2. GENEL BİLGİLER
2.9. AYRILMA ANKSİYETESİ
DESSA PESQUISA.
A Figura 1 apresentou os dados sobre o levantamento feito para encontrar participantes da pesquisa. A primeira discussão foi realizada a partir da descrição sobre o número das escolas regulares e especiais do município, nas quais foram pesquisadas a existência de alunos com sequelas de mielomeningocele. Encontrou-se 122 escolas no município, dentre elas: 3 são escolas especiais; 31 escolas estaduais; 37 privadas, 51 escolas municipais.
Figura 1-Número de Escolas Regulares e Especiais do município.
Pode-se perceber por meio dos dados da Figura 1 que as escolas de âmbito público apresentaram-se em maior número no município e as escolas especiais em menor número. Estatisticamente a probabilidade de encontrar pessoas com sequelas de mielomeningocele foi maior no âmbito público (estaduais e municipais).
A Figura 2 apresentou a porcentagem de escolas nas quais encontrou-se pessoas com sequelas de mielomeningocele matriculadas. Dentro do universo de escolas 122, em apenas quatro foram descobertas crianças com mielomeningocele.
E. Municipais 51 E. Privadas 37 E. Estaduais 31 E. Especiais 3 0 10 20 30 40 50 60 1 2 3 4 Tipos de Escola N. Escolas
Escolas sem aluno com mielo; 1; 97% Escolas com alunos com mielo 3%
Figura 2- Escolas Regulares que apresentam pessoas com sequelas de mielomeningocele matriculadas.
Os dados revelaram que aproximadamente três por cento das escolas têm crianças com sequelas de mielomeningocele matriculadas. Em contrapartida em noventa e sete por cento das escolas não existe essa população específica.
E por fim a Figura 3 encerra a discussão de questões relacionadas ao levantamento de pessoas com mielomeningocele no município. Esta figura aponta que os participantes dessa pesquisa eram apenas das escolas municipais.
Escolas Municipais sem aluno com mielo; 1; 97% Escolas Municipaiscom alunos com mielo 3%
Figura 3-A relação de escolas municipais nas quais estão matriculadas pessoas com sequelas de mielomeningocele.
Dentro das cinqüenta e uma escolas municipais, em quatro delas foram descobertas pessoas com sequelas de mielomeningocele. Assim aproximadamente sete por cento das escolas municipais perfazem o total da amostra de participantes dessa pesquisa.
A Figura 3 nos traz dados importantes a respeito da inclusão do aluno com seqüela de mielomeningocele no ensino regular. Porque eles só foram identificados na rede regular
de ensino, enquanto nas escolas especiais até o período pesquisado não existia nenhum aluno com essa doença específica.
Dados do censo escolar, Brasil (2006), apresentaram essa mesma tendência, pois eles revelaram que houve um aumento significativo no número de matrículas de alunos com Necessidades Educacionais Especiais no ensino regular. Para Mendes (2006) ao longo da história é provável que crianças com tipos mais brandos de deficiência sempre tenham tido algumas oportunidades de acesso a escola. Entretanto os alunos com deficiências mais severas na maioria do tempo sempre estiveram segregados. A reforma para promover uma educação de qualidade para todos os alunos resultou no movimento de inclusão, o qual estabeleceu as diferenças humanas como normais. E foi a partir desse momento que alunos com sequelas de mielomeningocele passaram a ter oportunidades de acesso às escolas regulares.
Outro dado importante identificado na Figura 3 foi que os alunos com seqüela de mielomeningocele encontrados, participavam apenas das escolas municipais. Mendes (2006) analisou a evolução das matrículas por dependência administrativa nos anos de 1996 a 2003 e nesse período observou-se essa mesma tendência à municipalização.
Diante desses dados da pesquisa torna-se indiscutível que o município pesquisado vem aprimorando as políticas públicas no atendimento às necessidades educacionais especiais. Dados da Secretaria de Educação do município alvo da pesquisa, Brasil (2008) revela como meta da educação especial o acesso ao conhecimento na sala regular, proporcionando ao aluno da educação especial a oportunidade de frequentar a escola do seu bairro. Ainda a política do município disponibiliza que o atendimento educacional especializado seja preferencialmente realizado nas escolas regulares nos espaços destinados as salas de recursos.
O próximo Quadro três forneceu dados sobre os alunos com sequelas de mielomeningocele encontrados nas quatro escolas municipais. No total a amostra desta pesquisa contou com 11 participantes, quatro alunos (C1; C2; C3; C4) e sete professores (SRg1; SRg2; SRg3; SRg4; SRc1; SRc2; SRc4) respectivamente quatro do ensino regular e três da sala de recursos multifuncional. A faixa etária dos alunos com sequelas de mielomeningocele variou dos cinco aos onze anos e o sexo foi predominantemente masculino. No que se diz respeito à série, dois participantes eram da educação infantil e dois eram do ensino fundamental.
Quadro 3- Dados gerais dos alunos com sequelas de mielomeningocele participantes da pesquisa.
Alunos Professores Idade Sexo Série Localização da Escola C1 Sala Regular (SRg1)
Sala de Recursos (SRc1)
11 anos masculino Ensino Fundamental
Periferia do Município
C2 Sala Regular (SRg2) Sala de Recurso (SRc2)
5 anos masculino Educação Infantil
Periferia do Município C3 Sala Regular (SRg3) 5 anos masculino Educação
Infantil
Periferia do Município C4 Sala Regular (SRg4)
Sala Recursos (SRc4)
8 anos masculino Ensino Fundamental
Periferia do Município
Dentre os dados de caracterização da amostra dos alunos com seqüela de mielomeningocele foi possível notar que todos os alunos eram do sexo masculino e moradores de bairros localizados na periferia do município. A predominância do gênero masculino não foi a realidade encontrada nas pesquisas em geral, pois doenças relacionadas ao fechamento do tubo neural ocorrem com maior frequência em neonatos do sexo feminino. Cunha (2005) diz que a explicação para esse fenômeno tem sido associada ao fato de que, para o fechamento do tubo neural, o feto feminino necessita maior quantidade de gonadotrofina coriônica humana que o feto masculino. Portanto a probabilidade de incidência é maior em mulheres. Tal fato não foi encontrado no estudo, hipotetiza-se que essa realidade não esteve presente, pois obteve-se um número pequeno de participantes.
Dentre os alunos com sequelas de mielomeningocele todos estudavam em escolas localizadas na periferia de um município do interior do estado de São Paulo. Segundo Cunha (2005) a baixa condição socioeconômica, traz uma situação de elevado risco para a ocorrência de defeitos no fechamento do tubo neural. Porque mães situadas nessa faixa socioeconômica, tem uma dieta pobre e ingerem quantidades significativamente menores de proteínas, polissacarídeos, fibras, ferro e niacina.
Assim foram encontrados em um universo de 122 escolas quatro alunos com seqüela de mielomeningocele, do sexo masculino, eles eram pertencentes às escolas municipais localizadas na periferia do município, sendo que dois deles participavam da Educação Infantil e dois do Ensino Fundamental.
4.2-CARACTERIZAÇÃO DA INCLUSÃO ESCOLAR DOS ALUNOS COM