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3. KULLANILAN ÖLÇÜM YÖNTEMLERİ

3.6 Atomik Kuvvet Mikroskobu

Foi descrito no relatório de Brasil (2015) que o sistema de saúde brasileiro seguiu o conceito de seguro até 1988, em que apenas o indivíduo com vínculo direto e formal com processo econômico e com a produção de bens e serviços tinha acesso à cobertura do Estado. A Constituição de 1988 substituiu o conceito de cobertura ao contribuinte direto pelo conceito de seguridade social. A Previdência Social, a Assistência Social e a Saúde foram reconhecidas como direitos, nos termos dos artigos 194 a 204 da Constituição.

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As características de negociação e financiamento do SUS foram fortalecidas no início de 2006 com a aprovação do Pacto pela Saúde 2006 – Consolidação do SUS. Esta iniciativa representou o primeiro passo para mudar as relações entre a federação, os estados e os municípios na área da saúde. Ao contrário de regulações anteriores, que definam um modelo assistencial único e padronizado, os pactos visavam oferecer aos entes da federação a flexibilidade para desenvolver e organizar seu sistema de atenção à saúde conforme seu contexto. Eles especificavam as metas de desempenho para cada nível de governo e estipulavam as diretrizes para a regionalização dos serviços (Brasil, 2015a).

Apesar dos avanços obtidos nos últimos 25 anos, o país ainda ostenta um desempenho mediano em relação ao seu nível de gasto. A comparação entre nível de gasto e indicadores de saúde coloca o Brasil em um nível aquém de alguns países vizinhos na América Latina. Outros gastam menos e atingem indicadores de saúde iguais ou superiores ao Brasil (World Bank, 2015). Ao contrário do que ocorre em outras áreas da economia, gastos elevados com saúde são, geralmente, vistos como um desvio de recursos escassos de outros setores. Além disso, avaliações de estudos internacionais sugerem que o aumento de gastos não implica necessariamente melhoria de resultados em saúde. A forma como os recursos são aplicados e utilizados se apresenta como a chave para entender a falta de correspondência entre os gastos e os resultados alcançados na saúde (World Health Organization, 2010; 2013).

Além das características populacionais e epidemiológicas, os sistemas de saúde e os serviços oferecidos variam de país para país ou, mesmo, entre diferentes regiões de um mesmo país. A variabilidade de características do sistema de saúde (público, privado e misto), a oferta e disponibilidade de serviços, o acesso da população e a disponibilidade ou não de medicamentos genéricos e práticas assistenciais, entre outros fatores, podem ser responsáveis por diferentes resultados nas análises econômicas que dificultam a pronta transferência ou aplicação destes a diferentes cenários (Brasil, 2008; Mathauer; Carrin, 2011).

Ao introduzir o conceito de seguridade social, a Constituição Federal buscou estabelecer as bases para financiar a seguridade como um todo, por meio de fontes de contribuições sociais. O art. 195 da Constituição Federal estabelece as contribuições sociais que são fontes de receita para o financiamento da Seguridade Social. Além das contribuições sociais, arrecadadas pelo governo federal, outros tributos e transferências estão definidos nos artigos 155 a 159 da Constituição.

Segundo o art. 196 da Constituição, Seção II, a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e outros agravos e ao acesso universal e igualitário das ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Já o seu art. 198 considera que as ações e os serviços públicos de saúde integram uma

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rede regionalizada e hierarquizada, organizada de acordo com as seguintes diretrizes: I - descentralização, com direção única em cada esfera do governo; II – atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; e III – participação da comunidade.

Quadro 1 - Base de cálculo e aplicação mínima dos estados na saúde (+) I – Receita de Impostos

Impostos s/ Transmissão “causa mortis” e Doação – ITCD

Impostos s/ circulação de Mercadoria e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS.

Imposto s/ Propriedade de Veículos Automotores – IPVA Imposto de Renda na Fonte – IRRF

Multas, Juros de Mora e Outros Encargos dos Impostos. Dívida Ativa dos Impostos

Multas, Juros de Mora e Outras Encargos da Dúvida Ativa (+) II - Receitas Transferências Constitucionais e Legais Cota-Parte FPE

Cota Parte IPI-Exportação

Compensações Financeiras Provenientes de Impostos e Transferências Constitucionais Desoneração ICMS (LC 87/96)

(-) Transferências Constitucionais e Legais às Municípios (III) ICMS (25%)

IPVA (50%)

IPI – Exportação (25%)

(=) IV - Total da Base de Cálculo Estadual (IV=I+II-III)

(=) V - Valor mínimo da Receita de Competência Estadual a ser aplicado em ASPS = (IV x 0,12) Fonte: Adaptado de Brasil 2012c

A Lei Complementar 141, de 13 de janeiro de 2012, que regulamentou o art. 198 da Constituição Federal, trata em seus arts. 5º (União), 6º (estados e Distrito Federal) e 7º (municípios e Distrito Federal) das bases de cálculo e aplicações mínimas em ASPS. A base de cálculo para aplicação mínima da União corresponde ao montante investido no exercício financeiro anterior, acrescido do percentual correspondente à variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com o arts. 6º, os estados e o Distrito Federal (Quadro 1) aplicarão, anualmente, em ASPS, no mínimo, 12% da arrecadação dos impostos a que se refere partes dos arts. 155, 157 e 159, todos da Constituição Federal, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos municípios.

Segundo o art. 7º, os municípios e o Distrito Federal aplicarão, anualmente, em ASPS, no mínimo, 15% (quinze por cento) da arrecadação dos impostos a que se refere parte dos arts. 156, 158 e 159, todos da Constituição Federal (Quadro 2).

Brasil (2015) afirma que são consideradas despesas com ações e serviços públicos de saúde (ASPS), conforme a Lei Complementar 141, de 13 de janeiro de 2012, aquelas voltadas para a

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promoção, proteção e recuperação da saúde que atendam, simultaneamente, aos princípios estatuídos no art. 7º da Lei 8.080, de 19 de setembro de 1990.

Quadro 2 - Base de cálculo e aplicação mínima dos municípios na saúde (+) I – Receita de Impostos

Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU

Imposto sobre Transmissão de Bens Intervivos – ITBI Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS Imposto de Renda Retido na Fonte – IRRF

Imposto Territorial Rural – ITR

Multas, Juros de Mora e Outros Encargos dos Impostos Dívida Ativa dos Impostos

Multas, Juros de Mora e Outros Encargos da Dívida Ativa (+) II - Receitas Transferências Constitucionais e Legais Cota Parte FPM

Cota Parte ITR Cota-Parte IPVA Cota Parte ICMS

Cota Parte IPI – Exportação

Compensações Financeiras Provenientes de Impostos e Transferências Constitucionais Desoneração ICMS (LC 87/96)

(=) III - Total da Base de Cálculo Municipal (III=I+II)

(=) V - Valor mínimo da Receita de Competência Municipal a ser aplicado em ASPS = (III x 0,15) Fonte: Adaptado de Brasil 2012c

As questões relativas à seguridade social estão contidas na Constituição Federal de 1988 e nas normas infraconstitucionais, Leis Orgânicas da Saúde (Lei 8.080, de 19 de setembro de 1990 e Lei 8.142, de 28 de dezembro de 1990), Lei Orgânica da Seguridade Social (Lei 8.212, de 24 de julho de 1991), da Previdência (Lei 8.213, de 24 de julho de 1991), além da Lei Orgânica da Assistência Social (Lei 8.742, de 7 de dezembro de 1993).

Além do financiamento por meio de execuções orçamentárias do Poder Executivo, é possível que o financiamento do sistema de saúde seja complementado pelo Poder Legislativo e pelo Poder Judiciário. O Poder Legislativo pode complementar o financiamento do sistema de saúde por meio da apresentação de emendas ao orçamento proposto pelo Executivo e o controle das finanças públicas, a partir da nomeação dos membros do Tribunal de Contas (Sodré; Alves, 2010; Baptista et al., 2012). O Poder Judiciário pode obrigar o executivo a disponibilizar procedimentos ou produtos de saúde para os cidadãos, mesmo em casos não previstos nos orçamentos públicos, como tem acontecido no caso de judicializações de medicamentos (Mânica, 2007; Chieffi; Barata, 2009)

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Benzer Belgeler