Conforme se observou em seus depoimentos, Márcia trabalha em uma escola na qual o sistema de ciclos funciona bem, pois os professores decidem os temas a serem trabalhados e reúnem-se semanalmente para avaliar o desenvolvimento do trabalho e o rendimento dos alunos. Ela se mostra satisfeita com a gestão escolar, e aponta dois problemas contextuais: a carência material dos alunos e a indisciplina em algumas salas.
Assim como Jonas, Márcia não se limita a simplesmente descrever a aula, mas também a coloca numa perspectiva macro, ou seja, do projeto que os professores estão desenvolvendo na escola:
[6] [...]. A gente [os professores da escola] decidiu fazer o projeto “Brasil” e aí eu dei para eles um texto que falava sobre a questão da música brasileira, que a gente deveria dar mais valor à nossa música, que a gente só fica ouvindo música em inglês. Então a gente leu o texto, foi pegando algumas palavras que eles já conheciam, palavras que parecem, então a gente foi lendo o texto, parágrafo por parágrafo, a gente discutiu um pouco esse texto, o que o texto estava falando, e eu passei perguntas sobre esse texto. Então, eles teriam que voltar ao texto. Algumas palavras eu pedi que eles tirassem do texto e, na verdade, eles respondiam algumas perguntas que eu fazia em relação ao texto. Aí teve um momento da aula em que eu fiz perguntas para eles, relacionadas à música. Então, eu perguntava qual música que eles mais gostam, eu falei que eu queria cantores brasileiros, músicas brasileiras, qual o tipo de música que eles gostam, qual é o cantor que eles mais gostam, o nome da música, e eles responderam isso em inglês, que eu fui ajudando na aula passada. Nesta aula que a gente assistiu, eu troquei as fichas, então cada um tinha que falar um pouco sobre o que o colega gostava, para gente estar tentando adivinhar de quem era aquela ficha. Então, além de eles terem que ler e estar tendo que explorar o que
o colega conhece ou não, eles estariam montando as próprias frases. O que eu tinha planejado da aula, que seria essa questão da leitura, depois writing, speaking, foi realizada. Agora ficou faltando a questão do listening, que eu estava planejando dar alguma coisa para eles, não foi possível, mas no andamento da aula foi tudo bem, foi aquilo que eu tinha planejado.
Ao contrário de Jonas, a descrição de Márcia não contempla o que os alunos seriam capazes de realizar, mas sim é expressa, em grande parte, com base nas atividades propostas pela professora, o que se verifica na utilização repetida do pronome “eu” acompanhado de uma ação realizada por ela. E, assim como Ana Clara e Pedro Henrique, Márcia torna explícita sua avaliação positiva da aula. Entretanto, seus objetivos não parecem claros para nenhum dos três professores. A resposta de Márcia à pergunta de Jonas sobre os objetivos é a seguinte:
[7] O objetivo foi que a gente está discutindo um pouco sobre o projeto “Brasil”. Então eu discuti com os meninos um pouco da música brasileira, que tipo de música que eles gostavam, e estar explorando algumas palavras relacionadas a esse tema Brasil. Aí a gente entrou na questão da música, foi isso.
Como se percebe, Márcia menciona o tema, mas não faz referência aos objetivos lingüísticos. E ainda buscando fazer sentido da aula de Márcia, Pedro Henrique faz uma outra pergunta:
[8] E como é que você se sentiu depois da aula? Porque quando a gente apresenta uma aula, a gente tem uma certa expectativa. A sua expectativa foi alcançada? Você saiu satisfeita? Como é que foi depois da aula? Seus objetivos foram realizados? Você conseguiu passar para eles o que você tinha planejado? Como é que foi?
A resposta de Márcia toca no ponto crítico da aula, que é o desempenho oral dos alunos. Conforme anotações, esta foi uma aula em que uma atividade de produção oral se realizou. Os alunos estavam sentados em círculo e cada aluno recebeu uma ficha de um colega, na qual estavam escritos os nomes de uma música e de um cantor prediletos. Um aluno deveria perguntar: “What’s his/her favourite singer/song?” ou “Which
singer/song does he/she like?”, e a resposta deveria ser: “His/her favourite singer/song is...” ou “He/she likes...” Quem adivinhasse a resposta seria o próximo a perguntar.
Todavia, os alunos quase não fizeram uso da língua-alvo durante a aula e, na entrevista após a aula, eles não mencionaram as duas perguntas ou respostas, o que se percebe no depoimento de Márcia:
[9] Eu acho que essa questão deles estarem falando, eu acho é uma coisa muito difícil de a gente ((incomp.)) na sala de aula. Eu vejo que às vezes é muita bagunça, eu não sei se um ouve o que o outro está falando, eu não sei se eles estão prestando atenção no que eu estou falando, mas o objetivo é que eles soubessem como é que fala ele gosta, he likes, e o que eu vi das respostas que as meninas deram [entrevista com os alunos] é que elas não falaram nada disso, parece que elas ficaram no projeto anterior, que foi o projeto family. [...]. Agora, a questão delas não terem falado essas palavras ou alguma coisa, eu não sei, eu acho que pode ser uma coisa que pode ser trabalhada nas próximas aulas.
Aqui, fica evidente que, quando a professora analisa a aula sob o ponto de vista de como é para os alunos, sua avaliação da aula passa a ser negativa, pois o objetivo, que era a prática das perguntas e respostas sobre as preferências musicais dos alunos, não foi atingido. Desse modo, podemos dizer que a descrição de Márcia foi semelhante à de Ana Clara (Aula 1) e à de Pedro Henrique (Aula 2), pois não contemplou a dimensão contextual da aula. Tal dimensão é colocada assim que a palavra é dada aos outros elementos do grupo, o que permite constatar que a reflexão entre os participantes é que traz à tona o que de fato aconteceu em sala.
Em poucas palavras, a descrição é feita na perspectiva macro, centrada no currículo, e a reflexão interativa coloca em xeque a avaliação positiva da professora, na medida em que mostra que o principal objetivo não foi atingido – os alunos não falaram a língua.
3.5 Aula 5 – Ana Clara
A descrição feita por Ana Clara de sua segunda aula é bastante diferente da primeira. Em vez de se concentrar nas atividades que ela realizou em sala, ela explicita o conteúdo, o foco da aula, a atitude tomada para resolver a questão da indisciplina, o que os alunos fizeram durante a aula e o que eles disseram ter aprendido nas entrevistas realizadas ao final da aula:
[10] O objetivo desta aula foi justamente reforçar a questão de países e nacionalidades, de origem, mas de uma maneira na qual eles pudessem fazer o processo de oralidade, de repetição, mas sem ser daquela maneira como eu estava fazendo, porque aquilo não estava dando em nada. Eles não sabem a hora certa de falar, não respeitam o colega quando ele está falando e nem me respeitam quando eu estou falando, aquela bagunça total. Então, eu coloquei essa prática auditiva valendo nota [...], uma coisa até meio terrorista, mas é o que está funcionando. Toda atividade que eu levo, eu digo que vale nota [...], então eles têm ficado mais calmos, mais comportados, pelo menos ele fazem
mais silêncio. A minha intenção [...] era somente [...] que eles tivessem checando as respostas, repetindo, porque se eu peço para eles me darem a resposta, eles estão repetindo o que eles ouviram. Na verdade, a minha intenção era repetição e oralidade, mesmo com uma atividade assim mascarada. Eu achei até que foi bem, porque eles repetiram tudo que eu falara, com uma pronúncia razoável [...] e agora eu estou vendo [entrevistas com os alunos no vídeo] que alguns pegaram e muito bem. Teve um aluno que falou /airi∫/, que é uma coisa que eu nunca tinha visto um aluno falando certinho, e eu já tinha apresentado nacionalidades e países anteriormente. [...]. Eu levei um globo terrestre, eu levei figuras de pessoas para que eles me dissessem a nacionalidade delas, e parece-me que os alunos pegaram bem isso e estão com uma pronúncia até razoável. Posteriormente, eu vou partir para uma atividade escrita no livro, ou mesmo a produção de um diálogo.
Nessa descrição, a professora demonstra ter uma compreensão bem mais ampla de sua aula, na medida em que reflete o que aconteceu em sala e nas entrevistas. A forma como ela descreve esta aula demonstra uma aprendizagem resultante das reflexões anteriores, que, em vez de focalizarem os professores ou as atividades por eles realizadas, focalizaram, em grande parte, os alunos, seu comportamento, sua resposta às ações docentes e a aprendizagem.
Na reflexão interativa, Jonas e Pedro Henrique avaliam a aula de Ana Clara como uma boa aula. O primeiro diz que “o objetivo foi alcançado”, e o segundo salienta o fato de que “os alunos produziram”. Além disso, ambos acreditam que ela utilizou uma boa estratégia para manter a disciplina. Apesar de Ana Clara afirmar que não se sente bem agindo autoritariamente para tornar os alunos mais disciplinados, ela admite que suas aulas ficaram melhores depois que ela assumiu uma postura mais rígida com os alunos.
Sua descrição, em suma, insere-se na perspectiva micro e centrada no aluno, e sua avaliação é feita com base no que os alunos produziram, avaliação essa que é ratificada quando a discussão se abre para o grupo.
3.6 Aula 6 – Pedro Henrique
Pedro Henrique, assim como Ana Clara, descreve sua segunda aula de forma mais abrangente do que a primeira. Além do conteúdo e das atividades realizadas, ele também se reporta ao comportamento dos alunos:
[11] Nesta aula, o meu objetivo era revisar o que a gente tinha visto desde o início do semestre, porque a gente está no final do semestre, então eu queria ver o que eles tinham aprendido. A gente trabalhou, nesta aula, greetings, occupation e countries and
nationalities. O que eu queria era que eles montassem um diálogo baseado no que a
gente já tinha visto. Então, eu deixei a coisa bem solta mesmo, eles poderiam praticar sem ter nada controlado, eu queria que eles produzissem, é uma free practice [...]. Primeiro, eu elicitei deles quais são as perguntas que a gente faz no diálogo, eles me deram o feedback, aí depois no quadro eu coloquei alguns hints para eles poderem praticar o diálogo [...], no qual dois colegas de sala estavam se encontrando pela primeira vez. [...]. E, lógico, alguns alunos não participaram, aqueles que estavam mais dispersos mesmo e, particularmente, nesse dia, também, eles estavam chateados, porque um coleguinha deles tinha sido expulso [...]. Mas o que eles estavam querendo mesmo é ir embora, tanto que, quando chegou dez minutos antes de terminar a aula, estava todo mundo já com o mochilinha nas costas para ir embora. Então, meu objetivo era esse, que eles praticassem o diálogo que eles tinham visto desde o começo do ano.
Como se percebe, ao descrever os objetivos, Pedro Henrique expressa o que queria que os alunos fizessem e grande parte de sua fala é dedicada aos alunos, tornando seu depoimento mais coerente com o que ocorreu em sala. Na sessão de reflexão, ele explica que é esse o tipo de aula que sempre acontece na escola e que não reprime muito os alunos, “a não ser quando avançam o sinal”. Quando isso acontece, ele pára, chama a atenção deles, mas na mesma hora volta a brincar. Ele acredita que o clima das suas aulas é “bem legal” e é esse clima que propicia “uma produção melhor e mais espontânea”. Entretanto, ao contrário do que acontece na primeira descrição, Pedro Henrique menciona dois aspectos negativos: o primeiro diz respeito aos alunos: “alguns alunos não participaram”, e outro é que ele gostaria de ter apagado o diálogo do quadro, mas ele ficou “com medo de eles não conseguirem fazer o diálogo sem ler”.
Ana Clara faz uma avaliação positiva da aula, argumentando que o objetivo foi alcançado e que “a produção dos alunos foi intensa”, a despeito de os alunos estarem muito agitados. Anotações descritivas pós-observação evidenciam, no entanto, que metade da turma participou da aula e a outra metade estava andando pela sala e conversando. Além disso, o barulho em sala era muito grande. O professor, no início da aula, disse aos alunos que eles fariam um diálogo e pediu-lhes que fossem falando em inglês as perguntas e respostas que surgem em um diálogo entre dois colegas que acabam de se conhecer. O professor falava as frases em português, os alunos davam as equivalentes em inglês, e o professor as escrevia no quadro em torno da palavra
dialogue. Depois, o professor escreveu um diálogo no quadro, novamente com a ajuda
apresentado e avaliado. Um pouco menos da metade da aula fez a apresentação, que consistiu na leitura do diálogo. Consta das notas reflexivas que o ponto positivo da aula foi a estratégia do professor de extrair dos alunos as falas do diálogo, e que o negativo foi o fato de que, à semelhança do que ocorreu na primeira aula, os alunos leram o diálogo e não tiveram a oportunidade de produzi-lo livremente, ou seja, a atividade não se constituiu em uma “free practice”, como era intenção do professor.
Um aspecto enfatizado em seus depoimentos como positivo é a liberdade que os alunos têm em sala, o que, se por um lado permite a construção de um ambiente amigável entre alunos e professor, por outro parece comprometer a aprendizagem, porque os alunos participam da aula se quiserem. Tal atitude demonstra um certo descompromisso com a aprendizagem, que responde pela sensação de frustração que caracterizou o primeiro tópico de reflexão sobre a aula, “resultados e contexto”, como será visto em 4.6.1.
Resumidamente, a aula foi descrita na perspectiva micro e centrada no aluno. Pode-se dizer que Pedro Henrique mostra-se mais crítico na descrição desta aula e mais abrangente da totalidade dos eventos ocorridos em sala, na medida em que focalizou os resultados de suas ações. Aspectos positivos e negativos da aula são percebidos por Pedro Henrique, e, apesar de Ana Clara fazer uma avaliação positiva, a aula suscita reflexões que revelam a insatisfação com os resultados do processo de ensino de inglês na escola pública.
3.7 Aula 7 - Jonas
Como aconteceu na descrição da Aula 3, Jonas coloca esta aula no plano macro, ou seja, dentro de um tema, mas, em vez de objetivos comportamentais, ele descreve os objetivos da aula com base no conteúdo apresentado e nas atividades realizadas:
[12] O objetivo desta aula aí era introduzir e também praticar um pouquinho de countries and
nationalities, praticar essa target sentence: “Where are you from?”. E revisar alguma
coisa de verbo to be, I am, you are, he is, she is, que aos poucos eles vão acostumando, sem ser aquela coisa [...] “decoreba”. [...]. E o objetivo maior, que está por trás disso tudo, é mostrar para os alunos que o nosso país é um país bom, que tem muita coisa boa, natureza, que tem pessoas que se importam com esse país e mostrar também que os políticos não fazem nada por esse país, que a educação no país está cada vez pior, que as drogas estão aumentando cada vez mais, que a miséria está aumentando cada vez mais, mas que, apesar disso, tem uma solução, sim. E o pessoal fala que o Brasil é um país do
futuro, eu ouvia isso há muito tempo, o futuro chegou e o Brasil continua sendo um país do futuro. Por isso que eu brinquei com eles: “O pessoal fala que são vocês que vão mudar essa situação. Vocês acreditam nisso?” Então eu quero despertar nos alunos esse lado, às vezes, a gente escreve no nosso plano, “formar um cidadão consciente, capaz de mudar a realidade, capaz de interagir na sociedade”, mas só que as aulas que a gente dá não têm nada disso. Então eu penso que dá para fazer isso, sim, na aula de inglês. Além de aprender Where are you from?, I am, He is, She is e um monte de países [...], eu queria mostrar para eles que existe um punhado de país que tem coisas boas e que o Brasil também tem coisas boas, só que isso não é mostrado, não é falado lá fora. [...]. Sempre que tem alguma coisa do Brasil lá fora, é Carandiru, é o arrastão do Rio de Janeiro, é a bunda da Carla Perez, da Tiazinha. A gente tem que mudar a imagem do país lá fora. E para mudar lá fora, a gente tem que mudar aqui dentro e começar pela mente dos nossos jovens. E dá para fazer isso muito bem na aula de inglês. Esse tipo de aula é o início de um projetinho que eu chamo de “Brasil”. Então, a gente fica mais ou menos um mês trabalhando só Brasil.
Jonas continua essa descrição descrevendo o projeto “Brasil”, em que trabalha vocabulário sobre países e nacionalidades; as músicas Desordem e Polícia para quem
precisa de polícia dos Titãs, e Que país é esse? do Legião Urbana; good points e bad points about Brazil; texto sobre o Brasil; perguntas sobre o Brasil (Which continent is Brazil in?, What’s the currency of Brazil?, Do you like Brazil? etc.); gramática
(interrogative pronouns, it, do, does etc.); escrita: os alunos produzem textos pequenos sobre o Brasil; e produção de cartazes e exposição.
Pela pergunta de Ana Clara sobre o que ele mudaria na aula, pode-se inferir que Jonas faz uma avaliação positiva da aula, pois ele responde que a única mudança seria aumentar o tempo de aula, já que “o texto foi lido correndo”, e ele traduziu sem que eles tivessem muito tempo para entender o significado do texto.
Ana Clara avalia a aula de forma bastante positiva e diz que “seu sonho é ter uma sala como esta”. Ela menciona acreditar que os objetivos foram atingidos, pois nas entrevistas com os alunos, no final da aula, os alunos falaram o que aprenderam sobre os países. Ela acrescenta que “esses alunos serão mais conscientes, eles vão mudar a realidade deles, se continuarem tendo esse tipo de aula”. Também Pedro Henrique acha que os alunos de Jonas participam, estão interessados, e afirma que “a produção deles é fantástica”.
A descrição ficou centrada nas ações do professor, o que não permitiu definir o que aconteceu em sala, foi o olhar de Ana Clara e Pedro Henrique – exclusivamente voltado para os alunos – que possibilitou verificar como a aula se realizou. Assim,
evidencia-se, novamente, que é o comportamento dos alunos que dá a verdadeira dimensão do que constitui uma aula.
É curioso notar que com Jonas acontece o contrário do que ocorreu com Ana Clara e Pedro Henrique, pois enquanto sua primeira aula foi descrita em termos da perspectiva do aluno, a segunda focalizou a perspectiva do currículo. Isso pode significar que Jonas quis enfatizar o conteúdo temático de sua aula e o papel de formador que o professor deve desempenhar.
3.8 Aula 8 - Márcia
A exemplo da Aula 4, Márcia fala não da aula dada, mas de uma unidade de ensino, que é o tema “Brasil” e do qual esta aula faz parte:
[13] Esta aula começou do projeto “Brasil” e nós, professores, decidimos incluir “Goiás”. Já tem umas duas aulas que a gente deu um texto sobre Goiás Velho, explorando as palavras que eles conhecem e, de uma maneira geral, o que eles entendem do texto. Então esse foi o segundo texto que eu dei sobre o projeto Goiás. A gente estudou sobre o Parque [das Emas], e a minha aula foi o que eu escrevi no quadro, quer dizer, eu só escrevi no quadro as palavras que eles conheciam, uma palavra ou outra eu estava ajudando eles, era só para a gente ver de maneira geral o que é que falava sobre o Parque. Na outra aula [Aula 4], eu tentei fazer uma atividade oral, que eu acho que eles não pegaram muito, não se envolveram em estar falando. Eu acho que eles participaram muito mais desta aula, no texto escrito, eles tiraram muitas palavras do texto também. Então, pelo menos eu acho que esse processo de leitura, pelo menos as estratégias de leitura, que foram o objetivo maior da minha aula, eu acho que eles conseguiram pegar isso. Eles não ficavam toda hora perguntando “O que é essa palavra?” Então eles