3. Stratejik Plan
3.3. Temel Değerler
Diante da possibilidade e da necessidade de adaptar os referenciais nacionais à realidade regional e local, a Secretaria de Educação do Estado da Paraíba promoveu debates envolvendo profissionais da escola pública estadual de Ensino Médio e do ensino público de Nível Superior – Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). A partir desses debates, foram elaborados os Referenciais Curriculares para o Ensino Médio da Paraíba – RCEM-PB ‐, de 2006, com a proposta de:
[...] ampliar as orientações para um ensino mais compatível com as novas pretensões educativas, contidas nos PCENEM, PCN+, e recentemente nas Orientações Curriculares para o Ensino Médio – OCEM. O objetivo é o de aprofundar a compreensão de conceitos apontados nesses documentos nacionais, oferecendo, sempre que possível, opções metodológicas aplicáveis a contextos regionais e locais (PARAÍBA, 2006, pp.10‐1).
Os RCEM-PB estão divididos em três volumes, contemplando os conhecimentos de História no volume destinado às Ciências Humanas e suas Tecnologias. O referido documento, na introdução da área de História, afirma seu propósito, uma vez apresentar uma proposta de Referenciais de Ensino Médio, específicos para o Estado da Paraíba, a partir da leitura e análise críticas dos PCNEM (2000), dos PCN+ (2002), das OCEM (2004) e das OCEM (2006) (PARAÍBA, 2006, p. 83).
Desse modo, critica a produção de documentos nacionais em série sem o devido tempo para discussão e compreensão por parte dos professores, ao mesmo tempo em que questiona a proposta dos PCN+ acerca da articulação entre temas e conteúdos. Por exemplo, na análise do primeiro eixo ‐ Cidadania: diferenças e desigualdades ‐ é feita uma crítica quanto à desarticulação entre os conceitos de cidadania e de Estado, evidenciada no seguinte questionamento: “como apreender o conceito de cidadania sem articulá‐lo com o conceito de Estado, que só aparece em outro eixo temático?” (PARAÍBA, 2006, p. 92). Outra crítica dirigida ao primeiro eixo, diz respeito à ausência de uma discussão sobre os direitos, entendida como essencial para a compreensão do conceito moderno de cidadania, e a não
113 inclusão de conteúdos/experiências históricas que dariam maior suporte ao tema, como exemplo, são citadas as revoluções inglesas.
Na abordagem do quarto eixo – Nações e nacionalismos –, a discussão sobre o conceito de Estado é criticada por não contemplar outras modalidades de Estado, além dos Estados nacionais absolutistas e liberais clássicos, restritos ao mundo ocidental (PARAÍBA, 2006, p. 96).
A crítica dos RCEM-PB (2006) aos PCN+ (2002), particularmente quanto à seleção e à organização dos conteúdos, destaca a necessidade de ampliação dos conteúdos/experiências históricas sugeridas e de maior abrangência nas abordagens.
No tocante às competências e habilidades, o documento da Paraíba reafirma o compromisso do ensino com a cidadania e com a complexidade e multidimensionalidade do indivíduo, pois abrange o conjunto das dimensões (histórica, social, política, econômica, cultural) que formam os sujeitos. Dentro dessa análise, são apontados dois equívocos muito presentes nos processos de ensino: a perspectiva conteudística e a perspectiva tecnicista, que são apresentadas como modelos contrários às perspectivas calcadas nas competências e habilidades (PARAÍBA, 2006, p. 102).
Nessa perspectiva, o conhecimento da História é apresentado como requisito para que os indivíduos compreendam a sociedade e sua própria existência e, desse modo, a aquisição do conhecimento histórico deve formar pessoas capazes de refletir com criticidade sobre a realidade, auxiliando na superação de problemas (História-Problema) e, assim, formar competências.
Para a consecução dessa proposta baseada no conceito de História-Problema, a tematização deve resultar:
[...] de uma reflexão sobre a sociedade contemporânea e de sua problematização, isto é, a percepção de grandes problemas que enfrentamos em nosso tempo presente. Dessa forma, foram identificados três grandes problemas cuja compreensão histórica é fundamental para os educandos se constituírem indivíduos capazes de se inserirem no seu tempo, compreendendo-o, crítica e reflexivamente, dispondo de condições para nele atuarem como sujeitos de sua História (PARAÍBA, 2006, pp. 118‐9).
Partindo desse entendimento, o documento aponta três problemas da contemporaneidade considerados relevantes: o exercício de uma Cidadania efetivamente democrática, a sobrevivência dos seres humanos de forma inclusiva e a convivência dos seres humanos na diversidade cultural. Com base nesses desafios do mundo contemporâneo, são apresentados três eixos temáticos.
114 O eixo temático 1 – Cidadania, Participação Política e Poder – propõe o estudo da cidadania em associação com as noções de direitos‐deveres, de poder e de democracia, que permita pensá-la como uma construção histórica. Para a consecução desse estudo são apresentados cinco temas: (01) O Ser Humano como Ser Político, (02) Cidadania, Liberdade e Direitos, (03) Cidadania, Etnia‐Cultura e Nacionalidade, (04) Cidadania e “Não‐Cidadania” e (05) Cidadania Planetária.
O eixo temático 2 – Produção, Trabalho e Consumo – sugere o estudo dos diferentes modos de produção, trabalho e consumo organizados pelos seres humanos em diferentes sociedades no espaço e no tempo. Para a implementação em sala de aula, são propostos quatro temas: (01) O Ser Humano como Produtor e Reprodutor de sua Sobrevivência, (02) Os Diversos Modos de Produção e Consumo, (03) Relações de Produção, Trabalho e Propriedade e (04) Produção, Trabalho, Tempo e Representação.
O eixo temático 3 – Diversidade Cultural – destaca a importância de se pensar a cultura como o conjunto das criações nos mais diversos domínios da existência humana. Para o estudo da diversidade cultural são sugeridos três temas: (01) O Ser Humano como Ser Cultural, (02) A Produção Histórica da Diversidade Cultural e (03) Encontros e Conflitos Culturais.
Como parte integrante de cada tema são apresentados conteúdos/experiências históricas para serem trabalhadas em sala de aula, cabe destacar que, nos três eixos temáticos, são elencados conteúdos/experiências históricas de História da Paraíba, como é possível observar no quadro abaixo:
Quadro 3: Conteúdos/experiências históricas de História da Paraíba nos RCEM-PB EIXO TEMÁTICO 1 - Cidadania, Participação Política e Poder
O processo de separação política no Brasil e na Paraíba
Brasil e Paraíba: vários momentos da formação nacional e sua expressão nacionalista: Estado nacional pós- independência, período Vargas, regime Militar: os projetos políticos vitoriosos; os projetos alternativos de construção da Nação (movimentos regenciais)
Identidade local x Identidade global na atualidade
EIXO TEMÁTICO 2 - Produção, Trabalho e Consumo Sociedades “pré-históricas”; Brasil e Paraíba indígenas
Modernização produtiva (século XIX) e Industrialização no Brasil, no Nordeste e na Paraíba
A convivência de modos de produção e consumo diferenciados na atualidade: O exame desta questão no mundo (alguns exemplos), Brasil e Paraíba
Na América Latina, Brasil e Paraíba: senhores e escravos; senhores e camponeses; burguesia e proletariado; burguesia e classes trabalhadoras contemporâneas – suas peculiaridades
115 As formas de propriedade no Brasil e na Paraíba
A prática e o significado do trabalho nas sociedades pré-colombianas (América, Brasil e Paraíba) EIXO TEMÁTICO 3 - Diversidade Cultural
A situação da mulher na Grécia Antiga; na Idade Média e na sociedade moderna; no Brasil e na Paraíba (em vários períodos históricos)
A concepção da sexualidade em diversas sociedades e períodos históricos: Grécia Antiga, Idade Média (visão judaico-cristã) e na atualidade; no Brasil e na Paraíba em alguns momentos (período colonial e atualidade) As políticas afirmativas de inclusão social no Brasil e na Paraíba
(PARAÍBA, 2006. pp. 131-5).
Pela proposta do documento, os temas de História da Paraíba são articulados a outras discussões nacionais e globais como forma de estimular seu aparecimento em sala de aula. Sabemos que fazer referência aos conteúdos em documentos curriculares, por si só, não assegura a efetividade do ensino de História Regional, tão pouco o ensino de História Local49, contudo, essa é uma iniciativa importante na medida em que potencializa sua aproximação com a produção curricular no âmbito de cada escola.
A importância da História Local para o desenvolvimento de determinadas competências é amplamente reconhecido por estudos e estudiosos do ensino de História (NEVES, 1997), (BITTENCOURT, 2004). Para Guimarães (2012), por exemplo,
A história local pode ter um papel significativo na construção de memórias que se inscrevem no tempo longo, médio ou curto, favorecendo uma melhor relação dos alunos coma multiplicidade da duração. Seu estudo implica desafios semelhantes aos da história em geral. O local e o cotidiano devem ser problematizados, tematizados e explorados no dia a dia da sala de aula, com criatividade, a partir de variadas fontes. As memórias da localidade, da região, dos trabalhos, das profissões, das festas, dos costumes, da cultura, da política estão vivas entre nós (GUIMARÃES, 2012, p. 244).
A valorização da História Local também é destacada por Barbosa (2006), nos seguintes termos:
49 Diante da complexidade e diversidade de definições em relação aos conceitos de História Regional e História Local, adotamos, neste estudo, o seguinte critério: chamaremos de História Regional aquela que trata de uma determinada unidade político-administrativa no âmbito do Estado Nacional (História do Nordeste, História da Paraíba ou História de João Pessoa, por exemplo), e de História Local aquela que não é definida pela circunscrição político-administrativa, mas pelo conjunto das relações culturais e cotidianas que aproximam e identificam os sujeitos com o tema objeto da historicização, por exemplo: um morador da cidade de João Pessoa pode se sentir estranho ou distante da figura histórica do presidente João Pessoa (História Regional) e se sentir muito próximo de um líder comunitário identificado com a história de sua comunidade (História Local). Cabe ressaltar que a História Regional pode também assumir a dimensão de História Local, naquelas situações em que a História da unidade político-administrativa se apresenta como significativa para os sujeitos do lugar.
116 A inserção dos atores que compõem a história local e, consequentemente, o seu ensino, contemplado em produções didáticas, aponta para o desenvolvimento de uma consciência da coletividade que considera o plano social, econômico, político e cultural, vislumbrando, assim, a busca de soluções de seus problemas [...]. Essas considerações devem marcar sobremaneira as discussões efetivadas acerca da construção da história local, partindo da premissa de que a história é uma experiência humana, portanto, relacionada às experiências reais vividas por todos os homens (BARBOSA, 2006, p. 66).
Concordando com essas autoras, reconhecemos a importância da História Local e consideramos positiva a sua presença em documentos curriculares, em função, entre outros fatores, de seu potencial para o desenvolvimento de competências que favoreçam o sentimento de pertencimento e a consciência de que a história é construída coletivamente.
Desse modo, a proposta curricular do estado da Paraíba, no tocante à organização dos conteúdos e à inclusão de temas de História da Paraíba, resulta do diálogo com os documentos nacionais que influenciam permanentemente a produção do currículo-ensino de História.
Esses diálogos críticos não se realizam apenas no âmbito dos documentos e não ficam restritos à organização dos conteúdos, pois a produção dos RCEM-PB se fez também a partir de outras negociações e outros sentidos envolvendo comunidades epistêmicas, saber histórico acadêmico, Secretaria de Educação do Estado da Paraíba e escolas públicas e privadas de Ensino Médio da Paraíba.
A elaboração dos RCEM-PB foi coordenada por um grupo de especialistas (comunidades epistêmicas), principalmente professores universitários, que assumiram a responsabilidade de mediar os diálogos e conflitos próprios desse processo de construção política. No caso dos referenciais de História, no conjunto dessas negociações, cabe destacar dois movimentos: a relação com a UFPB e a resistência de professores e estudantes do Ensino Médio.
Em relação a UFPB, a Comissão Permanente do Concurso Vestibular (COPERVE), em 2009, adotou os RCEM-PB como conteúdo programático para o Processo Seletivo Seriado (PSS) – concurso vestibular. Com isso, para as escolas de Ensino Médio da Paraíba, o referido documento passou a ser o principal parâmetro para a seleção dos conteúdos trabalhados em sala de aula. Essa mudança provocou a inquietação de professores e estudantes que resistiam em refazer suas metodologias e questionavam o excesso de conteúdos propostos.
A tensão criada exigiu a negociação entre os especialistas que coordenaram a elaboração dos RCEM-PB, a Secretaria de Educação do Estado da Paraíba e os professores do
117 Ensino Médio, o que levou o Governo da Paraíba a promover cursos de capacitação para os professores da Rede Estadual de Ensino. Mas, o principal questionamento dos professores, com o qual concordamos, foi o excesso de conteúdos, uma vez que, embora o documento os apresentasse de modo propositivo, sua vinculação com o concurso vestibular deixava os professores na obrigação de abordar, em sala de aula, todos os conteúdos mencionados no documento.
Por outro lado, todo esse processo de disputa e negociação produziu contrassensos, por exemplo, a posição da UFPB – adotando os RCEM-PB – foi decisiva para que as escolas de Ensino Médio passassem a organizar seus conteúdos a partir dos eixos temáticos compreendidos nesse documento. Entretanto, o curso de História da UFPB continuou a formar professores com base na estrutura curricular quadripartite, linear, progressiva e teleológica.
Em nosso entendimento, as tensões que marcaram o processo de construção dos RCEM-PB revelaram contradições e dificuldades, mas apresentaram ganhos importantes, pois o ato de fazer a mudança, as resistências e as negociações permitiram, por exemplo, a valorização de temas de História da Paraíba e a necessidade de reformulação das metodologias de aula por parte dos professores do Ensino Médio.
Em 2013, o Conselho Superior de Ensino e Pesquisa e Extensão da UFPB (CONSEPE) decidiu pelo fim do Processo Seletivo Seriado (Vestibular) e adotou como critério para ingresso de estudantes o sistema ENEM-SISU (Sistema de Seleção Unificada), com isso, todo candidato aos cursos da UFPB tem, obrigatoriamente, que se submeter ao ENEM.
Considerando que a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) também aderiram ao sistema ENEM-SISU, a Matriz de Referência do ENEM passou a ser o principal referencial curricular para as escolas de Ensino Médio da Paraíba.
Como enfatizamos anteriormente, o papel que o ENEM passa a desempenhar nas escolas tem repercutido de muitas maneiras. A nossa pesquisa pôde constatar nas escolas pesquisadas, por exemplo, a hegemonia do nacional/universal em detrimento dos temas de História da Paraíba.
A Matriz de Referência do ENEM, regulamentada pelo Edital Nº 6, de 15 de maio de 2015, define a disciplina de História como Componente Curricular da Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias. Para o desenvolvimento das competências e habilidades,
118 sugeridas para essa área do conhecimento, são apresentados os seguintes objetos de conhecimento:
Quadro 4: objetos de conhecimento associados às matrizes de referência CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
• Diversidade cultural, conflitos e vida em sociedade – Cultura material e imaterial; patrimônio e diversidade cultural no Brasil. A conquista da América. Conflitos entre europeus e indígenas na América colonial. A escravidão e formas de resistência indígena e africana na América. História cultural dos povos africanos. A luta dos negros no Brasil e o negro na formação da sociedade brasileira. História dos povos indígenas e a formação sociocultural brasileira. Movimentos culturais no mundo ocidental e seus impactos na vida política e social. Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado – Cidadania e democracia na Antiguidade; Estado e direitos do cidadão a partir da Idade Moderna; democracia direta, indireta e representativa. Revoluções sociais e políticas na Europa Moderna. Formação territorial brasileira; as regiões brasileiras; políticas de reordenamento territorial. As lutas pela conquista da independência política das colônias da América. Grupos sociais em conflito no Brasil imperial e a construção da nação. O desenvolvimento do pensamento liberal na sociedade capitalista e seus críticos nos séculos XIX e XX. Políticas de colonização, migração, imigração e emigração no Brasil nos séculos XIX e XX. A atuação dos grupos sociais e os grandes processos revolucionários do século XX: Revolução Bolchevique, Revolução Chinesa, Revolução Cubana. Geopolítica e conflitos entre os séculos XIX e XX: Imperialismo, a ocupação da Ásia e da África, as Guerras Mundiais e a Guerra Fria. Os sistemas totalitários na Europa do século XX: nazi-fascista, franquismo, salazarismo e stalinismo. Ditaduras políticas na América Latina: Estado Novo no Brasil e ditaduras na América. Conflitos político-culturais pós-Guerra Fria, reorganização política internacional e os organismos multilaterais nos séculos XX e XXI. A luta pela conquista de direitos pelos cidadãos: direitos civis, humanos, políticos e sociais. Direitos sociais nas constituições brasileiras. Políticas afirmativas. Vida urbana: redes e hierarquia nas cidades, pobreza e segregação espacial.
• Características e transformações das estruturas produtivas – Diferentes formas de organização da produção: escravismo antigo, feudalismo, capitalismo, socialismo e suas diferentes experiências. Economia agroexportadora brasileira: complexo açucareiro; a mineração no período colonial; a economia cafeeira; a borracha na Amazônia. Revolução Industrial: criação do sistema de fábrica na Europa e transformações no processo de produção. Formação do espaço urbano-industrial. Transformações na estrutura produtiva no século XX: o fordismo, o toyotismo, as novas técnicas de produção e seus impactos. A industrialização brasileira, a urbanização e as transformações sociais e trabalhistas. A globalização e as novas tecnologias de telecomunicação e suas consequências econômicas, políticas e sociais. Produção e transformação dos espaços agrários. Modernização da agricultura e estruturas agrárias tradicionais. O agronegócio, a agricultura familiar, os assalariados do campo e as lutas sociais no campo. A relação campo-cidade.
• Os domínios naturais e a relação do ser humano com o ambiente – Relação homem-natureza, a apropriação dos recursos naturais pelas sociedades ao longo do tempo. Impacto ambiental das atividades econômicas no Brasil. Recursos minerais e energéticos: exploração e impactos. Recursos hídricos; bacias hidrográficas e seus aproveitamentos. As questões ambientais contemporâneas: mudança climática, ilhas de
119 calor, efeito estufa, chuva ácida, a destruição da camada de ozônio. A nova ordem ambiental internacional; políticas territoriais ambientais; uso e conservação dos recursos naturais, unidades de conservação, corredores ecológicos, zoneamento ecológico e econômico. Origem e evolução do conceito de sustentabilidade. Estrutura interna da terra. Estruturas do solo e do relevo; agentes internos e externos modeladores do relevo. Situação geral da atmosfera e classificação climática. As características climáticas do território brasileiro. Os grandes domínios da vegetação no Brasil e no mundo.
• Representação espacial – Projeções cartográficas; leitura de mapas temáticos, físicos e políticos; tecnologias modernas aplicadas à cartografia.
Fonte: Edital Nº 6, de 15 de maio de 2015/ Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM De acordo com essa proposta, os conteúdos de História, Geografia, Sociologia e Filosofia são organizados e articulados a partir de cinco eixos temáticos, sendo que os conteúdos de História estão concentrados, principalmente, nos eixos “Diversidade cultural, conflitos e vida em sociedade” e “Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado”.
Em função do caráter nacional do ENEM, fica visível que os conteúdos de História apresentados nessa proposta sugerem temas com abordagens nacionais e globais. Embora seja possível, na dinâmica da sala de aula, a realização de aproximações entre as temáticas propostas pela Matriz de Referência do ENEM com a História Regional e com a História Local, fica evidente que esse diálogo tem sido prejudicado, entre outros fatores, pela vinculação entre a seleção dos conteúdos trabalhados em sala de aula e o ENEM.
Em sintonia com essa proposta, as questões de História nas provas do ENEM enfatizam temas com abordagens globais e nacionais, negligenciando os temas de História Regional e História Local.
Na prova de 2009, das 45 questões de Ciências Humanas e Suas Tecnologias, identificamos 24 questões de História50, sendo 13 de História Geral, 09 de História do Brasil e 02 que contemplam ao mesmo tempo temas de História Geral e de História do Brasil. Em 2010, foram 28 questões de História, sendo 10 de História Geral e 18 de História do Brasil. Em 2011, das 23 questões de História, constatamos 06 de História Geral e 17 de História do Brasil. Em 2012, identificamos 22 questões de História, das quais 13 foram de História Geral e 09 de História do Brasil. Já na prova de 2013, constatamos 19 questões de História, com 08 de História Geral e 11 de História do Brasil.
50 Consideramos como questões de História aquelas cuja abordagem principal gira em torno de temas concebidos como parte do conteúdo programático de História. Quando a questão apresenta uma abordagem interdisciplinar – envolvendo conteúdos de História e Geografia, por exemplo – só a classificamos como questão de História se o conteúdo de História exercer centralidade na abordagem.