1. BÖLÜM
2.4. Atatürk‟ün Sivil Giyimi
2.4.1. Atatürk'ün Giyimi ile Ġlgili Anılar
2.4.1.1. Atatürk‟ü Giydirenlerin Anıları
A gestão ambiental portuária é recente, e todos os portos terão de se adaptar. A Lei nº 11.518/2007, que consolidou a Medida Provisória nº 369/2007, trata do modelo de gestão do setor portuário brasileiro. A criação da Secretaria Especial dos Portos faz parte de uma política para o aumento da competitividade dos portos brasileiros. Em 29 de abril de 2009, foi publicada a portaria nº 104 da SEP/PR, dispondo sobre a criação e estruturação do Setor de Gestão Ambiental e de Segurança e Saúde do Trabalho nos portos e terminais marítimos, bem como naqueles outorgados às Companhias Docas. É importante lembrar o papel do Programa Nacional de Gerenciamento Costeiro, estabelecido em 1987 com o objetivo de operacionalizar o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro – PNGC, de forma descentralizada e participativa. Esse Programa é fundamental, pois o PNGC, base legal do planejamento da zona costeira no Brasil, estabelece os princípios, os instrumentos e as competências para a gestão nessa região e explicita as atribuições de cada instância de governo, considerando o conjunto de instituições que compõem o Sistema Nacional de Meio Ambiente – SISNAMA (ASMUS et al., 2006).
Nesse processo as empresas têm importante participação, pois se sabe que os impactos causados pela atividade portuária são muitos, o que exige atuação integrada e constante. O governo, por meio de seus instrumentos de política pública, e atendendo aos acordos e tratados internacionais, tem influenciado esse processo. Os mercados também exercem sua parcela de influência, ao incorporarem exigências para a negociação de mercadorias.
A pesquisa realizada procurou investigar de que maneira as empresas que operam os terminais portuários no Porto Organizado de Santos trabalham sua gestão ambiental, e como capacitam seus funcionários para a assimilação das novas competências necessárias para isso. Como resultado, pode-se concluir que os terminais pesquisados cumprem a exigência da Autoridade Portuária quanto à adesão ao sistema de gestão ambiental da norma ABNT NBR ISO 14001, e têm as auditorias das certificadoras em dia, no momento da pesquisa. Constatou-se que as empresas se estruturaram para o atendimento das exigências da norma e que mantêm processos de acompanhamento e avaliação.
No momento, em atendimento a um regulamento da CODESP, as empresas que ainda não haviam aderido ao sistema OHSAS devem aderir, para atendimento da Portaria nº 104 da SEP/PR. O embasamento teórico deste estudo teve como objetivo enfatizar as oportunidades para as empresas, na direção da incorporação das questões ambientais em sua estratégia. Com relação à capacitação dos funcionários, a pesquisa mostrou que existem planos de treinamento, porém sempre mencionados no sentido de atender aos processos de introdução de nova legislação, de novos processos operacionais, de prevenção de acidentes e relacionados aos treinamentos específicos da norma.
O desafio de transformar os princípios e objetivos da Educação Ambiental, de acordo com Kitzmann (2009), em conteúdos e temas de capacitação para profissionais, vai ao encontro da necessidade de inclusão de profissionais com formação em educação ambiental nos programas de capacitação das empresas. Não se constatou a inclusão de educadores ambientais nos programas de treinamento das empresas pesquisadas. Importante salientar que nas normas NBR ISO 14001 e NBR ISO 14004 não há referência à lei de educação ambiental, o que é coerente com uma norma de caráter horizontal, que objetiva a alcançar todo tipo de organização, em qualquer parte do mundo e de qualquer setor, conforme já referenciado na revisão. Também não há referência à Política Nacional de Educação ambiental – PNEA, Lei nº 9.795/99, regulamentada pelo Decreto nº 4.281/2002 no contrato de arrendamento da CODESP. Um aspecto que pode contribuir para o avanço da consecução de melhores desempenhos ambientais está relacionado ao atendimento das normas legais que tornaram obrigatória a educação ambiental em todo o território nacional, para todas as atividades de educação formal e não formal. Considerando que as atividades de treinamento e capacitação de funcionários realizadas pelas empresas constituem atividades de educação não formal, elas deveriam também incluir a educação ambiental conforme os termos dessas normas legais, mencionados na seção 2.5.3.3 deste trabalho.
Num processo de treinamento, conscientização e ampliação das competências, como estabelecido na norma NBR ISO 14001, a educação ambiental tem um papel fundamental para deflagrar processos de aprendizagem compatíveis com a necessidade dos novos conhecimentos, necessários para a compreensão dos desafios ambientais existentes.
Um estudo que tenha a intenção de pesquisar empresas que atuam no ambiente portuário será sempre limitado, tal é o universo de temas envolvidos. Esta pesquisa apresenta as seguintes limitações:
• Em decorrência do método, os achados da pesquisa referem-se às empresas pesquisadas, não sendo possível proceder-se a nenhum tipo de generalização;
• Os dados fornecidos pelas empresas por meio de entrevistas são limitados ao ponto de vista do entrevistado;
• A obrigatoriedade de adesão à norma NBR ISO 14001, no ambiente pesquisado, a torna um instrumento de comando e controle, o que dificulta as conclusões a respeito da influência isolada dessa ferramenta de gestão.
Sugere-se, assim, que novas pesquisas sejam feitas para:
• desenvolvimento e inovação de processos, modelos e ferramentas para a gestão eficiente do controle de impactos ambientais;
• desenvolvimento e inovação de processos, modelos e ferramentas para a inserção da questão ambiental na estratégia das empresas;
• investigação das relações entre educação ambiental e a norma ABNT NBR ISO 14001;
• investigação dos incidentes de operação dos terminais, na tentativa de se correlacionar a eficiência dos sistemas de gestão ambiental à ocorrência ou não de impactos ambientais negativos.
Espera-se que este trabalho, apesar de suas limitações, contribua para a pesquisa na área de gestão ambiental portuária e gestão ambiental empresarial das empresas arrendatárias dos terminais no Porto de Santos. Como foi analisado no trabalho, a gestão do Porto e das empresas que nele operam dá-se num campo de grande complexidade regulamentatória, e num ambiente de risco e de conflitos.
A implementação e operação de um SGA como o da norma NBR ISO 14001 facilitam a atuação das empresas no cumprimento de suas políticas ambientais que devem, no mínimo, atender às exigências contidas num emaranhado de normas legais, emanadas
dos entes que compõem a Federação Brasileira: União, Estados e Municípios onde os portos se localizam. A operação continuada do SGA com base na metodologia PDCA, conforme mencionado na seção nº 2.5.3.2. deste trabalho, pode resultar num processo positivo em direção à gestão ambiental estratégica.
Os melhores resultados ambientais serão alcançados com a participação conjunta do governo, da sociedade, dos gestores e trabalhadores dos terminais, dos armadores e outros prestadores de serviços portuários, na busca de soluções inovadoras no trato das atividades portuárias, e com vistas à redução e eliminação dos impactos ambientais adversos.