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YARGI İLÂNLARI

Gaziantep 1. Asliye Ceza Mahkemesinden:

O Grupo de Discussão1, neste estudo, é um instrumento de pesquisa

utilizado para recolher informações mais aprofundadas de temas já discutidos em outros instrumentos.

Os Grupos de Discussão são formados por um grupo pequeno de pessoas que se propõe a interagir pela conversa sobre determinado tema sem o intuito de chegar a um consenso. Permite aos participantes refletir, aprofundar e se posicionar diante de determinado assunto já tratado anteriormente (no caso desta pesquisa foram as respostas dadas anteriormente ao questionário e sistematizadas em quadros) e , permite ao pesquisador recolher maior quantidade de informações a partir dos depoimentos e opiniões. Ortega (2005 apud Santos, 2008, p.3) afirma

que em um Grupo de Discussão

... a informação recolhida desvenda e dá a conhecer os aspectos internos da problemática em debate através da riqueza das subjectividades partilhadas e assimilados pelo grupo para a construção do seu próprio discurso num ambiente onde a autonomia, a liberdade e a reflexão crítica permitem ajustar, articular e integrar perspectivas individuais e colectivas num vaivém constante que se estabelece entre os diferentes membros do grupo.

Neste estudo o grupo de discussão foi utilizado com o propósito de aprofundar as respostas dadas ao questionário e, aí, buscar-se informações mais detalhadas que viessem favorecer o atendimento das perguntas desta pesquisa. Serviu, ainda, para obter informações que pudessem ser confrontadas com os demais dados colhidos por ocasião da observação impressionista feita pela pesquisadora.

Faz-se oportuno, neste momento, trazer a experiência de Weller (2006, p. 245) que, ao considerar os grupos de discussão diz:

As opiniões de grupo (Gruppen-meinungen) não são formuladas, mas apenas atualizadas no momento da entrevista. Em outras palavras: as opiniões trazidas pelos grupos não podem ser vistas como tentativa de

1 Sobre Grupo de Discussão ver trabalho de Weller em Grupo de discussão na pesquisa com

adolescentes e jovens: aportes teórico-metodológicos e análise de uma experiência com o método e Santos: O grupo de discussão e os estudos sociológicos em contextos escolares.

65 ordenação ou como resultado de uma influência mútua no momento da entrevista.

Weller, neste mesmo trabalho, apresenta ainda o que este tipo de instrumento revelou, também em estudos realizados por Mannheim: “[...] uma série de vivências ou de experiências ligadas a uma mesma estrutura que, por sua vez, constitui-se como uma base comum das experiências que perpassam a vida de múltiplos indivíduos”.

Nesse sentido, como nosso interesse está em conhecer por quais razões os professores buscam os cursos lato sensu, suas expectativas em relação

aos cursos, a significação desses cursos e os sentimentos e emoções vividos durante o período de realização dos mesmos entendeu-se que este instrumento – o grupo de discussão – poderá acrescentar valiosas informações uma vez que as respostas dadas ao questionário podem ser discutidas e aprofundadas. O grupo de discussão abre, também, importante espaço para reflexões, reposicionamentos e, ainda, sinaliza sobre posições extremadas que não correspondem à realidade do grupo.

Weller (2006, p. 245), por exemplo, ao utilizar em seu estudo o grupo de discussão apresenta que de acordo com Mangold (1960, p. 49):

[...] a opinião do grupo não é a soma de opiniões individuais, mas o produto de interações coletivas. A participação de cada membro dá-se de forma distinta, mas as falas individuais são produto da interação mútua [...]. Dessa forma as opiniões de grupo cristalizam-se como totalidade das posições verbais e não-verbais. (Tradução e grifo da autora).

Neste instante, lembra-se da teoria walloniana que preconiza o quanto o indivíduo se constrói no outro e o quanto os grupos e os meios são importantes no desenvolvimento daquele que é geneticamente social.

Como ponto de partida para as discussões foram estabelecidos dia, horário e local com os alunos-professores, que ao responderem o questionário assinalaram SIM no desejo de continuar participando da pesquisa. Para facilitar na locomoção dos alunos-professores esta etapa foi, também, desenvolvida nas dependências das instituições participantes. Foram utilizados os horários de aula (quando cedidos pelos professores de algumas turmas) ou o horário após o término das aulas para outras turmas.

Aos alunos-professores que aceitaram continuar participando da pesquisa e que na data prevista puderam estar presentes nesse evento, os quadros I, II e III, resultantes do questionário passaram, então, à sua segunda função – elemento mobilizador para esses grupos de discussão.

Foi explicado aos alunos-professores o objetivo daquele encontro e distribuídas cópias dos quadros aos participantes e, em algumas turmas os quadros foram apresentados por via eletrônica (data show).

Foi solicitada a leitura dos quadros e dada a palavra aos componentes do grupo oferecendo liberdade de expressão a partir de qualquer resposta dada anteriormente pelo próprio respondente ou por outro. Uma das características do Grupo de Discussão é, sem dúvida, o discurso social, o que possibilita a produção de informações diferentes daquelas obtidas por outros instrumentos.

Cada grupo de discussão foi analisado de per si a partir do seguinte

procedimento:

O pesquisador:

• lê o depoimento todo para familiarizar-se com o texto; nesse momento, está imerso em um enfoque gestáltico; lê tantas vezes quanto necessário para captar bem o significado do texto;

• uma vez que o todo foi apreendido, quebra o todo em partes: volta ao começo do texto e põe em evidência os significados, em função do fenômeno que está investigando, obtendo assim “unidades de significado”, as unidades se relacionam umas com as outras, mas indicam momentos distinguíveis na totalidade do depoimento;

• registra as unidades numa coluna: explicitação dos significados;

• lê a coluna explicitação dos significados e reúne os que se referem a um assunto comum para constituir categorias;

• agrupa as categorias em grandes temas (ALMEIDA, 2010, mimeo).

Pela quantidade de dados coletados, decorrentes de dez grupos de discussão, optou-se por apresentar um deles (Apêndice S) e por fazer uma análise global de todos eles, levando-se em conta os elementos que foram recorrentes e os que foram discrepantes. Acredita-se seguir, ainda, as considerações de Weller quando apresenta que não há, para a realização de um estudo, pré-determinações sobre a quantidade de grupos para discussões. Pode-se seguir o “princípio de saturação” para que o pesquisador tenha condições suficientes para análise comparativa das respostas.

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O grupo de discussão é ainda um instrumento que oferece ao pesquisador condições de estar muito próximo aos sujeitos pesquisados, o que facilita, sobremaneira, melhor conhecer seu vivido.

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4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

A pesquisa científica é um aspecto, na verdade o momento culminante, de um processo de extrema amplitude e complexidade pelo qual o homem realiza sua suprema possibilidade existencial, aquela que dá conteúdo à sua essência de animal que conquistou a racionalidade: a possibilidade de dominar a natureza transformá-la, adaptá-la às suas necessidades. Este processo chama-se “conhecimento”. (Álvaro V. Pinto)

O propósito deste capítulo é apresentar as discussões e análises dos dados obtidos na pesquisa de campo. Para tanto, pela ordem as observações impressionistas, os questionários, e os grupos de discussão contém elementos fornecidos pelos alunos-professores e serão analisados com base na teoria de desenvolvimento de Henri Wallon.

Benzer Belgeler