4. ASFALT YOL KAPLAMALARIN TEDARİK ZİNCİRİ
4.2 Asfalt Yol Kaplamalarının Özellikleri
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), considerados marcos teóricos e referenciais subsidiários à nova organização curricular da educação básica no Brasil, produzidos a partir da promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 (LDB), definiram a orientação sexual como um dos temas transversais que devem perpassar toda a concepção e estruturação do ensino fundamental e médio em nosso país, e isto se deu a partir de uma longa luta por parte de educadores:
Desde os anos de 1930, com iniciativas singulares, passando pela luta ampla e travada em muitos estados e municípios durante a década de 1980, o tema da educação sexual estivera sempre presente como reivindicação de educadores esclarecidos e pais sensibilizados com a importância que a sexualidade assumia na sociedade contemporânea e na cultura e realidade brasileira (NUNES. SILVA. 2006. p2).
A importância do tema foi reconhecida na educação básica de nosso país, que compreende a educação infantil, o ensino fundamental e o médio. Da mesma forma, algumas igrejas cristãs também acreditam em seu papel educativo e assumem a responsabilidade de se tornar um espaço para a educação, como é o caso da Igreja Metodista, por exemplo.
Trata-se de um desafio imenso, pois assumir essa postura significa entrar em um campo onde perdura a incompreensão, a improvisação do senso comum, o repetir de preconceitos e quase sempre o descaso:
O processo de ensino-aprendizagem da religiosidade pode restringir-se à preservação da própria religião, de forma totalmente desconectada com as demais áreas da vida. Esta prática não seria diferente de muitas outras formas de ensino cujos objetivos não ultrapassam os limites do imediato, sem horizontes mais amplos ou sem qualquer pretensão de se ligar a outras formas de interpretação a existência humana e suas múltiplas realidades (BORGES, 2008.p.86).
Defronte a esse quadro, fazer a diferença e propiciar novas formas de educar mais voltadas para a libertação e para a autonomia dos indivíduos é algo extremamente urgente.
Neste capítulo pretendo debater pedagógica e pastoralmente as manifestações da sexualidade da criança, vendo-a não como algo estanque, dividindo-a em expressões etárias e separadas, mas sim como manifestação ontológica, própria da condição humana.
Este tópico da dissertação se revela como propício dada a necessidade pedagógica de registrarmos formas capazes de socializar atitudes emancipatórias frente à manifestação curiosa e lúdica da sexualidade na infância, contrastante com a opacidade da tradição religiosa em compreendê-la e abordá-la de maneira humanizada e socialmente educativa. A educação religiosa não pode mais esgotar-se em si mesma:
È possível que a educação religiosa aconteça apenas através da participação das crianças, sem maiores explicações, em determinadas ocasiões, e da restrição da participação em outras, o que já resulta em aprendizado sobre os tabus, o permitido e o proibido, a necessidade de se atingir determinada idade ou determinado status pra ser admitido a certos contextos e assim por diante (BORGES, 2008. p.86).
Evidentemente esse não é um elemento exclusivamente ligado a educação no âmbito religioso. Mesmo no contexto formal de educação, em vários momentos as crianças são desconsideradas, e isso se intensifica quando se trata de questões pontuais e complexas como a sexualidade:
O sistema educativo desconhece a criança, procurando nela o adulto e esquecendo-se de olhar para ela como um ser que tem lugar no mundo, esquecendo-se que a sexualidade é uma dimensão da existência, que não tem idade, que o princípio da transformação está na essência do próprio ser e esquecendo-se também de que a criança elabora suas próprias teorias sexuais de acordo com suas vivências em um estilo pessoal, individual e único (CAMARGO; RIBEIRO, 1999. p.34).
De fato, na maioria das vezes as crianças são impedidas de falar de seu corpo, de suas inquietações, de seus medos e alegrias referentes à sua sexualidade. Uma forma de auxiliar neste processo talvez seja indicar algumas possibilidades para se trabalhar o tema, mas lembrando que isso depende das crianças, da liderança, do ambiente, do cotidiano, da sensibilidade e criatividade do (a) educador (a):
A fragmentação do ensino, tão conhecida nos meios religiosos cristãos, pode e precisa ser solucionada ou minimizada através da preocupação com a adequação às finalidades educacionais... Entretanto, muito seria exigido dos líderes para que estas finalidades fossem atingidas. Muitas das práticas considerada “sacrossantas” em virtude da tradição podem constituir-se em
grandes impedimentos para que tais finalidades sejam atingidas (BORGES, 2008.p.87).
O que permanece comum em todas as circunstâncias é a necessidade de se pensar nos impedimentos que ocorrem atualmente que neguem a efetivação de um trabalho voltado para a educação sexual, que segundo Nunes e Silva representam também “uma reeducação da própria sexualidade”, pois caso contrário, perpetuaremos os mesmos elementos problemáticos de nossa tradição:
Não se faz educação sexual de maneira dogmática e doutrinária. Nem, todavia se pode sustentar um projeto de educação sexual sobre o voluntarismo espontâneo, mesmo aquele carregado de boas intenções e altruísmo. A vontade deve ser o motor das práticas transformadoras, mas esta somente se completa com consciência crítica (NUNES; SILVA, 2006. p.106).
Primeiramente, precisamos perceber nossa atuação. Há aquele educador (a) que não percebe o que a criança está querendo lhe dizer e executa seu próprio modelo aprendido. Há também os que percebem a criança e seus anseios, mas não sabem como atuar (realidade revelada em nossa pesquisa de campo, por exemplo). Da mesma forma, temos educadores (as) nas igrejas que percebem a criança, sabem como atuar, mas, por receio dos comentários de outros membros da igreja, ou das famílias destas crianças, não ousam criar atividades que abarquem o tema em suas aulas. Por fim, temos educadores em Escolas dominicais que percebem a criança, sabem como atuar e até atuam, porém com medo.