula de Filosofia II em outra turma do segundo período de Letras, sobre o mesmo assunto da primeira parte da tarefa, também como revisão e com o consentimento escrito da professora. A gravação foi transcrita.
A professora avisou, ao início da aula, que, na aula seguinte, os alunos produ- ziriam um texto sobre o tema e definiu bem as condições de produção desse texto: um artigo a ser produzido para os alunos novatos que ingressarão no curso no próximo semestre, a ser publicado no jornalzinho que circula na Universidade e utilizado em sala, no semestre seguinte, como introdução ao assunto. Os alunos produziram o texto em sala de aula, num tempo máximo de 1h20. O enunciado da tarefa era o seguinte:
Tendo como base o estudo da primeira parte do livro: “Cultura: um conceito antro- pológico” de Rock Laraia, analise e problematize as correntes do Evolucionismo Cultural (Etnocentrismo) e Relativismo Cultural (Perspectiva Antropológica). Você deverá escrever um artigo para os alunos novatos que ingressarão no curso no próximo semestre, a ser publicado no jornalzinho do D.A. e utilizado em sala, no semestre seguinte, como introdução ao assunto.
O leitor-modelo passa então a ser outro que não a professora, mas um aluno que não conhece o assunto. Estaremos, assim, buscando amenizar o efeito do conflito virtual/empírico, criado quando um aluno escreve um texto imaginando um leitor virtual que é a própria professora para a qual ele construiu uma imagem de autor virtual de profundo conhecedor do assunto.
7.3 Materiais
Como resultado da primeira parte da tarefa, obtivemos dois tipos diferentes de texto: a transcrição da aula da professora (Anexo 1) e os textos das retextualizações dos alunos (Anexo 2).
A exemplo da primeira parte, também na segunda parte tivemos dois tipos de textos: a trascrição da aula da professora (Anexo 3) e os textos das retextualizações dos alunos (Anexo 4).
Os textos da transcrição das aulas foram comparados com aqueles produzidos pelos alunos, com base na Teoria da Mesclagem Conceitual, cujos princípios básicos apresentamos na seção anterior. A próxima seção cuidará de uma descrição da análi- se dos dados de acordo com essa teoria.