2. AYIRMA PRENSİBİNE DUYULAN GEREKSİNİM VE GENEL SEYİR
2.3. Ayırma Prensibine İlişkin Lehte ve Aleyhte Görüşler
2.3.2. Ayırma Prensibine Karşı Çıkanların Görüşleri
A administração do caixa constitui-se numa área estratégica da administração financeira de uma empresa e no correto dimensionamento dos recursos disponíveis que pode refletir diretamente na capacidade de pagamento da empresa. Diversos autores estudaram e analisaram o comportamento das variáveis que afetam o caixa das empresas, desenvolvendo alguns modelos, sendo os principais apresentados a seguir:
4.1.1.1.1 Modelo de Baumol
A respeito do Modelo de Baumol, idealizado por William Baumol, “foi o pioneiro no estudo de um modelo “formal de administração de caixa incorporando custos de oportunidade e custos de conversão. Ele pode ser utilizado para determinar o saldo ótimo de caixa” (ROSS, WESTERFIELD e JAFFE, 2010, p. 617). Guitman (2002, p. 665) apresenta a fórmula para cálculo do Valor Econômico de Conversão - VEC:
decimal) forma (na de oportunida de custo caixa de demanda x conversão de custo x 2 = VEC Onde:
Custo de conversão: refere-se aos custos de emissão e recebimento de uma ordem de conversão de caixa no montante do VEC. Deles fazem parte o custo de comunicação da necessidade de transferência de
recursos para o caixa, custos administrativos e os custos de quaisquer que se seguirem. Esse custo de conversão é dado como um valor fixo por operação.
Custo de oportunidade: refere-se aos juros que se deixa de ganhar durante o tempo em que o dinheiro fica parado na conta corrente ao invés de estar aplicado em títulos negociáveis.
Ross, Westerfield e Jaffe (2010) entendem que este modelo tem algumas limitações, pois pressupõe que a empresa têm um desembolso constante e que não há recebimento durante o período de projeção, além de não prever saldo de segurança.
Percebe-se que se trata de um modelo determinístico em que o fluxo de caixa é conhecido, ou seja, as entradas e saídas de caixa são previsíveis.
4.1.1.1.2 Modelo do Caixa Mínimo Operacional
Este modelo estabelece, de forma simples, como determinar o montante de recursos que uma empresa deverá manter em caixa. Pode ainda ser utilizado como parâmetro para investimento em caixa.
Assaf Neto e Silva (2007, p. 88) esclarecem que, para se atingir o Caixa Mínimo Operacional, é necessário “dividir os desembolsos totais previstos por seu giro de caixa. Por sua vez, para obter o giro de caixa, basta dividir 360, se a base for em dias e o período de projeção for de um ano, pelo ciclo de caixa (ciclo financeiro)”.
O caixa mínimo operacional pode ser calculado pelas fórmulas, a saber:
Caixa de Giro líquidos totais Desembolso = l operaciona mínimo Caixa
O Giro Caixa é calculado pela fórmula:
desembolso de Tempo de Intervalo dias 360 = Caixa de Giro
O Caixa Mínimo Operacional permite saber o montante de dinheiro a ser mantido em caixa. Esse modelo considera que as operações de compra, produção e vendas (e os respectivos desembolsos e ingressos) se comportam de maneira uniforme durante o período de análise e, portanto, o volume encontrado para o caixa corresponde a um mínimo necessário sem nenhuma reserva para atender as incertezas e os desequilíbrios existentes no período.
4.1.1.1.3 Modelo de Miller e Orr
Ross, Werterfield e Jaffe (2010, p. 620) explicam o funcionamento deste modelo:
Merton Miller e Daniel Orr desenvolveram um modelo de otimização de saldos de caixa que lida com entradas e saídas que oscilam aleatoriamente de um dia a outro. No modelo Miller-Orr, inclui-se tanto entradas quanto saídas de caixa. O modelo supõe que a distribuição dos fluxos líquidos diários (entradas menos saídas de caixa) é normal. A cada dia, o fluxo líquido de caixa poderia ser o valor esperado ou algum valor mais alto ou mais baixo.
De acordo com Gitman (2002), para cálculo do modelo, é necessário calcular o ponto de retorno, que é o saldo mínimo de caixa e o saldo máximo corresponde a três vezes o saldo mínimo. O ponto de retorno é calculado pela fórmula:
3 decimal) forma (na diário de oportunida de custo x 4 caixa de fluxos dos variação x conversão de custo x 3 = retorno de Ponto
Já na visão de Silva (2002), o modelo de Mille e Orr é utilizado nas análises de fluxos de caixa aleatórios e parte da existência de dois ativos: o caixa e um investimento. Quando o caixa da empresa ultrapassa o saldo máximo, são realizados investimentos para trazê-lo ao ponto de retorno, evitando-se o excesso de liquidez; em contrapartida, quando o nível de caixa cai abaixo do limite inferior (caixa mínimo), são efetuados resgates das aplicações para trazê-lo também de volta ao ponto de retorno, restabelecendo-se a liquidez da empresa.
4.1.1.1.4 Modelo de dia da semana
De acordo com Assaf Neto e Silva (2007, p. 97)
Em geral, o comportamento do caixa no tempo quase sempre é afetado por uma variável sazonal. Assim, algumas empresas têm pagamentos concentrados no início de cada mês; em outras, como a indústria do lazer, há grande movimento no final de semana. O modelo do dia da semana é uma forma de prever o comportamento do caixa a partir de um padrão observado.
Neste modelo, calcula-se a oscilação de caixa de cada dia do mês e da semana e, a partir da previsão do saldo final, faz-se a previsão para o fluxo diário por meio de ajustamentos que levam em conta esse movimento, permitindo tomadas de decisões de financiamento ou investimento e ajustamento do caixa ao menor nível possível.
4.1.1.1.5 Modelo de Beranek
De acordo com Silva (2002), o modelo de Beranek apresenta-se de forma contrária ao modelo de Baumol, considerando que as entradas de caixa são regulares durante o período, porém as saídas são periódicas e ocorrem ao final desse ciclo. Assim, o saldo cresce regularmente durante todo esse período, sendo ao final totalmente consumido com os pagamentos necessários.
A aplicação deste modelo permite à empresa estabelecer uma política de investimentos entre o momento de recebimento dos valores até a ocorrência dos pagamentos, de forma tal a otimizar a relação entre as receitas financeiras obtidas com as aplicações do saldo de caixa e os respectivos custos de transação para aplicação e resgate dos recursos.
4.1.1.1.6 Modelo de Stone
De acordo com Silva (2002, p. 53),
O modelo de Stone é similar ao modelo de Miller e Orr, adotando também o limite de controle no seu funcionamento, porém, com a diferença de que quando a empresa ultrapassa esses limites, recebe um “sinal” indicando que será necessária a adoção de uma providência, providência essa que não resulta automaticamente numa operação de investimento ou de
resgate. A ação a ser implementada depende da avaliação da administração da empresa sobre os fluxos de caixa futuros.
Para operacionalizar esse modelo, utilizam-se os chamados limites de controle interno e de controle externo. Se o nível de caixa ultrapassar os limites de controle internos, a empresa analisará seu fluxo de caixa para os próximos dias. Agora, se a soma do nível de caixa atual e seu fluxo esperado ultrapassarem os limites de controle externos, uma transação será realizada: aplicações ou resgates.
4.1.1.2 Fluxo de caixa: a essência da gestão financeira
O objetivo básico do fluxo de caixa é projetar as disponibilidades ou deficiências financeiras da empresa, produzindo informações necessárias à programação da captação de recursos financeiros, otimização das aplicações de sobras de caixa, gerenciamento de contas a pagar, avaliação do impacto de variações de custos e preços, entre outras decisões importantes.
O fluxo de caixa constitui-se num relevante indicador dos rumos financeiros dos negócios, é uma ferramenta que visa informar a gestão da empresa a respeito de disponibilidades ou necessidades financeiras da mesma. Pode-se, ainda, visualizar outros controles, como o acompanhamento de pagamentos e recebimentos. Vale ressaltar que esse último não pode ser objeto principal do fluxo de caixa. De acordo com Assaf Neto e Silva (2007, p. 39),
para se manterem em operação, as empresas devem liquidar corretamente seus vários compromissos, devendo como condição básica apresentar o respectivo saldo em seu caixa nos momentos dos vencimentos. A insuficiência de caixa pode determinar cortes nos créditos, suspensão de entregas de materiais e mercadorias, e ser causa de uma séria descontinuidade em suas operações.
Por ser um instrumento de planejamento, esta ferramenta está sujeita a uma natural incerteza, devendo sempre buscar o resultado mais próximo da realidade; caso contrário, tenderá a se tornar apenas mais um dos muitos relatórios burocráticos existentes na empresa.
Geralmente, uma maneira de melhorar a aplicabilidade das projeções do fluxo de caixa é utilizar concomitantemente várias estimativas, como a otimista, a provável e a pessimista. Entretanto, uma das dificuldades para se obter um fluxo de caixa realmente eficaz é saber gerenciar adequadamente este sistema de