3. TÜRK TİCARET KANUNU’NA BÖLÜNME
3.6. Bölünme İnceleme Hakkı
3.6.1. Bölünme Sözleşmesi ve Bölünme Planı
Um ambiente de gestão caracterizada como descentralizada pode ser entendido como possuidor de certas facetas interessantes sob o ponto de vista humano na organização. A perspectiva de valoração do lado humano nas organizações é a principal vertente de diferenciação no tocante a gestão centralizadora.
A percepção de que os empregados são os verdadeiros responsáveis pelos resultados da empresa, quebra e transforma de maneira irrevogável algumas crenças e paradigmas do passado. A estrutura organizacional da empresa começa a assumir outro desenho, muito mais horizontalizada, reduzindo níveis hierárquicos, privilegiando a comunicação interna e a agilidade nas tomadas de decisão. O empregado adquire novo status, deixa de ser mais um, recebe tratamento quase individualizado, suas necessidades e expectativas são ouvidas e levadas em consideração nos momentos devidos.Existe diálogo e abertura para que os mesmos coloquem suas ponderações.
De fato, a descentralização, como qualquer mudança, começa com a quebra de alguns paradigmas e de algumas crenças incorporadas ao longo do tempo fruto de práticas gerenciais e hábitos enraizados que provocaram o surgimento de uma determinada cultura empresarial. Quando, neste momento, as empresas que buscam a descentralização começam a se fazer perguntas simples, do tipo, porque realizamos esta tarefa desta forma? Qual a razão de determinada atividade ser realizada por esse nível hierárquico? O que faz mais sentido, a estrutura organizacional existente ou a busca pelo atendimento dos desejos e anseios de nossos clientes? Observa-se a mudança no reconhecimento de que os clientes deixam de ser meros consumidores.
São mudanças simples e muitas vezes discretas que, contudo, gradativamente, começam a moldar uma nova cultura corporativa. Assim como a psicologia nos tem mostrado que um ser humano só se transforma quando as mudanças ocorrem internamente, isto é, no nível consciente, em geral, uma empresa só se modifica quando às transformações ocorrem calcadas em alicerces construídos de maneira consciente acerca do que se deseja mudar e do que se almeja conquistar.
A descentralização descortina este manancial de oportunidades internas em prol da transformação da cultura corporativa e da visão acerca do funcionamento das organizações. É um momento rico para o crescimento e para o nascimento de outras formas de gerenciamento das operações, mais adequadas a nova realidade enfrentada pelas empresas em suas áreas de negócios e de atuação.
As organizações que atuam de forma descentralizada enfrentam desafios de natureza completamente diferente das centralizadas. Precisam se preocupar, em primeira instância, com os anseios de sua clientela e, a partir daí, desenvolver a estrutura organizacional da empresa. Esses aspectos não se findam em si mesmos, são recorrentes e irreversíveis, isto é, os desejos e anseios dos clientes se modificam ao longo do tempo, novos clientes surgem e com eles, outras e novas necessidades também. Com esta linha de atuação em mente, é natural imaginarmos que a empresa pós-moderna e, como tal, mais voltada para a descentralização, seja uma empresa em constante mudança estrutural e em constante mudança de toda sorte de recursos humanos, operacionais, financeiros, mercadológicos e estratégicos de que possa lançar mão.
O alinhamento das aspirações individuais dos empregados com as metas e objetivos da empresa é uma das ações que, profundamente, modifica a essência do relacionamento dos empregados com a organização, isto é, o compromisso institucional tende a ser maior assim
como a autonomia de ação acaba por provocar altos níveis de satisfação dos empregados. Resultante desta nova relação empregado-empregador, a empresa consegue cooptar o entusiasmo e a motivação dos empregados com o alcance dos seus objetivos individuais e, conseqüentemente, os resultados da organização tendem a ser maiores.
Um empregado satisfeito com o seu trabalho e com a organização é fator de extrema diferenciação. Em geral, atrai outros empregados no mesmo perfil, consegue vislumbrar outros negócios possíveis, novas formas de gerir suas atividades, desenvolve a proatividade em relação aos problemas internos e de seus clientes entre outras características importantíssimas para o sucesso da empresa.
Nesta filosofia, a organização descentralizada acaba buscando muito mais o lado humano da organização, o sucesso é resultado do esforço conjunto entre outros aspectos, o trabalho em equipe e participativo é motivo de orgulho interno, a comunicação recebe sinais claros da sua importância e é incentivada e o retorno financeiro é conseqüência e nunca, jamais, objetivo primário.
Por outro lado, nem tudo são flores, a organização pode acabar se dispersando, perdendo foco acerca da sua verdadeira vocação e intenção estratégica. A tendência para o estímulo à informalidade pode deixar a entender que essas organizações não estão muito preocupadas com o planejamento e com alguma rigidez muitas vezes necessária para o mundo dos negócios. Descentralização e informalidade não são conceitos atrelados, isto é, uma organização pode ser descentralizada e ser formal em diversas atividades, sem, contudo, perder de vista o seu real propósito e missão institucional.
De fato, uma gestão descentralizada caracteriza-se fortemente por empreender uma certa flexibilidade em suas operações, isto é, nada é considerado irrevogável e definitivo, nem todas as decisões são tomadas de forma unilateral, isto é, claro, alguém precisa tomar
decisões, todavia, os empregados e participantes diretos desta decisão, normalmente, são ouvidos, colocam seus pontos de vista e influenciam as tomadas de decisão, tornando o ambiente de trabalho extremamente participativo e incentivador do trabalho em equipe, uma vez que percebem o quanto as suas opiniões são relevantes para os processos.
Quando falamos em gestão descentralizada, não estamos defendendo a ótica do liberalismo exacerbado, estamos falando de privilegiar o lado humano na organização, de entender a corporação como constituída de algo mais do que máquinas, do que padronização e controles. Estamos sugerindo entender a empresa como detentora de alma, de sangue, de inteligência e que também, possui máquinas entre outras características fundamentais para o sucesso da mesma. A grande diferença é na percepção acerca dessa nova vertente. Enxergar a organização sob este prisma significa quebrar paradigmas e mexer com a cultura organizacional.
Não existe um caminho melhor ou pior, um caminho certo ou errado, existe sim, um caminho adequado ao atendimento das aspirações e necessidades da sociedade através do alinhamento dos objetivos dos empregados com os da empresa que, juntos, remando para o mesmo lado, são bem melhores do que separados, do que a filosofia de que a direção manda e os empregados obedecem, sentimento característico do período fordista e da centralização de poder.
Deste modo, o maior impacto que a gestão descentralizada pode almejar é buscar a sintonia fina entre os desejos e objetivos dos empregados com as metas organizacionais, deste encontro, podem surgir inúmeras mudanças e vitórias para a empresa que passará a desempenhar suas atividades primando pela gestão conjunta, partilhada e, profundamente, interdependente.