4. BULGULAR
6.2. ÖNERİLER
A Tabela 3 apresentou as formas encontradas pelos professores do ensino regular para resolver os desafios. Cada professor possuía uma atitude diferenciada para enfrentar o problema. Eles recorriam a família ou aos professores da sala de recursos multifuncional como forma de apoio para solucionar os possíveis desafios. Em outras situações, buscavam adaptar as atividades para que o aluno pudesse ter acesso a todas as atividades.
Tabela 3-Soluções encontradas pelos professores do ensino regular para resolver os possíveis desafios vivenciados por meio da inclusão do aluno com seqüela de mielomeningocele no ensino regular.
Opinião dos professores do ensino regular
Citações Frequência
Apoio Familiar “Discutir com os pais sobre a frequência da criança nas aulas. Ele tem muitos probleminhas de saúde, não sei se é por causa da mielo” SRg1.
1
Apoio pedagógico do professor da sala de recurso
“Ela me auxilia e dá boas orientações” SRg1; SRg2, SRg3.
3
Adaptação das atividades “Eu procuro sempre estar adaptando as atividades para ele” SRg 3.
1
Observação: A frequência apresentada foi de três respostas, pois uma das professoras afirmou não procura solucionar desafios.
Um dos professores pesquisados afirmou recorrer ao apoio familiar para que o aluno com seqüela de mielomeningocele pudesse aumentar sua frequência na sala de aula, visto que ele faltava muito às aulas dificultando o processo de aprendizagem. Considerando que a escola e família têm finalidades comuns, o desenvolvimento da criança, a relação família-escola,segundo Sigolo e Oliveira (2008), deve ser concebida e analisada dentro do processo educativo da criança, porque existe uma vivência anterior à escola que não pode ser ignorada. Os pais têm conhecimentos sobre o desenvolvimento dos filhos desde o início de sua vida, sendo capazes de resgatar sua trajetória escolar. E a
compreensão desse processo auxilia o professor na definição de objetivos e estratégias para o ensino de cada aluno. Assim a comunicação entre os dois ambientes facilita o estabelecimento de parcerias bem sucedidas.
Uma discussão levantada pelos professores é que a falta da criança na escola ocorria devido a dois fatos principais, primeiro a suscetibilidade do aluno a desenvolver doenças secundárias em função da própria patologia e o segundo devia-se a presença do aluno nos atendimentos especializados na área da saúde que eram realizados no mesmo horário da escola.
Nesse momento é importante discutir sobre a rotina dessas crianças, pois ela é repleta de atividades. Tal fato contribui para o cansaço do aluno no ambiente escolar, pois eles precisam lidar semanalmente com os atendimentos dos profissionais especializados, além de frequentar a escola e a sala de recurso.
Em uma das falas, “não sei se é por causa da mielo” a professora expressou a falta de conhecimento dos aspectos relativos a mielomeningocele. Para Capellini e Mendes (2003) a maioria dos professores com uma formação deficitária, sente-se despreparados para tal empreitada, muitos não tem domínio de como o aluno se desenvolve e como se dá o processo de ensino aprendizagem por meio de práticas que contemplem a diversidade e o respeito às diferenças.
Uma discussão relevante é a importância da interface saúde escola, esta pode favorecer o desenvolvimento desses alunos no contexto escolar a partir de parcerias entre os profissionais da saúde e educação a fim de que possa se realizar ações integradas com intuito de amenizar dificuldades encontradas na educação especial inclusiva. (GALVÃO FILHO, 2009)
Muitas vezes o conhecimento da patologia tornou-se uma tarefa complexa, até para os familiares, pois os profissionais especializados geralmente utilizam uma linguagem técnica para explicar aos pais fatos relacionados a doença de seu filho, isso dificulta a compreensão sobre a mielomeningocele, o que interfere na comunicação entre família e escola.
Mendes (2006) discute que o significado do termo inclusão escolar veio associado a uma prática de colocação de alunos com dificuldades prioritariamente nas classes comuns, hoje a sua compreensão aparece ampliada, englobando também a noção de inserção de apoios, serviços e suportes nas escolas regulares. Assim para que se tenha sucesso na inclusão escolar deve se compreender o processo a partir de aspectos
escolar possa estar assessorado por redes que possam oferecer apoio favorecendo que ocorra as modificações necessárias para o pleno desenvolvimento do aluno.
A segunda solução apontada foi o apoio do professor da sala de recurso. Geralmente esse profissional, ajudava os professores da sala regular a planejar atividades mais adequadas para o aluno com seqüela de mielomeningocele. Assim os profissionais do ensino regular e especializado demonstraram uma boa interação, o que influenciou a troca de informações.
Dentro da Política Educacional Especial, Brasil (2006) é papel do professor da sala de recursos atuar em conjunto com o professor da sala regular. A colaboração entre os profissionais deve fazer parte do cotidiano dos professores.
Ainda outra solução encontrada para enfrentar os possíveis desafios foi quanto a modificação das atividades de todos para que o aluno com mielomeningocele pudesse participar. Tal fato reflete uma mudança na postura do professor ao exercer a atividade de docência, ou seja, uma mudança curricular para promover a participação de todos os alunos, visto que muitas vezes não existe a possibilidade de adaptar recursos devido a falta de materiais e apoio pedagógico.
O Ministério de Educação, Brasil (2004) colocou que nenhuma escola poderá alcançar objetivos significativos, para os alunos e para a comunidade na qual se encontra incluídos, se não tiver um projeto que norteie e dê suporte para a ação de cada um de seus agentes. Portanto a adaptação curricular é fundamental no processo de inclusão escolar.
E por fim os dados apresentaram o profissional que não realizou nenhuma mudança para atender o aluno com Necessidade Especial, por meio de seu discurso ele disse que o aluno não apresentava nenhuma dificuldade. Esse fato está presente na Tabela 3, por meio da frequência três, a qual apontou que um dos professores não respondeu a essa categoria. Vale ressaltar que o discurso dessa professora foi incoerente na maioria do tempo, pois anteriormente ela afirmou que o aluno possuía dificuldades no processo de alfabetização.
É importante destacar nesse momento que foram elencados pelos professores mais desafios á soluções, portanto existem problemas sem soluções que precisam ser trabalhados no contexto escolar, como a falta de tempo relatada pelos professores e questões relacionadas a falta de controle esfincteriano apresentada pelos alunos. Precisa haver esclarecimentos aos professores sobre a patologia, pois observou-se no discurso dos mesmos o desconhecimento sobre a doença, tal fato dificulta ações de conscientização dos alunos na sala de aula como um todo e favorece a prática de uma atitude excessivamente
protetora, impedindo com que os alunos de uma forma geral saibam respeitar as diferenças.
Gomez (2006) relata que o despreparo profissional foi um fato constatado em estudos anteriores por isso adquirem um caráter de cronicidade no seu estudo. Faltam informações destes professores quanto a Necessidade Educacional que o aluno apresente. No seu estudo o autor detectou que, de modo geral, a inclusão escolar é vista pelos professores como uma ação muito mais "humanitária" do que realmente educacional. Portanto tal visão impede que alunos com Necessidades Educacionais Especiais tenham acesso a uma educação de qualidade.
Categoria 4 - Conhecimento sobre os recursos tecnológicos assistivos utilizados no