2. BÖLÜM
3.1. FELEK İLE İLGİLİ TASAVVURLAR
3.1.17. Ayna, Ayna tutan (Ayîne-dâr)
Professor de
Geografia
A gente tem, pelo menos nesta escola aqui em que eu trabalho, a gente tem uma sala que trabalha com reforços específicos. No caso de alfabetização, a professora de reforço está em consonância e está em acordo com os professores também da própria língua portuguesa e os do Fund I e tem uma sala pra atendimento com alunos de necessidades especiais, deficiência intelectual. Só que ao mesmo tempo em termos de recurso, eu acho que existe uma carência muito grande não só nesta escola como em todo o sistema público. O papel que eles colocam como inclusão, às vezes não inclui. Eu, por exemplo, por mais que eu tente pensar em atividades diferentes , até mesmo em atividades de alfabetização, é extremamente maçante a forma como a escola se organiza hoje em dia onde muitos indivíduos vem com necessidades, ou na verdade com ausências de competências que deveriam ser trabalhadas para que o trabalho, tanto do Fund II como do resto pudesse ter uma continuidade mais precisa[Tem uma diferença grande entre o FundI e o FundII?] Tem, nesse caso tem. Eles estão vindo cada vez mais analfabetos mesmo para o Fundamental II e assim, como eu disse para você, não há uma diferença, é parte do mesmo processo. Mas dessa parte do mesmo processo é necessário haver um certo desenvolvimento. O próprio caso de alunos com necessidades especiais, a gente tem uma sala que atende
isso, atende em um horário especifico, num horário fora, no contraturno. Nós temos esses alunos dentro das salas de aula e dentro de uma sala de aula cheia com outros alunos que também tem outros problemas, que não são necessidades especiais; que precisam, na verdade, de um atendimento um pouco mais especifico , só que talvez a gente consiga dar mais conta ... há alguns com déficit de atenção e você precisa ficar em cima, outros com dificuldade verbal e assim por diante que a gente consegue, às vezes, sanar de uma forma mais fácil. O problema é que a gente tem muito aluno, muita coisa e não tem, por exemplo, um profissional que acompanhe esses alunos em termos de ajuda. Que nem a sala do 5ºA com um aluno com necessidades especiais, vez ou outra a gente, nós , eu e todos os professores , que a gene discute, passa atividade diferente para ele, mas não é sempre. Na aula de hoje, por exemplo, eu estava na continuidade da aula de leitura e eu não tive tempo de preparar uma atividade talvez que ele acompanhasse ou de ver especificamente, por mais que eu tenha o laudo na mão, que tipo de coisa está surtindo efeito. Eu não tenho todo esse tempo com ele. [ Você tem a informação. Você sabe os alunos que têm uma necessidade maior...] Mas não tenho toda a informação. [... mas você não tem exatamente o que fazer e o tempo para fazer. Você não tem um tempo em que se reúne com os outros para poder pensar nessas questões?] Nós temos os períodos de JEIF com os professores que tem aulas atribuídas e a gente se reúne e conversa sobre inúmeros problemas e esses são os problemas, às vezes, que a gente enfrenta, que é como alfabetizar ou, na verdade, como trabalhar com esses alunos. Esse tempo a gente tem mas, muitas vezes...[É semanal?] Todos os dias da semana tem os horários de JEIF e de PEA , só que ele não é necessariamente para isso [às vezes é para outra coisa?]A gente tem diversas outras coisas também a tratar: reuniões, projetos, avaliação de fechamento de bimestre. Ultimamente a gente está cada vez mais sem tempo, porque há uma cultura que vem aí e que diz que, por exemplo, que a educação é o aluno dentro da sala de aula, dentro da sala de aula, dentro da sala de aula. Como se, por exemplo, quando nós, grupo de professores e de funcionários, sentamos e nos reunimos para tentar elaborar um plano de ação ou uma análise sobre determinado quadro a gente não tem mais esse tempo. Ah, por quê? Porque talvez tenha que dispensar aluno e não pode dispensar aluno, ah porque não pode deixar o aluno...É sempre pra sala de aula. Até mesmo projetos às vezes que você precisa sair, fazer trabalhos de campo... não as excursões, que isso às vezes a gente tem, mas coisas, às vezes, que tornam a escola um espaço mais próprio dos outros espaços que são da onde os nossos alunos vem. Entendeu? Tipo... tá faltando. Assim, tá muito discrepante a situação nesse sentido.
Professor de História
[Já respondeu na questão anterior] Professora de
Língua Portuguesa
Eu acredito que não. Acredito que o professor, ele trabalhe isoladamente. Infelizmente não é uma conduta perfeita. Mas ele trabalha isoladamente. O máximo que acontece é compartilhar com um colega alguma coisa que teve sucesso, que teve êxito. Mas é um trabalho solitário
Professora de Artes
Tem, tem, tem sim. A Prefeitura tem com relação à SAAI, com relação, como é que fala..., à aula que eles têm fora do horário, os projetos. Os projetos fora do horário de aula também ajudam bastante. [O que são esses projetos?] Temos o projeto da rádio, temos o projeto de flauta, temos o projeto de desenho...[ E é fora do horário?]Fora do horário. [E é para todo o aluno?] Pra todo aluno que quiser participar. [E eles participam?] Participam. Não...[E quem lidera, organiza isso, algum professor?] São vários professores. Eu comando a rádio, tem o professor de Educação Física, o grêmio, o professor de História, não...minto, o de Geografia e História também, eles dão aula de desenho. [Quer dizer que você vem em outro período?] Venho em outro horário. Eu venho ao meio dia. [E você ganha para isso?] Eu ganho pra isso, antes a gente não ganhava, no começo não ganhava, mas eu comecei a fazer mesmo sem ganhar. [Quer dizer que é uma coisa estrutural, entrou na grade?] Foi uma coisa que a gente conquistou também, acho que justamente por causa de um projeto da USP que
veio para a Prefeitura com relação à radio, a “Rádio na escola”, e aí possibilitou esses projetos depois serem reconhecidos e começaram a ser valorizados e pagos. Que quando eu comecei, eu fui uma das pessoas que não fiz o curso mas não me conformava em ver o equipamento todo parado aí e encaixotado e enfiei as caras. E comecei a fazer um horário assim e a coordenadora me liberava de algumas reuniões e eu comecei a fazer o projeto. [E tem adesão?] Tem bastante, a gente até tem um número reduzido, porque senão também não funciona, se a gente começa a trabalhar, encher... fazer uma coisa muito cheia aí não funciona. [ Você acha que isso acaba ajudando pra atender também essa diversidade porque tem uma outra situação de aprendizagem...] Isso. Tem sim. [Ah, que legal!] É um momento em que a gente fica mais próximo do aluno... e esse aluno, tando mais próximo, ele trabalha a nosso favor dentro de sala de aula. Até com os colegas. [Que legal, ah entendi então depois tem uma volta, isso volta pra sala de aula.] Volta.
Coordenador Pedagógico
Tem sim. Tem a professora de SAAI. Esse ano nem tanto porque ela está de licença, né. Mas assim no ano passado ela deu muito suporte. É uma pessoa preparada, sabe, conhece os alunos que ela atende, sabe o que é inclusão de alunos com deficiência intelectual, ajuda... [ E ela fazia relação do aluno com o professor?]Isso. Muitos professores que fizeram aqueles caderninhos lá... eles fazem...pedem ajuda , falam comigo e aí eu falo com a D.( professora de SAAI) e há esse intercâmbio. Aqueles professores que aceitam porque há muitos que ainda são resistentes. (interrupção de um aluno)
6 Desde que você trabalha aqui, esta escola demonstrou alguma preocupação de