• Sonuç bulunamadı

BÖLÜM – BULGULAR VE YORUMLAR

De acordo com a Figura 3 de análise do nitrogênio microbiano no solo, nota-se a fundamental importância dos microrganismos para a disponibilidade desse nutriente

no solo em função da aplicação dos resíduos, os quais apresentaram comportamento crescente, todos com respostas quadráticas, na camada de 0 – 0,05 m, em ambas as épocas.

O lodo de esgoto LSJ foi o resíduo com melhor resposta para nitrogênio microbiano após 12 meses de reação, já com 24 meses o lodo de esgoto LB foi o que apresentou o maior valor para essa variável, com 179 mg de nitrogênio microbiano dm-3 de solo na dose de 4,4 t ha-1, podendo-se inferir que o LB favorece a população microbiana para o fornecimento de N no solo entre os valores de 2 a 4,5 t ha-1. Já para a camada de 0,05 – 0,10 m o resíduo LB mostrou-se como o mais responsivo no aumento de nitrogênio microbiano em ambas as épocas de reação.

O nitrogênio microbiano do solo, na camada de 0 – 0,05 m, foi favorecido pela aplicação de todos resíduos, com respostas crescentes até a dose de 8 t ha-1 na época após 12 meses. Sofrendo incremento menos ociosos após 24 meses de reação, obtendo- se os maiores valores nas doses de 4,7 t ha-1 para Lcal e de 5,1 t ha-1 para E, e aumentando os níveis dessa variável até 8 t ha-1 para LSJ. As respostas de nitrogênio microbiano do tratamento adicional calcário foi a segunda mais eficiente entre os tratamentos, após 24 meses de reação, apresentando menor valor apenas para LB na dose 2 t ha-1. Esse fato demonstra que para maior eficiência da calagem no aumento do nitrogênio microbiano foram necessários valores próximos a 24 meses de reação.

A camada de 0,05 – 0,10 m não mostrou a mesma eficiência para o nitrogênio microbiano quando comparada a superficial, após 24 meses de reação. Denotando assim a importância de se ter a matéria prima, para o fornecimento de nitrogênio, que são os resíduos vegetais depositados em sua superfície, bem como a aplicação dos resíduos industriais e urbanos que também foram aplicados superficialmente, favorecendo a atividade microbiana na disponibilidade de nitrogênio já na primeira camada.

Entretanto os resultados de nitrogênio microbiano na camada de 0,05 – 0,10 m, proporcionado pelos tratamentos com resíduos e com a calagem, podem ser considerados de grande importância na atividade microbiana. Se os resultados dos tratamentos forem comparados com a testemunha (dose zero) pode ocorre acréscimo de 60 mg de nitrogênio microbiano dm-3 de solo em média; para essa segunda camada, possibilitando, portanto, melhor disponibilidade desse nutriente na profundidade de até 0,10 m.

Todos os resíduos apresentaram comportamento semelhantes, em ambas as épocas, no entanto na segunda época de amostragem há maior homogeneidade dos valores de nitrogênio microbiano já na dose de 2 t ha-1, sendo pouco efetivo o aumento das doses dos resíduos para essa variável nessa camada. Fato que demonstra a efetividade da primeira dose na contribuição da atividade microbiana na disponibilidade de nitrogênio na camada de 0,05 – 0,10 m, permitindo inferir que os microrganismos decompositores de nitrogênio possam estar atingindo certo equilíbrio populacional, nessa camada.

O calcário mostrou-se eficiente no aumento da atividade microbiana para o nitrogênio microbiano, principalmente, em comparação à testemunha, e sua eficiência foi ainda maior após 24 meses de reação, sendo inferior apenas, ao tratamento LB na dose 2 até 4,5 t ha-1, para camada de 0 – 0,05 m e menor que a dose de 8 t ha-1, desse mesmo lodo de esgoto, na camada de 0,05 – 0,10 m.

Essa maior contribuição na disponibilidade de nitrogênio no solo em razão da atividade microbiana, conferida pela aplicação dos resíduos, bem como do calcário, já seria um dos principais motivos para a melhor nutrição e desenvolvimento das plantas de aveia e soja, bem como o favorecimento da fertilidade do solo. Uma vez que é a partir dos microrganismos que se inicia a contribuição para melhor performance das propriedades química e física do solo.

Esses resultados de nitrogênio microbiano, para lodo de esgoto corroboram os encontrados por Andrade & Mattiazzo (1999) que justificam esse aumento em razão do lodo de esgoto ser um material essencialmente orgânico e a formação de amônia ocorre paulatinamente à medida que o material orgânico vai sendo mineralizado.

Rosolem et al. (2003a) relataram que o N orgânico foi aumentado com as doses de N, mostrando que boa parte do fertilizante aplicado foi imobilizada, não ficando imediatamente disponível às plantas, ficando menos sujeito a perdas por lixiviação, desnitrificação ou volatilização. Demonstraram ainda que o calcário, seja incorporado, ou aplicado na superfície, aumenta a imobilização do N na massa microbiana.

Malhi et al. (2001) demonstraram que o N aplicado em cobertura, sem incorporação, é sujeito à imobilização. Isso é verdadeiro na presença de grandes quantidades de resíduo com alta relação C:N, a qual aumenta a incorporação do N na biomassa microbiana. Essas explicações podem ser atribuídas aos resultados obtidos por esse trabalho, onde a

aplicação dos resíduos e do calcário, contribuem no incremento do nitrogênio microbiano, principalmente em razão da alta relação C:N encontrada na cultura da aveia preta, além da existência da relação simbiôntica da soja na fixação biológica de nitrogênio (FBN), fato que explica também, o aumento dos valores de nitrogênio microbiano no solo.

Muitos trabalhos de produtividade de soja envolvendo diferentes espécies vegetais de cobertura, atribuem a diferença estatística entre os tratamentos ao acúmulo de resíduos vegetais sobre a superfície do solo, sendo sua decomposição diferenciada em função do clima de cada local, o qual condiciona o maior ou menor crescimento da população microbiana do solo responsável pela permanência dessa palhada na superfície em sistema de plantio direto (GONÇALVES & CERETTA, 1999).

Benzer Belgeler